quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Air France fará dois novos voos semanais do Galeão para Paris

Air France adicionará 2,1 mil assentos por semana na rota Paris-Rio-Paris – um acréscimo superior a 100% sobre a oferta atual

Diário do Rio

A Air France ampliará a sua operação no Rio de Janeiro a partir da próxima quarta-feira (13/10), com a inclusão de dois novos voos no Aeroporto do Galeão com destino a Paris, chegando a cinco ligações por semana. A aeronave escalada para as operações passará a ser o Boeing 777, de 381 lugares entre Business Class, Premium Economy e Economy. A informação é do site especializado Mercado & Eventos.

Desta forma, a Air France adicionará 2,1 mil assentos por semana na rota Paris-Rio-Paris – um acréscimo superior a 100% sobre a oferta atual -, e poderá transportar até 3,8 mil passageiros semanalmente. Com a inclusão dos dois novos voos, os clientes poderão embarcar com a Air France no Rio de Janeiro às segundas, quartas, quintas-feiras, aos sábados e aos domingos.

O avanço da Air France no Rio de Janeiro, onde nunca paramos de voar, é mais um sinal positivo da retomada que observamos no Brasil, sobretudo à medida que o mundo reabre as fronteiras para negócios e turismo. Com mais voos e com uma das maiores aeronaves da frota, naturalmente atenderemos à demanda crescente por viagens à Europa, com a excelência dos serviços da Air France e protocolos sanitários que garantem a segurança a bordo”, destaca Manuel Flahault, diretor geral do Grupo Air France-KLM na América do Sul.

Título, Imagem e Texto: Redação, Diário do Rio, 7-10-2021

Bairro da Saúde entra na lista dos mais legais do mundo

Bairro carioca da região central ocupou a 25ª posição no ranking anual divulgado pela revista Time Out. É um dos lugares mais históricos do Rio, no coração do Porto Maravilha.

Larissa Ventura

O Rio de Janeiro passou a fazer parte do ranking anual divulgado pela revista Time Out, dos bairros mais legais do mundo. O bairro da Saúde, da região central da Cidade Maravilhosa, apareceu na lista, na 25ª posição. A Saúde, localizada entre o Centro e a Gamboa, é um bairro que até mesmo os cariocas exploram pouco, e é o coração do Porto Maravilha.

O levantamento foi realizado através de uma pesquisa com 27.000 moradores de cidades de todo o mundo, junto às opiniões dos editores da revista e especialistas das cidades. A Time Out é uma revista cosmopolita que está presente nas principais metrópoles mundiais, tendo uma edição dedicada a cada uma das metrópoles em que está presente. Ela tem sede em Londres e Nova Iorque.

A única participação brasileira na lista inteira é com o bairro carioca da Saúde. O primeiro lugar da lista é com Norrebro, em Copenhagen (Dinamarca). Em segundo lugar está Andersonville em Chicago (EUA) e Jongno 3-ga em Seul (Coreia do Sul) em terceiro.

O texto da revista destaca que “ao norte do centro da cidade, as ruas de paralelepípedos e becos da Saúde oferecem uma pausa longe do centro frenético do Rio. Os visitantes irão descobrir charmosos bares antigos, bela arquitetura portuguesa e locais fascinantes como a Pedra do Sal, cuja história mescla escravidão, herança africana e samba”. Realmente, caminhar pelas ruelas da Saúde é uma maneira de voltar no tempo.

Direito de resposta da Prevent Senior na Globo News...

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Jacaré aparece em frente ao Colégio Santo Agostinho, na Barra

Animal foi capturado por homens do Corpo de Bombeiros

Diário do Rio

Nesta terça-feira, 5/10, mais um jacaré apareceu em uma área urbana e movimentada da cidade do Rio de Janeiro. Desta vez, a aparição foi em frente ao Colégio Santo Agostinho, no Novo Leblon, na Barra da Tijuca.

Após muita resistência por parte do animal, como mostra o vídeo abaixo, os bombeiros conseguiram capturá-lo e levá-lo para um local adequado.

