quarta-feira, 2 de maio de 2012

Desabafo da Rosa: "... por isso é que as minhas moedinhas estão guardadinhas no pigue mealheiro..."


Foto: Rui Gaudêncio
hoje tive que aturar os gritos do meu patrão todo o santo dia com e ai esse gajo e ai esse gajo e ai esse gajo o quê perguntei eu e ó rosa é que ele devia ter mudado o arquipélago como prometeu e deu-me o público e que é jornal que ele compra e que até o meu primo rebochino diz que é a coisa estranha de dar dinheiro àquele  senhor capitalista do porto para ler coisas do bêé e agora percebo porque não dá descontos no supermercado e prantes voltando ao assunto e lá dizia que o senhor alberto joão não se arrependia de cravar dinheiro e não pagar e por isso gosto muito dele e por ser tão honesto e não ser mentiroso como e pafe pafe duas palmadinhas nos lábios para o cala-te boca e que o tinha feito para mudar o arquipélago e aí é que o meu patrão me explicou que ele devia era ter mudado o arquipélago para as galápagos e que por acaso não sei onde fica mas deve ser bem longe e porque nem a isijete tem loucóste para lá e prantes porque quem deve estar bem arrependido é o gerente do banco que lhe emprestou dinheiro e por isso é que as minhas moedinhas estão guardadinhas no pigue mealheiro e prantes porque se forem para o banco ficam mal paradas e ou vão para a madeira e o que é a mesma coisa
Rosa Engeitada

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Faça de turista na sua própria cidade

Isabel Stilwell 
Conhecemos muito mal as nossas cidades. Fazemos sempre o mesmo percurso, com pequenas variantes, e raramente nos aventuramos nos bairros que não têm uma actividade comercial ou são eixos de passagem. Sabemos dar indicações aos turistas com que nos cruzamos, do miradouro mais bonito a visitar, ou sugerir um museu ou monumento, mas se puxarmos pela memória a última vez que lá fomos foi há décadas. Orgulhamo-nos dos Descobrimentos, dos nossos navegadores, guerreiros e soldados, mas há quanto tempo não visitamos, com olhos de ver, os locais emblemáticos em que em cada pedra está um bocadinho da História? Muitos de nós vivemos nos arredores da cidade onde trabalhamos e acabamos por não a visitar, nem a dar a conhecer aos nossos filhos, porque aos fins-de-semana nos queremos pôr a milhas, e quantas vezes damos por nós a percorrer os corredores de grandes espaços comerciais, fechados e sem luz natural, em lugar de aproveitar para escalar a encosta de Alfama, subir ao Castelo de S. Jorge ou, no Porto, descer à Ribeira, visitar a Sé, ou fazer um passeio junto da Alfândega. Perdemos conhecimento, e nem sequer damos pelo grau de excelência que os nossos centros históricos hoje têm, pela qualidade das exposições e museus, nem do imenso privilégio que é viver onde vivemos. Por isso deixo a proposta, que fiz a mim mesma por estes dias. Fazer de turista em família, com amigos e crianças de todas as idades.
De máquina fotográfica ao pescoço, chapéu na cabeça, e sapatos que permitam grandes passeios. Primeiro é preciso estudar o guia da cidade e escolher os sítios a conhecer, ler sobre eles antes de partir à descoberta, como fazemos sempre que vamos lá fora, navegar na Net para descobrir onde almoçar, e sim, até voltar a comer um pastel de nata em Belém, ou um jesuíta na Rua de Sta. Catarina. Se tiver possibilidades, o ideal mesmo era ficar num dos muitos hostels, localizados em sítios fabulosos, com qualidade, e a um preço aceitável. Porque, afinal, se tantos nos visitam, é porque vale mesmo a pena.
Título e Texto: Isabel Stilwell, Destak, 02-05-2012

