quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Clickbait. Este "jornalismo" é uma vergonha

José António Rodrigues Carmo

Simplificando, trata-se de títulos manipuladores para levar as pessoas que os leem a acreditar ou a agir de determinada forma.

Hoje há toda uma classe de "jornalistas" que parecem formatados nisto.

Provavelmente os pãezinhos resultantes das fornadas fabricadas nas universidades de coisas "sociais" por padeiros como as "100 personalidades" que ontem ejacularam o seu "apelo" à "maioria de esquerda".

Os típicos intelectuais orgânicos de que falava Gramsci, gente que não está ao serviço do conhecimento, mas sim de uma agenda ideológica bem determinada.

Um exemplo que as pessoas não avisadas não notam: anteontem houve um debate entre Ventura e Rio. Entre outras coisas debateu-se a castração química de pedófilos.

A castração química existe em países como a França, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, EUA etc. Não são países "fascistas".

E trata-se simplesmente de administrar medicamentos que diminuem a libido dos criminosos, normalmente como opção a uma pena de prisão. Ou seja, tudo normal, uma espécie de Viagra, mas ao contrário.

Nos comentários que se seguiram, na SIC surgiu o editor de economia, José Gomes Ferreira a dar a sua opinião sobre uma variedade de temas tratados no debate.

Delegado que investigou PCC vai apurar atentado contra Bolsonaro

Martin Bottaro Purper foi designado pela cúpula da Polícia Federal para dar continuidade ao inquérito

Um delegado federal que já investigou o Primeiro Comando da Capital vai dar continuidade ao inquérito que investiga o atentado contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2018.

O escolhido pela cúpula da Polícia Federal (PF) foi Martin Bottaro Purper, de 43 anos. Ele está há 17 anos na corporação.

Caberá ao delegado buscar informações que possam esclarecer se Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada, contou com a ajuda de terceiros ou agiu a mando de alguém. Em duas investigações, a PF concluiu que ele cometeu o crime sozinho.

Bolsonaro questiona até hoje o trabalho realizado pela PF, que não coletou qualquer evidência de que Adélio tenha sido auxiliado por outras pessoas ou obedecido a um mandante.

A Justiça o considerou doente mental e, por isso, inimputável. A pena dele foi convertida em internação psiquiátrica por tempo indeterminado. Desde 2018, Adélio está na penitenciária federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Reabertura das apurações do atentado

Em novembro do ano passado, com base em um pedido do criminalista Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou a reabertura do caso.

"Emmerder les non-vaccinés" : un président peut donc désormais dire ça…

Natacha Polony

Voilà ce qu’aura fait de nous cette épidémie. Le président de la République peut affirmer que sa politique a pour objet d’« emmerder » une partie de la population. Mais ne nous y trompons pas. Si Emmanuel Macron, à trois mois de l’élection présidentielle, fait ce genre de déclaration, c’est parce qu’il sait que ce sera payant.

On en est donc là. Un président de la République peut expliquer crânement que « les non vaccinés, [il a] très envie de les emmerder » et qu’il compte continuer de « le faire jusqu’au bout ». Oh, bien sûr, c’est pour la bonne cause. C’est parce qu’ils encombrent l’hôpital et qu’à cause d’eux, des malades du cancer voient leurs opérations reportées. Il y a donc bien une catégorie de Français qui sont responsables des maux des autres et qu’on va réduire à coups de mise au ban.

On serait tenté d’ironiser, de se dire qu’Emmanuel Macron retombe dans ses vieux travers, après nous avoir fait au mois de décembre, dans un entretien façon « Une ambition intime », son ènième mea culpa à propos de ces phrases péremptoires qui avaient pu « blesser », ce qu’il comprenait désormais… Ne nous y trompons pas. Si Emmanuel Macron, à trois mois de l’élection présidentielle, fait ce genre de déclaration, c’est parce qu’il sait que ce sera payant. Que son électorat – et, plus largement, une majorité de Français – adhère à cette idée que tout irait mieux si les quelques cinglés persuadés que Big Pharma veut nous empoisonner pouvaient rentrer dans le rang, et si les esprits chagrins qui s’inquiètent de la réduction des libertés oubliaient ces vieilles lunes.

