quinta-feira, 7 de novembro de 2019

CPMI das Fake News ouve Allan dos Santos (Íntegra)

Oitiva do jornalista Allan dos Santos.


O jornalista do blog Terça Livre vai prestar esclarecimentos sobre a divulgação de notícias falsas durante as eleições de 2018.

Atenção, generoso leitor, são quase seis horas de... oitiva. 😉


Título, Texto e Vídeo: Câmara dos Deputados, 5-11-2019

O governo Bolsonaro mostra a que veio - William Waack comenta


O governo apresenta ao Congresso o mais ambicioso plano geral de reforma do Estado em décadas. O conjunto de medidas abrange a mudança do marco institucional para atacar não só a questão dos gastos públicos, mas também a estrutura e funcionamento do funcionalismo, as modalidades de concessão e privatização, a distribuição de recursos arrecadados pelos entes da federação e vários aspectos envolvendo insegurança jurídica e ambiente de negócios.

O conjunto de propostas tem como ponta de lança a reforma administrativa, que pretende alterar as modalidades de atuação do funcionalismo público e suas poderosas corporações, até agora sempre vencedoras diante de tentativas semelhantes de reformas no passado.

As principais dificuldades serão políticas e, no topo delas, a inexistência de uma base parlamentar coesa, sólida e coordenada por parte do governo.

Sociedade civil organizada e alguns governadores estão pressionando diretamente Bolsonaro a mostrar uma direção política em relação às reformas.


Painel WW, 5-11-2019

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A censura fake de Caetano Veloso e Caio Blat

Jones Rossi


O americano Chris Burden revolucionou o mundo das artes contemporâneas. Quando ainda era estudante, no final da década de 1960, fez sua primeira performance ao se trancar durante um armário minúsculo por cinco dias. Anos depois, ganhou notoriedade ao se deixar atingir por um tiro de fuzil no braço, levantando um debate sem fim sobre o que é arte.

A discussão sobre os méritos artísticos de Burden continua até hoje — para saber mais, vale a pena conferir o documentário ‘Burden’, de 2016. O que não se discute é a coragem de Chris, que abriu seu caminho para o estrelato artístico com criatividade e performances nas quais arriscava a própria vida. Se isso é arte ou não, os críticos que decidam.

No Brasil, mais especificamente em Brasília, a coragem está em falta. Cantores, atores, produtores e toda sorte de personalidades do meio cultural fizeram uma romaria até o Supremo Tribunal Federal para denunciar a terrível censura em vigor sob o atual governo. Você provavelmente não sabia que isso estava acontecendo, mas Caetano Veloso, Luís Carlos Barreto, Caco Ciocler (quem?), Caio Blat e outros menos famosos querem que você acredite nisso.

O evento que reuniu a nata da cultura brasileira foi uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (04) no STF, por causa de uma ação feita pelo partido Rede Sustentabilidade para “discutir medidas do governo que impõem novas formas de censura”, como andaram divulgando por aí.

Por mais que os supracitados queiram que a coisa toda seja retratada com ares heroicos, como se fossem paladinos da liberdade de expressão lutando contra uma ditadura malvadona, no fundo a questão se resume ao vil metal: grana, tutu, bufunfa, verdinhas, dinheiro. A peregrinação dos baluartes da arte tupiniquim tinha o objetivo de reclamar da medida do governo Bolsonaro que transferiu o Conselho Superior do Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil.

A democratização do poder

Alexandre Garcia

Foto: Maicon J. Gomes/Gazeta do Povo
A “CPI das Fake-news” é, na verdade, a revelação do medo que os políticos têm de perder o poder para a inevitável democratização do direito de opinião, de manifestação e a pulverização do monopólio do poder. Cobrando impostos à razão de um terço de tudo o que se produz e vende, o estado brasileiro detém o monopólio da riqueza. Ao mesmo tempo, os que têm mandato conferido pelo voto detêm o monopólio de decisões que afetam a vida de todos.

