sábado, 2 de abril de 2016

Comandante da Força Nacional se demite e diz que governo e presidente não têm escrúpulos

Luciano Henrique



Após pedir demissão, o coronel Adilson Moreira, comandante da Força Nacional de Segurança, mandou um e-mail aos subordinados. Ali, explicou que conflitos éticos foram a razão de sua saída. Disse que o governo não tinha escrúpulos, incluindo em sua crítica a presidente Dilma. Leia a íntegra do texto:

“Caros TCs da FN,
Desejo lhes informar, que na data do dia 21Mar16, após reunião com a secretária e seu chefe de gabinete, solicitei a ela que me exonerasse do cargo no prazo máximo de 15 dias.Como os senhores depositaram suas confianças em mim, solicitando minha permanência, nada mais justo do que lhes informar a minha decisão de não mais permanecer na FN.Caríssimos, a única motivação que me prendia na FN era o desejo de não produzir nenhuma “solução de continuidade dos trabalhos”, sendo um facilitador das suas aspirações e assim mantive meu compromisso.

Fui a Santa Catarina em meados/fim de janeiro e solicitei a minha família a autorização para permanecer na FN até o fim dos Jogos Olímpicos e os convenci disso. Também informei ao meu amigo Nazareno de tal intenção, pois foi ele quem me trouxe para cá.

Somente aí aceitei o convite da secretária. No entanto, faço registrar, que o “conflito ético” de servir a um governo federal com tamanha complexidade política sempre me inquietou.

Agora em março não foi mais possível manter o foco na área técnica somente.Minha família exigiu minha saída, pois não precisa ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a presidente da República. Me sinto cada vez mais envergonhado. O que antes eram rumores, se concretizaram.

Àquela parte

Rui A.

As boas almas – e Portugal está cheio delas – contorcem-se com o destino do PSD liderado por Pedro Passos Coelho.

Não há opinador que não garanta que Passos está a prazo, e o partido condenado à desgraça enquanto ele por lá andar. Rui Rio, a mais ilustre promessa da política portuguesa desde D. Sebastião no dia seguinte a Alcácer-Quibir, garantiu hoje à nação que só não irá ao congresso do seu partido por excesso de virtude e humildade, certo e seguro de que seria o centro das atenções dessa gloriosa epopeia social-democrata. Ele aposta, como faz desde que nasceu para a política, que, tal como Maomé, se ele não for ter com o PSD, o PSD irá ter inevitavelmente com ele.

Mas, afinal de contas, qual foi a desgraça de Passos que o encheu de sarna e, ao partido, de lepra? Fez disparates irredimíveis enquanto governou? Recebeu um país rico e entregou-o falido? Não deu o peito às balas, quando o país precisava dele, e refugiou-se nalguma sinecura do regime ou de Bruxelas? Perdeu, absurdamente, as eleições a que se candidatou?

Mistério! Para o resolver, talvez fosse interessante olhar aqui para o lado, para a vizinha Espanha, para o partido homólogo do PSD, o Partido Popular, e para o seu líder, Mariano Rajoy. Pois bem, Rajoy preside ao PP desde 2004. Só ganhou eleições em 2011. Nesse breve entretanto, de mais de sete anos, em que perdeu eleições, o PP soube aguardar. Não consta que tenha aparecido por lá nenhum Sebastião nortenho com ganas de o substituir. Levou o PP ao governo em 2011 e ganhou as eleições de 2015, mas também perdeu, por enquanto, o governo.

Por estas e outras razões, deste humilde cantinho, deixo uma sugestão a Passos Coelho, em relação aos seus coveiros: levante a cabeça e mande-os à merda. 
Título, Imagem e Texto: Rui A., Blasfémias, 30-3-2016

Uma manobra de Heimlich para a liberdade de expressão

Maria João Marques
Liberdade é assim: os opositores políticos do Bloco podem ser insultados, mas, se as meninas frágeis do BE são gozadas, há que usar meios governamentais e judiciais para punir quem teve a ousadia.

Ainda bem que vivemos na livre Europa, carregadinhos de liberdades individuais suportadas pelo capítulo dos direitos, liberdades e garantias da nossa constituição e das suas primas europeias. Um conjunto de liberdades tão arreigadas que resistem ainda e sempre ao invasor, não é?

