segunda-feira, 24 de agosto de 2020

O que cansa é a seletividade da patota “ética”

Rodrigo Constantino


Bolsonaro errou. Ponto. Ele não cai em cascas de banana; ele parece atravessar a rua para cair deliberadamente em cascas de banana. Não pode reagir dessa forma a um jornalista, mesmo que seja um militante tentando provocá-lo*. Precisa se controlar, mesmo se sentindo perseguido - e com razão.

Dito isso, o que chama a atenção de muitos fora da bolha "progressista" é o duplo padrão e a seletividade hipócrita da turma que se mostrou "indignada".

Vejamos o caso de Rodrigo Maia, que logo saiu em defesa da liberdade de imprensa. Dúvida sincera (ou pergunta retórica): se toda vez que Maia se encontrasse com jornalistas eles fizessem a mesma pergunta sobre seu codinome Botafogo na lista de propinas da Odebrecht, ele ainda teria a mesma postura benevolente sobre a mídia?

Outro foi Gilmar Mendes, que publicou:


Só não pode criticar muito os ministros do próprio Supremo, pelo visto. Flavio Gordon tocou na ferida:

Aliás, hoje está bem fácil identificar a lacrosfera toda. Estão todos "lacrando" com uma mesma perguntinha, como se estivessem abafando. São tão éticos! Só "estranha" a seletividade da patota...

Outra coisa é a coordenação das mensagens. Leandro Ruschel ironizou:

Francisco Escorsim foi na mesma linha:

O que boa parte da população já percebeu é que a mídia, em geral, faz um jogo sujo e seletivo, que tem Bolsonaro como um alvo constante, enquanto poupa outros. E para atingir o presidente vale tudo! Quando não há fatos incômodos, eles podem ser criados, como fez a turma dos "antas":


Gente, isso é muito sério. Os "antas" finalmente conseguiram seu furo de reportagem! Agora Bolsonaro cai! Os militares compram carne da maior empresa de carne do mundo! Até aqui nos Estados Unidos muita gente compra carne da JBS. A empresa fatura bilhões, dezenas de bilhões. Talvez o verdadeiro choque seja esse: os militares não são veganos?! Como ousam?!

A turma está perdida, eis a triste verdade. A popularidade do presidente aumentou, e os nossos jornalistas estão perplexos. Se os fatos vão contra a narrativa, pior para os fatos! Eis um exemplo da arrogância:


Na verdade, são notícias como esta que têm tirado o sono dos militantes da mídia:


Por fim, o presidente seguiu a máxima de que o ataque é a melhor defesa, e partiu para o confronto com a Globo:
Governantes precisam estar sempre sob o escrutínio da imprensa. É fundamental para a democracia. O que chama a atenção é justamente a seletividade dessa imprensa, o grau de patologia na perseguição ao atual presidente, as distorções que vemos muitas vezes para encaixar os fatos ou ilações na narrativa.

Se fosse uma mídia mais imparcial e isenta, a reação seria outra. Mas diante de tanta injustiça, da hipocrisia da patota, o povo se mostra um tanto cansado. E isso é ruim para a democracia!

* Segundo um trecho que teria sido ocultado pela mídia, o "jornalista" antes teria provocado o presidente, dizendo que ele iria receber visita da filha na prisão. Não há como saber se é verdade ou não. Mas se foi, então foi tudo armado para produzir esse resultado? Então é assim que se faz "jornalismo"? Como fica para a turma da lacrosfera?

Título, Imagens e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 24-8-2020, 9h24

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