Essa concentração de poder econômico e político está em vias de acabar, principalmente por causa de uma novidade surgida há apenas 50 anos. No início de novembro de 1969, anunciava-se que pela primeira vez um pacote de dados fora transmitido dias antes entre os computadores de duas universidades, na Califórnia.

Aqui no Brasil, essa revolução só foi percebida por muitos políticos na última eleição presidencial, quando as redes sociais e não o dinheiro de empreiteiras e estatais, nem os marqueteiros, nem a propaganda televisiva, elegeram um presidente da República. Os brasileiros não ficam atrás dos navegadores digitais do primeiro mundo. Em mensagens e participação em redes sociais, nos equiparamos aos de países de alta renda. Perdemos ainda em velocidade, mas o 5G vem aí e já foi experimentado no Rock in Rio. A fibra ótica está ajudando a integrar a Amazônia, serpenteando pelos leitos dos rios, e 38 satélites já cobrem o país, que está cada vez mais abastecido de provedores de banda larga.

Revelado jovem que atirou ídolo Pachamama no Tibre

LifeSiteNews

O homem que atirou a infame estátua de Pachamama no Rio Tibre revelou sua identidade hoje. Em vídeo ele explica sua motivação para ter retirado o “ídolo pagão” da igreja de Santa Maria em Transpontina, perto do Vaticano, no mês passado.


Alexander Tschugguel, 26, de Viena, Áustria, conversou com o co-fundador do LifeSite, John-Henry Westen, dizendo-lhe: “para mim, foi algo realmente ruim, porque vi naquelas estátuas e naqueles ídolos… uma violação ao Primeiro Mandamento.” Ele diz que foi motivado simplesmente pelo desejo de “retirar objetos pagãos de uma igreja católica.”

Tschugguel converteu-se do luteranismo há 10 anos e estava em Roma cobrindo o Sínodo da Amazônia. Ele contou à LifeSite que consultara um sacerdote e rezara muitos rosários junto com sua esposa antes de levar a cabo seu plano. Ele disse que “a preparação espiritual foi fundamental”.

Ao chegar à igreja, percebeu que ela ainda estava fechada. Decidiu rezar o rosário do lado de fora e a porta foi destrancada pouco tempo depois; entrou assim que abriram. Ele afirmou que não estava preocupado com as consequências ou com a possibilidade de as coisas não saírem conforme planejado.

“Se ficarmos sempre pensando sobre o que acontecerá depois, e se ficarmos sempre pensando dessa maneira, nunca faremos nada.” Se alguma coisa ruim estiver acontecendo em uma igreja católica, “precisamos agir,” ele disse. “Seja lá o que acontecer, não poderá ser tão ruim assim.” A “pior coisa” que pode acontecer é não irmos para o Céu.

Assista abaixo ao vídeo com a declaração dele sobre a razão de ter retirado a estátua:


Tschugguel, que é ativo no Twitter, fundou o Instituto São Bonifácio, uma organização de leigos católicos que deseja que a Igreja viva sua doutrina tradicional. “Não vamos mais ficar calados,” ele disse. São Bonifácio foi um monge do século VIII, talvez mais conhecido por cortar um carvalho venerado pelos pagãos alemães.

Reino Unido: Think-Tank de Tony Blair Propõe Acabar com a Liberdade de Expressão

Judith Bergman
          
Inquietante é o fato da principal preocupação do think-tank de Tony Blair ser o ódio verbal expressado na Internet por cidadãos em resposta aos ataques terroristas e não as verdadeiras expressões físicas de ódio escancaradas nos assassinatos em massa perpetrados por terroristas contra inocentes. Ataques terroristas, ao que tudo indica, deveriam ser considerados coisa normal, incidentes inevitáveis que viraram parte integrante da vida cotidiana no Reino Unido.

Diferentemente de grupos proscritos que são banidos devido a ações criminais como violência e terrorismo, a classificação de "grupo que instiga o ódio" significará principalmente uma ação na justiça por crimes de pensamento.