Pois: não é. A liberdade de expressão, por exemplo, anda pelo menos engripada. Na versão de gripe masculina, em que a falta de estrogénio leva os valorosos membros do clube masculino, no mínimo, à experiência de morte clínica e de atracão pela famosa luz branca. Vejamos exemplos.

Um veio de Inglaterra, terra de gente temporariamente desorientada com o Brexit, onde um pobre homem foi preso – mesmo: polícia, grades, tudo o que a experiência dá direito – por tuitar que pediu satisfações (tanto quanto se sabe, pacificamente) a uma mulher muçulmana, que encontrou nas ruas britânicas, pelos atentados de Bruxelas. Perante isto, houve quem se portasse com juízo: a senhora muçulmana mandou o pobre homem passear e o twitter ridicularizou o tuite e o autor. Mas a justiça de sua majestade – aquela que preferiu ignorar durante anos que incontáveis raparigas eram sexualmente abusadas por um grupo de paquistaneses a afrontar os ditos rebentos do antigo Raj – esteve felizmente à altura do desafio colocado por tão virulento tuite. O autor foi preso e acusado de incitar ao ódio racial nas redes sociais.

Presumo, com toda a boa-fé, que não vai haver dualidade de critérios no que toca à liberdade de expressão de jovenzinhos excitáveis muçulmanos que morem na Grã-Bretanha quando se regozijarem por atentados ou defenderem que uma mulher que não se tape e que se maquilhe merece sopapos ou o que for necessário para defender a ‘honra’ da família assim tão ofendida. Dada a gravidade relativa dos vários incitamentos, fico a aguardar pelo menos espancamentos públicos para estes últimos casos.

Golpe de Estado no Brasil

Rui A.
Segundo a líder do Bloco de Esquerda, está em curso um «golpe de estado» no Brasil. A acusação é grave e deve ser ponderada, com apreensão.

Ora, o que se está a passar nesse país? Duas coisas, a saber:

A primeira, o apuramento de eventuais responsabilidades criminais da «presidenta» no processo Lava-Jato, que é relativo à corrupção na Petrobrás. Este processo está a ser desencadeado pelas autoridades previstas na Constituição Federal, sob a fiscalização e tutela do Supremo Tribunal Federal, sem qualquer atropelo às formalidades e exigências legais previstas. Não poderá ser nisto que Catarina Martins [foto] estava a pensar.



Por conseguinte, a deputada deveria querer referir-se às jogadas que têm ocorrido no Congresso brasileiro, com as manobras na base dos partidos que formam a coligação governamental, a última das quais ontem ocorrida com o abandono do PMDB do governo. Por aqui, se o governo brasileiro perder maioria nas câmaras parlamentares poderá cair e a «presidenta» será provavelmente substituída pelo seu actual vice-presidente, Michel Temer. Deve ser exactamente a isto que a deputada se queria referir.

Reformismo de Passos Coelho versus reformismo de Costa

João Miranda

Reformas de Passos Coelho:
·         Eliminar golden shares e privatizar empresas públicas
·         Liberalizar as rendas antigas

·         Reduzir indemnizações e outras restrições do mercado laboral
·     Reduzir custos do trabalho (via redução da TSU em certos casos, redução de feriados e de férias)

·         Liberalizar actividades relacionadas com o turismo incluindo alojamento local
·         Acabar com os horários zero no ensino público

·         Implementar mecanismos de mobilidade na administração pública
·         Tornar a ADSE num seguro pago pelos beneficiários

·   Redução dos benefícios sociais para os tornar adequados à contribuições e ao dinheiro disponível
·         Reduzir o IRC para tornar o país atractivo para investimento estrangeiro

·         Concessionar a privados os transportes urbanos, reduzindo custos e efeitos das greves.

Reformas propostas por António Costa (PDF):
·         Gastar mais dinheiro em educação
·       Gastar dinheiro em vários esquemas de fomento de empreendedorismo e apoio a empresas
·         Reduzir a precariedade laboral … no sector público

·         Gastar mais dinheiro nos transportes urbanos e em vários programas para as cidades
·         Subsídios à reabilitação urbana

·       Simplex (contrariando todas as outras medidas que envolvem microgestão da sociedade e da economia)
·         Duplicar o peso da economia do mar no PIB

·         Capitalizar as empresas com vários esquemas de subsídios (depois de ter travado a descida do IRC) e leis especiais.
·         Aumentar o complemento solidário para idosos e outras prestações sociais

Título e Texto: João Miranda, Blasfémias, 30-3-2016

Rodrigo Constantino: “Por que tanto ódio?”

