Aula #449 do Curso Online de
Filosofia proferido pelo filósofo Olavo de Carvalho. Saiba mais:
www.seminariodefilosofia.org
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
IKEA recolhe a mesa de refeição GLIVARP
A IKEA pede a todos os
clientes que tenham comprado a mesa de refeição extensível GLIVARP com tampo em
vidro fosco para pararem de a utilizar e a devolverem numa loja IKEA, onde
serão reembolsados na totalidade. Não é necessária a apresentação do talão de
compra.
Tendo sempre a segurança como
prioridade, todos os produtos IKEA são testados e cumprem os padrões e normas
de segurança em vigor em todos os mercados onde são vendidos.
Esta decisão de recolha surge no seguimento de informações que a IKEA recebeu por parte de clientes, que relatam que a aba extensível da mesa GLIVARP com tampo em vidro fosco pode desprender-se e cair.
A IKEA lamenta o incómodo causado e agradece a compreensão de todos os clientes.
Para mais informação por favor contacte a Linha de Apoio ao Cliente: 800 20 30 20
Esta decisão de recolha surge no seguimento de informações que a IKEA recebeu por parte de clientes, que relatam que a aba extensível da mesa GLIVARP com tampo em vidro fosco pode desprender-se e cair.
A IKEA lamenta o incómodo causado e agradece a compreensão de todos os clientes.
Para mais informação por favor contacte a Linha de Apoio ao Cliente: 800 20 30 20
Fonte: IKEA,
27-11-2018
Entrevista de Olavo de Carvalho à Folha
Com suas doses oceânicas de
ódio, despeito, mesquinharia e invencionice maledicente, as reações da mídia
nacional à eleição do Bolsonaro e à minha presença no cenário público são a
PROVA CABAL E DEFINITIVA de que os jornalistas brasileiros têm a mentalidade
não só de comunistas, mas de comunistas fanáticos, intolerantes e odientos, que
não aceitam nem a mera hipótese de uma oposição de direita e muito menos o
rodízio de partidos de esquerda e direita no poder. Todos concordam com a
opinião abjeta do Lula, de que a perfeição da democracia é só haver candidatos
de esquerda.
Pior: muitos deles são
comunistas sem sabê-lo, exatamente como planejava Antonio Gramsci. Pensando,
sentindo e julgando como Che Guevara ou Mao Dzedong, juram que são primores de
equilíbrio e isenção, o espírito mesmo da normalidade humana. Mas o povo
brasileiro já percebeu o que eles são, e os despreza tanto quanto os ladrões e
assassinos que eles idolatram.
Identidade, nacionalismo e Ocidente
Péricles Capanema
Três temas do
noticiário cotidiano, identidade, nacionalismo e Ocidente, circunstancialmente
pularam para a mais ardente atualidade por causa do choque entre Donald Trump e
Emmanuel Macron na manhã de 11 de novembro nas comemorações dos 100 anos do fim
da Primeira Guerra Mundial [foto acima]. Convém ter em mente,
Estados Unidos e França, aliados históricos, valorizam a proximidade especial
já mais que bissecular, que começou com a participação relevante do marquês de
Lafayette na guerra de independência.
Nas mencionadas comemorações,
presentes quase 80 chefes de Estado e de governo das mais importantes nações do
mundo, o presidente francês no discurso oficial, abriu fogo com alvo
certo: “O patriotismo é o oposto exato do nacionalismo, este é uma
traição daquele. Ao afirmar ‘nossos interesses primeiro e não me importo com os
outros’ apagamos o que uma nação tem de mais precioso, seus valores morais”.
“Nossos interesses
primeiro” em francês soou em inglês como “America first”.
E quem apaga os valores morais é o cínico ou o hipócrita; vale para pessoas,
vale para Estados.
Macron reforçou ali os
disparos na mesma direção: “A partir de 1918, nossos antecessores
tentaram construir a paz. Mas a humilhação, o espírito de vingança, a crise
econômica e moral nutriram a ascensão dos nacionalismos e dos totalitarismos.
Vinte anos depois, a guerra veio de novo devastar os caminhos da paz. Vejo os
velhos demônios ressurgirem, prontos a realizar sua obra e caos e de morte.
Ideologias novas manipulam religiões, preconizam um obscurantismo contagioso.
Por vezes a história ameaça retomar seu rumo trágico”.