A Presidenta

Peter Rosenfeld
Durante um longo tempo, ainda durante a campanha presidencial que elegeu a Sra. Rousseff para ocupar a Presidência do País, muitos jornalistas alertaram para o fato de a então Ministra-Chefe da Casa Civil ter sido castigada com algum golpe do destino, provendo-a com muito pequena quantidade de neurônios!
Parece que o diagnóstico estava correto...
Já como a Gerente-Geral dos PACs 1 e 2 sua atuação foi menos do que discreta; foi absolutamente zero, e os PACs estão ai para confirmar isso. Nada até hoje foi completado! Os canteiros de obras, em muitos casos, estão às moscas.
O compromisso de o Brasil sediar a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 não foi assumido pela Sra. Rousseff, mas sim por seu antecessor, Sr. da Silva.
De forma tristemente irresponsável!
Certamente a maioria das obras para esses eventos, se não a totalidade, estarão prontas nas datas necessárias, mas a um custo muitas vezes superior ao inicialmente orçado. Aditivos mais aditivos serão assinados, cada um aumentando (sob o eufemismo de “reajustando”) os orçamentos iniciais. Possivelmente algumas obras custarão o dobro ou mais do que o originalmente orçado!
Os Jogos Pan-americanos de há dois ou três anos estão aí para confirmar essa alternativa. E já há muitos aparelhos em petição de miséria!
Com tantos e tão sérios problemas nesse País, a Sra. Rousseff parece ter se olvidado de todos, tanto assim que sancionou a Lei 12605, em 03 de abril pp., que “Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissões ou grau em diploma”!
Simples assim!
Como, parece que “Presidenta” não “pegou”, como se diz popularmente, apesar de o dicionário dizer claramente que a palavra é de dois gêneros, a Sra. Rousseff decidiu que agora é obrigatório especificá-los…
Então, agora teremos “dentisto” e “dentista”, por exemplo, obrigatoriamente, já que a palavra também é de dois gêneros? E “ginecologista” e “ginecologisto”? E várias dezenas de profissões são assim!

Desabafo da Rosa: “a cagufa dos barainos”

gosto muito da dona ana gomes e até gravei as conversas dela na têvê em dêvêdê e costumo mandar cópias às primas com filhos e todas me têm ficado muito agradecidas e porque sempre que os pimpolhos não querem comer e é só pô-los com o prato defronte da televisão meter o dêvêdê no vidio e pimba que é ver os cachopos cheios de cagufa a lamberem o prato  e ai que raio que me tinha esquecido e até parece que não sou de esquerda e repito mas do outro sexo e as cachopas cheias de cagufa e para o sexo dos omos é que não sei e prantes voltando à dona ana e os barainanos é que não sabem destas coisas e porque também devem ter miudagem arisca a precisar de quem lhes ponha cagufa e que nem a alcaida consegue e nada melhor que aqueles olhos esbugalhados e a voz que até parece a minha prima evelásia quando alguma freguesa desconfia da frescura do peixe e prantes que vou preparar outro dêvêdê para gravar o que ela vai dizer quando chegar para pôr os portugueses a comer a sopa toda
Rosa Engeitada

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A ética do trabalho



Rodrigo Constantino
Vários países celebraram ontem o Dia do Trabalho. A data tem origem em uma manifestação grevista ocorrida em Chicago no final do século 19, que acabou em tragédia. Desde então, os socialistas utilizam o 1º de maio para manifestações de cunho ideológico contra o capitalismo. Mas faz sentido isso?
Quem fez mais pelos trabalhadores: o capitalismo ou o socialismo? Quem permitiu crescentes salários e melhores condições de trabalho: a concorrência de empresas em busca do lucro ou os sindicatos?
Os trabalhadores que desfrutam dos maiores salários são justamente aqueles dos países mais capitalistas. Via de regra, há menos intervenção estatal na economia desses países, assim como no próprio mercado de trabalho. Vários desses países ricos sequer contam com salário mínimo, férias remuneradas, 13º salário ou outras “conquistas” celebradas por aqui. Entretanto, isso não é impeditivo para rendimentos melhores. Qual o segredo?
Não há mágica. Esses trabalhadores recebem mais porque são mais produtivos, em boa parte pela melhor qualificação, e também porque há maior concorrência entre as empresas. Quando muitos empregadores disputam a mão de obra escassa, seu valor tende a aumentar. Faz sentido: se uma empresa pagar um salário baixo para alguém eficiente, então outra empresa poderá contratá-lo pagando mais e ainda assim lucrar com isso.
É o capitalismo liberal o maior aliado dos trabalhadores. Sim, é verdade que nos primeiros anos da revolução industrial a vida dos trabalhadores não era nada fácil. Mas é preciso comparar isso com a alternativa da época. Se na Inglaterra a vida era árdua, com longas jornadas e baixos salários, na Polônia, distante do advento capitalista, a situação era infinitamente pior.

