terça-feira, 4 de março de 2025

[Aparecido rasga o verbo] A tristeza da lâmpada queimada

Aparecido Raimundo de Souza 

EM UM CANTO esquecido da sala enorme, jogada dentro de uma caixa de papelão cheia de bugigangas, a pobre e indefesa lâmpada queimada se flagra derreada, totalmente entristecida, o coração repleto de lembranças imorredouras. Até bem pouco tempo atrás, coisa de um mês, pendurada no bocal meio da sala gigantesca, a belezura iluminava o ambiente deixando o totalmente claro, onde uma agulha, se caísse no chão, seria achada com a maior facilidade, mesmo por um cego. Hoje, queimada, à mercê das garras do abandono e a sanha do “salve-se quem puder,” espera pelo fatídico de uma partida sem adeus, sem as alacridades dos aplausos dos seres humanos que nunca, em nenhum momento, deixou ficassem nas edacidades das trevas do menosprezo. 

A lâmpada (ou melhor, a fluorescência que dela restou) relembra com tristeza as histórias de quando a sua robustez se fazia viril, não permitindo que nenhum canto da peça tivesse um tantinho assim que fosse, de obumbração. Ela foi, por muito tempo, o sol de um universo doméstico, iluminando histórias e aquecendo corações. Foi testemunha de amores que vingaram, de corações apaixonados que se entrelaçaram, bem ainda partícipe de brigas acirradas, de xingamentos descometidos e lágrimas derramadas em vão pelo amor de um parente doente que partiu. Cada filamento de seu corpo, tinha seu destino traçado e o dela, fora feito para brilhar, fulgurar, reluzir sobressair, chamejar, raiar, ascuar, até o fim. 

De repente, do nada, com um estalo sutil, num último lampejo de vida, ela se reduziu à obscuridade de um apagão inexorável, interminável, vitimada por uma pancada quase imperceptível como se a companhia de luz, lhe apunhalasse, sem motivos aparentes a caixa de barramento de todo o prédio. Sua chama se fez extinta, suprimida, eliminada, apagada.  Como se o dedo de uma mão invisível apertasse o interruptor de forma irrefletida e impulsiva. Desde esse instante, a pobre lâmpada não mais se viu altaneira, com a sua fonte de luz plena e percuciente, apenas um lembrete (ainda assim muito vago) de que a mais brilhante estrela poderia, num piscar de olhos, desvanecer. Agora, a coitadinha jazia numa casca de vidro obesada de memórias. 

A repetidoria disturbiada de um ontem não totalmente fora de foco, ainda se faz prisioneira na imensidão da sua dor.  Um grito tênue e abafado, retido e sentido, a todo momento insiste em desanimá-la e deixa-la para baixo, não permitindo que descanse em paz. Assim que foi esquecida e atirada dentro daquela caixa de papelão até o pescoço de escumalhas sem valor, a sua alma se empobreceu. Ela sabe que foi empurrada escadas abaixo para o mais infame das misérias, ou seja, aquele patamar inglório que Marx rotulou de lumpesinato. A espera do fim, sem forças para voltar a ser o que outrora a colocou no auge, a pobre lâmpada se vê martirizada às calamidades de uma camada social sem forças de ocupar o seu antigo estado de destaque e postura. 

[Livros & Leituras] Revue XXI

Nº 68, Printemps 2025, 178 pages. 

segunda-feira, 3 de março de 2025

Liberdade de opinião

Mais de 20 mil acessos! Singapura na cabeça. Seguida pelos EUA...

No sábado, 1 de março de 2025:
Ontem, domingo, 2 de março de 2025:

E de onde chegam nossos gentis visitantes?



Relacionado:
Ontem: 15 952 acessos. Muito obrigado!

[Atualidade em xeque] A luta é aqui!

PRECISO DE MUNIÇÕES, NÃO DE UMA CARONA
Volodymyr Zelensky

José Manuel

Numa quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022, um idiota ordenou que um comboio de 30 quilômetros de tanques e armamento pesado entrasse pela fronteira Ucraniana, destruindo tudo e todos que encontrassem pela frente.

