quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Diga NÃO à Excisão



O que é?
Também conhecida por operação, corte, sunna, fanado ou mutilação genital feminina, a excisão consiste na realização de diferentes tipos de cortes da vagina/vulva da menina, rapariga ou mulher por motivos que se associam à religião, tradição e cultura.
A excisão faz-se entre os 0 e 14 anos, poucos dias após o nascimento, antes da rapariga se casar e/ou após a 1º gravidez, dependendo do país ou região. É praticada em todo o mundo e em especial nalguns países africanos.


Consequências para a saúde física e psicológica
A excisão é crime e tem graves consequências para a saúde e para a vida das mulheres de todas as idades.

Riscos imediatos de complicações de saúde
Dor intensa
Sangramento e infecções
Dificuldades na eliminação de urina e fezes
Morte causada por hemorragia ou infecções diversas
Infecções sexualmente transmissíveis como hepatites (B e C) e VIH/SIDA

Riscos a longo prazo para a saúde
Dor crónica
Infecções várias
Cicatrizes dolorosas
Complicações no parto e
Perigos para as crianças recém-nascidas

Consequências psicológicas da MGF
Medo de ter relações sexuais
Ansiedade, depressão
Perturbações como insónias, pesadelos, perda de apetite, perda de peso ou ganho de peso excessivo, pânico, dificuldades de concentração e aprendizagem, e outros sintomas de stress incluindo perda de memória.

A religião e a prática da excisão
A excisão não tem qualquer origem religiosa e a sua prática não está escrita em nenhum texto sagrado (Corão, Tora, Bíblia…).
Apesar disso, a excisão ainda é praticada em diferentes comunidades.

A lei e a prática da excisão
A excisão é crime em Portugal e em muitos outros países como Bélgica, Burkina Faso, Dinamarca, Egito, França, Guiné Bissau, Guiné Conacri, Inglaterra, Senegal, entre outros.

Portugal: Código Penal, artigo 144º - A Mutilação Genital Feminina
1 – Quem mutilar genitalmente, total ou parcialmente, pessoa do sexo feminino através de clitoridectomia, de infibulação, de excisão ou qualquer outra prática lesiva do aparelho feminino por razões não médicas é punido com pena de prisão de 2 a 10 anos
2 – Os atos preparatórios do crime previsto no número anterior são punidos com pena de prisão até 3 anos.

Como proteger as meninas e raparigas em risco:
O regresso, visita ou férias ao país de origem pode revelar-se um risco para si, para a(s) sua(s) filha(s) ou familiares do sexo feminino. Pode acontecer que as meninas e as raparigas que vivem em Portugal, ou noutro país, sejam excisadas quando regressam aos países de origem das suas famílias e durante as férias escolares:

Comunique e explique à sua família e pessoas amigas a sua decisão de não excisar a sua filha.

Não perca a oportunidade de explicar porque não concorda, não comparticipa e não estará presente nas cerimônias e rituais de excisão de meninas, raparigas e mulheres.

Se tem conhecimento de alguma menina que foi ou pode estar em risco de ser excisada deve fazer chegar esta informação às autoridades competentes.

Se já foi excisada, fale com a sua médica ou o seu médico de família, ginecologista e/ou obstetra sobre o assunto. Ao pedir ajuda pode ter apoio médico, de enfermagem e psicológico.

Fonte: CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género/Presidência do Conselho de Ministros, 2012 
Folheto original aqui.

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