Alternativa para a omissão e a covardia

Geraldo Almendra
“Não vote em ninguém que rouba “realizando”, pois o relativismo da honestidade e da justiça é incompatível com a compulsória moralidade nas relações sociais.”
Em sete de outubro de 2012 a sociedade será “democraticamente” convocada para votar nos candidatos a prefeito e vereador, as pontas dos tentáculos da depravação da política no país.
Colocar corruptos, mentirosos, vagabundos, bandidos e assemelhados no poder através do voto é uma opção voluntária da sociedade.
Será a última oportunidade para que os contribuintes, antes das eleições de 2014, digam um NÃO definitivo para continuarem trabalhando mais de cinco meses por ano para sustentar corruptos, bandidos, vagabundos e demais aproveitadores da falência cultural e educacional do país, notadamente os milhares de canalhas esclarecidos infiltrados dentro das classes dos empresários, dos artistas, da mídia, da academia e dentro do poder público, o Covil de Bandidos.
A omissão com o voto secreto como instrumento voluntário de covardia vai demonstrar, conforme os resultados das próximas eleições, que a sociedade efetivamente vai continuar aceitando ser desgovernada por bandidos a custa de uma escravidão assistencialista consentida ou a custa da permissão para que o Covil de Bandidos continue atuando como subornador dos milhares de patifes esclarecidos cúmplices da destruição do país como sociedade minimamente digna e honrada.
Mesmo com risco de fraude parcial nas urnas – conforme já comprovado por uma universidade e divulgado na Internet – uma faxina na sujeira da política poderá ser iniciada pelos eleitores nos seguintes e necessários termos, sem que ninguém precise se acovardar de lutar pelo resgate da moralidade nas relações públicas e privadas:
- Não renovar NENHUM mandato à exceção de candidatos notoriamente honestos e dignos se alguém conseguir achar algum;
- Não colocar em um mandato eletivo NINGUÉM com ficha-suja na polícia ou com algum tipo de denúncia que possa colocar o candidato com mínima suspeição de partícipe direto ou indireto da máfia da corrupção no país, seja como refém ou, então, como cúmplice;
- Não eleger NINGUÉM sem a mínima condição educacional e cultural para evitar a manipulação da ignorância dos eleitos pelos habitantes do Covil de Bandidos;
Estas são as atitudes que poderão ser tomadas coletivamente sem que ninguém se sinta ameaçado de represálias dos canalhas da corrução, especialmente nas maiores cidades do país que precisam difundir coletivamente o desejo de destituir a canalhada da política do poder. Os mais fracos precisam do exemplo e da coragem e do patriotismo dos mais fortes para perceberem o quanto estão sendo feitos de idiotas e imbecis do Circo do Retirante Pinóquio.
Em outubro de 2012 ou a sociedade assinará em baixo que prefere continuar sendo comandada pela canalhada da política ou plantará as sementes para o início da transformação da política do país em 2014.
Título e Texto (e grifos): Geraldo Almendra, 01-05-2012

Desabafo da Rosa: “esparguete suficiente até dois mil e dezasseis”


e ai que nem eu resisti e quando entrei no pingo doce para comprar uma embalagem de esparguete só consegui sair seis horas depois com esparguete suficiente até dois mil e dezasseis e que é o ano que os funcionários públicos deixam de fazer desconto ao estado e por isso e agora percebo porque têm emprego e é porque fazem desconto e prantes que até me lembrei que se o senhor gaspar fizesse desconto eram filas para pagar impostos e taxas e muitos aproveitavam para pagar os próximos vinte anos e prantes que o problema do défice ficava resolvido e de qualquer modo o bêé e o pêcêpê têm toda a razão e porque o país fica mais desigual por causa do pingo doce e é ver toda as pessoas de esquerda sem dinheiro para comprar comida a preço justo e as pessoas de direita a empanturrarem-se a metade do preço e é bem feito que a azai os multe por venderem baratinho e senão parece que voltámos ao tempo do fascismo em que o comércio era multado por vender acima do preço e prantes que vou para casa arrumar o esparguete
Rosa Engeitada

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Sobre o ataque de Dilma aos bancos

Rivadávia Rosa
Essa é a ‘guerra’ da presidente RUSSÉV (Dilma Vana Русев Russév Linhares). A esquerda, quando não tem, inventa um “inimigo”. Enquanto isso se ‘esquece’ que o maior responsável pelos juros elevados é o próprio governo. Talvez seja essa a ‘fórmula de destruição em massa’ do sistema financeiro, uma vez instalada a crise de confiança.
Os bancos, de um modo geral, emprestam dinheiro depositado pelos poupadores e, obviamente, não tem a função – e também não se atrevem em ter – de fazer caridade com o dinheiro dos depositantes. O lucro dos bancos, como demais sobre os preços públicos e privados no Brasil, são abusivos em decorrência do famigerado custo Brasil e, nessa esteira, os bancos se aproveitam e levam sua parte na captação, intermediação, e aplicação de recursos financeiros.
O círculo vicioso financeiro – com a crise imobiliária (subprime), decorrente da intervenção indevida do governo dos EUA no mercado imobiliário – ocasionou a crise dos bancos, daí crise dos Estados por sua extrema solidariedade aos bancos – passou para a economia real.
Observe-se que o FED (Federal Reserve System) – é criticado severamente pelos especialistas sob a argumentação até de que é um sistema ‘privado’. Na realidade, o FED – como o nome indica, é o sistema dos bancos centrais dos EUA (lá funciona uma Federação de fato e não de mentirinha como no Brasil), cuja estrutura é constituída por um Conselho de Governadores (Federal Reserve Board), pelo Federal Open Market Committee (FOMC) e pelos doze presidentes de Federal Reserve Banks, regionais, localizados nas maiores cidade do país, além de numerosos representantes de bancos privados dos Estados Unidos e diversos conselhos consultivos. É um misto de privado e público, e é independente, embora os membros do Conselho de Governadores, seu presidente e vice sejam escolhidos pelo Presidente (dos EUA) que, por sua vez, está sujeito à fiscalização do Congresso.
Resultado: os EUA têm o menor juro do planeta e ainda é o refúgio para os recursos financeiros do mundo, inclusive do Brasil.

