quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

[Aparecido rasga o verbo] No alfanje de um carrasco sem rosto, a vitória mais crassa de todas as incertezas humanas

Aparecido Raimundo de Souza

Foi tudo por água abaixo. A liminar do sinistro ministro do STF, Luiz Fux (STF para quem não sabe ou nunca ouviu falar, se traduz por SOCIEDADE TOMA FERRO), numa estranha e atípica decisão monocrática dada por ele, derrubou, por terra, a oportunidade que o país dispunha naquele momento, ao alcance das mãos, para sair definitivamente da merda. 

De roldão, a sisuda  liminar matou dois coelhos com uma cajadada só, ou seja, além de criar uma leva de fofocas e picuinhas, estraçalhou as douradas quimeras de muita gente que acreditava em alguma coisa palpável no meio de tanta lixarada exposta.


Resumindo, as “10 medidas anticorrupção” que deveriam seguir em frente montada numa bela e bem disposta tartaruga (tartaruga, pelo fato de, na Capital do País, ou mais precisamente na Câmara, no STF e no Senado, em favor dos pobres e oprimidos, tudo caminhar a passos lentos, sem vivacidade, como se a nação estivesse à beira de um ataque massificado de putarias vindas de todos os bordeis existentes).

Ministro Luiz Fux
Para falar a verdade, meus caros amigos e amigas, Brasília chafurda num chiqueiro do tamanho do desmatamento da Amazônia. Com esse “empacamento” do sinistro ministro Fux, a meio do caminho, o projeto de lei que já estava no Senado (antes havia sido aprovado na Câmara) se fodeu de verde amarelo. Ao voltar ao útero de origem, o projeto materno conhecido como “populesco”, deixou a tartaruga e se aboletou no lombo de um jovem Pégaso, conhecido, entre os que usam ferraduras e entendem de cabrestos, como cavalo veloz.


Antes de continuarmos, vamos abrir um parêntese para explicar o que a decisão monocrática do sinistro ministro Fux causou. Sem muitas delongas, aclarar as cabeças vazias da população explicando o que é uma decisão monocrática. Decisão monocrática consiste em uma determinação concedida por um único magistrado, de qualquer instância ou tribunal. Trocado em miúdos: o sinistro ministro falou, está falado. E fim de papo. Pois bem. Com esse veto direto, sustado até agora sem explicações não muito convincentes, Fux acolheu o pedido, até onde se sabe, de um “dotor deuputado”, empertigado, vestido a caráter, de fala mansa, português irrepreensível, embasado, segundo ele, na Constituição Federal e no regimento interno da Câmara. Cabe recurso, evidentemente, porém, os dois milhões de imbecis e jumentos que perderam tempo e gastaram tinta de caneta assinando seus respectivos nomes num projeto de cunho bonito, contudo de caráter imediatista não fedeu nem cheirou. Os “cabeças de frente” do fajuto e falido (PROJETO DE ORIGEM POPULAR) ficaram como tolos Prometeus, com focinhos de tachos e uma vez mais serviram de palhaços, com direito a mostrar as latas entristecidas no grande picadeiro do circo Brasília. Fechamos aqui o parêntese aberto. Vamos adiante. A volumosa petição, com dois milhões de pessoas a favor de uma utopia desleal, mal parida, mal nascida, em nenhum momento saiu do papel. Dito de outra forma, sequer servirá para que os envolvidos que apuseram seus patronímicos limpem as suas bundas nojentas e fedidas.

O pior nessa balela toda, senhoras e senhores, é a imbecilidade humana que aflora em grau máximo na cabecinha vazia dessa ralé de periferia. Essa galera de burros e analfabetos, não aprende. Não acorda. Os celulares de ultima geração, os mais variados tipos e marcas, deixaram a todos com alienação mental irreversível. O mundo sofre e morre aos poucos, em torno de uma tecnologia de ponta, porém nenhum ser vivo, nessa multidão de abestados, sabe usar com discernimento o que lhe deveria trazer mais conforto e tranquilidade. Tudo sugere velocidade. Estamos todos cagando sem arrancar as cuecas. Mijando sem tirar o pinto pra fora das calças.

Queremos sinalizar, minha gente, que os celulares atrofiaram os humanos. A complexidade do nada se fez tudo. Os 4Gs com câmeras frontais, parietais, nasais, viva voz, morta voz, WatsApp, Instagram, Twitter, Facebook, Linkedim e outras ferramentas, interromperam a mente humana de forma drástica. Ninguém quer saber o que está acontecendo, seja no STF, na Câmara, ou no Senado. O negócio é passar o dia inteiro e parte da noite enfiada numa ansiedade individualista medíocre, com os olhos e o pesadelo de viver um subdesenvolvimento endêmico.