Título e Texto: Redação, Diário do Rio, 6-10-2021

Jornalista tem fonte, blogueiro tem informante?

Rodrigo Constantino

"Blogueiro bolsonarista investigado pelo STF usou estagiária de Lewandowski como informante", diz manchete em destaque na Folha de SP hoje. O jornal conseguiu acesso às conversas trocadas entre o jornalista e a funcionária do ministro, usando alguma fonte. Mas eis o interessante: só quem tem fonte é jornalista de esquerda!

A tática da velha imprensa é tão manjada que falta sutileza. Todos percebem o truque. Para começo de conversa, o uso do rótulo blogueiro, que os militantes disfarçados de jornalistas usam para se referir a qualquer jornalista que não seja de esquerda.

Mesmo alguém que atua e atuou nos principais veículos de comunicação do país, como no meu caso, continua chamado de blogueiro se não for da patota corporativista, dominada pelo esquerdismo. Jornalista é termo reservado só para quem é do clubinho, gente que leva a sério Renan Calheiros.

É a mesma tática do uso da expressão "empresário bolsonarista". Ora, nunca vimos a imprensa falar em empresário tucano ou empresário lulista, mesmo quando o empresário em questão é ligado umbilicalmente ao PT ou ao PSDB. Mas bastou enxergar virtudes no presidente ou em seu governo para virar um empresário bolsonarista, em tom depreciativo.

Voltando ao caso de Allan dos Santos, do Terça Livre, eu poderia jurar que a mídia chamasse esse tipo de contato de "fonte". Algo inclusive preservado pela Constituição Federal, com direito ao sigilo e tudo. Mas como se trata de um "blogueiro bolsonarista", a fonte virou "informante", e o panfleto esquerdista disfarçado de jornal faz de tudo para criar ares golpistas e criminosos na relação entre fonte e jornalista.

A ponto de passar batido pelo que realmente importa nessas trocas de mensagens! "O que vi de mais espantoso é que realmente eles decidem como querem e o que querem. Algumas decisões são modificadas porque alguém importante liga para o ministro", diz a funcionário do ministro Lewandowski.

Barbara, a mineira do popular canal TeAtualizei, comentou sobre isso: "Invés da galera comentar o absurdo da informação dada pela estagiária do Lewandowski, d q as coisas mudavam qdo alguém importante ligava, os jornalistis estão chocados pq ela foi a fonte de alguém. Ninguém tá ligando para a gravidade da informação sobre a justiSSa desse país!"

IATA acusa países de manterem restrições "desnecessárias"

Euronews

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) acusa os países de manterem restrições "desnecessárias" ao transporte aéreo, que vão custar ao setor, gravemente afetado pela pandemia, 40 mil milhões de dólares este ano e que estão a atrasar a recuperação.

O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, realça: "As pessoas querem viajar. 86% esperam viajar nos seis meses a seguir ao fim da crise, mas o que aqueles que viajaram nos dizem é que as regras são muito complexas e a papelada muito onerosa".

Na primeira assembleia da IATA desde que a Covid-19 atingiu o setor, as 290 companhias aéreas que integram a associação pediram o fim das restrições para os passageiros vacinados e protocolos de saúde comuns nas fronteiras.

O diretor geral da IATA não compreende o facto de os europeus não poderem viajar para os Estados Unidos, mas as companhias congratulam-se com o plano da administração Biden para reabrir as portas a passageiros de 33 países, em novembro.

Título e Texto: Euronews, 6-10-2021, 18h25

Telegram

A queda do Facebook e das demais aplicações levou o Telegram, um serviço de mensagens instantâneas (como o WhatsApp), a receber mais de 70 milhões de novas adesões, informou o fundador da rede, o russo Pavel Dourov.

O número de 70 milhões, em apenas um dia, levou Douruv a afirmar que foi "um aumento recorde no número de adesões" e que estava orgulhoso da equipe, que soube lidar com esse crescimento sem precedentes.

Na segunda-feira o serviço de mensagens Telegram passou de 56º para 5º lugar das aplicações gratuitas mais descarregadas nos Estados Unidos, segundo a empresa especializada SensorTower.