A psicologia dos muçulmanos

Pedro Erik
O psicólogo Nicolai Sennels analisou 150 muçulmanos e 100 dinamarqueses em uma prisão da Dinamarca, tentando explicar a maior tendência para violência dos muçulmanos. Sete entre 10 presos nas prisões para jovens na Dinamarca são imigrantes, e quase todos eles foram criados em famílias muçulmanas. Os oito primeiros criminosos mais perigosos do país são imigrantes de países muçulmanos. A pesquisa foi publicada em um livro e ele ainda fez um relato para outro livro, ambos escritos em dinamarquês (capa do segundo livro ao lado). Ele traduziu o relato para inglês e publicou no site Jihad Watch.
Ele concluiu que há fortes diferenças psicológicas entre os muçulmanos e não muçulmanos. Também é claro para ele que a cultura muçulmana torna mais provável a formação de um criminoso e a exibição de comportamento antissocial. Sennels argumentou que é preciso reconhecer as diferenças psicológicas entre muçulmanos e ocidentais se quisermos compreender a integração fracassada de muçulmanos no Ocidente e as suas consequências cada vez mais problemáticas.
Vou traduzir aqui o que Sennels identificou como as diferenças psicológicas entre muçulmanos e ocidentais:
a) Uma diferença muito grande entre muçulmanos e ocidentais diz respeito as suas opiniões sobre a raiva. Na cultura ocidental, a raiva é geralmente vista como um sinal de fraqueza e falta de controle e bom estilo. Por outro lado, os clientes muçulmanos veem a tendência ocidental para negociação durante os conflitos sociais como sinal de fraqueza. Eles pensam que a falta de prontidão para usar ameaças e se envolver em uma briga física como um sinal de medo.
b) Outra grande diferença entre muçulmanos e ocidentais diz respeito as suas opiniões sobre honra. Nas sociedades ocidentais, vemos isso como um sinal de força, autenticidade pessoal e uma atitude honrosa, se somos capazes de enfrentar críticas com uma atitude calma e clara. Por outro lado, o conceito muçulmano de honra situa-se na outra extremidade da escala: o que nós, no Ocidente, categorizamos como uma resposta insegura e infantil às críticas é visto pelos muçulmanos como uma reação justa e honrosa aos insultos injustos.
c) Uma terceira diferença psicológica diz respeito ao chamado "locus de controle", a ideia de responsabilidade pessoal. Nas sociedades ocidentais nos dizem que nós mesmos somos os principais responsáveis ​​por nossas vidas. Os clientes muçulmanos de Sennels pensam que as fontes para o seu sofrimento são fatores externos: uma sociedade injusta e autoridades não-islâmicas são os bodes expiatórios mais comuns.

Sim, tenho nojo, muito nojo!


Ontem de manhã editei uma postagem referente à promoção da cadeia Pingo Doce que ia acontecendo em Portugal. Algo que eu ia vendo como absolutamente normal – e genial!

Mas aí chega a noite e eu começo a ver e a ouvir “opiniões” (invejosas, estúpidas, venenosas), o estômago foi se embrulhando…

Antes de “fechar a loja” postei no meu perfil do Facebook um “desabafo” sobre essas estapafúrdias e, repito, invejosas, estúpidas e venenosas reações. Acordei de manhã, meio arrependido, me questionava “acho que fui rude demais…”.

Começo a ler os jornais… aí, mermão, que nada! que arrependimento que porra nenhuma!
Olha só:

O PCP vai requerer a audição parlamentar do ministro da Economia e do Emprego, Álvaro dos Santos Pereira, para pedir explicações sobre a promoção promovida no feriado 1º maio pela cadeia de supermercados Pingo Doce. Vi aqui.

Tem outras bem piores por aí, ou pior, por aqui, nesta “comunicação social” torpe.
Assistam a este vídeo, reparem na tônica da matéria.


Tem mais, muito mais. Só esta, a última: o cara é professsor de Economia, hein?