O presidente americano à época imediatamente colocou um avião à disposição do Presidente Zelensky, sua família e de quem quisesse sair do território Ucraniano.

Foi nesse momento que surgiu um novo líder mundial com a frase título deste, que irá ficar para a história como um marco de heroísmo e, provavelmente, o maior líder político do século XXI.

Três anos de guerra estúpida e cruel são passados com a destruição de dezenas de cidades, monumentos históricos, sequestro de 200 mil crianças, e principalmente de vítimas fatais em uma população que não fez absolutamente nada para merecer o que está passando, ferida, doente e desalojada de suas casas e cidades, por um criminoso vulgar e impune.

Nestes três anos, a administração Biden foi extraordinariamente eficaz no envio de armamentos, ajuda humanitária e alocação de recursos para que a Ucrânia conseguisse rebater tamanha agressão.

A resposta Ucraniana a essa ajuda, foi formidável do ponto de vista militar defensivo e engenharia moderna de guerra.

Pouquíssimos países no mundo hoje, conseguiriam dar uma resposta tão  contundente, infringindo ao inimigo a perda de mais de um milhão de militares, fora o destroçamento civil e  econômico do país invasor a ponto de que hoje, a exemplo da Alemanha que levou 90 anos a pagar indenizações por crimes de guerra, esse novo país invasor levará  mais de 150 anos, no mínimo, para reerguer a sua economia e quem irá  pagar por essas indenizações de guerra, claro,  será um povo omisso que não sabe e não  tem o estímulo nem a força  necessária para deter suas lideranças insanas.

La défaite de l’Ukraine est aussi celle des européistes

Ivan Rioufol

Ils se proclament « résistants ». Dans leur panoplie de va-t-en-guerre, ils disent de Vladimir Poutine qu’il est le nouvel Adolf Hitler, et de Volodymyr Zelensky qu’il incarne Winston Churchill. Leur univers est celui des faussaires. Pour eux, ceux qui dénoncent cette guerre inutile entre l’Ukraine et la Russie sont des « munichois », des « collabos », des « vichystes », des « capitulards »

Derrière un courage déclamé, les bellicistes encouragent de loin ceux qui montent au front, pour s’y faire tuer par dizaines de milliers. Les identifications avec des acteurs de la seconde guerre mondiale sortent d’un récit fabriqué. Depuis trois ans, la propagande européiste accumule les désinformations, dans le but d’imposer une Europe supranationale aux peuples qui n’en veulent pas. Souvenez-vous : Poutine rongé par des cancers mortels, remplacé par des sosies dans ses sorties publiques, ne contrôlant plus l’appareil d’Etat. Quant à la Russie, elle allait économiquement s’effondrer, était isolée et perdrait forcément la guerre. 

Or il est tout aussi faux de soutenir désormais que l’autocrate, qui n’a pu entrer dans Kiev, serait pour l’Europe une « menace existentielle » comme le soutient Emmanuel Macron, tout à son obsession de se construire un destin postnational. La perspective de chars russes à Paris relève de la fiction. 

Quant à Zelensky, il a certes fait preuve d’un valeureux patriotisme. Cependant il s’est laissé dicter sa stratégie par son tuteur américain, jusqu’à ce que Donald Trump le laisse tomber. La pénible humiliation publique du président ukrainien, infligée vendredi à Washington par le président et le vice-président américains, a laissé voir néanmoins la maladresse d’un dirigeant refusant l’opportunité de mettre fin à une vaine boucherie humaine.

Faire revivre les fantômes du IIIe Reich, au point de voir des saluts nazis au moindre bras levé, est un procédé puéril. Ces chimères permettent aux « progressistes » de maintenir artificiellement leur monde trépassé. Ceux qui récitent : « Retour aux années trente ! » ou « envolée de l’extrême droite ! » sont en pilotage automatique. 

La photo de la semaine

Dear European “leaders”

Dear European “leaders”, although Hungary has been the only country that has consistanly stood for peace in the EU, we didn’t intend to discuss this publicly. But that works just as well.