Voilà ce qu’aura fait de nous cette épidémie. Le président de la République peut affirmer que sa politique a pour objet d’« emmerder » une partie de la population. Parce que si l’on décide qu’il est autorisé de manger assis mais pas debout dans les bistrots, ou qu’il faut porter un masque dans une rue solitaire, c’est de leur faute. Parce que la circulation de l’épidémie vient de ces gens qui devaient, pour entrer dans les lieux publics, faire un test prouvant qu’ils n’étaient pas contaminés et pas de ceux qui, vaccinés, n’ont pas besoin de faire de test et peuvent donc être porteurs sans le savoir.

Período de isolamento de infetados assintomáticos passa hoje para sete dias

As pessoas que testem positivo ao SARS-CoV-2 e desenvolvam doença ligeira passam a partir desta quarta-feira a cumprir um período de isolamento de sete dias.

O período de isolamento para as pessoas que testam positivo ao SARS-CoV-2 e estão assintomáticas, bem como as que desenvolvem doença ligeira, passa a partir desta quarta-feira a ser de sete dias, de acordo com as normas atualizadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS). 

Foi igualmente reduzido para sete dias o isolamento dos contatos de alto risco, sendo que foram alteradas as definições destes contatos, contudo só entram em vigor na próxima segunda-feira. 

Neste sentido, passam a ser considerados contatos de alto risco os coabitantes do caso confirmado, excetuando quando tiverem esquema vacinal completo com dose de reforço, quem resida ou trabalhe em lares ou outras respostas dedicadas a pessoas idosas, comunidades terapêuticas e de inserção social, bem como em centros de acolhimento temporário, de alojamento de emergência e na rede de cuidados continuados. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Bolsonaro sanciona novo marco legal do câmbio

Nova lei também aumenta o limite de dinheiro vivo que cada passageiro pode portar ao sair ou entrar no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, a lei que cria o novo marco legal do câmbio. O texto foi publicado no Diário Oficial da União, na edição desta quinta-feira, 30, após ter sido aprovada pelo Senado Federal em 8 de dezembro.

A norma facilita o uso de moeda brasileira em transações internacionais e abre espaço para bancos e instituições financeiras brasileiros investirem no exterior recursos captados no Brasil ou fora do país.

Pela nova lei, instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC) poderão usar esse dinheiro para alocar, investir, financiar ou emprestar no território nacional ou no estrangeiro.

Devem ser observados requisitos e limites de regulamentos editados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo BC. Segundo o governo, isso ajudará a financiar importadores de produtos brasileiros.

A nova legislação também aumenta o limite de dinheiro vivo que cada passageiro pode portar ao sair ou entrar no Brasil. O valor passou dos atuais R$ 10 mil para US$ 10 mil (cerca de R$ 50 mil pelo câmbio atual) ou o equivalente em outra moeda.

O marco legal ainda libera negociações de pequenos valores entre pessoas físicas, que teve o limite reduzido de US$ 1 mil para US$ 500. A justificativa é que a medida pode impulsionar o desenvolvimento de plataformas “peer-to-peer” para negociação de câmbio, como visto em outros países.

Paulo Kogos | Contraponto

Paulo Hugenneyer Kogos é um empresário, youtuber e influenciador digital brasileiro. É um dos ativistas libertários mais conhecidos atualmente no Brasil. Ele será o entrevistado da vez no Contraponto.

Brasil Paralelo, 4-1-2022

Vasco não terá o patrocínio da Havan em 2022

O Vasco da Gama e a Havan não chegaram a um acordo para a renovação do contrato de patrocínio para o ano de 2022

Tauan Montalvão

A Havan não renovou o contrato de patrocínio com o Vasco da Gama, cujo contrato finalizou em 31 de dezembro de 2021. Até o momento o Cruzmaltino não se manifestou sobre o assunto.

Há expectativa de nos próximos dias o Gigante da Colina anunciar dois novos patrocinadores, para já iniciar o Campeonato Carioca com novas parcerias a fim de ajudar nos gastos da próxima temporada.

A parceria entre Vasco e Havan foi firmada na gestão do ex-presidente Alexandre Campello, com renovação no início do mandato de Salgado. Vale ressaltar que a empresa também patrocina outros grandes clubes nacionais, como por exemplo o Flamengo.