Falando na Walmart, foi em novembro do ano passado:

Roberto Dinamite nunca é culpado?



terça-feira, 1 de maio de 2012

A “lógica perversa” de Dilma Roussef...

Pettersen Filho
Em tradicional discurso, transmitido a cada dia 1º de maio, em alusão aos trabalhadores, e ao seu dia, Dilma Roussef, como não poderia, também, deixar de fazer, num governo que se diz dos trabalhadores, capitaneado pelo PT – Partido dos Trabalhadores – e por uma coalizão de partidos, ditos de esquerda, numa miscelânea tanto fisiológica como pragmática, que alberga partidos tão distintos, ideologicamente, que vão do ultradireitista PR – Partido Republicano –, passando pelo também trabalhista – PDT – Partido Democrático Trabalhista (que por sinal, em vésperas da data, acaba de emplacar seu Ministro, Brizola Neto, após cinco meses sem assento na Pasta do Ministério do Trabalho, desde o Escândalo do ex, Lupi), chegando ao combativo PC do B, outrora ‘comunista’, em sóbrio, mas emocionado ‘pronunciamento à nação’, acaba de construir uma expressão que bem sintetiza a atual dinâmica econômica do país: a ‘lógica perversa do mercado financeiro e do Sistema Bancário do Brasil, à qual atribuiu o papel de vilã, dado às altas taxas de juros praticadas no país.
Retrucada, nem bem ressoaram os ecos do seu discurso prontamente rechaçado por “nota” que se atribuiu à FEBRABAN – Federação de Bancos, que retirou dos bancos a culpa pela tal prática de juros altos, Dilma foi desmentida, alegando a entidade de classe que, quem delimita e determina a taxa de juros elevada no Brasil é o próprio governo, quando paga tais taxas elevadas para, assim, poder rolar (ou enrolar) a sua própria e imensa dívida.
Considerando, contudo, que ambos tem razão, tanto a presidentA Dilma Roussef, ao acusar os bancos de não estarem repassando ao mercado, na forma de ‘queda’ de juros do Cartão de Crédito, do Cheque Especial e de Empréstimos Pessoais, de tais percentuais, relativos a contínua queda dos juros básicos da economia estabelecida pelo COPOM, acenada pelo Banco Central, que saiu, recentemente, dos cerca de treze por cento, para cerca de nove por cento atuais (o que, no entanto, ainda colocam a taxa como a mais alta praticada no mundo) – fazendo, por consequência, que os bancos, no Brasil, sejam os mais lucrativos do planeta, inclusive em face da contínua entrada de capitais especulativos internacionais – como, também, razão assiste aos bancos, ao retrucarem que é o governo que provoca a tal alta, em função de premiar com juros altíssimos os que ‘bancam’ a sua própria dívida.

A Alegoria da Velhice Injustiçada

Carlos Lira
Dói-me no fundo da alma recordar o que passou, vidas vividas em tempos idos, idos infindos e condoídos com aquilo que estou passando agora, é um excesso de passado e de vazio que me torna mais velho do que sou realmente. Em toda a minha vida até agora tudo aconteceu numa rapidez em demasia. Antes, eu vivia, eu cantava e sorria, nem pensava no amanhã. O amanhã veio e sem fim vivo, justamente porque somente os mortos conhecem o fim de tudo isto.
Vem-me à imaginação,  neste estágio de vida, a idéia de um pequeno mundo submerso onde sempre vivi, desde pequeno, desde o nascimento, onde sempre presenciei geração após geração, pessoas sempre aprisionadas viveram. A arte cinegética, muitos rabejam pela escuridão da noite, perseguem as presas, forçando-as a subir, e com elas sobem sem coragem para descer depois. Outros tantos recorrem a velhos navios, forçando navegação sobre uma lama pesada de um rio repleto de lágrimas. A noite impera em torno de tudo isto. São seres humanos forçados a permanecer sempre no mesmo lugar, imóveis, impossibilitados de olhar a vida com olhos de otimismo e fé, vítimas de uma força estranha gerada pelos próprios. Uma réstia de luz provinda de uma abertura qualquer penetra naquele recinto, ensejando, através da fraca luz, o que se passa naquele interior. Este brilho que entra é reflexo de uma fogueira ardente produzindo luz e calor para os detentores do poder supremo que estão lá fora. No extremo, lá dentro, é maioria que impera, sem império, sem tempo adverbial ou conjunção subordinativa. Não existe explicação. Entre a luz e os prisioneiros, há um caminho ascendente, íngreme, existindo um obstacular impedimento, como se fosse a parte fronteira de um palco de palhaços e marionetes. Desfilam atos e fatos desta mesma gente aprisionada.
Hoje é o dia do trabalho. Primeiro dia de maio, mes das flores, mes de Maria, primeiro dia estressante, mentiroso e cruel; aprisionados, os prisioneiros em carreio, cabisbaixos se deixam levar. Festejar o quê? O que esperar daqui para a frente? Enquanto isso, a fogueira arde, incendeia lá fora, escândalos se sucedem, injustiças se cometem e a desordem prolifera. Goethe escreveu: "Prefiro uma injustiça a uma desordem" mas, o que dizer se ambas se irmanam neste Brasil infeliz?
"Não é bem assim", dizem uns, "existem muitos ricos", exclamam outros, "as televisões noticiam muitos brasileiros viajando para o exterior" protestam os demais. Primeiro de maio festeja o trabalho neste palco planejado de pessoas robotizadas, estátuas e animais bem tratados por madames ricas e pretenciosas, desfilam suas fantasias para quem gosta de riquezas, vaidades, frivolidades estampadas diante de olhos famintos, remelentos e sem viços. Para estes, são dias inúteis, são passeios ou caminhadas improváveis...
Primeiro dia de maio, obtuso proceder, sucessivas injustiças cometidas são, honestidade pervertida, sem força para trabalhar, o bem inexiste; jovens insensíveis, herdeiros de podres poderes, cultura do corpo, regidos pelo consumismo, buscam o brilho, a fortuna, a sorte ocasional, o ganho fácil. Daí a desonestidade se manifesta, cruenta festa à custa dos outros, a banalização da fé em Deus.