Hungary's position is that direct negotiations with Russia must begin immediately in order to achieve a ceasefire and lasting peace.

We also expect the leaders of the European Union to act as responsible politicians—considering both human lives and economic damage—and to take steps towards an immediate ceasefire and peace.

Balázs Orbán, X,  2-3-2025, 10h22 

Relacionados: 
A guerra da Ucrânia, os globalistas totalitários e a revolta liderada por Trump 
Combate dos Chefes, na Sala Oval: Trump e Vance levam Zelensky ao tapete, em direto para a audiência global 
Sikorski Told Zakaria What Poland Learned About US Strategy From Its Engagements With Trump 2.0 
A guerra entre os fatos e as versões 
Trump Is Unlikely To Pull All US Troops Out Of Central Europe Or Abandon NATO’s Article 5

A guerra da Ucrânia, os globalistas totalitários e a revolta liderada por Trump

Leandro Ruschel

Kaja Kallas, a chefe da diplomacia da União Europeia, declarou ontem que “o mundo livre precisa de um novo líder”, em um ataque direto a Trump, logo após a desastrosa postura de Zelensky na Casa Branca. Como eu suspeitava, a atitude de Zelensky não foi mero acaso, mas uma estratégia deliberada dos globalistas europeus para tentar enfraquecer Trump. 

A questão central é que a União Europeia não representa o “mundo livre”. Trata-se de um projeto socialista totalitário, baseado em altos impostos, forte regulação estatal e na supressão de liberdades individuais — incluindo a liberdade de expressão e a de associação política. 

Cada vez mais, a UE avança sobre a soberania de seus países-membros, concentrando poder em uma elite tecnocrática não eleita sediada em Bruxelas. Nesse processo, conservadores são rotineiramente censurados ou até criminalizados. Na Alemanha, por exemplo, há esforços para banir a AfD, segunda maior força política do país, com 20% dos votos. Na Romênia, juízes alinhados a Bruxelas anularam uma eleição presidencial sob a alegação de “interferência russa” — quando, na realidade, a motivação foi a vitória de um candidato de direita. 

Nos últimos anos, a UE adotou uma política de fronteiras abertas, incentivando a imigração em massa, sobretudo de muçulmanos, que não compartilham os mesmos valores ocidentais — para dizer o mínimo. Essa política coincidiu com uma explosão na criminalidade e em atentados terroristas. Cidadãos que se manifestam contra essa situação são comumente silenciados e até detidos.

Fábio Carille fala em analisar e reduzir elenco do Vasco

O Vasco está atualmente com quase 40 jogadores e o técnico fala em enxugar o elenco para melhorar o trabalho

França Fernandes

Depois da derrota deste sábado (1), no clássico contra o Flamengo, o Vasco precisará de uma grande virada no segundo jogo da semifinal para conseguir a classificação à decisão do Campeonato Carioca. Mas a preocupação do técnico Fábio Carille vai muito além deste próximo confronto. Na opinião do treinador, será preciso, após o fim da participação no Estadual, analisar novamente o elenco para tentar reduzi-lo.

De acordo com Carille, ainda é preciso fazer muitas alterações do plantel do Vasco, atualmente com quase 40 jogadores à disposição. Embora o volante Zé Gabriel já tenha rescindido seu contrato, na última semana, outros atletas estão fora dos planos. Além disso, três deles encerram seus contratos no meio do ano: em maio, Dimitri Payet e, em junho, Alegria e Philippe Coutinho.

“Daqui a um pouquinho, nós vamos ter que sentar e ver o que é o melhor para o Vasco. Estamos com muitos jogadores e será preciso enxugar um pouquinho esse grupo. Para que a gente tenha mais qualidade de trabalho e para que nós possamos abrir mais espaço para garotos, também. Temos que deixar algum espaço para que esses meninos possam vir e começar a trabalhar com a gente. É escolha minha usar mais um e outro não, mas a gente vai ter que fazer esse processo, pelo bem do Vasco e, principalmente, pela qualidade do trabalho”, afirmou o técnico.