Fundado em 2013 pelos irmãos Pavel e Nikolai Dourov, que criaram anteriormente a popular rede social russa VKontakte, o Telegram disse que faz da segurança a sua prioridade e recusa-se geralmente a colaborar com as autoridades, o que levou a tentativas de bloqueio em alguns países, especialmente na Rússia.

Fonte: Agência Brasil, 6-10-2021

450 anos da Batalha de Lepanto — Vitória da civilização cristã sobre o mundo islâmico

Em 1571, no confronto da Cristandade com o Império Otomano, na maior e mais sanguinolenta batalha naval até então travada, temos um excelente exemplo da união entre altar e trono; entre o poder espiritual e o poder temporal. Reportamo-nos à Batalha de Lepanto, quando as forças maometanas quiseram atingir o coração da Cristandade.

Discernindo o iminente perigo, o grande Papa São Pio V conclamou alguns príncipes a se unirem aos esforços da Santa Sé, a fim de barrar a arremetida do Islã. Caso contrário, a Europa cristã seria invadida e “islamizada”.

Com essa magnífica união, a espada se levantou em defesa da cruz, símbolo do catolicismo, a qual venceu o crescente, símbolo do islamismo; os seguidores de Jesus Cristo venceram os sequazes de Maomé. Tudo graças aos esforços do Papa, de alguns soberanos e, principalmente, do prodigioso socorro de Nossa Senhora, que apareceu no momento mais difícil e crucial da batalha.

No dia 7 de outubro celebraremos o 450º aniversário daquela vitoriosa Cruzada naval no golfo de Lepanto. Catolicismo comemora e rememora a efeméride na matéria principal da revista deste mês, sobretudo porque certa mídia apenas se lembraria dessa data se a vitória não tivesse sido da Cristandade, mas dos maometanos.

Naquele longínquo 1571 o perigo era o Império Otomano. E hoje? Podemos responder com um prognóstico feito por Plinio Corrêa de Oliveira: “O problema muçulmano vai constituir uma das mais graves questões religiosas de nossos dias (em artigo para o jornal Legionário, em 5-3-1944).

Papo de Talarico: Fátima vai ao cinema

Cronista sai num dia chuvoso e encontra a história de um milagre

Alvaro Tallarico

Foi numa terça-feira chuvosa, daquele tipo que carioca nenhum gosta de sair de casa. Um certo frio pairava sobre aquela manhã. Faltava um buraco qualquer no céu para que eu pudesse ver meu amado sol. Assim mesmo, saí de casa na missão de estar presente na cabine de imprensa do filme “Fátima – A história de um milagre”, que foca em Lúcia, que teria recebido a visita de um anjo e de Nossa Senhora no ano de 1917 junto com seus primos Francisco e Jacinta. Os famosos três pastorinhos de Fátima.

Coloquei minha máscara negra na boca, peguei o guarda-chuva e caminhei até o metrô. Lembrei de um primo que odeia guarda-chuva. Não carrega de jeito nenhum, prefere se molhar. Meu casaco esportivo com Itália escrito comprado em um brechó me acompanhava como um manto azul. Para o frio carioca estava bom. As poças d’água se espalhavam pelas ruas, mas não eram páreo para minha bota comprada numa promoção na cidade de Aparecida do Norte.

De alguma forma, a fé já caminhava no meu inconsciente e nas minhas roupas. Cheguei em Botafogo alguns minutos antes do início do filme, entrei no cinema e escolhi o meu lugar. Fui teletransportado para 1917, ano das aparições de Nossa Senhora para os pastorinhos. Época trágica e triste quando a Europa sofria com a Primeira Guerra Mundial. Aquelas crianças serviram para espalhar uma mensagem de fé e paz. A partir daqueles acontecimentos na Cova de Iria, que começaram em 13 de maio e seguiram até 13 de outubro de 1917, com o milagre do sol, o local deixou de ser vila e virou cidade, cresceu, ficou famoso mundialmente, virou ponto de peregrinação e turismo religioso. Antes da pandemia, aproximadamente seis milhões de pessoas por ano visitavam o local, o qual abriga um dos maiores santuários marianos do mundo.