O líder gaulês foi além,
fustigou o que julga uma nova traição das classes letradas [trahison des
clercs, expressão cunhada por Julien Benda]: “Juntos, poderemos
vencer a nova traição dos letrados em curso que […] nutre os extremos e o
obscurantismo contemporâneo”.
A amizade
Nelson Teixeira
A vida na terra é uma
passagem, o amor é uma miragem, mas a amizade é um “fio de ouro” que não se
quebra nem com a morte. Você sabia disto?
A infância passa, a juventude
a segue, a velhice a substitui, a morte a recolhe.
A mais bela flor do mundo
perde a sua beleza, mas uma amizade fiel dura para a eternidade.
Viver sem amigos é morrer sem
deixar lembranças.
Você pode até ter poucos
amigos, mas uma boa amizade está acima de qualquer relacionamento. Nunca se esqueça
que uma boa amizade vale ouro.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz,
29-11-2018
Charada (679)
Qual é a
característica
comum
destas
três frases?
A TORRE DA DERROTA.
O GALO AMA O LAGO.
ATÉ O POETA.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Não desanime
Nelson Teixeira
Não pare no primeiro degrau da
ascensão. Se a dúvida o assaltar, se a tristeza bater à sua porta, se a calúnia
o ferir, erga a sua cabeça corajosamente e contemple o céu iluminado. Embora
recoberto de nuvens, você sabe que elas passarão e o sol voltará a brilhar.
Siga em frente, firme e forte.
Não se deixe derrotar em situação alguma. A derrota depende de nós, tanto
quanto a vitória. Entretanto, a pior derrota é a de quem desanima. Perder nem
sempre é ser derrotado.
Não desanime jamais! Siga em
frente corajosamente. Porque a vitória sorri somente àqueles que não param no
meio da estrada. Não desanime!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz,
28-11-2018
QUIZ: Massacre de tutsis
Os
massacres de tutsis por hutus abalaram o mundo em 1994. Em que país
aconteceram?
A – Congo
B – Ruanda
C – Eritreia
D – Zaire
Charada (678)
Se numa das salas de
aula do Liceu Camões
estivessem 5 alunos a
mais do que estão,
a metade de todos
os alunos seria 20.
Quantos alunos estão
na sala de aula?
terça-feira, 27 de novembro de 2018
[Pernoitar, comer e beber fora] As almôndegas do IKEA
Desta vez não fui comer fora. Comprei
fora e as comi dentro, de casa. Me refiro ao prato congelado de almôndegas e
purê de batata à venda na lojinha de alimentação do Ikea. (Servem este prato no
restaurante.). Também vendem um saco, acho de 1kg, só de almôndegas.
Mas eu comprei o ‘prato feito’. Gente, é muito bom! De início fiquei meio desconfiado com o purê – prato que evito, porque algumas vezes o sabor a leite imperava – mas que nada! Você aquece no micro-ondas e parece que você está comendo um prato feito pela sua mãe ou avó.
O prato, para uma pessoa, custa 3,99€. Não sei se é o mesmo preço no restaurante ou lanchonete.
Recomendo!
E para acompanhar, um alentejano Contemporal (menos de 2 dinheirinhos)
Anteriores:
[Discos pedidos] Nelson Ned e Nilton César
Em Brazzaville, no armazém
onde trabalhava, escutava uma rádio angolana, e era lá que ouvia várias vezes
“Tudo passa, tudo passará”, de Nelson Ned. Gostava muito.
Aliás, as rádios angolanas,
naqueles anos sessentas e setentas, transmitiam música de todo o mundo: de
Portugal e de Angola, naturalmente, do Brasil, da França, dos EUA, da Itália...
Diferentemente do Brasil, onde só passava música brasileira e dos EUA.
Também gostava muito de ouvir
“Espere um pouco, um pouquinho mais”, interpretado por Nilton Cesar.
Naquela época não imaginava
que um dia veria, no televisor, estes dois artistas e outros – como Carmem
Silva, outra voz que ‘conheci’ através da rádio angolana.
Cheguei ao Rio de Janeiro na
última quarta-feira do mês de março de 1972. Imaginem a minha baita surpresa quando
vi Nelson Ned, no programa Silvio Santos: não sabia que ele era anão!!
