Marcelo: do improviso à irresponsabilidade A declaração de Marcelo Rebelo de Sousa, ao classificar Donald Trump como “um activo russo”, é mais do que inoportuna — é irresponsável e indigna de um Chefe de Estado. O Presidente da República não fala apenas em nome próprio: transporta consigo o peso e a imagem da Nação. Ao lançar acusações incendiárias num palco público e político, Marcelo não só compromete a seriedade institucional, como coloca Portugal na linha de fogo de potenciais tensões diplomáticas com os Estados Unidos. E este não é caso único. Já antes, numa visita oficial ao Brasil, com Jair Bolsonaro ainda Presidente, decidiu encontrar-se primeiro com Lula da Silva, então opositor, criando deliberadamente mal-estar político e diplomático. É um padrão preocupante: Marcelo converte a Presidência da República, que deveria ser garante de equilíbrio, sobriedade e responsabilidade, num palco de tiradas pessoais e gestos de provocação. A dignidade do cargo cede lugar à leviandade das palavras, arriscando arrastar Portugal para polémicas externas que em nada servem os interesses nacionais. JL Braga, 29-8-2025, 8h10
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Marcelo: do improviso à irresponsabilidade
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E este não é caso único. Já antes, numa visita oficial ao Brasil, com Jair Bolsonaro ainda Presidente, decidiu encontrar-se primeiro com Lula da Silva, então opositor, criando deliberadamente mal-estar político e diplomático.
É um padrão preocupante: Marcelo converte a Presidência da República, que deveria ser garante de equilíbrio, sobriedade e responsabilidade, num palco de tiradas pessoais e gestos de provocação. A dignidade do cargo cede lugar à leviandade das palavras, arriscando arrastar Portugal para polémicas externas que em nada servem os interesses nacionais.
JL Braga, 29-8-2025, 8h10