Foto: Vitor Grando, dezembro de 2017

Fátima é uma cidade situada na Serra de Aire, sede da freguesia do município de Ourém, na província da Beira Litoral. Já estive lá. Passei pelos lugares onde o Anjo da Paz teria aparecido, e onde a Virgem Maria se manifestou. Encontrei peregrinos e muitos brasileiros excursionando. Todo o tipo de pedaço de corpo feito com cera estava por lá para agradecer promessas atendidas. Velas e mais velas eram acesas. Tinha todo um caminho específico para pessoas que seguiam de joelho em prova de gratidão.

[Língua Portuguesa] Como chama?

Qual o nome deste brinquedo?



Colunas anteriores: 
“Piranha”? 
“Se calhar”? 
Mal ou mau 
Evoluir é o mesmo que Progredir? 
A fim ou afim? 
[Língua Portuguesa] A domicílio ou em domicílio? A resposta não é tão simples assim

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Comunicação do governo é o próprio Bolsonaro, avalia Alexandre Garcia

Na visão do jornalista, o presidente da República acordou uma 'maioria silenciosa' que esperava um líder

Afonso Marangoni

O jornalista Alexandre Garcia afirmou nesta segunda-feira, 4, que o presidente Jair Bolsonaro, por falar diretamente com as pessoas nas redes sociais e no Palácio da Alvorada, na prática é o responsável pela comunicação do governo.

“Foi assim que ele ganhou as eleições, falando diretamente com as pessoas através das redes sociais”, destacou o jornalista em entrevista ao Direto ao Ponto, da Jovem Pan.

Ele lembrou que o general Otávio Rêgo Barros, que foi porta-voz do governo, durou pouco tempo no cargo: “Foi ficando sem trabalho por que o presidente dava conta de tudo”.

“Onde quer que ele vai enche de gente, então eu acho que ele se comunica bem”. Garcia destacou a presença maciça de apoiadores nos atos de 7 de Setembro em Brasília e em São Paulo.

Na avaliação dele, Bolsonaro acordou uma “maioria silenciosa” que esperava um líder. “Acho que o Bolsonaro é a pessoa certa, no momento certo deste país”, disse em outro momento da entrevista.

Título e Texto: Afonso Marangoni, revista OESTE, 4-10-2021, 23h35

Aviso: layout inacessível

Amiga leitora, amigo leitor,

A plataforma blogger está com problemas de edição do layout, ou seja, não é possível atualizar a barra lateral direita. 😞😠


[Aparecido rasga o verbo] Hora do rush

Aparecido Raimundo de Souza

O BARRETO ALVARENGA
casualmente encontrou, no ônibus, de volta para casa, seu amigo Orestes Cachoeirinha sentado num banco junto à janela. Ao vê-lo tentando disfarçar (em vista de um pacote que trazia nas mãos), deu um jeito de sentar ao lado. Depois de muito malabarismo, pulando feito macaco, de galho em galho, conseguiu. Não controlando a curiosidade que o invadia, tratou logo de interpelar o companheiro, para que lhe disesse que embrulho era aquele.
— Que negócio está escondendo ai, véiii?!
— Não sei Barreto. Achei aqui no canto do banco.
— Será que alguém perdeu...?
—... Ou esqueceu, vai se saber!

— Por que não abre?
— Pirou? Tem muita gente aqui dentro. Olhe à nossa volta.
— Tá. E dai?
— Daí que tenho vergonha.
— Achado não é roubado.
— Se achado não é roubado, esquecido é o quê?
— É merecido. Com certeza. Isto vale para quem achou, claro. No caso, você.
— Sim. Não há dúvida. Mas diga lá: olhando assim, o que acha que possa ser?
— Pelo tamanho, um vidro de perfume.
— Não tem cheiro de perfume no papel.

— Um CD do Pabllo Vittar?
— Não creio!
— Uma caixa de lenços?
— Lenços não pesam tanto.
— Uma embalagem com doces?
— Também não.
— Por que não?
— Porque já chacoalhei. Não faz barulho.
— O que sugere?
— Mano, não parei ainda ainda para pensar. Quem sabe um brinquedo, uma lâmpada...
—... Embrulhado assim, pra presente?