[Atualidade em xeque] P A R V O N I A

José Manuel

Até 1939, a Parvonia se localizava esparsamente pela África, América Latina, Eurasia do Sul e Norte e pontualmente na Europa.

Com a subida ao poder de um imbecil, provando tecnicamente que a Parvonia já tinha absorvido a Alemanha, o número de imbecis, idiotas e outros adjetivos menos sutis começa a se alastrar pelo planeta em progressão geométrica.

O choque alemão piorou, claro, o volume de parvos pelo mundo afora, porém, como a tragédia demorou mais que uma década, os parvos ficaram atônitos e sem rumo até mais ou menos à década de 60, quando a Parvonia começa a se reorganizar de forma avassaladora.

Hoje, a Parvonia estatística e tecnicamente já pode ser considerada um continente aumentando suas fronteiras.

Arrisco dizer que hoje talvez seja o maior continente, classificado na tabela geográfica como o quinto e em expansão crescente.

A América Latina é, sem dúvida, uma de suas maiores áreas em expansão, com apenas alguns e poucos bolsões de inteligência e produtividade. A quantidade de administrações imbecis e estúpidas alavancada por parvos, pobres e sem noção, é simplesmente alarmante.

A África, acho perda de tempo escrever algo e paro por aqui.

O Oriente Médio, com a Parvonia institucionalizada, mostra claramente a opção pela idade da pedra e a ascendência cada vez maior dos Neandertais ao poder naquela região, e admiradores espalhados pelo continente Parvonia é extremamente preocupante.

domingo, 2 de março de 2025

[Antigamente] Duo Ouro Negro


Duo Ouro Negro foi um grupo musical criado em 1956 por Raúl Indipwo e Milo MacMahon, em Angola, à data uma das províncias ultramarinas de Portugal.

O grupo teve uma das carreiras da música popular em Portugal de maior visibilidade internacional, foi um pioneiro no multiculturalismo e um grande embaixador da música e cultura africanas no mundo.

O grupo criou música que sobrepõe diferentes domínios musicais que costumavam ser estanques, associou-se com músicos de vários países e cantou em diversas línguas africanas e europeias.

Integrado numa indústria fonográfica em expansão conseguiu a atenção da imprensa musical internacional e, em sucessivas digressões, atuou nos melhores palcos de todo o mundo.

Taberna do Liberato, Facebook, 24-2-2025

"graças ao trabalho dele!"

Até a semana passada, as idas de @BolsonaroSP aos EUA eram motivo de piada para a esquerda. Hoje, são “ameaças para a democracia”. Sabe como é…. a mentira jamais sobrevive quando revelada a Verdade! Hoje, o mundo inteiro sabe o que acontece no Brasil, graças ao trabalho dele!

Texto: Leonardo Dias, @tocomleonardo, 3-3-2025 

#AnistiaJÁ!

Relacionados: 
A esquerda irá morder os sapatos de ódio com o que vamos falar, mas vamos fazer o quê? 
A propósito do carnaval 
Alexandre de Moraes não tem freio 

A esquerda irá morder os sapatos de ódio com o que vamos falar, mas vamos fazer o quê?


Não tem como ser diferente.

O Partido publicou uma nota e, nela, mostramos como os métodos utilizados contra o bolsonarismo são os mesmos métodos - mas aprofundados - utilizados no Mensalão e na Lava-Jato. É importante mostrar isso pois mostra que é um avanço na política.

A Gleisi, presidenta do PT, publicou um texto falando que a condenação do Bolsonaro é 'um presente para o PT', mas a companheira Gleisi deveria saber que nem todo presente é bom. Olhe o presente dos gregos aos troianos.

É o mesmo método e são as mesmas pessoas. É a continuidade da política de liquidação de direitos das pessoas perseguidas judicialmente que implica na perda de direitos das pessoas no geral. É a mesma operação política onde, em uma parte da operação, as vítimas diretas foram os integrantes do PT, enquanto agora os integrantes são os bolsonaristas.