Luciano Henrique


Poucas pessoas da direita entendem o poder do logro na hora da guerra de frames. Muitas vezes um esquerdista diz que o adversário “é cheio de ódio”. Daí lá vai ele escrever linhas e mais linhas expondo a contradição do esquerdista, em comparação com o que ele prega de fato. Tecnicamente, isto é bom, mas é pouco.

Na verdade dizer que o oponente “tem discurso de ódio” é um ataque por si só. É um frame e nada mais. Não é algo a merecer uma elaboração muito séria, mas para ser aplicado em quantidade. O baixo número de vezes em que definimos o discurso de nosso oponente como “ódio” requer reflexão. Precisamos multiplicar isso em várias e várias dezenas.

Neste sentido o texto “Por que tanto ódio?”, de Rodrigo Constantino, cumpre um belo papel.

O PT e a “gangue do pixuleco” estão dispostos a “fazer o diabo” para não largar o osso, para manter suas benesses estatais. É atitude de perdedor deselegante, de quadrilha, de máfia. Mas, em meio a essa iminente e inevitável debacle, há um fenômeno interessante: caíram as máscaras de “paz e amor” dessa gente. O que se vê é a feiura da carranca em sua essência, sem a maquiagem de marqueteiros corruptos.

Sério, gostaria de perguntar a esses que ainda defendem o PT o motivo para tanto ódio. Por que odeiam tanto a democracia, por exemplo, a vontade popular expressa nos milhões de patriotas que foram às ruas de forma espontânea demandar o fim desse desgoverno incompetente e corrupto? Por que odeiam tanto a classe média trabalhadora, que sustenta este país? Por que a baba de ódio ao acusarem de “fascistas” todos os que discordam do socialismo, sendo que está claro quem realmente adota postura fascista nessa história? Por que um Guilherme Boulos da vida, do MTST, fala em “incendiar o país” com tanto ódio irresponsável? Por que o presidente da CUT, Vagner Freitas, incita tanto a violência e faz ameaças absurdas?

Charada (205)


Durante as minhas férias,
eu e um amigo decidimos
jogar uma partida de xadrez por dia,
devendo, em cada partida,
o vencedor receber um euro do perdedor.
Quando, no último dia de férias,
fizemos as contas, concluímos:

a) Eu ganhei mais do que ele.
b) O meu amigo deu-me 9 euros.
c) Ele venceu 13 partidas.

Assim,
quantos dias 
duraram as férias?

quarta-feira, 30 de março de 2016

Ana Amélia lembra que o PT apresentou 50 pedidos de impeachment entre 1990 e 2002

Incomodada com a insistência do governo federal e do PT de classificar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff de "golpe", contrariando a opinião até de ministros do Supremo Tribunal Federal, a senadora Ana Amélia Lemos encomendou levantamento sobre a conhecida relação íntima entre PT e impeachment.



O jornalista Clésio Andrade, que analisou a pesquisa que identificou 50 petições de impeachment de todos os presidentes da República entre 1990, para fazer um cálculo e concluir que ocorreram 50 pedidos em 12 anos, o que, arredondando, resulta em 4 por ano. Ou 1 a cada três meses, sem descontar os períodos de férias de julho e dezembro.

Conta Clésio Andrade:

Ana Amélia mencionou, para ilustrar, o pedido de impeachment feito pelo PT contra o então presidente Fernando Henrique, em 1999, início do segundo mandato. A acusação dizia que o FH havia cometido crime de responsabilidade na execução do Proer, o programa de estímulo à reestruturação do sistema financeiro nacional.

Ao final do discurso, a senadora gaúcha avisou:
— Interpretam os fatos conforme as conveniências. Nada como um dia após o outro. Nada como documentos, nada como a história.
Via Políbio Braga, 29-3-2016


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Ayaan Hirsi Ali desmascara entrevistador picareta

Luciano Henrique



Em meu livro Liberdade ou Morte, prestes a sair pela editora Simonsen, comento que os defensores do uso do barbarismo para conquista de poder vivem na dependência da censura de adversários. Igualmente também dependem de alguns truques verbais que precisam ser desmascarados, entre os quais a justificação da violência e o duplo padrão.

Outro truque que amam de paixão é a ausência deliberada de senso de proporções, uma variação radical da falácia tu quoque. Com o ardil, eles buscam validar os seus atos de violência ou daqueles a quem defendem, afirmando que seus oponentes “também fizeram”.