Anteriores:
[A coluna do Almir] Redução já para o nosso Congresso
Almir Papalardo
O nosso querido Brasil com o
firme propósito de se reerguer, após décadas de compromissos relegados a um
segundo plano, onde a governabilidade vem se deteriorando velozmente por uma
corrupção galopante, pretende agora, com a eleição de Jair Messias Bolsonaro,
recuperar o tempo perdido, ressuscitando o combalido slogan 'ORDEM e
PROGRESSO', da nossa bandeira nacional.
Dita-nos a prudência para quem tem 'olhos de ver' e 'ouvidos para escutar', que esforço algum nesse sentido para recuperar o Brasil será proveitoso, se antes não reduzirmos drasticamente o número de parlamentares que legislam no nosso confuso parlamento, onde prevalece a 'Quantidade' e não a 'Qualidade' dos políticos. Isto tem sido uma pedra no sapato de todos os cidadãos brasileiros, impedindo-os de pisar com firmeza e obter melhor qualidade de vida!
Que os anjos iluminem os
homens com 'poder de decisão' para reduzirem o Poder Legislativo, convencidos
da inutilidade que a quantidade de sugadores ávidos das tetas da mamãe Brasil,
que definha continuamente, tanto a voluptuosidade nas sugadas mamárias dessa
quantidade de inoperantes, capciosos e oportunistas.
Uma política para a universidade e não uma universidade para a política
Maria Lucia Victor Barbosa
Nas eleições de 2018, certos
fatos chamaram atenção. Primeiro, Institutos de pesquisa contratados por
importantes jornais e TVs erraram feio.
Cito para ilustrar dois candidatos ao senado, Roberto Requião, no
Paraná, Dilma Rousseff, em Minas Gerais, que atravessaram a campanha, segundo
pesquisas, em primeiro lugar e acabaram amargando fragorosa derrota.
Segundo fato, o equívoco de
candidatos e exemplifico com Geraldo Alckmin (PSDB). Tendo o maior tempo de
televisão, maiores recursos financeiros, o apoio do chamado Centrão, exibiu um
péssimo marketing e atacou quem não devia, o candidato Jair Messias Bolsonaro,
inclusive, quando este se encontrava hospitalizado em estado crítico por conta
da facada que lhe foi desferida em Juiz de Fora
por um matador de aluguel.
Alckmin não enfrentou o PT por
um motivo bem simples: tucanos amam o presidiário Lula.
Recorde-se ainda, que o
candidato do PSDB com mais chances de chegar ao segundo turno, João Dória, foi
abatido por seu próprio partido capitaneado por Fernando Henrique Cardoso. Este
fortaleceu a candidatura de Alckmin para depois se encantar com o apresentador
de TV, Luciano Huck e, posteriormente, se apaixonar por Marina Silva.
Enquanto o presidiário injetava
força e ordens no chamado poste, Fernando Haddad, Ciro Gomes tentava adocicar
sua violência verbal e os demais candidatos faziam o que podiam. Tudo em vão.
Pois apenas Bolsonaro havia entendido que o povo estava farto do PT, do
politicamente correto, da corrupção dos falsos salvadores da pátria.
Ao final, a verdade das urnas
desmentindo os institutos de pesquisa, que apontavam Bolsonaro como derrotado
por todos os candidatos no segundo turno. Ele ganhou com impressionantes quase
58 milhões de votos, arrastando para a vitória candidatos ao governo e
postulantes a outros cargos.
[Aparecido rasga o verbo] Massacres detalhados
Aparecido Raimundo de
Souza
FICASSE ALGUÉM DOENTE NO PEQUENO VILAREJO de Santa Eugênia de Jesus, a quase mil quilômetros da civilização mais
próxima, o farmacista Vivelino Aveludado, dono do único boticário existente,
vinha com o remédio certo:
Supositório. Não há
nada igual...
Fosse uma dorzinha de
cabeça ou de barriga a cônica e sólida figura aparecia do nada, na hora, como
se esse medicamento representasse a alternativa mais correta e indicada de
cura.
Noventa e dois anos
depois, contudo, o velho prático caiu acamado. Sem um especialista à altura, a
família mandou chamar o Doutor Rolando Escadabaixo, um geriatra renomado que
morava em Brasília, capital do país. Para ver seu paciente, o médico precisou
viajar os mil quilômetros até chegar aquele fim de mundo onde Judas havia
perdido, além das botas, a paciência de Jó.
