sexta-feira, 24 de julho de 2020

Esquerda defende CPMI contra Bolsonaro

Partidos falam em descaso do presidente em ações contra a covid-19

Anderson Scardoelli

No que depender de cinco partidos da esquerda, o presidente Jair Bolsonaro será objeto de uma nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). No fim da tarde desta quinta-feira, 23, Cidadania, PDT, PSB, PV e Rede divulgaram nota conjunta. De acordo com o que defendem, a postura do chefe do Executivo federal diante da pandemia da covid-19 precisa ser investigada.

O conteúdo contra Bolsonaro é assinado pelos cinco presidentes nacionais dos partidos de esquerda. Para eles, é preciso que o mandatário do país e o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, expliquem os investimentos no combate ao novo coronavírus. Isso porque na quarta-feira, 22, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório indicando que o governo federal gastou, até o momento, 29% do valor que deveria ser destinado à luta contra a pandemia.


As siglas de esquerda acusam o presidente da República de ter “sabotado” ações contra a disseminação da doença. As legendas não citam, no entanto, que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que os trabalhos diretos contra a covid-19 deveriam ser capitaneados por prefeitos e governadores. O quinteto de partidos também fala em sobrecarga do sistema de saúde, apesar de hospitais de campanhas já terem sido desativados em algumas localidades — como em São Paulo, conforme noticiou Oeste.

Cobrança ao Legislativo
Unidas, as legendas cobram que a CPMI contra Bolsonaro e Pazuello seja analisada pelos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente. Os partidos indicam que a dupla responsável pelos trabalhos no Congresso Nacional deveria mudar de postura. De forma direta, criticam o que chamam de “confortável posição de diálogo” por parte do deputado e do senador.

“Têm de assumir o papel que cabe ao poder político do país”

“Como presidentes das duas Casas que representam os interesses legítimos da população e dos Estados, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) precisam deixar de lado a confortável posição de diálogo estabelecido com o governo. Têm de assumir o papel que cabe ao poder político do país e, ouvindo o mais importante instrumento de fiscalização de atos do Executivo, uma CPMI, chamar o Palácio do Planalto e o Ministério da Saúde às suas responsabilidades”, diz trecho da nota do grupo de esquerda.
Até o momento, os presidentes da República, do Senado e da Câmara não se pronunciaram a respeito da movimentação liderada pelos cinco partidos.

Título e Texto: Anderson Scardoelli, revista Oeste, 23-7-2020, 18h39

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