Juro no pasto: o assustador ataque de Dilma aos bancos

Mailson da Nóbrega
O Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo. Certo. Também tem um dos maiores níveis de emprego informal do planeta. Correto. As duas expecionalidades resultam de problemas estruturais acumulados ao longo de muitos anos, de díficil solução a curto e médio prazos e dependentes de complexas reformas institucionais. Os bancos não são, ao contrário do que se pensa, os grandes culpados pelas altas taxas de juros, assim como os empresários não são a causa da informalidade no mercado de trabalho.
Mesmo assim, a presidente Dilma fez ontem à noite um duro e assustador ataque contra os bancos, em cadeia nacional. Para ela, é “inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos do mundo, continue com os juros mais altos do mundo”. Essa, convenhamos, é a percepção da maioria. Há, todavia, muitos estudos que explicam as razões das altas taxas de juros no país, inclusive no governo (Dilma e seus assessores podem ter acesso fácil a esses estudos no site do Banco Central). As taxas de juros altas refletem nossas próprias excepcionalidades em fatores que influenciam o tamanho do spread bancário. Nenhum outro país tributa tanto as transações financeiras ou tem tanto recolhimento compulsório de bancos ao Banco Central. Há outros fatores, como já comentei anteriormente neste blog.
A cruzada contra os bancos tem tudo para aumentar a popularidade da presidente. Com o intuito de reforçar os ganhos, ela incitou a população a forçar a queda da taxa de juros. Bancos não são populares em canto nenhum, mas no Brasil eles chegam a ser odiados. A desinformação, o preconceito e a ideologia formam um caldo complicado. Muita gente deve estar aplaudindo o discurso e dizendo impropérios contra quem criticar Dilma (como faço agora). A exemplo de outras vezes, deverei ser condenado e espezinhado pelo que escrevo, assim que este texto circular no Facebook.
Investir contra espantalhos e mirar efeitos com objetivos políticos tem sido uma característica de governos populistas. Atacar sintomas que a população confunde com causas gera ganhos de popularidade ou reverte sua perda. A perda ainda não é o que move Dilma a atacar os bancos, mas foi o caso dos generais argentinos que invadiram as Malvinas e da recente desapropriação, pela presidente Cristina Kirchner, das ações da Repsol na empresa petrolífera argentina YPF. Tal qual aconteceu em ações populistas semelhantes, particularmente no período de Juan Perón, o povo argentino apoiou: 62% se disseram a favor da desapropriação. O preço, como no passado, será altíssimo. Como se diz a pida, “as consequências vêm depois”. A cruzada contra os bancos inclui determinação para que os bancos públicos reduzam as suas taxas de juros. A consequência poderá ser enormes prejuízos para essas instituições, que serão pagos pelos contribuintes.

Homenagens do Google neste 1º de maio

O Google homenageia hoje o Dia do Trabalhador. Clicando no doodle abaixo abre uma série de matérias e artigos referentes a esta data. Sei que a homenagem, através do doodle, está nos domínios de Portugal e Brasil, isto é, acessando o google destes países é este doodle que aparece, não sei nos demais países... na França, pelo que sei, nada aparece.