Três dias depois,
clínico e doente ficaram frente a frente.
E aí, seu Vivelino, o
que está sentindo?
- Nem queira saber,
doutor Rolando: dores na nuca, nos peitos, na barriga, nos rins e nas costelas.
Até meus pensamentos incomodam...
- O que o senhor, como
entendido no assunto, acha que seja todo esse leque de incômodos que o
atormenta?
- Complicações da
velhice. Afinal, não sou mais nenhum garoto desses de calças curtas que andam
por aí...
- Qual o quê! O
senhor, embora tenha noventa e cinco primaveras, está com uma aparência
espetacular. Melhor até que eu, ou qualquer outro da sua idade. Bem, vamos
auferir a sua pressão. Por falar em pressão, estava pensando em receitar para o
senhor um...
- Antes de qualquer
coisa, uma pequena correção na idade: noventa e dois. Esses três a mais são por
sua conta. Continuando, o senhor estava pensando em...?
- Aplicar...
- Nem que a vaca tussa
doutor. Tire meu caneco fora dessa...
- Ei, espere um
minuto: nem acabei de falar...
Risos.
- Nem precisa. Pela
sua cara, posso imaginar...
- O que tem a minha
cara?
- O senhor quer que
todos os meus familiares e amigos caçoem de mim?
- E por que me
prestaria a desejar que os seus amigos, sua esposa ou seus filhos motejassem da
sua pessoa?
Pensamentos
Nelson Teixeira
Muitas pessoas acreditam que
os pensamentos podem atrair coisas boas ou ruins para a nossa vida, tudo
depende de qual o tipo de pensamento você tem durante o seu dia.
Se pensar em coisas boas, a
vida vai te responder de forma positiva, agora, se estiver triste e com
pensamentos ruins, a vida vai te responder da mesma maneira.
O Universo conspira
diretamente sobre os nossos pensamentos, que estão diretamente ligados na
sintonia da mente.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz,
27-11-2018
Charada (677)
Assaltante, BANDIDO, é transformado em vítima, porque teve o azar de ser MORTO pelo assaltado
João Januário Cerqueira, de
38 anos, é o homem que morreu, este domingo, depois de ter sido vítima de um golpe de "mata-leão" quando assaltava um carro, em Chelas, Lisboa.
A
vítima mortal, que estaria armada com uma chave de fendas, foi
surpreendida pelo dono do veículo quando estava a tentar furtar um auto-rádio.
O proprietário do veículo foi detido pela PSP e foi esta segunda-feira levado
para interrogatório no tribunal.
João Januário Cerqueira vivia
em Lisboa e familiares estão a partilhar nas redes sociais mensagens de pesar.
Jornal de Notícias, 27-11-2018
É do c... lho! Né não? 😡
“Nova era”: num ônibus na cidade do Rio de Janeiro
“O funcionário da FOC me
contou um episódio revelador presenciado por ele no ônibus que o levava para a
Fundação: dois pivetes não queriam pagar a passagem, em consequência, o
motorista não queria arrancar. Até que um cara gritou lá atrás ‘Porra, ou vocês
pagam a passagem ou descem!’, logo secundado pelos demais passageiros. Os
pivetes acabaram por pagar a passagem. O motorista arrancou e alguém gritou ‘Bolsonaro!’.
Lembrou o funcionário que me
contava a historinha: ‘o motorista não ficou só! Antes, o que acontecia era os
passageiros reclamarem do motorista por este se recusar a prosseguir viagem.
Isto é, tomavam partido dos bandidinhos.’”
Pois então, eis o vídeo desse
acontecimento:
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Mais Médicos: 96,6% das vagas preenchidas. “Especialistas erraram feio”, diz Caio Coppolla
“É incrível como Haddad se coloca como
comentarista isento”, diz Caio Coppolla
Appel urgent pour la liberté d'expression en France !
Chère Madame, cher Monsieur,
La loi anti-Fake news
qu'Emmanuel Macron tenait tant à faire passer vient d'être votée.
La France entre dans l'ère de
la censure institutionnalisée.
Et quand on voit ce qui se
passe dans les médias institutionnels, on tremble pour la liberté d'expression
en France.