O duro é quando em suas comparações praticam equivalências morais abomináveis como aquelas pregadas por Leandro Karnal. Veja a ativista Ayann Hirsi Ali [foto] somali-holandesa-americana desmascarar um jornalista que tentou o embuste:


Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 29-3-2016

Mino Carta diz que Moro talvez seja… da CIA

Luciano Henrique


Mino Carta [foto] jamais deixará de ser reconhecido como um garoto de recados de Lula, depois que os grampos revelaram que ele faz matérias sob solicitação do líder petista.

Mesmo assim, isso não serviu para que ele adquirisse qualquer senso de ridículo. Em um vídeo, o diretor da Carta Capital disse que a Lava Jato resulta de um golpe da CIA. Logo, Sérgio Moro atua a serviço do governo dos Estados Unidos. Em suma, é a mesma patacoada que já vimos no livro “As Veias Abertas da América Latina”, que engana incautos e abastece desonestos há décadas, mas aqui levada a limites surreais.

Não dá para deixar de reparar no copo de vinho (é de se questionar se aquela era a primeira garrafa), bem como na voz de Mino, que parece ter feito o vídeo de cara cheia. Impagável.


Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 29-3-2016

Charada (204)

Trinta colecionadores foram
A um leilão de quadros.
Dez compraram menos de 6 quadros,
oito compraram mais de 7 quadros,
cinco compraram mais de 8 quadros,
e um comprou mais de 9 quadros.
Então, qual o número total
de colecionadores que comprou 
6, 7, 8 ou 9 quadros?

Lamentações

Nelson Teixeira
Cada pessoa age à sua maneira. Mas o que diferencia duas pessoas diante do mesmo problema?
A diferença está na maneira como veem a vida. Queixosos e lamurientos verão o problema como mais um daqueles obstáculos intransponíveis e mesmo que façam pequenos esforços para superá-los, guardarão consigo a impressão de que fizeram um estupendo esforço.

Os confiantes e serenos, enfrentarão o problema com naturalidade dando-lhe a importância relativa.

Antes de se queixar, verifique se é uma queixa legítima, fundamentada e justa. Se não for, certamente será uma lamúria, fruto de seu descontentamento com o mundo. Neste caso você deve se perguntar: o que devo fazer para resolver esta situação sobre a qual reclamo continuamente?

A resposta a essa pergunta o guiará a transformar tais lamúrias em ações proativas.
Como voce está se comportando? 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-3-2016

terça-feira, 29 de março de 2016

As caras da hipocrisia

Nuno Gouveia


O governo português era outro. Luaty Beirão estava em greve de fome contra a opressão do regime angolano, mas em Outubro, a hipócrita Catarina Martins e o seu grupo de deputados transformou este infeliz caso num acto de propaganda contra o Governo Português, como se este fosse responsável pelo que se passa em Angola. Não se coibiu de considerar mesmo que a posição do Governo Português era "vergonhosa", citando as suas palavras. 

Passaram cinco meses e, infelizmente, os activistas pela democracia em Angola foram condenados por algo que todos nós consideramos aberrante e inqualificável: o delito de opinião. Agora já não há apenas uma acusação, há condenações. E que fez Catarina Martins? Já acusou o Governo Português de "vergonha"? Já promoveu números de propaganda na Assembleia da República contra o governo que agora apoia? Não. Desta vez, tem direccionado as suas declarações contra o verdadeiro responsável por esta situação: o regime angolano. 

Hombridade, procura-se

Carlos Nunes Lopes


17/09/2012







"Incompetência, gestão danosa, lesar o interesse público, despudorado, caso de polícia, pedidos de demissão, destruição dos estaleiros, suspeitas, denúncias infundadas..." e esta figurinha aparece hoje a dizer que virou a página?!...

E nem um pedido de desculpas a Aguiar-Branco?  Há mínimos para a hombridade. 

Coitados dos munícipes à sorte deste edil. 
Título, Imagem e Texto: Carlos Nunes Lopes, 31 da Armada, 29-3-2016

Ó, Ana Gomes, e agora… about Luaty?


É a chamada memória selectiva...

O manual da indignação selectiva ainda não levou a eurodeputada Ana Gomes, do PS, a inquirir se o Presidente Marcelo e o 2º Ministro António Costa já ligaram ao Presidente José Eduardo dos Santos.

