Rui Gonçalves
"Têm de se habituar à ideia, são
obrigados a habituarem-se à ideia de que eu, cidadão de DIREITA, tenho os
mesmos direitos que eles têm. É uma coisa que os incomoda, que os enerva, é uma
ideia que eles odeiam, mas garantidamente se aceitarem, dói muito menos. É
mesmo uma questão de hábito, vamos lá então"
Em várias cidades do
país ocorreram no sábado manifestações de protesto pelo "direito à habitação",
“direito” esse que parece que a Constituição diz que as pessoas têm. As
manifestações também são um "direito" que as pessoas têm, e na
Constituição não consta nenhum artigo que mencione esse direito como monopólio
da esquerda. Mas a "esquerda" e muitas pessoas de esquerda, acham que
só elas é que são pessoas e, como tal, só elas é que têm esses direitos, os
outros, os cidadãos de "direita", eles não consideram pessoas e, como
tal, não podem usufruir dos tais "direitos", nem à habitação, nem a
manifestarem-se, nem à saúde, nem a nada.
Aliás, ser de
"esquerda", está a tornar-se numa doença mental, de cariz fascizante,
em que eles têm direito a tudo, inclusive de impor obrigatoriamente e por lei,
aquilo que pensam, e os outros não têm direito a nada, porque não pensam como
eles. E isto é assim, porque ao longo de quase 50 anos, esta filosofia de vida
foi instalada na sociedade portuguesa, com a permissão dos partidos que, não
sendo considerados exatamente de esquerda, não só permitiram, como até
colaboraram.
Acontece que, entretanto,
apareceu na política nacional um partido, o Chega!, que veio
reposicionar o cidadão de "direita", como indivíduo em plenitude de
igualdade com qualquer outro. Veio dizer que os cidadãos que pensam diferente
do Bloco, do PCP, do PS, do Livre e de outras organizações marxistas,
leninistas, maoistas, trotskistas etc., têm exatamente os mesmos direitos que
eles. E têm. Têm o mesmo direito à habitação, à saúde, à educação, ao protesto,
à manifestação etc. Só a mentalidade de gênese fascizante, repito, da esquerda,
é que os impede de terem a noção de que não têm os monopólios daqueles
direitos.