sábado, 4 de fevereiro de 2017

Três dias de luto?!

Ok, a esposa do ex-presidente Lula da Silva faleceu. Por respeito à dor da família não me manifestei. No entanto, publiquei duas matérias a esse respeito de diletos colaboradores. Nada mais do que a obrigação de um Editor de uma revista imparcial.

Mas o Editor, as a person, é parcial, não se inibe de tomar partido. Entendo que uma forma elegante – vocábulo que não agasalha o senhor Lula da Silva – de não explorar o falecimento de um familiar – ao contrário desse mesmo senhor e bando seguidor – é, simplesmente, não mencionar o acontecimento, até porque é de domínio público.

A mesma postura adotei aquando do falecimento do político português, Mário Soares. Simplesmente não embarquei em choros, nem em velas. Respeitei a perda de um ente familiar. Ao contrário das carpideiras de plantão, políticos e jornalistas militantes.

Se eu fosse político, ou melhor, se eu exercesse um cargo público e institucional, é evidente que o meu corpo estaria presente aos velórios e enterros. E o meu rosto estaria sério. Estenderia a minha mão aos familiares, significando-lhes a minha solidariedade na dor. Nada mais.

Mas o que se viu nestes dois acontecimentos foi um aproveitamento nojento (rima verdadeira) da dor familiar.

No falecimento de Mário Soares eu até entendo algumas homenagens oficiais. Afinal, ele foi primeiro-ministro e presidente de Portugal. Mas a Esquerda que se apoderou do poder (e da imprensa e dos sindicatos dos funcionários públicos) rejubilou com a oportunidade. E dá-lhe de santificar o sujeito, inventando multidões e milhões de telegramas da Galáxia.

Este que vos escreve caladinho permanecia, para mim, não era o momento para relembrar o duvidoso caráter desse personagem.

Agora, no passamento da esposa do ex-presidente Lula foi bem pior. A senhora, por melhor mulher que tenha sido PARA O MARIDO, nada me consta de que alguma coisa tenha feito pelo Brasil.

O presidente em exercício, Michel Temer, decretou luto oficial de três dias! Que coisa hipócrita e de terceiro mundo (que me perdoe o terceiro mundo).

Gente querida, luto oficial significa uma dor grande para a nação. Portanto, a Bandeira Nacional é hasteada a meio mastro em todos os locais onde houver o pavilhão. No Brasil e around the world.

(Me apetece perguntar: quantos dias de luto oficial mereceu a antropóloga Ruth Cardoso pelo seu falecimento em junho de 2008?) 

Quem foi Marisa?

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7 comentários:

  1. Dissestes o bem..quem foi D. Marisa? D.Ruth Cardoso sim teve participações importantes no país e nem por isto teve esta honraria...enfim, em minha percepção ela descansou pois viver ao lado daquele molusco, não deve ter sido fácil...

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  2. Julio Estala Caixeiro4 de fevereiro de 2017 12:38

    Sobre a morte de Marisa... Eu li esse comentário agora de manhã, e gostaria de dar um abraço em quem escreveu.

    "Não estamos felizes pela morte de Marisa Letícia, mulher de Lula. A morte sempre é uma tragédia. Porém não somos hipócritas. Marisa Letícia viveu uma vida de crimes. Foi a fiel comparsa de Lula, o maior bandido da história do Brasil. Usufruiu do melhor que o dinheiro pode comprar, dinheiro roubado que poderia ter salvo milhões de vidas se fosse bem aplicado nos hospitais públicos. Infelizmente Marisa não foi alcançada pela Justiça. Não pagou por seus delitos. Viveu e morreu no luxo, em um dos hospitais mais caros do país e nem gastou para isso. Todos os custos de Marisa no Sírio-Libanês foram custeados pelo povo brasileiro pois o Governo Federal banca todas as despesas de Presidentes, vices, Senadores, Deputados Federais e de seus familiares nesse hospital, mesmo apos o fim dos mandatos. Ou seja, Marisa já era rica,dinheiro fruto de roubo e morte de milhões de brasileiros, e ainda se internou no melhor hospital do Brasil com o nosso dinheiro. Morreu em cama quente ao lado dos melhores médicos do Brasil. Enquanto isso trabalhadores honestos morrem no chão gelado dos hospitais públicos sem qualquer tipo de atendimento digno. Não vamos endeusar bandido aqui. A morte não transforma ninguém em santo. Agora que pague o que deve do outro lado, pois se a justiça dos homens é falha, a justiça de Deus é implacável. Uma a menos para roubar o sofrido povo brasileiro. A morte tem a equivocada virtude de tornar as pessoas ruins em boas.

