quarta-feira, 25 de março de 2015

Paim ameaça sair do PT

Valter Luiz Fernandes Ricardo
O senador Paulo Paim (PT-RS) em encontro com o ex-presidente Lula, dia 23 de março, em São Paulo, disse que deixaria o PT caso não sejam revistas as MPs 664 e 665, que subtraem direitos dos trabalhadores em prol do ajuste fiscal que está sendo estabelecido pelo governo federal.

Em entrevista ao jornal Zero Hora afirmou que não vota contra trabalhador e aposentado.

Sinceramente, se realmente ele condicionou a sua permanência no PT a esta sua reivindicação, não deixa de ser uma atitude elogiável do senador. Entretanto, fica aqui uma pergunta: “Se ele não vota contra trabalhador e aposentado, por que já não exerceu esta pressão junto a seu partido há muito mais tempo? Sim, porque estas situações de injustiças contra estas duas categorias acontecem, no mínimo, desde o governo de FHC, aprofundadas radicalmente no período do governo PT e, porque só agora após as manifestações de 15 de março, o senador resolveu apertar o cerco a seu partido?

Se tivesse, lá atrás, quando o Lula era presidente, agido desta forma quanto às PLS 3299/08 (extinção do Fator Previdenciário), 4434/08 (recuperação das perdas dos inativos?) e a PL 01/07 (mesmo reajuste do salário mínimo para as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo), todas de sua própria autoria, as quais chegariam, se fossem atendidas pelo governo, a corrigir as injustiças aos trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Tenho claras dúvidas sobre este procedimento somente agora. Pois uma vez debeladas certas medidas do passado, prejudiciais às categorias citadas, com certeza, todos os previdentes nelas inseridos estariam em melhores situações econômicas. E o senhor senador poderia continuar sua jornada em defesa destes previdentes, como está pretendendo realizar agora em relação às MPs 664 e 665, que atingem em cheio os trabalhadores, sem a problemática e constrangedora decisão que diz tomar quanto às mesmas, se não forem aceitas as suas emendas.

Creio ser mais uma atitude do senador, mesmo que venha se desvincular do PT, para conservar seu status de bom político, aquele que luta pelas classes menos favorecida, pois assim pode não perder seus fiéis eleitores e, desta forma, continuar sendo eleito senador.

É o que penso, até me provarem o contrário.
Texto: Valter Luiz Fernandes Ricardo, 24-3-2015

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