João Pereira dos Santos
Ontem elogiei André Ventura
por ter afirmado que não concederia asilo político a Bolsonaro, demonstrando
que coloca os portugueses e os interesses nacionais acima das suas simpatias
pessoais e das conveniências políticas estrangeiras.
Hoje, Donald Trump mostrou-nos o que acontece quando a direita abandona esses princípios, resvala para o globalismo do costume e se deixa capturar por interesses alheios aos dos povos que governa: é reduzida, e muito bem, à insignificância.
Trump ganhou as eleições com
uma agenda simples: reemigração, recuperação da indústria americana,
restabelecimento da ordem publica nas cidades e melhoria das condições de vida
da classe trabalhadora. Era uma agenda soberanista, que pretendia devolver aos
americanos o controlo das suas fronteiras, da sua economia e do seu destino.
E conseguiu alguns resultados
interessantes. A imigração caiu drasticamente, com estimativas que apontam para
um saldo migratório negativo, pela primeira vez em décadas, demonstrando que
controlar as fronteiras é, acima de tudo, uma questão de vontade política.
Começou também a proteger a economia americana através da imposição de tarifas
alfandegárias, procurando incentivar o regresso da produção industrial e dos
empregos bem remunerados aos Estados Unidos.
Tudo isto correspondia às
aspirações de milhões de americanos que estavam cansados de ver o seu país
governado em função dos interesses de toda a gente, excepto dos seus próprios
cidadãos.
Até que veio Israel.
Não me interpretem mal. Entre uma democracia e organizações terroristas islamistas que veneram os responsáveis por algumas das maiores atrocidades da História, sei perfeitamente de que lado estou. Mas jamais submeteria o meu povo a um brutal agravamento do custo de vida para financiar uma guerra em defesa de um aliado estrangeiro.























