domingo, 18 de dezembro de 2016

[Aparecido rasga o verbo] Horário de Brasília?!

Aparecido Raimundo de Souza

Minhas senhoras e meus senhores, confessamos, publicamente, nunca conseguimos entender, ou melhor, nunca digerimos ou absorvemos, menos ainda trituramos, ou remoemos, como um bife com batatas fritas, essa história sem pé nem cabeça, idiota e vilipendiada do conhecido “horário de Brasília”. Ora, se moramos em São Paulo, o horário pelo qual deveríamos nos direcionar, seria o de São Paulo. Mesmo pensar, se nosso domicílio fosse no Rio de Janeiro, o nosso relógio deveria estar em sintonia meridiana com o horário do Rio de Janeiro.

Assim por diante, em todas as capitais, Roraima, Maranhão, Ceará, Amapá, Pará,  Goiás, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Espírito Santo  e Tocantins, entre outras.  Apesar de termos lido um monte de textos expressivos disponíveis na Internet, não entendemos bulhufas. Temos uma ideia bastante clara de que o horário, para todos os brasileiros, deveria ser o horário local. Aquele (daquela capital, ou cidade) onde o cidadão reside. Em outras palavras, onde temos nossas casas, nossos amigos, nossas famílias, nossos empregos, onde vivemos o nosso ad aeternum cotidiano. Por que os nossos relógios devem estar emparelhados ou mancomunados com o de Brasília? Brasília que se foda, que vá para a casa do Carvalho, em falta de residência mais apropriada e digna, humilde como a de Michel Giló.



Se Brasília, ao menos, fosse uma cidade decente, sem manchas, sem nódoas, sem resquícios de sujeiras, sem ratos, sem baratas, ou escorpiões, sem lagartos, usque  pilantras, mafiosos, enganadores do povo, falsos profetas, vândalos a dar com o pau, sem caixas pretas, sem esgotos a céu aberto... enfim, se Brasília estivesse divorciada, apartada, de corpo e alma desses insetos peçonhentos que a infestam, que a abraçam, até faríamos uma acirrada campanha para que a população tirasse o chapéu. Com certeza, muita gente aderiria acredito, inclusive, aqueles caraminguás lá dos cafundós de Eduardo Cunha que, entre outras coisas, no lugar da cabeça ostentam a altura da testa, um belo e lustroso par de chifres.

Todavia, senhoras e senhores, Brasília é uma merda, um poço de bosta, um zero enorme elevado ao quadrado. Uma peça fora da engrenagem, destoada do jogo. Pelo menos do nosso. Porém, tem gente que engalana o Distrito Federal, rotulando o planalto de berço. Berço até poderia ser (das grandes decisões nacionais, jamais), contudo, esse berço não vai além de uma enxerga paupérrima, feita por um carpinteirozinho  mixuruco, cego dos ouvidos e surdo dos olhos, assim como a Justiça, de roldão, uma vagabunda sem escrúpulos, vexada, melindrada, comprometida e acanhada com os escândalos emanados de si mesma. 


A justiça, no geral, abrindo um parêntese, se apresenta à sociedade hipócrita que a contempla (e quando mencionamos sociedade hipócrita, nos incluímos nela),  com uma venda nos olhos. Aliás, nós (os eternos Zés Bundinhas), adoramos a venda nos olhos. Exatamente para não vermos nada, como Mula não viu enquanto governava, e depois, Dilma, brincando de tricotar com o rabo sentado na sua bicicleta presidencial dando “pedaladas” pela Exporrada dos Ministérios. Amamos de paixão a venda para não darmos opinião, para não melindrarmos o  “goenfermo”. Esse paninho na fuça, ou venda, em Brasília, embora pequeno na tez  pélrica da Amada Justiça, pela sua escassez de tira de cabra-cega, se torna grande e imenso, ultrapassa, inclusive, a bulferia do que conhecemos ou entendemos como venda, tomando, pois, ares e características de uma birosca fútrica (não confundir com futrica) de periferia.

É isso, meus amados. Fechando o parêntese aberto e voltando ao foco do horário e mandando a justiça lamber o saco do sinistro  Terrorisa a VASP, olhamos para Brasília como uma bodega de terreiro, um lote cheio de estrumes, estercos e imundícies onde se congregam os búgrios, os chardos, os cumênicos, os espertalhões, os poderosos de colarinho branco e seus discursos para doutor nenhum botar defeito.