    Edilberto Carvalho"

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  3. EU ESTOU FELIZ.
    NÃO SOU POLITICAMENTE CORRETO.
    A morte não é tragédia, não pode ser levada com teatro bufo.
    A morte é o fim dos bons, dos maus e dos muito ruins.
    A única frase que lembro dela é:
    - Enfiem as panelas no cu...
    Minha vã filosofia é que ninguém paga porra nenhuma do outro lado.
    A morte é benefício para os que prejudicam os outros.
    Castigo sera se perdessem tudo e vivessem em celas, ou como pedintes para sentirem na têmpora o que fizeram.
    A DAMA SE FOI MAS O VAGABUNDO ESTÁ VIVO.
    DEUS É INJUSTO.
    MUITOS BONS FALECERAM NO NOSSO GRUPO, E MUITOS FILHOS DA PUTA ESTÃO VIVOS.
    Estou queimando uma "carninha" para festejar hoje a noite.
    Promessa minha.
    Cada um deles que morrer vai ter churrasco, que festejem quando chegar minha vez, não terá nenhum significado.
    Minha importância como ser humano se reduz à minha família.
    Festejem, pois, festejaram nossas desgraças.
    fui...

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  4. Parabéns ao editor do blog ‘O cão que fuma’, na questão do luto oficial tenho o mesmo pensamento.

    Abração,

    Aderval Pires
    Rio de Janeiro

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  5. NEM A DOR DA MORTE FREIA A COBIÇA DOS POLÍTICOS

    Há dias que os brasileiros vêm acompanhando através da mídia em geral o quadro de saúde da ex-primeira dama Marisa Letícia esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acometida de um aneurisma que evoluiu para um AVC (acidente vascular cerebral) e que ao longo dos dias foi se agravando até a sua morte divulgada no dia 3 de fevereiro de 2017 pela equipe médica que acompanhava a paciente no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Casos como este é comum e acontecem diariamente no mundo inteiro sem manifestar nenhuma repercussão, mas quando a vítima tem ou já teve algum status de celebridade dentro da alta sociedade, à propagação pelo mundo tem uma conotação mais acentuada e muitas vezes até exagerada e demagoga, o que não significa que haja alguma referência com sentimento e sofrimento gerado pela morte. A convivência do homem com a morte é complicada e ao mesmo tempo simples porque em relação ao nosso futuro é a única certeza concreta que temos. A complexa relação da vida com a morte é normal já que não há compatibilidade existencial entre as duas, e é baseado nesta verdade que todos nós sabemos que a vida física não é eterna porque com a morte ela acaba, mas mesmo sabedor de tudo isto, o homem continua vivendo como se fosse eterno quando é acometido pela maldição da cobiça pelo poder e dinheiro. Esta síndrome psicótica que destrói o caráter e degenera o comportamento da dignidade humana, tem sido uma constante no meio político e como exemplo, podemos destacar o descalabro vergonhoso e corrupto de parlamentares, governantes, ministros e empresários daqui do Brasil. A ponte de raciocínio que liga tudo que escrevi acima com a morte da ex-primeira dama Marisa Leticia tem como origem as noticias escritas, faladas e divulgadas pela mídia que na minha concepção opinativa vejo muita demagogia e um vergonhoso uso político em torno do fato como a de que a causa da morte foi a Operação Lava Jato, a perseguição política que supostamente vem sofrendo o ex-presidente Lula e o indiciamento do casal pela justiça. Não consigo digerir estas baboseiras nem o padecimento emocional demonstrada pela comitiva de políticos que compareceram ao Hospital Sírio Libanês, e cheguei a esta conclusão quando li a matéria publicada pelo JORNAL O ESTADÃO dizendo que em plena comoção pela morte da esposa, o Lula junto com Michel Temer, ministros, senadores e deputados falaram sobre política e repetiu até o que já dissera antes quando chamou o Supremo Tribunal Federal de “acovardado” diante das investigações da Operação Lava Jato. Não quero desmerecer e duvidar do sentimento pelo pesar do falecimento da ex-primeira dama, mas não posso deixar de dizer da minha perplexidade de vê que até diante de uma ocasião dessas se fale em política e poder. A única explicação que eu defino para este comportamento sarcástico é que: Nem a dor da morte freia a cobiça dos políticos. (Valter Almeida)

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  6. Marisa Letícia foi a boa esposa de um traidor. Há rumores de que era mero adereço protocolar.
    Marisa foi uma pessoa sem noção do seu lugar no tempo e no espaço politico e social do Brasil.
    Ela deu uns pontinhos na bandeira do PT.

    Circe Aguiar

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