Acessando da Espanha a homenagem é ao centenário do nascimento de Santiago Ramón y Cajal, considerado o Pai da Neurociência moderna. Clique na imagem para saber mais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_Ram%C3%B3n_y_Cajal


A (grande) sacada do Pingo Doce

Eram 8h45, olhei pela basculante do banheiro e vi uma enorme fila para entrar no pingo doce, ué?! 1º de maio, feriado, chovendo…? Fila? Não entendi nada…
Saí com o meu amigo e, justamente por estar chovendo, fomos para o outro lado. Mas na segunda saída, a do meio (do) dia passamos pela frente do supermercado…
O que é isso??

Cuba até 2015 quer eliminar meio milhão de empregos públicos


A redução dos cargos estatais é uma das principais medidas do plano de reformas econômicas que a ditadura comunista dos Castros pretende levar adiante junto com a ampliação do trabalho privado.
Francisco Vianna
Cuba extinguiu 140.000 empregos públicos em 2011 e prevê reduzir tais cargos em menos 110.000 ao longo de 2012, ano em que espera completar 50 por cento da “reordenação laboral” empreendida na ilha-cárcere para diminuir seus inexequíveis gastos públicos, já em grande parte mantidos pela ajuda de países amigos, como a Venezuela e o Brasil.
Todavia, tal redução deve aumentar o nível de miséria e pobreza na república caribenha, uma vez que a ilha é desprovida de capitais privados capazes de absorver mão de obra proveniente da enorme dispensa pública em curso. A redução da folha de pagamento estatal vem se tornando imperiosa em função da inoperância do estado socialista em produzir riqueza, algo que a história do século XX e a primeira década do século atual têm demonstrado claramente ao mundo, acrescido ainda da insegurança jurídica incapaz de atrair investimentos externos no pequeno país do Caribe. O ‘plano de reformas econômicas’ que a situação real impõe a Cuba, depende da capacidade de uma iniciativa privada ainda muito incipiente e descapitalizada de absorver a mão de obra proveniente dessa ampla demissão em massa estatal. No total, o governo da ilha pode completar a extinção de cerca de 500.000 postos de trabalho estatais de forma progressiva até o ano 2015, conforme declarou Raymundo Navarro, membro do Secretariat do Politiburo Comunista e da Central Sindical de Trabalhadores de Cuba (CTC, sindicato único).
Uma das maneiras de Havana provocar um boom econômico no país seria dar garantias e segurança jurídica à população cubana que vive na Flórida – e que enriqueceu nas últimas quatro décadas de exílio voluntário nos EUA – para que retorne à pátria e invista seus capitais em sua terra natal.
Isto seria uma guinada para um tipo de ‘socialismo capitalista’ semelhante ao que está sendo exercitado na China pós Deng Xiaoping e poderia causar uma espécie de fluxo de capitais externos, inicialmente de cubanos, na ilha, principalmente no setor hoteleiro e de turismo. Tal medida também traria Cuba de volta ao G-20 e acabaria com o bloqueio comercial americano à ilha. A vinda de democracia seria um passo mais para o futuro, na medida em que tal regime político depende em muito da qualidade educacional e profissional da cidadania cubana.
Sem essas medidas de abertura ao capitalismo, a pretendida ‘reordenação laboral’ em Cuba, poderá significar apenas um aumento da pobreza e da miséria no país, coisa que, ao contrário do que afirmou Lula da Silva, não confere qualquer dignidade ao povo cubano.

"Como vive um brasileiro que trabalha o ano inteiro..."

"Que país é esse, já disse o poeta, que o próprio presidente tira o seu da reta?"
Recebi do nosso amigo, Jorge Cunha, o vídeo abaixo incorporado no e-mail. Como ele é genial e, lamentavelmente, não traz os créditos, devidos e merecidos, dei uma pesquisada no Youtube, mas nada achei, a não ser este vídeo no canal de horaciocb1:

Quando a vez é do mar

Carlos Lúcio Gontijo
Não podíamos deixar de registrar o lançamento de nosso 14º livro, o romance “Quando a vez é do mar”, que se deu em Belo Horizonte no dia 27 de abril de 2012, com a presença de grande público, numa comovente homenagem ao nosso trabalho literário, que vem desde 1977, quando lançamos o nosso primeiro livro.
Incrivelmente, assistimos ao avanço do desapreço pela literatura, tanto pela propagação da cultura do som e da imagem quanto pela inexistência de efetiva política de incentivo à leitura, que se nos apresenta com baixíssimos índices no Brasil, onde sequer chamadas bienais ou feiras de livro conseguem a amplitude desejável, uma vez que concedem espaços privilegiados (muitas vezes remunerados) a gente que não é do ramo e que não passam de figurões bafejados pelos holofotes da mídia ignara e carro chefe da exaltação ao grotesco e desprovido de valor, ao passo que autores independentes permanecem desembolsando recursos próprios até mesmo para a obtenção de prateleira nos pontuais eventos de apresentação de livros.
Ademais, o que se observa é que a maioria dos verdadeiros leitores não se encontra entre os abastados, mas sim nas camadas remediadas. Os que usam os (des)serviços de transporte público de passageiros sabem muito bem que, geralmente, se houver alguém lendo durante a incômoda viagem, é gente negra, mulata ou parda, que via de regra integra a camada mais pobre da população. Exemplo disso é a filha de pedreiro (presente ao evento) que há muito nos empresta seu braço em Contagem, que acaba de ser aprovada no Cefet, exatamente pelo cultivo do gosto pela leitura. Ou seja, a luta pela criação de hábito de leitura não é questão dependente ou afeita apenas à renda das famílias.
Confessamos que o panorama no mercado de livros é tão contraditório e esdrúxulo que enfrentar o lançamento de obra literária independente numa cidade como Belo Horizonte é assumir elevado risco de insucesso, com magnitude suficientemente capaz de provocar o total desânimo a qualquer autor, conduzindo-o até mesmo a abandono do exercício da arte da palavra escrita.