Brasília é um saco preto de leões de unhas afiadas, onde se aglomera de uma só vez as sanhas das lavagens de dinheiros, das contas nos paraísos fiscais, das cuecas com cofres, das calcinhas com câmeras escondidas e alarmes contra roubo (menos) na hora de se passar pela checagem alfandegária do Aeroporto  Internacional Juscelino Deu o Cheque. Coitado, Juscelino assinou o documento,  estava sem fundos e morreu sem conseguir resgatar o voador.  Tocando sem querer, em voador, Brasília (como um grande avião pousado no Assalto Central, jamais decolou) nos transmite a visão dos infernos, onde proliferam as gravatinhas e pisantes  de marcas, os bárbaros e desumanos, os inclementes e os párias que, em nome do Poder, pelo Poder, e com o Poder, nos transformam, dia após dia, em bobos da corte, em  arlequins, devidamente vestidos de bobocas, ou babacas, em foliões, evidentemente parafernalizados com os fólicos narizes vermelhos,  as dríchias cartolas, os coletes, os malabares, os salopetes, culminando, claro, com os tradicionais e não menos importantes largos e bem chamativos sapatos de palhaços. Sem os sapatos, os títeres ficariam manietados e incompletos. Como o Brasil, neste momento, à beira de um ataque de novos impostos nas cacundas dos Manés, intencionando (mentirosamente) cobrir o rombo da previdência e aumentar (verdadeiramente) os salários dos nossos representantes na Câmara, no Senado, no Judiciário. Para a turma de vagabundos de Brasília, em resumo, somos como aqueles antigos touros nas arenas da Espanha, onde os animais irracionais eram maltratados pelos poderosos. Esses algozes seguem nos espezinhando em nome de uma súcia de covardes travestidos de parlamentares que, diga-se de passagem, sobrevive em face de nossas desgraças mais prementes.


Voltando, ao sórdido, asqueroso, indigno e cambalachado horário de Brasília, observem, meus amigos, que tudo se guia, tudo se trombeteia por ele. “Hoje teremos um pronunciamento do excelentíssimo senhor ministro do Ministério das Misteriosas Confusões,  Roberto Pega Quatro, às vinte horas, HORÁRIO DE BRASÍLIA”, ou a novela “Come dorme e fodem os veados e transexuais” excepcionalmente, neste sábado, irá ao ar às quatorze horas e quarenta minutos, HORÁRIO DE BRASÍLIA.

Que tal nosso mundinho de histórias da carochinha não girasse no horário de Porto Alegre, ou horário de Camamú? Por que não da Colômbia, França, Canadá, ou mesmo dos Estados Unidos?   Norte igual, o que vocês nos diriam se pontilhássemos tudo pelo horário sagrado, qual seja, o horário do instante em que Jesus Cristo ressuscitou? Seria, inclusive, mais leal, mais digestivo, mais saboroso, mais humano. Poderíamos passo idêntico, nos orgulharmos em propagar aos quatro cantos do mundo que nosso horário, acima de qualquer suspeita, É UM HORÁRIO GENUINAMENTE SAGRADO. Não confundam senhoras e senhores, com cagado. Cagado é o horário de Brasília.

“Daqui a pouco vejam que lindo, que meigo. Vamos assistir a sessão das dez, horário de Jerusalém, ou mais precisamente, no horário sagrado em que Jesus ressuscitou”. De Brasília?!  Por que Brasília, indagamos, insatisfeitos, virados no bicho, putos da vida?   Meus amigos, lá em Brasília, só temos comes e dormes, dispomos em grande quantidade  de golpistas e sanguessugas.  Gente que não faz nada, que vegeta às nossas custas, que nos impõe impostos e mais impostos. Que nos enfiam bananas goela abaixo, como se fossemos um bando de macacos tentando chegar aos Estados Unidos disfarçados de ”deuputados”, ou  “senahorrores”, dando o fora da boa terrinha, em face da monstruosa e arrasadora, ou assustadora “Operação lava gatos”.

Em Brasília, meus amados, repetindo o óbvio, só nos deparamos com vampiros amaldiçoados que, boca e dentes rilhados, não despregam dos nossos pescoços nem por reza braba. Horário de Brasília, pois, que vá para o raio que o parta, ou que os partam. Uma perguntinha final, para os amigos que nos leem: que ligação platônica há por detrás  desse horário de Brasília com essa frase célebre: “Todo foder emana do polvo e em seu nome é enxerido?!”.

Com essa história de horário de Brasília, cremos até que os aparelhos que usamos nos pulsos deixaram de ser confiáveis, honestos, pelo menos depois da Era Fula. Imaginem meus consanguíneos, relógios corruptos, os ponteiros dos minutos metidos com a MMC-AUTOMÓVEIS, subsidiária da Mitsubishi no país, GRUPO CAOA (fabricante de veículos Hyundai) e por que não, igualmente com a tramoia dos trinta e seis caças supersônicos, modelo sueco Gripen-NG (Não Garantimos) adquiridos por US$ 4,5 bilhões a serem pagos no distante 2023??!!

Imaginem mais: os ponteiros dos segundos e os milésimos de segundos de mãos dadas com os trapaceiros da Petrobosta e outras operações escalafobéticas de nomes engraçados, como Zelotes, Pinotes, Timóteo Albatroz, Centurião, Navalha, Carta Marcada, Esfinge, Decadência Total, Pororoca, Midas, Pau Duro, Caronte, Galiléia, Peida Que Cheiramos Unidos, Pinto No Rego Pobre e outras mais. Ia ser um caos. Ou dito de outra forma, já é um caos. Maior até do que esse em que a nossa Pátria Amada Brasil tão querida (de Juliana Alves, Quitéria Chagas, Taís Araújo, Sheron Menezes e outras musas de looks sensuais) como uma gorda porca de chiqueiro, chafurda em campo minado.

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Título, Imagens e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, 63 anos, jornalista, Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, 18-12-2016

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