Ao que tudo indica, os valores democráticos são o que menos interessa ao think-tank. O projeto de lei fará com que o governo britânico seja o árbitro do discurso aceitável, em especial o discurso político. Uma medida autoritária tão extraordinária e radical transformará a liberdade de expressão numa ilusão no Reino Unido.

O Home Office terá condições de acusar qualquer grupo que considerar politicamente inconveniente de "disseminar a intolerância" ou de "alinhamento com ideologias extremistas" e classificá-lo como "grupo que instiga o ódio".

Uma nova lei proposta pelo Tony Blair Institute for Global Change fará com que o governo britânico seja o árbitro do discurso aceitável, em especial o discurso político. Uma medida autoritária tão extraordinária e radical transformará a liberdade de expressão numa ilusão no Reino Unido. (Imagem: iStock)
O Tony Blair Institute for Global Change publicou o estudo: Delineando o Ódio: Novas Diretrizes para Acabar com os Crimes de Ódio, que recomenda iniciativas radicais para lidar com grupos que instigam o "ódio", ainda que não tenham incorrido em nenhuma prática violenta.

O problema, conforme definição do think-tank, consiste na "essência danosa dos grupos que instigam o ódio, entre eles os de extrema-direita como o Britain First e o Generation Identity. As leis em vigor não têm condições de impedir grupos de disseminarem o ódio e a dissidência, mas sem preconizar a violência". O think-tank define o que entende ser um dos principais problemas dos crimes de ódio da seguinte maneira:

Immigration, islam, intégration… “Je dois reprendre en main ces sujets”, nous confie Emmanuel Macron

Louis de Raguenel, Tugdual Denis et Geoffroy Lejeune

Face à notre journaliste, le président de la République revient sur son déplacement à Mayotte et La Réunion et l'importance de se saisir des sujets qui divisent la France.


Le président de la République avait prévenu les passagers de son Airbus : le décollage serait « spécial ». Déjà annoncée en amont du voyage d'Emmanuel Macron à La Réunion, l'éruption du piton de la Fournaise a cette fois bien lieu. L'avion d'un chef d'État ne dansant pas au dessus d'un volcan, nous contournerons le principal cratère. Le pilote, un officier de l'armée de l'air, incline l'appareil pour offrir une vue imprenable, depuis le ciel, sur les multiples cavités. Spectacle époustouflant et métaphore presque trop facile d'un pays toujours au bord de la fusion.

Mayotte et sa situation rendue impossible par l'immigration clandestine venue des Comores, La Réunion et son terreau social explosif, la France périphérique mouchetée de “ gilets jaunes ” à la colère sourde, un pays entier régulièrement meurtri par le terrorisme islamiste : Emmanuel Macron gouverne une France bien trop blessée pour ne pas avoir à répondre à des problématiques qui font mal. Le malaise national, interminable cancer d'une identité malmenée, impose un diagnostic sans faux-semblant et un traitement de cheval. C'est au nom de ces patients français et des lecteurs de Valeurs actuelles que nous avons préparé pour le jeune président des questions sans ambages. Point de délices de la mise en abyme personnelle ni de feutre de la stratégie du pouvoir : les faits, les maux, les solutions.

Comment continuer à prétendre qu'il n'y a pas de lien entre islam et islamisme ? Comment différencier la femme radicalisée de celle portant un voile ? Pourquoi culpabiliser notre société quand certains reprochent à une femme de se mettre en marge de la société en choisissant délibérément d'accompagner son enfant en portant un voile lors d'une sortie scolaire ? Comment déployer une politique migratoire quand le “ en même temps ” vous fait tenir la double promesse d'être à la fois “ humain ” et “ impitoyable ” ?