De que está à espera?
Que Luaty apodreça na cadeia?
Imagem e Texto: Luis Faria, 29-3-2016

Museu do Santo Ofício

Alberto José

A Inquisição era formada por um grupo de tribunais dentro do organograma jurídico da Igreja Católica Romana e tinha por objetivo combater a heresia. Foi instituída no século XVII e atuou em vários países e territórios sob a direção de frades dominicanos. No Brasil, o tribunal do Santo Ofício funcionou em Minas Gerais, entre 1700 e 1820, quando julgou mais de 900 indiciados.




           
O Conselho da Inquisição se considerava fora da jurisdição pontifícia e, sob a orientação do Frei Tomas de Torquemada foram estabelecidas as regras para a criação dos Tribunais do Santo Ofício que iniciaram os primeiros Autos de Fé em Sevilha, Espanha. De acordo com as investigações dos historiadores, Frei Torquemada mandou para a fogueira mais de 10 mil pessoas.

Em 1551, apareceu na Espanha o índice dos livros proibidos pela Inquisição Espanhola no qual se registraram os livros que, segundo o Santo Ofício, continham conceitos que atentavam contra a fé e cuja divulgação e leitura eram proibidas nos territórios sob o domínio da Coroa espanhola. Uma vez denunciadas, as pessoas que se dedicavam ao comércio ou a simples leitura dos livros proibidos eram levadas para o tribunal. Os livros eram confiscados e incinerados em ato público e os indiciados perdiam os seus bens por ato dos inquisidores sem prejuízo da pena de tortura ou morte, à critério do tribunal.

Treze anos depois da publicação da primeira lista de livros, o Papa Pio IV publicou no Concílio de Trento o Index Librorum Prohibitorum no qual apareciam os livros proibidos pela Igreja Católica; o index teve várias atualizações até 1966, quando foi suprimido.

Faculdade de Direito da USP abrigará ato pró-impeachment no dia 4 de abril

Professores, alunos e ex-alunos da São Francisco se mobilizam em favor do impedimento da presidente Dilma


Reinaldo Azevedo

Assistam a este vídeo:


Professores, alunos e ex-alunos da Faculdade de Direito da USP realizam, no dia 4, às 19h, nas históricas Arcadas da São Francisco, um ato em defesa do impeachment, que vai contar com a participação de importantes advogados e juristas.

O petismo, disfarçado de consciência jurídica, criou uma fraude intelectual grotesca, segundo a qual não haveria motivos para o impeachment de Dilma.

Ainda que se ignorassem todas as falcatruas que a Lava Jato trouxe à luz, bastam as pedaladas fiscais — crime óbvio, segundo a Constituição e a Lei 1.079 — para o impeachment.

Mais um ex-ministro do Supremo desmoraliza a conversa mole de que impeachment é golpe

Eros Grau passa um carão naqueles professores da USP que foram à Faculdade de Direito do Largo São Francisco mentir sobre a Constituição e a lei

Reinaldo Azevedo
Eros Grau [foto], ex-ministro do Supremo, mais uma vez, toma uma atitude corajosa, deixando-se pautar pela Constituição e pelas leis, não por chacrinhas e chicanas.


Em entrevista ao Estadão, Grau disse com todas as letras o que sabem os sensatos: “O golpe é algo contra a Constituição. E o impeachment está previsto na Constituição. Deve ser tratado como uma coisa normal. Não é ilegal”.

Grau ficou irritado com a patuscada protagonizada no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP por petistas disfarçados de professores: “Desde que eu me aposentei e sai do Supremo, há seis anos, eu nunca dei entrevistas, escrevi nada com conteúdo político. Sempre me recusei. Mas, quando eu vi o que ocorria na Faculdade, eu fiquei uma arara. Aquilo foi um absurdo. Aqueles professores da Faculdade estão fartos de saber que não existe ilegalidade em se fazer uma investigação sobre o presidente da República. Está previsto na Constituição. Foi uma manifestação política de agressão à Constituição. Foi isso que me fez sair do meu silêncio. Quem está pedindo que a Constituição seja cumprida não está dando golpe nenhum. Golpe é descumprir a lei”.

Eis aí. Não custa fazer aqui algumas observações. Grau é um homem com formação de esquerda. Durante a ditadura, foi preso e torturado. Mesmo assim, no Supremo, na condição de relator, votou contra a revisão da Lei da Anistia com um argumento irrespondível também do ponto de vista técnico. O texto que convocou a Assembleia Nacional Constituinte tinha a anistia como pressuposto. Há uma diferença entre ser um jurista e um chicaneiro. Grau demonstrou que não era ministro para se vingar, mas para fazer valer a Constituição e as leis.