Temos o fato de que o pessoal está sendo julgado no STF porque o inquérito foi, de maneira ilegal, feito pelo STF. O STF não é tribunal de primeira instância. Quando você julga na suprema corte, você elimina, automaticamente, o direito a ampla defesa, porque esse direito prevê que você seja julgado por um tribunal e, depois, recorra para outro tribunal. No Brasil, todos são mancomunados e isso é algo democrático, mas ainda assim é melhor você poder ser julgado aqui e recorrer lá.

No Brasil, temos 4 níveis de justiça e todos deveriam ter o direito de serem julgados nesses níveis. Vale lembrar que o STF é uma corte constitucional, então eles deveriam julgar apenas questões de constitucionalidade ou inconstitucionalidade, seja em determinado processo, em condenação ou na lei.

A propósito do carnaval

Um vídeo fala mais que mil palavras

Aparecido Raimundo de Souza

ENQUANTO pessoas idiotas, imbecis de carteirinha, tresloucado das ideias, gente que não tem o que fazer, se prestam a espalhar vídeos frios e falsos, nojentos e asquerosos, falando de política, outros mais atenciosos e conscientes, me enviam alguma coisa que pode ser útil e aproveitável. É o caso do vídeo abaixo.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha no Espírito Santo, 2-3-2025

NdE: O vídeo é de 2024; não consegui achar o original.

[As danações de Carina] Nossa velha multidão reinventada – Parte 2 (Final)

Carina Bratt 

EM UM MUNDO conturbado, repleto de luz e sombras, existe uma aglomeração que percorre por estradas que deveriam ser evitadas, ou seja, as vias das famosas ‘dores insanas’, mazelas e pragas que insistem em caminhar ao nosso lado. Essas pessoas sem rumo certo, vão sofrer mais sentindo cada espinho da jornada a ser empreendida. Essas almas, acreditem, estão atreladas, obviamente, na mesma enxurrada, como eu disse na ‘parte um do meu texto de domingo passado, ou mais precisamente em 23 de fevereiro.’ Essa multidão de desvalidos também está no patamar das estrelas, porém, em vez de brilharem intensamente no céu, se escondem nas profundezas da escuridão, lutando quase no perder das forças, para encontrar uma fagulha de esperança. 

Seguindo ainda o pensamento de Peter Geoffrey Hall em seu livro  ‘Cidades do amanhã’ ‘o sofrimento que as pessoas carregam não faz barulho, é silencioso, porém se mostra imensamente profundo, mas despistado. É uma dor que não se vê, mas que se sente em cada batida do coração e em cada suspiro de cansaço. São almas que enfrentam tempestades internas, onde os relâmpagos são memórias dolorosas e os trovões, os ecos de suas próprias incertezas.’’ Essas criaturas muitas vezes se encontram à margem da sociedade, moradores de rua, crianças famintas, não porque desejam, mas porque são incompreendidas ou vistas com olhos sem piedade. Seus corpos sofridos carregam histórias que não podem ser contadas em palavras, e seus sorrisos são sombras de uma alegria que um dia conheceram. 

No entanto, há uma força inerente nessas pessoas que sofrem. É a persistência de continuar, mesmo quando a estrada parece interminável. É a esperança de que, em algum lugar, exista um porto seguro, um lugar onde possam ser acolhidas e compreendidas. É a fé de que cada dor tem um propósito, cada lágrima, um aprendizado. E aqui entram as ‘Soluções comunitárias.’ O sofrimento, embora cruel, também é um mestre. Ele molda o caráter, fortalece o espírito e ensina a importância da compaixão e do amor ao próximo. As pessoas que padecem, apesar de suas cicatrizes, possuem uma sabedoria própria, única, uma riqueza escondida que só aqueles que enfrentaram a escuridão conseguem alcançar. 

Vasco perde para o Flamengo no 1º jogo da semifinal do Carioca

O Vasco da Gama perdeu para o Flamengo por 1x0 no Nilton Santos, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca

França Fernandes

O Flamengo saiu na frente e ampliou a vantagem contra o Vasco na semifinal do Campeonato Carioca. Neste sábado, o Rubro-Negro venceu o rival por 1 a 0 no Estádio Nilton Santos. Bruno Henrique fez o gol da vitória flamenguista.

Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Campeão da Taça Guanabara, o Flamengo tem a vantagem do empate em pontos ganhos e saldo de gols na semifinal contra o Vasco. Assim, após ganhar a ida por 1 a 0, pode perder o jogo de volta por um gol de diferença que se classifica para a decisão. O Fla aumentou a sequência de invencibilidade sobre o rival. Agora são nove jogos, sendo sete vitórias e dois empates.

Neste sábado, após um primeiro tempo pegado e em que as melhores chances foram do Vasco, o Flamengo melhorou na etapa final e viu a estrela de Bruno Henrique brilhar mais uma vez em clássico. Ele fez um belo gol no Nilton Santos.

O Vasco agora tem compromisso pela segunda fase da Copa do Brasil. O Gigante da Colina enfrenta o Nova Iguaçu, nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), novamente no Nilton Santos, em jogo único. Já o duelo de volta pela semifinal do Carioca é no sábado, às 17h45 (de Brasília), no Maracanã.

O jogo

O técnico Fábio Carille não pôde contar com Paulinho, suspenso, e Tchê Tchê, lesionado. Ele escalou o time com três volantes: Hugo Moura, Jair e Mateus Carvalho. Recém-chegados ao Vasco, os atacantes Nuno Moreira, Loide Augusto e Benjamin Garré iniciaram o clássico no banco de reservas. Pelo lado do Flamengo, Filipe Luís manteve Gerson como segundo volante e escalou um trio de ataque com Luiz Araújo, Plata e Bruno Henrique. Varela continuou na lateral esquerda.

O clássico começou quente. Logo no primeiro minuto, Wesley recebeu falta de Lucas Piton, que levou amarelo, e houve uma pequena confusão. No duelo pela Taça Guanabara, o lateral-direito rubro-negro irritou principalmente Coutinho e Vegetti ao fazer um lance de efeito. No segundo minuto foi a vez de Pulgar cometer falta em Coutinho e levar amarelo.

Alexandre de Moraes não tem freio


PCO - Partido da Causa Operária

@PCO29

"O Alexandre de Moraes não tem freio. Ele é polícia, ele é juiz, ele é promotor, ele ameaça a vítima. Não tem freio. Se você não gostar, você apela ao STF que é ele mesmo. É uma ditadura.

É uma situação tão absurda que equivale à uma comparação com os tribunais especiais da Alemanha nazista. Esses tribunais não eram de verdade. Em um tribunal de verdade, você espera que o tribunal não tenha relação com o fato, pegue as visões da defesa e da acusação e julgue de maneira imparcial. É por isso que temos a figura da justiça com uma venda nos olhos.

Nos tribunais especiais não. Os juízes estavam lá para condenar, não para julgar. Se você está para julgar, não é um tribunal e é isso que está acontecendo agora. É um instrumento de perseguição política."

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 1 de março de 2025

Combate dos Chefes, na Sala Oval: Trump e Vance levam Zelensky ao tapete, em direto para a audiência global


Paulo Hasse Paixão

Na tarde de sexta-feira assistimos àquele que deverá ter sido o momento mais tenso e espectacular da história dos directos televisivos, pelo menos no que diz respeito à cobertura de eventos políticos e diplomáticos.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky iniciou uma discussão acesa com o vice-presidente J.D. Vance na Sala Oval, durante uma conferência de imprensa sobre um acordo pendente relativo à exploração de recursos naturais ucranianos como compensação do apoio financeiro que os EUA têm prestado ao país do leste europeu, o que levou o presidente Donald J. Trump a intervir energicamente contra o comportamento “muito desrespeitoso” do líder ucraniano.

Ao responder a uma pergunta da imprensa, Vance disse que a diplomacia pode ser “o caminho para a paz e o caminho para a prosperidade”, antes de Zelensky recordar o início do conflito entre a Ucrânia e a Rússia em 2014 e perguntar-lhe sarcasticamente:

“De que tipo de ‘diplomacia’, J.D., está a falar? O que é que quer dizer com isso?”.