Existe-t-il chez Emmanuel Macron un “ impensé ” sur ces questions, comme le lui reproche la droite ? Après de multiples demandes depuis son arrivée au pouvoir, son entourage nous propose, début octobre, d'accompagner la délégation de son voyage officiel à Mayotte, aux îles Glorieuses et à La Réunion, pour répondre à cette interrogation en suspens depuis le début du quinquennat. Intérêt partagé. Un proche de l'Élysée ne s'en cache pas : « Pour sceller véritablement le passage à l'acte II de son quinquennat, le président souhaitait parler à Valeurs actuelles et à ses lecteurs… C'est très important pour lui. » Le choix d'une destination constitue déjà un acte politique en soi : à Mayotte, il sera question d'immigration, de suspension du droit du sol et d'éloignement de clandestins… Au début de la présidence d'Emmanuel Macron, les demandes d'asile ont explosé (123 625 en 2018, + 22,7 %), tout comme les titres de séjour (255 956 accordés l'an dernier). Les Français s'inquiètent de l'islamisation de la société. Un sondage Ifop paru dans le Journal du dimanche, le 27 octobre, l'illustre : 61 % des personnes interrogées jugent l'islam “ incompatible avec les valeurs de la société française ”, quand 73 % d'entre elles souhaitent l'interdiction de tout signe ostensible pour les parents accompagnant les sorties scolaires. Emmanuel Macron ne l'ignore pas : le régalien et les sujets migratoires seront au cœur des questions touchant à la vie de la cité dans les prochaines années, particulièrement en 2022. Le temps presse.

Après plusieurs discussions avec l'Élysée en amont du déplacement, le cadre de la rencontre prend forme : nous sommes invités à bord de l'A 330 présidentiel qui décolle d'Orly, lundi 21 octobre, et doit atterrir à Mayotte le lendemain matin aux alentours de 9 h 30. Notre entretien avec le chef de l'État doit avoir lieu pendant le vol, « sauf s'il change d'avis ou a une urgence », précise un membre de son équipe. Pour le retour à Paris, le vendredi 25 octobre, Valeurs actuelles embarquera avec ses confrères dans un autre avion officiel.

Charada (1 102)

Durante as festas
populares da cidade,
os lisboetas viram
um turista inglês
montado num burro,
comprando uma planta.
Qual a planta que
o homem comprou?

terça-feira, 5 de novembro de 2019

[Aparecido rasga o verbo] Entre comadres

Aparecido Raimundo de Souza

MAURA E ANITA, AS DUAS AMIGAS inseparáveis tomam refrigerantes e conversam animadamente enquanto seus respectivos esposos no barbeiro ao lado, cortam os cabelos.

Maura
- Você já notou as semelhanças entre nossos companheiros e nossos cachorros?
Anita
- Por certo, Maura. Os dois fazem suas necessidades fisiológicas em qualquer lugar e geralmente nunca se limpam direito. Pior é que se deitam no meio de nós e ainda acham ruim se reclamamos do cheiro estranho que impregna o ar. Um saco, amiga.

Maura
- Verdade Anita. Sem contar que são extremamente folgados o que faz com que ocupem espaço demais na cama na hora de dormirmos. Se acaso pretendemos partir para o bem bom, sabe como, né?, fazendo aquele amor no capricho para tirarmos o estresse, minha nossa! Um inferno. Geralmente, no outro dia, pela manhã, acordo com dores nas costas.
Anita
- E eu nas partes baixas.
Maura
- Às vezes penso seriamente em dar um jeito de me livrar do sujeito...
Anita
- Pretende se separar do Claudiano, Maura?

Maura
- Não, amiga Anita. Do Pimpão, nosso cachorro.
Anita
- Eu fui mais longe que você. Percebi que os dois têm medo, um horror quase irracional do ventilador de teto em funcionamento.
Maura
- Engraçado. Lá em casa o Claudiano quer ver o diabo e foge apavorado quando ponho alguma coisa para bater no liquidificador. Pimpão, então, segue pelo mesmo caminho. Chega a ser engraçado...
Anita
- E você alguma vez pensou em descobrir a causa desses traumas? 

