Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas celebra mais de oito décadas reunindo música e gastronomia
Rodrigo T. Ribeiro
Quem entra na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, dificilmente consegue ficar indiferente. Basta caminhar alguns metros para ouvir o som do forró, sentir o cheiro da comida nordestina, encontrar sotaques diferentes, ver famílias reunidas e perceber que aquele espaço é muito mais do que um centro de compras ou gastronomia. É território de memória, identidade, música e celebração.
A Feira de São Cristóvão completa 81 anos mantendo viva uma tradição que atravessou gerações e ajudou a transformar a cultura nordestina em parte inseparável da identidade carioca. É um pedaço do Nordeste no coração do Rio, onde tradição e renovação caminham lado a lado.
Para marcar a data, os feirantes prepararam uma homenagem especial: um bolo de
nove metros, feito com carinho para celebrar o aniversário e ser compartilhado
com pessoas importantes para a história da Feira. A iniciativa traduz também
uma relação construída ao longo de décadas entre os comerciantes, os cariocas e
os turistas que visitam o espaço.
Uma história construída com
muita luta
A trajetória da Feira é feita de muitas histórias individuais que, juntas, ajudam a contar a história coletiva da comunidade nordestina no Rio.



