— E dai?
— Na moral, mano. Quem daria uma lâmpada para alguém num embrulho de presente?
— Sei lá. Hoje em dia tem doido pra tudo. Um tio meu, o Zebedeu, se lembra dele? O Mané deu de presente à minha sobrinha Sidnéia, no aniversário dela, um cachorrinho dentro de uma lata de biscoitos.
— Credo!
— Minha sobrinha entretida com as outras quinquilharias, não abriu na hora. Esqueceu. Quando resolveu ver do que se tratava, se deparou com o pobrezinho morto...
— Que loucura!

— Pior de tudo foi no instante em que se tirou a tampa da lata...
— Posso imaginar! O bichinho deu um pulo e latiu?
— Não seja burro, véiii. O bicho estava sem vida, mortinho da silva. Faço referência, claro, ao fedor insuportável.
— Que barbaridade! E a pobre criança, o que fez?
— Sidnéia jogou a lata na lata de lixo. Acredita que até hoje, quase um mês depois, quando vou visitar meus tios, sinto o cheiro do animal e, claro, da lata?
— Sinal que os sensores do seu nariz “é dos bons”.
— Engraçadinho. Perde a pose, mas não perde a piada.
— Na mosca, mano, na mosca...

[Estórias da Aviação] Um passeio pela Varig nos anos 70

 José Manuel

O ano era 1971, o avião um HS-748, para nós simplesmente AVRO.

Pequeno, quarenta lugares, bimotor turbo hélice barulhento, mas pressurizado e com a confiabilidade inglesa, fazia a rede de integração nacional (RIN) por aeroportos que poderiam ser chamados de simplesmente “campos de pouso", pistas de saibro, enfim, um verdadeiro Jeep da aviação.

Cortava este Brasil de Norte a Sul, com programações de doze escalas, as vezes voando baixo devido à curta distância entre as cidades, muitos, muitos vômitos de passageiros de primeira viagem e rasantes na pista, para espantar o gado antes de pousar.

Havia começado a voar recentemente, em Copacabana residindo desde pequeno não imaginava o que era este imenso Brasil.

Quando pousei pela primeira vez em determinados campos, com indígenas nos recepcionando, vendendo artesanato e pequenos animais silvestres, bati de frente com uma realidade nunca imaginada. Nunca tinha visto um índio na minha frente, e logo me deparei com tribos inteiras nos recepcionando. Aquilo para mim, urbano da zona sul carioca, era simplesmente surreal, mas uma aula de vida sem igual.

No início da década de 70, o voo ainda era visual por acidentes geográficos, rádio operador a bordo com telégrafo e só podíamos voar até ao pôr do sol. Depois disso era pernoite certo na cidade mais próxima. E aí é que residia a magia daqueles voos e daquela época, pois conheci um interior inimaginável para um urbanoide como eu sem nunca ter saído dos limites praianos do Rio.

Só para se ter uma ideia, na aviação mais acima, mesmo em voos transatlânticos o navegador era um tripulante importantíssimo a bordo. Toda a navegação era feita por observação dos astros e no B-707, o sextante se adaptava em uma pequena escotilha no teto da cabine de comando.


Até hoje não sei como cabia tanta gente naquele cubículo chamado “cockpit" com o Comandante na esquerda, o 1° Oficial na direita, o 2° Oficial atrás do Comandante, o Flight Engineer atrás do 1° Oficial, o Rádio Operador na mesinha do telégrafo e o Navegador perdido nas estrelas!

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Se nem Lula embarca nas manifestações da esquerda, que dirá o povo

J.R. Guzzo

A esquerda brasileira em geral, e o PT em particular, têm uma dificuldade congênita para aprender com a realidade, mesmo a realidade recente. Em sua própria visão, eles estão sempre certos; nunca cometem um erro, de nenhum tipo ou tamanho, e tudo o que fazem é um sucesso. Olham e leem a mídia, e acreditam em tudo o que está dito lá — o que sai impresso, ou vai ao ar, é sempre a favor deles e da sua lista de desejos. Têm certeza, então, de que a vida é linda.