Maura
- Claro. Tive um papo aberto com o Claudiano e ele me revelou que a coisa vem desde a infância. O pai dele, seu Carlos Lyra, meu sogro, quando Claudiano era pequeno, vivia falando que se ele fizesse alguma travessura, colocaria a mão dele para ser cortada junto com todos os dedos dentro do liquidificador...
Anita
- Credo em cruz! Que maldade. E o infeliz do Pimpão?
Maura.
- Tomou com um liquidificar no meio da cabeça, quando corria atrás de uma bola. Chegou a fazer um galo enorme na boca...
Anita
- Na boca?

Charada (1 101)

Na próxima semana,
irei a duas capitais
europeias.
Uma tem sete
e a outra também.
Quais são essas cidades?

[Discos pedidos] É como me sinto e agradeço


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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

INSS: sai regra para beneficiário que vive no exterior comprovar vida


Pedro Peduzzi

Uma resolução publicada pelo Ministério da Economia no Diário Oficial da União de hoje (4) define as regras para a comprovação de vida a ser apresentada por beneficiários que vivem no exterior, amparados ou não por acordos internacionais.

De acordo com a Resolução 707/19, a comprovação de vida deverá ser feita anualmente, independentemente da forma de recebimento do benefício. Sua não realização resultará em bloqueio de crédito, suspensão ou cessação do benefício.

A documentação de comprovação de vida deverá ser encaminhada ao INSS – Instituto Nacional do Seguro Social -  diretamente pelo beneficiário, por meio de juntada dos documentos no MEU INSS.

Segundo o decreto, o registro no MEU INSS não exime o beneficiário da obrigação de entregar os originais da documentação aos órgãos do INSS.

No caso em que haja acordos com o país de residência do beneficiário, a comprovação deve ser encaminhada à agência de acordos internacionais responsável.

No caso de residentes em países com quem o Brasil não mantém acordos internacionais de Previdência, a documentação deve ser encaminhada por meio da Coordenação-Geral de Pagamentos e Gestão de Serviços Previdenciários da Diretoria de Benefícios.
Título e Texto: Pedro Peduzzi; Edição: Kleber SampaioAgência Brasil, 4-11-2019, 9h23

Com a palavra, Guilherme Fiuza


Guilherme Fiuza é jornalista, escritor, colunista do jornal Gazeta do Povo. Tem muitos livros publicados como "Meu nome não é Johnny" que virou filme, “Não é a Mamãe: Pra entender a Era Dilma”, “Bussunda, a Vida o Casseta” e acabou de lançar “Manual do Covarde”.

Está escrevendo ficção e tem peças de teatro escritas e encenadas.

Fiuza é carioca, tem 54 anos e nesta entrevista passamos em revista a política do Brasil desde o impeachment de Collor ao governo Bolsonaro.

Gravamos no Rio, dia 15/10/19.


Título, Texto e Vídeo: Leda Nagle, 4-11-2019

Em entrevista à Record TV, Bolsonaro fala que deve sair do PSL e pretende criar um novo partido


Enem sem ideologia e sem problemas técnicos é mais uma vitória para Weintraub

Denise Drechsel 

Pouco tempo à frente do Ministério da Educação, Abraham Weintraub [foto] já colecionou uma série de polêmicas, desde atritos com veículos de comunicação até a divulgação de vídeos irônicos contra a doutrinação de esquerda, Paulo Freire, a UNE, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, sem contar performances questionáveis como a imitação de Elvis Presley ao final de uma coletiva de imprensa. Mas uma coisa é certa: o economista brigão tem colecionado vitórias nesses quase sete meses na pasta e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019 é, sem dúvida, a segunda mais importante do ano – depois do fim do “contingenciamento de recursos”.

Foto: Luis Fortes/MEC

A primeira prova do exame – a mais susceptível à “doutrinação” pelos temas de linguagens e ciências humanas –, realizada neste domingo (3), ocorreu sem o “terrorismo” propagado nos últimos meses, utilizando o termo do próprio Weintraub. Não houve os problemas de impressão superdimensionados – alguns críticos ao governo chegaram a dizer que não haveria Enem em 2019 – e nem contratempos técnicos de peso. A prova também custou menos do que nos anos anteriores. O fato mais grave registrado neste domingo foi a difusão por WhatsApp de uma fotografia da prova, logo após o início do exame, feita por um dos 350 mil aplicadores contratados pelo Inep, mas que não trouxe consequências aos estudantes – todos já estavam na avaliação, sem acesso ao celular, quando a imagem circulou pelas redes sociais.