A Havan também não se manifestou sobre as negociações para a renovação. Os valores que a empresa destinou ao Vasco durante cerca de dois anos de patrocínio estão disponíveis nos balanços divulgados pelo Clube em seu site oficial.

Título e Texto: Tauan Montalvão, Vasco Notícias, 3-1-2022, 16h11

‘Segunda-Feira com Carne’ repercute por todo o país

Pecuaristas dizem que podem repetir o protesto na Avenida Paulista

Artur Piva

Milhares de espetos de carne foram distribuídos por pecuaristas de todo o país em frente a agências do Bradesco no dia 3. O evento recebeu o nome de ‘Segunda-Feira com Carne’.

Os atos foram organizados em vários municípios brasileiros e ocorreram em resposta a uma peça publicitária do Bradesco que propunha a “segunda-feira sem carne”. O informe do banco atrelava o consumo da proteína à emissão de gases do efeito estufa.

Na cidade de Ribeirão Preto (SP), um dos principais centros do agronegócio brasileiro, o Sindicato Rural distribuiu milhares de espetinhos de carne em frente à uma agência do Bradesco. O mesmo aconteceu em Presidente Prudente, também no interior paulista. Houve até fila para participar da manifestação.

Fila na na ‘Segunda-Feira com Carne’ em Presidente Prudente | Foto: Divulgação

O evento em Cuiabá (MT) ocorreu do mesmo modo e contou com o apoio de sindicatos rurais regionais e também de associações como a Brasileira dos Criadores de Zebu, a dos Criadores de Mato Grosso e a dos Criadores de Nelore de Mato Grosso.

De acordo com Paulo Leonel, diretor do Grupo Adir, uma das maiores empresas pecuaristas do país, a contagem extraoficial mostra que os churrascos em frente ao Bradesco ocorreram em pelo menos 215 cidades do Brasil.

“O produtor mostrou que começou a se defender”, disse Leonel. “Chega de ser agredido por um banco que ficou desse tamanho por causa do agro.”

Mais “Segunda-Feira com Carne”

Paulo Junqueira, presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, afirmou que, se o Bradesco não tomar atitudes concretas para defender o setor, poderá haver uma “Segunda-Feira com Carne” na Avenida Paulista, em São Paulo.

[Aparecido rasga o verbo] Brincando de quem sabe mais

Aparecido Raimundo de Souza

DOIS SUJEITOS
discutiam na fila da casa lotérica. O primeiro, um baixinho sobejamente vestido, no rosto ostentando um óculos de aro banhado em ouro, camisa de seda e calça de terno de marca, tinha cara e pinta de intelectual. O outro, humildemente composto, carecia, na verdade, de tudo, a começar por um bom par de sapatos. Sem falar na camisa rasgada nas costas, a calça jeans com uma mancha de tinta vermelha na perna direita. Parecia, coitado, um ganso recém afogado numa bacia de água quente.
— Digo pra você uma coisa e pode ter certeza. A maioria dos brasileiros é burra. Ou melhor: os filhos da nossa terra são burros de pai e mãe.
— Não acredito. Existem pessoas inteligentes.

— Mas é uma minoria. O resto, come capim. Topa tirar a prova dos nove?
— O que ganho com isso?
— Vamos fazer uma aposta.
— De que tipo. Se for dinheiro, aviso logo: aqui no bolso só disponho, miseravelmente dos trocados para o jogo da virada de ano. Quero entrar 2022 rico.
— Espera lá. Se eu ganhar, o amigo me compra vinte pães na primeira padaria que encontrarmos pela frente quando sairmos daqui. Se eu perder, lhe pago quarenta.
— É muito.

— Você não gosta de pães?
— Não é isso. Não posso pagar nenhum. Deixei a carteira em casa.
— Não terá que pagar coisa alguma, seu Mané. Basta me provar que existem pessoas inteligentes. Eu acho que a maior parte dos que aqui estão, grosso modo falando, não sabe nem por qual motivo resolveu sair de casa...
Um grandalhão sem camisa ouvindo essas palavras engrossou. Queria pegar o baixinho dos óculos de aro banhado em ouro e jogar para o alto.
— Burro é o irmão mais velho do seu tio —, aquele que colocou você no mundo. Eu topo a parada. Pago os vinte do seu amigo aí, mais os quarenta e ainda entro na briga com vinte. Oitenta pães não se veem, todo os dias, numa mesa.
Para não ficar por baixo, o baixinho dos óculos de aro banhado em ouro topou.