Vance respondeu em tom firme, dizendo que era “desrespeitoso” atacar a administração Trump nesses termos e à frente da imprensa, enquanto Zelensky continuava a desafiá-lo sobre sua incompreensão dos problemas da Ucrânia. Quando Zelensky começou a dar sermões a Vance sobre as consequências negativas que sentiria se o conflito atravessasse o seu “belo oceano”, Trump perdeu completamente a paciência e elevando a voz, afirmou:

“Não nos diga o que vamos sentir. Não está em posição de ditar o que vamos sentir. Não está numa boa posição. Não tem as cartas neste momento.”

Zelensky ripostou, dizendo que “não estava a jogar às cartas”, ao que Trump respondeu:

Indiciamento de Bolsonaro: métodos fascistas para ‘combater o fascismo’

PCO-Partido da Causa Operária


Na última terça-feira, a Procuradoria-Geral da República anunciou que estava pedindo a condenação de Jair Bolsonaro e mais 36 aliados deste por crime de golpe de Estado. A pena pode chegar, no caso de Bolsonaro, por exemplo, a até 38 anos de prisão.

Esse indiciamento é a culminação de mais de uma década de uso, por parte da burguesia imperialista, do sistema policial-judicial para perseguir sistematicamente determinadas pessoas e manipular o regime político. 

Estes abusos judiciais foram feitos em nome da “luta contra a corrupção”, no caso do Julgamento do “mensalão” e da Operação Lava-Jato, e da “defesa da democracia”, no caso presente. A hipocrisia, tanto da extrema direita (que apoiou a perseguição no Mensalão e a prisão de Lula), quanto da esquerda pequeno-burguesa, que decidem apoiar esse atropelo da lei quando convém aos seus objetivos imediatos, serve apenas para esconder esse fato.

Alexandre de Moraes está, apenas, elevando à enésima potência a obra de Sérgio Moro e de Joaquim Barbosa. Explicamos: os indiciados de extrema direita são acusados, entre outras coisas, de Golpe de Estado, crime criado na Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, versão recauchutada da lei de Segurança Nacional criada na ditadura. 

Um olhar mais próximo mostrará o modus operandi lavajatista na acusação. Senão vejamos.

Em primeiro lugar, como no manual de Moro, Bolsonaro e seus acólitos estão sendo julgados diretamente no STF, sendo que a maioria deles não possui foro privilegiado. A decisão de forçar o julgamento num foro ilegal serve para garantir que o juiz (ou juízes) sejam aqueles que darão um determinado veredito, independentemente de defesa. São colocados sob o poder dos seus perseguidores como o são os juízes militantes.

Mais especificamente, os bolsonaristas serão julgados não pelo plenário do STF, mas apenas pelos cinco juízes da Primeira Turma. O plenário do STF é inconveniente porque conta com dois juízes indicados pelo próprio Jair Bolsonaro, que, se supõe, não vão simplesmente dizer amém a tudo o que Alexandre de Moraes se propõe a fazer.

28-2-2025: Oeste sem filtro – Trump e Zelensky têm encontro tenso na Casa Branca + Documento coloca juiz auxiliar de Moraes sob suspeita + A Lei morreu


[Versos de través] Soneto da Madona

Dorme o menino, amor, no teu regaço;
e em tua graça e feminino jeito
és a Madona que, em materno abraço,
aconchega Jesus-Menino ao peito.

Em teu olhar doente de cansaço
é noite-velha e sempre dia feito:
solzinho do Senhor com que eu engraço;
noite p’ró seu soninho satisfeito…

Até que um outro lar lhe chame os passos,
arrecada-o bem dentro dos teus braços
num embalar suavíssimo de berço;

e as lágrimas, amor, dos teus carinhos,
chorá-las-emos, ao depois, sózinhos,
como quem reza infantilmente um Terço…


Celestino Gomes
Faculdade de Medicina, Queima das Fitas, Coimbra 1967


Anteriores:
Cântico negro 
Mensagem 
Contas do tempo 
Asas de luz