 “Foi um sucesso”, comemorou o ministro, em coletiva de imprensa. “A despeito de ficar seis meses debaixo da chuva de fake news. Foi o [Enem] com o menor custo por aluno (...) e foi o mais baixo aparentemente em termos de problemas”, continuou.

“Além disso”, afirmou, “este ano, respeitamos toda a sociedade, ao contrário dos outros anos (...) ao contrário do que tinha no passado, doutrinação, sujeira, ineficiência, escândalo, problemas com gráfica...”

A prova não trouxe temas como o feminismo, os LGBTs ou a ditadura militar. Por outro lado, não fugiu de assuntos como o totalitarismo, sob a ótica de Hannah Arendt, questões sobre os direitos humanos, quilombos, intolerância religiosa, entre outros, até com um número maior de questões de sociologia, ao contrário do que era esperado. Apareceram autores como Michel Foucault, Kant, Maquiavel, René Descartes, Adam Smith e Jacques Derrida. O tema da redação foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Nem a esquerda está criticando a prova”, disse Weintraub.

As quatro medidas de Bolsonaro para aquecer a economia e como elas vão afetar o PIB

Foto: Petrobras/Divulgação

Giulia Fontes

Contrariando a euforia inicial do mercado financeiro, o primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro (PSL) acabou resultando em uma tímida recuperação na economia do país. Se, no começo do ano, a expectativa era de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tivesse crescimento de 2,5%, o último boletim Focus, do Banco Central, por outro lado, mostra um humor mais cauteloso. Agora, as projeções dos analistas são de um crescimento de 0,91% em 2019, com uma aceleração mais importante no ano que vem, de 2%.

O "choque de realidade" que fez o mercado rever suas projeções foi amenizado principalmente por quatro medidas efetivas do governo para aquecer a economia: reforma da Previdência, liberação do saque do FGTS e do PIS/Pasep, 13.º do Bolsa Família e o megaleilão da cessão onerosa do pré-sal, agendado para esta quarta-feira (6). Entre elas, somente a reforma da Previdência tem caráter estruturante, com perspectiva de mudanças de longo prazo.

A reforma foi fundamental para reduzir a incerteza fiscal no país. Com ela, o mercado começa a ver uma trajetória de dívida pública que começa a entrar nos eixos. Isso permite que o Banco Central siga cortando juros, o que nos fez revisar para cima a previsão de crescimento no PIB do ano que vem", diz Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco. A previsão da instituição é de que, em 2020, a economia cresça 2,2% – antes da reforma, a expectativa era de 1,7%.

As outras três medidas do governo injetam recursos na economia no curto e médio prazo, mas não necessariamente melhoram o cenário econômico país de modo mais profundo. "São medidas paliativas. É um choque que vai haver agora, ajudando no incremento do comércio, dos serviços e do consumo das famílias. Mas não sei se isso vai continuar puxando o PIB de maneira mais forte no futuro", analisa Giulia Coelho, economista da 4E Consultoria.

Na mesma linha de argumentação, Vitor Vidal, economista da LCA Consultores, considera que as ações da equipe econômica de Paulo Guedes são relevantes não tanto do ponto de vista do impacto direto, mas sim do aumento da confiança dos investidores na economia brasileira. "O que fica mais evidente é alguma condição de elevação mais permanente da confiança. Em um ambiente em que há melhora de expectativas, pode haver uma aceleração mais intensa do PIB", avalia.