Até hoje continuam achando que Lula fez muito bem em inventar Dilma como presidente, e que ela fez um grande governo; só caiu porque era tão boa, e tão genial, que “a direita” teve de dar “um golpe” para enxotá-la do Palácio do Planalto. Foi, ao exato contrário, um processo legalíssimo de impeachment, causado do começo ao fim por um governo monstruosamente ruim. Mas o PT nunca permite que os fatos interfiram com as suas doutrinas, e até hoje estão convencidos de que nunca houve nada de errado com Dilma. Aí fica difícil. 

Foto: Ricardo Stuckert

O miserável fracasso das últimas manifestações de rua do partido e dos seus servidores da esquerda é mais uma prova de quanto, exatamente, é difícil. Em vez de anotarem que a manifestação deu errado, tentarem saber por que, e trabalharem para melhorar o desempenho na próxima, ficam dizendo a si mesmos, junto com os jornalistas-amigos, que tudo deu muito certo. Deu errado, pela simples observação física das ruas e pela aritmética, mas e daí? Os donos do PT e os seus militantes querem ver outra coisa. E é essa coisa que fica valendo, no seu mundo mental e nos relatos feitos para o público.

A manifestação na Avenida Paulista, que funciona hoje como o termômetro para medir sucesso e fracasso em matéria de povo na rua no Brasil, reuniu, segundo os cálculos da PM do governador João Doria, 8 mil pessoas — uma calamidade terminal, quando se compara com as mais de 200 mil que, no mesmo lugar, foram manifestar seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro no último dia 7 de setembro.

Os militantes se concentraram na frente do carro de som de luxo, alugado por mais de R$ 100 mil para servir de palanque e pousada para as celebridades — e foi isso. Nos quarteirões vizinhos, apenas algumas ilhas isoladas de gente; nas ruas paralelas, não foi preciso nem fechar o trânsito.

STF pede explicações a Bolsonaro

O STF já deu 48 horas para Bolsonaro explicar a queda do face, insta e whats?

Sérgio Camargo
@sergiodireita1 

Saber não ocupa lugar...

Os donos do funcionalismo querem garantir seus supersalários

Barreira aos valores exorbitantes pagos aos grandes barões do sistema é alvo de sabotagem no Judiciário e no Parlamento

J. R. Guzzo

Os deputados federais conseguiram, depois de vencer perigos e guerras maiores do que prometia a força humana, aprovar um projeto de lei indispensável para defender um pouco mais a população brasileira de um dos seus piores inimigos: o sindicato, disfarçado por trás de outros nomes, que concentra as castas mais elevadas do funcionalismo público deste país, a começar pelo Judiciário. Após quatro anos inteiros de trabalho, a Câmara transformou em lei, para não haver mais desculpas e trapaças legais, uma barreira aos salários exorbitantes pagos aos grandes barões do sistema – um milagre, realmente, levando-se em conta a natureza dos deputados brasileiros e a sua conduta habitual. Luz, enfim, na treva de sempre? Nada feito. Desde agosto a nova lei está sendo ativamente bloqueada no Senado – e sem a aprovação dos senadores, a decisão dos deputados não começa a valer.

A sabotagem está sendo praticada na “Comissão de Justiça”, atualmente sob o comando de um dos chefes do submundo que controla o Senado, após pressão do Supremo Tribunal Federal – a força que mais briga pelos interesses materiais do Judiciário. É a história de sempre: se por acaso os políticos aprovam alguma lei que vai beneficiar a maioria das pessoas, os proprietários da máquina estatal dão um jeito de usar esses mesmos políticos para anular, na prática, a lei que aprovaram. Segundo informa reportagem de O Estado de S. Paulo, do jornalista Lauriberto Pompeu, o presidente da tal comissão não nomeia, muito simplesmente, um relator para tratar do projeto no Senado – e sem relator a lei não pode andar. É uma violação grosseira da decisão que foi tomada pela Câmara. Mas e daí? O presidente do STF, Luiz Fux, não quer que a lei seja aplicada – e, se ele não quer, bem, o Senado Federal está lá para isso mesmo, cumprir ordens.