Da preguiça intelectual

Miguel Botelho Moniz
Se o Filipe Castro não fosse tão preguiçoso ao ponto de achar que não vale a pena ler e ouvir aqueles que critica, não cairia no ridículo de dizer que os “randianos” gastam mais do que os socialistas quando se apanham no governo. Nem assumiria que lá por ter sido um admirador de AynRand há mais de meio século, que Alan Greenspan de algum modo represente a filosofia “randiana”. Bastaria ler o que Greenspan escreveu nos anos 60 para perceber o contraste diamétrico com as suas decisões à frente da Federal Reserve.
O termo “neoliberal” é um homem-de-palha inventado pela falta de argumentos. Já o tinha ouvido aplicado a Milton Friedman e a F.A. Hayek, o que em si mesmo é uma demonstração da preguiça intelectual de quem usa o termo. Hayek, especialmente, detestava qualquer conotação com o termo “liberal”, dada a crescente (na altura) associação do termo à esquerda americana; algo que o próprio Filipe Castro deveria enteder bem, se vive no Texas há 14 anos. Mas para isso era preciso ler coisas que ele a priori considera «possidónia[s], lambida[s], infanti[is], pomposa[s] e dramática[s]».
Título e Texto: Miguel Botelho Moniz, no blogue “O Insurgente”

Citação de Ayn Rand numa placa do Walt Disney World, que diz: "Ao longo dos séculos existiram homens que tomaram os primeiros passos para novas estradas, armados apenas com a sua própria visão"

Dilema Africano dos Tuaregues

Robert D. Kaplan
Há alguns anos, quando saí de Niamey, a capital do Níger, e me dirigi para o norte numa trilha esburacada e suja foi como se o país desaparecesse sobre mim. Não havia polícia, nenhum sinal de autoridade, nada. Inundações instantâneas tinham deixado a estrada completamente aluviada em certos locais, com as rodas dos grandes caminhões meio afundadas na lama, e motoristas estancados por dias nos acostamentos. Por aqui havia apenas Tuaregues, os "homens azuis”, como eles são chamados em função da cor de suas vestes chamativas e o azul tingido delas ("nila") e que eles besuntavam em seus corpos.

Os Tuaregues, uma gente bárbara e pastoril, eram os lordes do Saara; é melhor ter a companhia de um Tuaregue do que um aparelho de GPS, como diz o ditado das Forças Especiais do Exército dos EUA, com as quais eu estava engajado. Minha experiência de rumar para o norte de Timbuktu em Mali foi ainda mais extrema. Embora denote a volta do além, Timbuktu era realmente um local cosmopolita – com um museu de manuscritos islâmicos medievais, alguns restaurantes decentes, e antenas parabólicas – comparado com o lugar para onde eu estava indo. 

O deserto do Saara se estende por todo o norte do continente africano, do Atlântico ao Mar Vermelho. Outrora havia aqui uma floresta tropical como a Amazônia... Os egípcios que o digam!
Saí para Araouane, 240 km (150 milhas) ao norte de Timbuktu deserto adentro. Araouane era um nome no mapa, como se fosse Cleveland ou outro lugar qualquer. Mas ninguém em Timbuktu – e certamente não em Bamako, a capital malinês muito distante no sudoeste – sabia qualquer coisa a respeito de Araouane, e se ainda alguém vivia lá. Levou 14 horas e numerosas paradas na areia fina até alcançar Araouane, um amontoado de ruínas num vazio cósmico onde apenas mulheres, crianças e idosos viviam – os homens Tuaregues saem para praticar incursões de comércio em rotas de caravanas, através do deserto. 

Vista de Araouane, do satélite, não passa de um conjunto de ruínas que ora mergulham e ora emergem das areias levadas e trazidas pelo vento.