Veja em detalhe as principais medidas de estímulo à economia anunciadas pelo governo em 2019, além da reforma da Previdência, e seus impactos no PIB:

Saques do FGTS e do PIS/Pasep: impacto pontual no PIB
A liberação do dinheiro depositado nas contas do FGTS foi anunciada pelo governo em julho, por meio de uma medida provisória. Duas modalidades de retirada foram estabelecidas: a imediata, que permite que o trabalhador saque até R$ 500 de cada conta que possuir no fundo, de acordo com calendário divulgado pela caixa; e o saque-aniversário, que muda as regras para resgate dos recursos, permitindo que o contribuinte retire, anualmente, uma parcela do saldo.

Charada (1 100)

Se Simão é pai de Sofia,
e o pai de Rodrigo
é o avô paterno de Sofia,
qual o parentesco
entre Sofia e Rodrigo?

domingo, 3 de novembro de 2019

Incêndio atinge hospital no Rio e é controlado; não há vítimas

Vladimir Platonow

Um princípio de incêndio atingiu o prédio do Hospital Balbino, em Olaria, zona norte do Rio, no início da tarde deste domingo (3). Inicialmente, a brigada de incêndio do hospital começou o combate às chamas e, em seguida, recebeu reforço do Corpo de Bombeiros. Segundo informações da assessoria do Balbino, não houve vítimas.

Pacientes são colocados no chão após incêndio em hospital em Olaria — Foto: Frederico Marques/Arquivo pessoal
O princípio de incêndio começou às 14h48, no sistema de ar-condicionado do setor de informática e telefonia, situado no 7º andar do edifício. O plano de segurança foi acionado, garantindo a retirada de pacientes e acompanhantes, que foram alocados no térreo e no lado de fora do hospital.

“Não houve paciente ferido nem transferência de paciente para outros hospitais da região. No momento do incidente, 92 pacientes estavam no prédio. Os pacientes continuam em atendimento de suas patologias e já estão retornando à internação para continuação do seu tratamento de origem no próprio Hospital Balbino”, diz uma nota divulgada pela assessoria do hospital.

Em 12 de setembro, um incêndio no Hospital Badim, no bairro Maracanã, deixou um total de 20 pessoas mortas, sendo que vários pacientes morreram dias depois, em decorrência das consequências da tragédia.
Título e Texto: Vladimir Platonow; Edição: Denise GriesingerAgência Brasil, 3-11-2019, 18h30

Brasil tem cinco milhões de pessoas superendividadas

Total equivale a 6% dos tomadores de crédito 

Gilberto Costa

“Em oito meses minha dívida com eles cresceu mais de cinco vezes. Eles chegaram a bater na minha casa, criando constrangimento. Tinha noites que eu não dormia achando que eles iam penhorar e leiloar o meu imóvel.” O depoimento é da bancária aposentada Lindaura Luz (nome fictício) que, nos últimos anos, acumulou dívidas de empréstimos consignados, cheque especial e cartão de crédito com dois dos maiores bancos privados do país, após perder parte de sua renda mensal, com o término do aluguel de uma loja na avenida W3 Sul, em Brasília, que herdou após a morte do marido.


Os pesadelos e a visita incômoda de cobradores acabaram quando Lindaura procurou a Justiça para forçar a renegociação das dívidas que tinha junto a dois dos maiores bancos privados do país. O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania Superendividados (Cejusc) do Tribunal de Justiça do DF e Territórios mediou reuniões entre credores e a ex-bancária. As dívidas foram amortizadas e reparceladas. Parte foi quitada e parte está com pagamento em dia.

A história de Lindaura Luz é ilustrativa dos casos de superendividamento no Brasil. Segundo levantamento, ainda em finalização, do Banco Central (BC), há cerca de cinco milhões de pessoas superendividadas em um universo de 83 milhões de tomadores de empréstimo (6% do total).

De acordo com apresentação feita por técnicos do Bacen em evento do Cejusc, em Brasília (31/10), e em simpósio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Rio (10/10), o risco de superendividamento é maior quando o mutuário acumula mais de uma modalidade de crédito.