— Fechado.
— Quem começa?
— Por favor, vá em frente.
— Vou sabatinar o prezado com perguntinhas fáceis.
— Eu escolho o tema.
— Nada disso: eu pergunto, eu escolho.
— Não tem graça.

Uma senhora que ouvia o papo dos três com atenção desmedida resolveu entrar no meio da confusão.
— Posso dar uma sugestão aos ilustres cavalheiros?
— Vá em frente, madame.
— Senhora...
— Que seja.
— Escreverei em pedacinhos de papel, algumas palavrinhas simples, ao acaso. Chacoalho nas mãos, vocês fecham os olhos e tiram um. Por exemplo, o Senhor aí, tirou “relógio”. O outro, aqui, “oligopólio”. Eu, então, perguntarei: o que é é um relógio, ou o que venha ser oligopólio? A resposta deve ser rápida, simples e objetiva. Quem for mais sucinto será o ganhador. Podemos começar?

O dos óculos de aro banhado em ouro deu um passo à frente:
— Estou pronto.
— E eu aqui para o que der e vier.
Enquanto a bondosa senhora cuidava dos nomes, um outro cidadão com o boné do Flamengo resolveu entrar no desafio.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Macron e o fundo da xícara...

China copia tudo

 O vírus chinês é tão... chinês que copia até os sintomas. 😏

[L’édito de Valérie Toranian] Pandémie : les bons, les brutes et les truands

Valérie Toranian

 « Cela ressemble à un film qui n’en finit pas », a déclaré Jean Castex lors de l’annonce des nouvelles mesures du gouvernement pour contrer l’extrême contagiosité du variant Omicron, désormais majoritaire, après les tests effectués ces derniers jours. 

Un film, oui. Un very bad trip mondial, le plus interminable long métrage de l’histoire du cinéma, vingt-et-un mois de direct continu, avec rebondissements et effets spéciaux. Et quelques bons gags absurdes. Comme interdire de consommer au comptoir dans les cafés mais pas assis à table. Ou imposer pour les rencontres sportives une jauge à 5000 que le stade contienne 6000 places ou 67 000. Ou encore le retour à l’obligation de porter un masque en extérieur dans de nombreux départements. Si on peut comprendre cette mesure lorsqu’on est, par exemple, dans un marché, sans aucune distanciation, pourquoi l’appliquer partout de façon identique ? Aucun consensus médical n’existe sur le sujet. L’argument le plus drôle entendu ? « Bah, comme ça on garde l’habitude de porter son masque, c’est pas plus mal… ». On aura bientôt un cerveau rééduqué : sentir son visage masqué sera normal, le sentir nu deviendra « anormal », un peu comme se retrouver brusquement le derrière à l’air en pleine rue. Sale époque. 

« Honneur aux Français qu’on dit réfractaires, rebelles, ingouvernables et qui ont fait preuve d’une maturité incroyable depuis le début de la pandémie. »

N’accablons pas nos dirigeants. Ils doivent faire face à une perpétuelle double injonction : agir vite pour protéger efficacement le plus grand nombre, sans sacrifier l’économie, tout en assurant leurs arrières pour ne pas risquer d’être traînés en justice si on s’avisait qu’ils avaient été négligents. Cela a de quoi rendre fou. Le tout sur fond de campagne présidentielle où il est d’usage de critiquer par principe toute proposition d’un adversaire. Ainsi, on se demande si la décision la plus raisonnable concernant l’école n’aurait pas été de retarder la rentrée scolaire de huit jours comme proposé par Valérie Pécresse. Vu l’impréparation des établissements et la contamination qui exige l’isolement obligatoire des profs et des élèves, ce n’était pas absurde. Mais justement une décision absurde est devenue une option recevable si on estime qu’elle impressionne politiquement et donne le sentiment de faire quelque chose. Et puis, on risquait de croire que Jean Castex, chef du gouvernement de la macronie, se mettait « dans la roue » de la candidate LR. Horreur… 

Governo fica livre de dívida de R$ 2 bilhões do trem-bala, símbolo das gestões petistas

Projeto ganhou fama com Dilma Rousseff

O governo se livrou de uma dívida de R$ 2 bilhões envolvendo o trem-bala. Isso porque o “Superior Tribunal de Justiça” da Itália reverteu duas decisões contra a União em uma disputa com a empresa Italplan Engineering.