O Zé Cachorro, via de regra (e regra aqui nada tem a ver com a menstruação feminina) faz sexo, goza e arranja filhos nas telas dos celulares. Seu apetite tem fome de novos joguinhos, de novas engabelações para passar o tempo. Seu sono, seu trabalho, sua família, amigos, seu lazer, como um todo, virou malhas efêmeras nas redes sociais. Usando o magnetismo dessa onda, todo dia aparece um representante nosso (nosso?!) que, na verdade deveria trabalhar e lutar de unhas e dentes pelos nossos direitos, pelas nossas causas mais prementes. E o que ele faz?!  Caga na retranca, batalha em contrário. É o triunfo da toupeira em detrimento da cegueira de uma geração inteira perdida no caos.

Essas infâmias, meus prezados, surgem dos infernos com uma história estupenda, salpicadas com mil promessas, e, no fim, prevalece não a vontade desse povinho soberano, que eles dizem representar em Brasília. Haja vista, uma única decisão de um cidadão sentado no cargo de sinistro ministro, ganhando os tubos, e, ao invés de estar em casa, cuidando da família, ou se preparando para ver Deus, edita uma deliberação monocrática em face de um pedido de um deputadozinho “meia pacata” e muda todo o curso do que, se seguisse em frente, talvez  tivesse o condão de transformar a face, e, não só a face, a alma, o espírito combalido desse país  de  ladrões, de  assaltantes  e salafrários em alguma coisa mais palpável e tolerável.

O fato, minhas senhoras e meus senhores, é que a banda pobre, a camada assalariada, os acreditadores de promessas inconcebíveis, jamais verão o fim das bandalheiras. Enquanto existir um Fux com suas decisões monocráticas assinando liminares a bel-prazer, os sonhos de um país inteiro soçobrarão nas mãos de meia dúzia de tiramos e nas crateras imundas e insondáveis das safadezas mais hediondas. Safadezas hediondas não têm fratura exposta. Só causam.            

Vejamos, agora, quais foram essas “10 malditas medidas” que levantaram tantas celeumas entre os Poderosos, e, no final das contas, não deram em porra nenhuma. É bom lembrar que as Propostas apresentadas ao STF pelo Ministério Público Federal vieram robustamente apoiadas pelos demais Ministérios Públicos de todo o Brasil.


Voltando a reprise do que foi dito acima, ou batendo, novamente, na mesma tecla, só nos resta proclamar a inutilidade de toda essa papagaiada, em face da liminar do sinistro ministro Luiz Fux. O palpável, parou, estancou, sofreu um ataque fulminante em vista da decisão monocrática em caráter liminar. Agora, só Deus sabe quando, a fundamentação da “bendita” será julgada pelo Pleno da Corte, e, até lá (pizzas, pizzas, pizzas, pizzas, pizzas, pizzas), segue estabelecido que o projeto, na versão original, trazido à baila pelos procuradores da Lava Jato retorna, volta, cessa o andar e desmama nos jardins floridos da Câmara, para dar os primeiros passos, desde o início, em direção à puta que pariu. Na emoção das andanças do bicho preguiça, sem rodinhas, para levar ai uns cinco ou seis anos. Ou talvez mais.

Em linhas gerais, senhoras e senhores, não importa qual o desdobramento dessa palhaçada do maunistro Fusca, perdão Fux. Seja na Câmara, no reinicio da tramitação, ou no Senado, se a liminar cair, não se poderá (kikikikikikikikikikiki) desqualificar os autores da proposta das “10 medidas”. E não apenas pela experiência adquirida por eles na investigação do maior escândalo da história republicana brasileira, e lado outro, pelos motivos que alguns em tempos remotos, tiveram a oportunidade de atuar em outros casos de traficância financeira no mundo obscuro dos negócios e da política.

Só nos resta, amados evocar o sentimento peculiar aos que tem propensão para as calamidades e tragédias (no pior dos sacos de gatos em que estamos metidos, até os colhões) esperar. Esperar com paciência de Jó e o Espírito jovial de Jesus. Se o Pleno decepar a liminar de Fux pela cabeça (o que é pouco provável, pois mexerá com muita gente IMPORTANTE do cenário político), e o jogo da discussão sobre o risco da inconveniência de se debater no Congresso este ou qualquer outro projeto sobre os temas, roubo, ilicitudes morais, não importa, num momento chave da operação Lava jato (em que sabemos, por experiência), não existe serenidade, não existe discernimento, nem lisura e compostura, toda e qualquer aprovação séria de leis severas que combatam, de vez, a famigerada corrupção que nos sufoca. Até esse saudoso dia, os fantasmas (representantes da “Pouca Vergonha”) instalados no Epicentro, continuarão a solta, amedrontando os fracos, os fodidos, os pobres e descamisados que ainda acreditam num Brasil melhor e mais confiável. Arre! Que até esse dia, o céu não permita morram todos os coitadinhos de tédio. O tédio meus amigos, suja os olhos e lhe põe fim a serenidade das pupilas.

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Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista, Belo Horizonte, Minas Gerais, 21-12-2016

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