Regardez la purge qu'ils ont
opérée dernièrement :
... Exit l'animateur Frédéric Taddeï, débarqué de France 2. Il était dans le collimateur
depuis un moment pour oser inviter des intervenants de tous bords, y compris
ceux jugés "sulfureux" ou “infréquentables”. Le voilà réfugié sur RT,
une chaîne étrangère, dans une nouvelle émission, “Interdit d’interdire”. Tout
un symbole !
... Exit le philosophe Michel Onfray, éjecté de France
Culture. Sa parole est décidément trop anticonformiste. Ses cours à
l’université de Caen ne seront donc plus retransmis.
... Exit le journaliste Eric Zemmour, censuré par France
télévision. Cette fois, pour crime de lèse-prénom des enfants d’immigrés.
Qui sera le prochain sur la
liste ?
Car la meute bien-pensante est
toujours à l’affût.
Pour tous ceux qui voudraient
s'écarter du discours politiquement correct, le message est extrêmement clair :
c’est l’autocensure ou la purge.
L’objectif ? Contrôler
l’info donnée aux Français, bien sûr.
Mais surtout, annihiler tout
esprit critique, toute réflexion des citoyens sur les sujets essentiels.
C’est grave !
C’est pourquoi l’action de Boulevard
Voltaire est si importante.
Objetos voadores não ideológicos
Ernesto Araújo
Discos voadores até podem existir; marxistas intelectualmente
honestos, não
A cultura pós-moderna em que vivemos padece de um terrível literalismo. Muitas pessoas vão perdendo a capacidade de compreender o símbolo ou a metáfora, a ironia ou a piada, não conseguem transitar entre diferentes níveis de discurso, não percebem as figuras de linguagem, consequentemente não discernem o senso de humor nem decifram o pensamento sugestivo. Tornam-se incapazes do raciocínio abstrato, baseado em conceitos ou em universais: limitam-se aos particulares, à repetição tautológica de casos específicos. Acham que toda elocução é descritiva, não distinguem a função evocativa da fala.
Assim, se eu fizer uma referência
à história da cigarra e da formiga, amanhã algum jornal dirá que eu acredito em
insetos falantes.
Em semelhante contexto, quero
deixar claro o seguinte: não acredito em discos voadores, nem deixo de
acreditar.
O uso da expressão “acreditar”
com relação à existência ou inexistência de civilizações extraterrestres e seus
aparatos afigura-se inadequado. Parece perfeitamente plausível que existam tais
civilizações e sejam capazes de viagens interestelares – e uma hipótese
plausível não é, a rigor, matéria de crença. Trata-se, no caso, de uma
proposição verificável, e jamais falseável, segundo a epistemologia de Karl
Popper, ou seja: é possível comprovar empiricamente que os discos voadores
existem, basta que um dia um deles apareça à luz do dia e todo mundo o
enxergue, mas é impossível comprovar empiricamente que os discos voadores não
existem, pois teríamos de varrer todo o universo à sua procura até concluir por
sua inexistência, tarefa inexequível.
Podemos dizer algo semelhante
de outras entidades, por exemplo: corvos brancos. É plausível que haja corvos
brancos, pois não há nenhuma impossibilidade intrínseca em sua existência, mesmo
se nunca ninguém os viu. Os corvos brancos nisso diferem, por exemplo, dos
marxistas intelectualmente honestos. A existência de um marxista
intelectualmente honesto não é plausível, pois há uma contradição intrínseca
entre a disciplina intelectual marxista, que nasce na mentira e obriga seus
praticantes a mentir inclusive a si mesmos o tempo todo, e a honestidade
intelectual. Desse modo, a proposição “existem marxistas intelectualmente
honestos” difere das proposições “existem discos voadores” ou “existem corvos
brancos”. Ela não é nem verificável nem falseável, ela é apenas logicamente
insustentável, como seria a proposição “existe luz escura”.
Quem diz “em acredito em tal
coisa” está abrindo um canal para a busca de significado para além ou para fora
do terreno da lógica e da epistemologia. O fato de tratar os discos voadores
como matéria de crença, e não de verificabilidade empírica, é muito revelador
do vazio espiritual contemporâneo. Numa civilização que proíbe a
transcendência, algumas pessoas começaram a agarrar-se a certas manifestações
materiais ou “mitos contemporâneos” (mais ou menos como diz C.G. Jung em seu
ensaio sobre os discos voadores, Um Mito Moderno) que funcionam como
sucedâneo do transcendente, do numinoso, do sagrado que elas já não conseguem
conceber direta e autonomamente.
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