De acordo com apresentação feita por técnicos do BC o risco de superendividamento é maior quando o mutuário acumula mais de uma modalidade de crédito. Em junho de 2019, conforme dados expostos pelo BC, 10 milhões de tomadores de crédito estavam em atraso com seus compromissos. Mais de 9 milhões de pessoas tinham pelo menos mais de uma modalidade de dívida. Dessas, a situação de superendividamento atingia, então, mais da metade (55%) dos endividados.

A condição de superendividamento não tem necessariamente relação com as taxas inadimplência (dívida em aberto há mais de 90 dias). Conforme a página de estatísticas monetárias do site do Banco Central, naquele mês a taxa de inadimplência do crédito consignado era de 3,6% e da aquisição de veículo, 3,3%. O não pagamento em dia do crédito pessoal atingia 7,4%; do cheque especial, 14%; e do rotativo do cartão de crédito, 33,5%.
Título e Texto: Gilberto Costa; Edição: Bruna SanieleAgência Brasil, 3-11-2019, 17h58

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Santa Sé fecha Carmelo de Beja (Portugal): Freiras recebem a notícia em lágrimas

A Santa Sé assinou em 12 de julho o decreto que encerra o Carmelo de Beja.

Fratres In Unum.com

A Diocese de Beja deu a conhecer a decisão, esta semana, às irmãs Carmelitas que estão no Mosteiro do Sagrado Coração de Jesus. As freiras vão ser deslocadas dentro de um mês para Sevilha.

A decisão da Santa Sé é justificada pela falta de religiosas. No Carmelo de Beja estão apenas três freiras quando deveriam estar no mínimo sete, disse à Rádio Pax D. João Marcos, Bispo de Beja.

“O Mosteiro é uma comunidade, e para haver comunidade, segundo as normas da Santa Sé, tem de haver, pelo menos, 7 pessoas. Neste momento estão 3 e não havia perspectiva deste mosteiro formar gente e receber novas vocações”, explicou o Bispo de Beja.


Foi com “uma tristeza tremenda” que alguns leigos, assíduos nas eucaristias do convento do Carmelo de Beja, receberam a notícia.

“O Carmelo não tem mais vocações porque as altas cúpulas da ordem não as querem canalizar para aqui. Vão todas para (os conventos) Moncorvo (Bragança) e Sevilha (Mosteiro de Sant’Ana, em Espanha). O fecho do convento era um objetivo há muito preparado”, desabafou um dos fiéis.

França: Mais destruição da liberdade de expressão

Guy Millière

Defender alguém acusado de ser "racista" implica em correr o risco de também ser acusado de "racista". O terrorismo intelectual já reina na França.

A França está caminhando de uma "imprensa amordaçada para uma imprensa amordaçada que destrói a liberdade de expressão". — Alain Finkielkraut, escritor e filósofo.

Outros escritores como Zemmour já foram arrastados para os tribunais e totalmente excluídos de toda a mídia simplesmente por descreverem a realidade.

Em uma sociedade onde há a liberdade de expressão, seria possível discutir o uso dessas palavras, mas na França de hoje, a liberdade de expressão está quase totalmente eliminada.

Na França, não está longe o dia em que ninguém ousará dizer que algum ataque flagrantemente inspirado pelo Islã tem algo a ver com o Islã.

Imagem: iStock
Em 28 de setembro teve lugar em Paris a "Convenção da Direita", organizada por Marion Marechal, ex-membro do parlamento francês, hoje diretora do Instituto de Ciências Sociais, Econômicas e Políticas da França. O propósito da convenção era unir as facções políticas de direita do país. Num discurso programático, o jornalista Éric Zemmour fez duras críticas ao Islã e à islamização da França. Ele retratou as "zonas proibidas" do país (Zones Urbaines Sensibles; Zonas Urbanas Suscetíveis) como "enclaves estrangeiros" em território francês e pintou como processo de "colonização" a crescente presença na França de muçulmanos que não se integram na sociedade.

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Conferência de Olavo de Carvalho sobre o Foro de São Paulo, organizada pelo The Interamerican Institute for Democracy



Olavo de Carvalho, 17-8-2019

#ElaNão