Expo: brasileiros se sentem em casa em pavilhões de língua portuguesa

Todos os países de língua portuguesa estão representados em Dubai

 Vitor Abdala

Todos os países de língua portuguesa estão representados na Expo 2020, que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes. Visitar os pavilhões dessas nações é um alento para o viajante brasileiro que sente falta de se comunicar em português na exposição mundial, que tem como idiomas francos o árabe e o inglês. 

Bem próximo ao pavilhão do Brasil, está o edifício português (imagem), que tem o formato de uma caravela, o meio de transporte que fez Portugal construir um dos maiores impérios da história e foi responsável pela expansão do idioma pelos quatro cantos do mundo.

As visitas ao pavilhão são feitas em grupos e é preciso esperar que o grupo anterior termine sua visita para que o outro comece, já que a primeira atração é uma sala de projeção em 360 graus, que mostra um pouco da cultura e das imagens de Portugal.

Em seguida, os visitantes passam por uma sala de exposições onde há muitas informações sobre o país. Há ainda uma loja com produtos portugueses e um restaurante, que ainda não foi inaugurado, mas que oferecerá pratos típicos de Portugal.

“Queremos representar Portugal da melhor maneira. Mostrar aquilo que nós temos na nossa cultura, na nossa gastronomia, nas nossas paisagens e acima de tudo em nosso empreendedorismo e nossa inovação”, conta Rafael Nunes, um dos portugueses que recebem o público na entrada do pavilhão.

Assim como Brasil e Portugal, Angola também investiu em um pavilhão enorme, em abóbada, que traz uma experiência imersiva e leva os visitantes a conhecer o passado e vislumbrar o futuro do país sul-africano. Há ainda uma praça com um palco onde, ao longo da Expo 2020, serão feitas apresentações artísticas.

“O que nos interessa nessa exposição é, primeiro, nossa conexão com o mundo, contatar outras culturas, adquirir outras experiências, quer no sentido de boas tecnologias, de boas práticas, quer no sentido de relações econômicas internacionais. Temos como objetivo mostrar o que é o nosso país em termos de um país aberto ao investimento, com uma área agrícola cultivável grande”, explicou a comissária-geral de Angola para a Expo 2020, Albina Assis.

Os demais países estão presentes em pavilhões coletivos, prédios que reúnem espaços de diferentes nações, como é o caso de Timor-Leste, que trouxe para a feira internacional réplicas de embarcações e construções tradicionais, além de uma delegação de 14 pessoas, com vestimentas tradicionais. Aqui o português é compreendido, mas não tanto falado, já que a língua mais falada é o tetum.

Organizações Globo no ataque

Chuva forte pode atingir o Rio de Janeiro nesta segunda-feira

Embora, de acordo com os meteorologistas, esse vá ser o dia mais quente da semana, a previsão é de chuva forte no fim da tarde

Diário do Rio

Segundo o site Climatempo, a partir da tarde desta segunda-feira, 4/10, a chegada de uma frente fria volta a provocar pancadas de chuva, que podem ser fortes com raios e ventania.

Contudo, na Região Metropolitana, a previsão é de mais um dia abafado, com máxima de 32°C.

O tempo permanecerá instável e com possibilidade de chuva durante toda a semana, de acordo com o Climatempo.

Título e Texto: Redação, Diário do Rio, 4-10-2021

[Observatório de Benfica] Ética, Política e Eleições

Mário Florentino

Há duas formas de fazer política. Com ética ou sem ética. Há os políticos que colocam os seus próprios interesses à frente do interesse público. Que agem sem ética nem moral. Que mentem descaradamente para atingir os seus fins. Que manipulam, enganam os eleitores, que se servem da política. Dizem uma coisa hoje e outra amanhã, consoante o seu objetivo em cada momento. Usam esquemas de “baixa política” para derrotar os seus adversários e para se manter no poder.