Aliás, além de Grau, já desmoralizaram publicamente a tese estúpida do golpe os ministros Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia e ex-ministros Ayres Britto e Carlos Veloso.

E o ex-ministro diz ainda: “Eu acho que Michel Temer vai ter de ser o presidente. Essa vai ser a forma de cumprir a Constituição. É o que a lei diz”.
Título e Texto: Reinaldo Azevedo. VEJA, 28-3-2016

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Lula, o amoral, difama Lava Jato e Moro mundo afora para tentar barrar impeachment

O Planalto, em consonância com o presidente “de facto”, decidiu, como afirmei nesta manhã, optar pelo leilão: está distribuindo fatias do governo a quem quiser votar contra o impeachment

Reinaldo Azevedo

Ai, ai…
Lula, ora vejam, não é ministro de coisa nenhuma. Hoje, ele é apenas um ex-presidente investigado. Mas está concedendo entrevistas a veículos estrangeiros. Não! Não é para tratar da crise política, de seus desdobramentos, do eventual fim da era petista. Isso até faria sentido.

Não! Ele está é tratando de miudezas mesmo. Acha, por exemplo, que o Planalto pode segurar parte do PMDB e, como diz, construir a governabilidade.

E, para não variar, dá a si mesmo como exemplo: “Quando eu ganhei as eleições, em 2003, em um primeiro momento o PMDB não me apoiou, mas uma parte do PMDB na Câmara me apoiava, uma parte do PMDB do Senado me apoiava, e nós conseguimos governar”.

Bem, cumpriria lembrar aqui que as circunstâncias eram outras, mas me parece ocioso a esta altura.

O Planalto, em consonância com o presidente “de facto”, decidiu, como afirmei nesta manhã, optar pelo leilão: está distribuindo fatias do governo a quem quiser votar contra o impeachment.

E tenta ainda esvaziar a reunião do Diretório Nacional do PMDB, marcada para esta terça, que deve votar pelo desembarque. O governo tenta arrancar dos ministros peemedebistas o não comparecimento ao encontro e o compromisso de trabalhar em suas respectivas bases contra o impeachment.

Críticas a Moro
Na entrevista coletiva, Lula fez críticas ao juiz Sergio Moro. Segundo ele, é competente e inteligente, mas foi picado pela mosca azul.

Charada (203)

No quintal da sua casa,
Gustavo tem uma torneira
que deita 6 litros
se água por minuto.
Assim,
quantas garrafas de
2, 5 litros
conseguirá ele encher
se utilizar
a torneira durante 
meia hora?

Nascer e morrer

Nelson Teixeira
Nossa viagem na vida é como uma grande caravana, onde vamos numa viagem difícil alcançar nosso destino.

Onde vamos chegar ainda não se sabe, mas temos algumas intuições que o porvir nos espera, que será bem melhor se dele formos merecedores. Concomitantemente, nessa caravana alguns vão nascendo e outros morrendo, visto que a viagem é longa, cheia de aventuras e obstáculos, fazendo com que aprendamos todos os dias.

A paisagem à nossa volta é muito linda, cheia de desafios e conquistas se a enfrentamos.
Ninguém consegue viajar sem encontrar dificuldades.
Nesta jornada alguns nascerão e outros morrerão.

Melhor ainda é que todos terão maravilhas para descrever das emoções que passaram.

Por mais simples que possa parecer, você tem uma história para contar repleta de emoções.

Caminharemos mas não chegaremos ao destino final tão fácil, pois este está muito além da vida terrena que conhecemos agora.

Continue caminhando, não tenha pressa nem desânimo, que você chega. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 29-3-2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ana Amélia: "Humilhação é o País ser visto como o mais corrupto do mundo"

Um artista

Rui A.
Obama, o ainda presidente dos EUA, tem-se mostrado muito preocupado com a situação em que a Venezuela vive, por causa da «crise económica» e por esse país não ter um «governo legítimo». Felizmente nem tudo vai mal pela América Latina, como ficou bem patente da sua recente visita a Cuba, onde encontrou um país em franco desenvolvimento, promovido por um governo saído de eleições mais do que democráticas. 
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 27-3-2016