domingo, 17 de julho de 2016

O que eles te escondem sobre o atentado terrorista em Nice?

Luciano Henrique


Quando eu faço comentários a respeito de questões políticas mais amplas – e que envolvam interesses de mais de um grupo político, por exemplo, algo que atenda em parte aos liberais e em parte aos conservadores – costumo lembrar, por questões de honestidade intelectual, minha localização no espectro político: sou um adepto de ideias liberais e libertárias, mas visualizando-as de uma maneira particular, cética e pragmática.

Um amigo me disse que isso pareceria um “pedido de desculpas”. Nem de longe tenho do que me desculpar. Ao contrário, tenho do que me orgulhar de minhas influências intelectuais. Mas faço isso para deixar claro que, mesmo não estando no espectro político conservador, entendo que o liberalismo pragmático (que vem desde os tempos de Voltaire, portanto não traz nada de novo) não apenas tem a capacidade de dialogar também com os conservadores, como deve ter essa obrigação.

Estando isso claro, aproveito aqui o espaço para exibir um vídeo espetacular feito por um conservador mostrando um resumo do caudal de mentiras que os adeptos do politicamente correto estão contando sobre o atentado em Nice, bem como o jorro de informações que eles estão escondendo de você. Assim, eu posso discordar da visão de mundo do vlogger Paul Joseph, mas não dá para discordar de quase toda sua abordagem, que fica perto de receber nota 10, neste vídeo traduzido por Renan Poço para os Tradutores de Direita.


O tema tratado por Paul Joseph é amplamente abordado em meu livro “Liberdade ou Morte”, onde também lembro como o politicamente correto se tornou uma máquina para construir fascismo e tirania e, de acordo com essa meta, só pode coletar seus dividendos a partir de rios de sangue.

Podem existir divergências em relação ao que significa “lutar pela civilização ocidental”. Como argumento, lutar por nossa civilização é mais do que “promover valores conservadores”. É, antes de tudo, lutar pela liberdade de expressão e pela vida em uma sociedade aberta. Pois somente assim aqueles que querem promover seus costumes tradicionais poderão seguir em frente sem terem suas vidas destruídas pelo politicamente correto.

Um caso recente se encontra na questão Jair Bolsonaro. Posso discordar ferrenhamente de algumas ideias absurdas promovidas por ele – como o apoio à ditadura militar e a ideia de usar violência para refrear orientações sexuais -, mas é um fato que ele representa ao mesmo tempo aspirações legítimas de uma parte dos conservadores. Ele deve ser combatido na arena da persuasão, dentro do confronto político. Mas, enquanto ele lutava pelo que define como “seus valores conservadores”, foi combatido por uma ação totalitária e fascista aceita pelo STF sob alegação ridícula de “apologia ao estupro”. Essa alegação tem um único fim: violar a liberdade de expressão de opositores.

A fórmula para combater a violência promovida pela esquerda, em especial o politicamente correto, está em entender os segredos do “sucesso” das ações dessa gente: promover violência para obter político, ao mesmo tempo em que ações são executadas para censurar os divergentes.

Vejamos a fórmula em ação. O que aconteceu em Nice foi um ato de violência promovido por uma retórica política. Eles precisam usar falsas guerras de classes e gerar pessoas revoltadas e dispostas a praticar violência. Cientes de que a violência se tornará uma constante (resultado de seus discursos políticos), os membros do politicamente correto empenham boa parte de seus esforços para censurar divergentes. É por isso que muitos são classificados de “islamofóbicos”, desonestamente, no mero momento em que questionam as causas do ataque.

Logo, temos que atacá-los de frente quando eles tentam censurar os divergentes. Assim, eles serão expostos à luz, como vampiros, pela mera investigação de sua retórica perversa. 
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 17-7-2016

3 comentários:

  1. O autor da matéria publicada enfatizou bem a questão política envolvendo os extremistas.
    Ao que tudo indica, há certa semelhança ( resguardadas as devidas proporções ...) entre a tática fundamentalista religiosa e a essência doutrinária do Lulopetismo , aqui no Brasil.
    N'outras palavras , a "luta entre as classes" beira a semelhança da prática terrorista contra
    os "ocidentais infiéis , não seguidores dos ensinamentos do profeta Maomé" . Os indivíduos são divididos/ separados segundo o fanatismo , em "nós & eles" .
    De volta ao tema sobre o ataque terrorista em Nice esta semana, havendo inúmeros outros
    espalhados em diversos países nos últimos dezoito meses, a percepção geral é de que o mundo parece ter entrado em estado de ebulição em decorrência de um fanatismo crescente entre grupos extremistas . Acredita-se que daqui para a frente existirão poucos lugares seguros no mundo para se viver em paz . Nos Estados Unidos há conflitos raciais declarados ;
    no oriente médio , os conflitos religiosos; na África, questões étnicas ; no Rio , São Paulo e em outras grandes capitais , o crime organizado tomando o poder em virtude da inércia ou fraqueza do poder público . Fala-se em democracia, mas quem não falar o "politicamente correto" será escorchado e duramente criticado pela mídia . Há quem acredite que o fora da lei tenha mais regalias do que o cidadão decente.
    É a inversão dos valores , principalmente o moral. E nesse crescente ódio alimentando mais ódio , tudo em nome de um profeta ou ser superior , vidas inocentes vão sendo ceifadas.
    E pensar que tudo ficou acentuado com a escalada da globalização nos anos oitenta. Incremento do intercâmbio cultural, social, econômico ; o avanço tecnológico da internet proporcionando a escolha da compra de qualquer objeto no exterior , mais barato do que no
    país de origem. Tudo isso parece ter desestabilizado as proteções das indústrias locais pelo mundo afora. De volta ao assunto sobre o terrorismo, duas características demonstram as
    atitudes de atrocidade dos grupos adeptos ao fanatismo marginal:
    A ausência de culpa ( psicopatia) e o ímpeto desejo de aparecer na mídia global com um grande "feito" , em nome de Allah ou outro líder qualquer. Os pensamentos geram sentimentos, que acabam gerando ação . O mundo está diante de algo inusitado , e longe de ser extinto . Os governantes das grandes potências , assim como os emergentes em desenvolvimento estão com um problema nas mãos de difícil solução.
    No Brasil , mês que vem, serão realizadas as olimpíadas , com um esquema de segurança de fazer inveja aos americanos , russos e ingleses . No Brasil não há terrorismo, mas nas olimpíadas , tem ! É a paz mundial ameaçada. E o universo não costuma ponderar nem dialogar com ninguém. A natureza se vinga. Espera-se uma nova era melhor em um futuro não muito distante. Oxalá.
    Sidnei Oliveira
    Assistido Aerus - RJ

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