A outra forma de fazer política é a oposta. Com ética, colocando o interesse público acima dos interesses pessoais e dizendo a verdade aos eleitores. Sem corrupção nem esquemas duvidosos. Sem abusos do poder. Com seriedade e transparência. É a política como atividade nobre, de serviço público, de rigor e competência. São as políticas públicas focadas no desenvolvimento do país e no médio e longo prazo. No bem da geração seguinte e não no resultado das próximas eleições.

Muitos comentadores consideram que a primeira forma de fazer política é a certa e a que compensa. Acham que é com ela que se ganham eleições. Elogiam os políticos que a seguem. Por exemplo, consideram o atual primeiro-ministro um “político genial” ou “o melhor da atual geração”, e admiram a forma como afasta todos os potenciais adversários do seu caminho (quem não se recorda da forma como substituiu Tó Zé Seguro da liderança do seu partido?). E pensam, esses comentadores, que um político com essas características é imbatível. Porque, consideram, quanto mais falso e manipulador, maior será o seu sucesso eleitoral. A política é assim, e nada há a fazer. Quem não for mentiroso e aldrabão, nunca terá sucesso, dizem.

E muitos eleitores também pensam o mesmo. Talvez isso seja uma das explicações para as abstenções elevadas. Dizem “os políticos são todos iguais”, ou “os portugueses têm os políticos que merecem, porque também são corruptos como eles”.

Ora, as recentes eleições autárquicas em Lisboa, mostram precisamente o contrário. Mostram que a primeira forma de fazer política nem sempre é a vencedora.  

Já nas eleições legislativas, em 2011, e em 2015 (neste caso também contra todas as sondagens), o mesmo tinha acontecido. A segunda forma de fazer política foi, nesses dois casos, premiada pelos eleitores (não esquecer que o PS perdeu as eleições em 2015). Votaram na verdade contra a mentira, na ética contra a falta dela.

O mesmo aconteceu em Lisboa, com a vitória da coligação “Novos Tempos” contra o Presidente da Câmara dos últimos seis anos. Não é necessário ser falso para ganhar eleições. Muitos lisboetas, na hora de colocar a cruzinha, terão avaliado e comparado os dois candidatos ao lugar. De um lado, estava Carlos Moedas, o “ministro da Troika”, dum governo que, enfrentando dificuldades, colocou sempre a verdade e o interesse nacional acima dos interesses partidários. Estava uma pessoa com carreira de prestígio, um gestor competente, um comissário europeu que foi elogiado por todos (incluindo pela esquerda e por Costa). E estava alguém que deixou um cargo profissional de luxo para se dedicar à causa pública, arriscando perder tudo.

domingo, 3 de outubro de 2021

Portugal é campeão do mundo de Futsal

Histórico! Depois de campeão da Europa de clubes e seleções, Portugal chega ao topo dos topos do futsal mundial

A equipa das quinas sagrou-se, este domingo, campeã do mundo de futsal, depois de uma vitória pela margem mínima sobre a Argentina, por 2-1, em Kaunas, na Lituânia.


No último tango de Ricardinho pela seleção, brilhou Pany Varela. Que Mundial do jogador do Sporting: bisou e foi o bota de prata da competição com oito golos, menos um do que o fenomenal pivô brasileiro Ferrão.

O campeão europeu bateu o campeão do mundo de 2016 e conquista aquele que é, porventura, o maior feito para a história do futsal luso.

A equipa de Jorge Braz dispôs de dois golos de vantagem, apontados aos 15 e aos 28 minutos, mas sofreu logo a seguir o 2-1 da autoria de Claudino e teve de sofrer a bom sofrer para segurar a diferença mínima. A Argentina apostou tudo com o cinco para quatro nos três minutos finais, mas não conseguiu desfeitear o quadrado defensivo luso, nem um gigante Bebé na baliza.

Lágrimas de Ricardinho como mote

Logo no hino, a soar a despedida, Ricardinho não conteve as lágrimas ao ouvir «A Portuguesa». Sabia que ia ser o adeus à seleção, mas ainda não sabia que com as taças na mão: leva a de campeão do mundo e ainda a de melhor jogador do torneio.