sexta-feira, 17 de julho de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Dois presos e uma merdida emperrando a balança

Aparecido Raimundo de Souza

A DECISÃO TOMADA ou ingerida pelo “presosemdente” do STF, sigla conhecida e definida pela sociedade brasileira como  (Saimos Todos pra Fora), decisão esta bebida em seu copo de cristal importado de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, pelo miSInistro Dias e Semanas Totoffoli, apesar dos pesares, parece (parece não), alcançou prolongado e comprido frison na disputa em curso entre a “Procuradoria-Geral da Repúbrica” e as forças-tarefas da belíssima Operação Lava Gatos e Bichanos, pelo menos em três estados.

Em despacho com velas, farota, galinha e muito álcool em gel, o miSInistro Totoauauffoli determinou que os investigadores compartilhem com a cúpula (para quem não sabe, cúpula é um traseiro que pula) do “Mistério Público” ou Ministério Público, todas as bases de dados que acumularam desde o inicio da “operasssão” (sem anestesia, há exatos seis anos.

O procurador geral, Augusto Liberato, perdão, senhoras e senhores, o procurador Augusto Aras (aras, que coisa!!) tenta acessar as informações sigilosas desde março, quando apresentou como justificativa a “necessidade necessária de maior coordenação coordenada das investigações sobre corru... Corru... Corra... Corrupção.

Os procuradores da Lava Patos (que procuram tudo, inclusive o que não fazer), se recusaram terminantemente a atendê-lo, argumentando que não poderiam compartilhar informações tão sensíveis (sensíveis ao ponto de serem como bundinhas de neném) e claro, sem autorização judicial – e sem que o acesso tivesse objetivo indefinido, desculpem,  objetivo definido.

Alicerçado  o impassível empasse, o gabinete de Marras (o gabinete ou alguém do gabinete??), não, senhores, o gabinete de Aras recorreu ao Semprêmio, nô alavancado de uma reclamação apresentada por terceiros e quartos à corte, por causa de citações a congressistas com foro especial num processo em andamento a passos de tartarugas menstruadas no Paraná.

O despacito, o despacho de Totoffoli obriga, ato contínuo, as forças-tarefas do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro a fornecer cópias xeorografadas e com firmas reconhecidas de suas bases de dados e autoriza mais, abona o gabinete de Aras a verificar se elas conduzem investigações sigilosas sobre “artoridades” com foro no STF, lembrando, STF (Somos Trabalhadores Famintos), o que seria ilegal, imoral e pior, engordaria (ver música “Ilegal, imoral ou engorda”, de Roberto Carlos). Acreditem, senhoras e senhores, não é de hoje que os métodos da Lava Sacos despertam desconfiança.

As mensagens vazadas (como velhos botijões de gás) obtidas pelo site The Intercept no ano passado expuseram ações dos procuradores de Curitiba para vasculhar até a vida financeira de miSInistros do “Supremu” sem autorização. Entretanto, contudo, porém, todavia, a transferência de um volume tão imenso de informações para brazzzilia, atendendo a um pedido vago e sem cautela para preservar o sigilo de dados, parece contribuir apenas para mudar o endereço do problema, alimentando ainda mais as goelas e as gargantas da insegura insegurança.

Devemos lembrar, lembrando, para colocar fim ao papo,  que a Desconstituição Fedemal garante autonomia aos membros do Misterioso Ministério Público, protegendo aqueles cidadões contra interferências no seu trabalho. Mecanismos de controle interno como correições anuais oferecem meios de ficar de olhos arregalados em condutas abusivas, ainda que seu desempenho seja historicamente insatisfatório. Entre mortos e feridos, defuntos e cadáveres, a decisão de Totoffoli é provisória.

Provisória? O que isto quer dizer?!  Que a decisão do “ome” ainda deverá ser submetida ao cravo, perdão, pela gafe, ao crivo do “prenário do supremu”, embora  seus efeitos sejam imediatos, e os demais miSInistros só poderão se debruçar sobre o presunto, desculpem, se debruçar sobre o assunto quando voltarem do recesso em julho. Em outros termos, ao meter a colher no equilíbrio do Mistério do Ministério Público, o “presosemdente” do STF, reforçando (Somos Todos Furunfeiros), acirrou tensões e criou riscos e rabiscos.

Caberá ao cagado, mil desculpas e perdões, senhores leitores, caberá ao colegiado ou “coleguinhados” de colegas, encontrar soluções  que preserve de unhas e dentes a unidade da instituição sem melindrar a independência independente dos procuradores e, obviamente, dos procuradores, notadamente daqueles que não podem ou não querem ser achados.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, Espírito Santo, 17-7-2020

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Um comentário:

  1. Aparecido meu filho!
    Falando sério,que tipo de literatura vc pretende praticar?
    Vais do besteirol ao escracho ,passando raras vezes por obras gostosas de ler .
    Mas,aí tens uma recaida!
    Volta o estilo ,confuso ,que remete ao "samba do criolo doido".
    Ou minha inteligencia seria tão limitada ,que não consegue alcançar o cume de tua sutileza ,e resulta em ruidos “peristálticos”, que acabam acordando o chato que mora em mim?
    Queria ler mais de seus textos brilhantes , para justificar minha primeira opinião.
    Ajuda aí mano!

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