Lula e Dilma, em visita a Berlin, 2008, foto: Ricardo Stuckert

Conforme publicou o jornal Valor Econômico nesta segunda-feira, 3, a Italplan alegava jamais ter recebido da estatal de ferrovias Valec pelo anteprojeto e pelos primeiros estudos de avaliação econômica-financeira do trem-bala.

A companhia estrangeira cobrava em torno de € 260 milhões, mais juros e custos judiciais, desde o início da década passada. A Italplan apontava a União como “devedora solidária”e quase bloqueou contas do governo na Itália.

Publicado pelo Tesouro Nacional em setembro, um balanço acerca de riscos fiscais com demandas judiciais e precatórios indicava prejuízo potencial de R$ 2,17 bilhões com o processo do trem-bala para a União.

Trem-bala, símbolo das gestões petistas

Embora tenha ficado conhecido no governo Dilma, a ideia de se construir um trem-bala começou na gestão Lula, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento. A ideia sempre foi criticada devido ao custo considerado elevado, com estimativas que variavam na casa das dezenas de bilhões de reais.

Só acontece em ditadura

Pela primeira vez, desde o regime militar, e num caso único em qualquer nação democrática do mundo, há um preso político trancado numa cela de presídio neste país

J. R. Guzzo

O Brasil encerrou o ano de 2021 com uma vergonha estampada no meio da testa: pela primeira vez, desde o regime militar, e num caso único em qualquer nação democrática do mundo, há um preso político trancado numa cela de presídio neste país. Em nome das “instituições democráticas”, e agindo como um porão de polícia secreta, o Supremo Tribunal Federal mantém preso há mais de quatro meses, sem direito de defesa e sem processo legal, um cidadão que não cometeu nenhum crime para o qual a lei brasileira prevê prisão. Está cumprindo pena sem ter sido processado, julgado e muito menos condenado.

O ex-deputado Roberto Jefferson [foto] está preso na penitenciária de Bangu porque dirigiu ofensas aos ministros do STF. Insulto não é nenhum crime que permita a autoridade pública jogar um cidadão na cadeia. No máximo, é delito de injúria, no qual o autor é processado em liberdade; caso condenado, jamais cumpre pena de prisão, ainda mais se é réu primário. Mas Jefferson não está respondendo a nenhum processo legal na Justiça — foi preso por ordem pessoal de um ministro do STF, e vai ficar na prisão por quanto tempo o ministro quiser, sem que seus advogados possam recorrer a nada ou a ninguém. Isso se chama prisão política. Só acontece em ditadura.

A prisão do ex-deputado é, como tantos outros, um ato puramente ilegal do STF. A desculpa utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes — que neste caso consegue o prodígio de agir, ao mesmo tempo, como delegado de polícia, carcereiro, promotor e juiz — é que Jefferson é uma “ameaça à democracia”. Como assim? Por acaso ele está comandando algum grupo terrorista? Está armazenando armas para dar um golpe de Estado, ou treinando combatentes para atos de violência? É claro que não, mas e daí? Moraes acha que ele é uma “ameaça à democracia”, e isso, no seu entender, permite à autoridade ignorar a lei e eliminar os direitos individuais do acusado.

domingo, 2 de janeiro de 2022

[Antigamente] Foram tantas as emoções, digo, as moedas…




Anteriores: 

Kiéisto? 
Acessando a internet 
Nunca entendi a sua demolição 
Hotel Serrador

Me transformei em cartomante para prever o futuro dos artistas sem Lei Rouanet. ✨

Título e Texto: Nathalia Oliveira, 1-1-2022

[As danações de Carina] Ausência sentida

Carina Bratt

HOJE QUERO DEIXAR nas minhas ‘Danações’, uma homenagem diferente à minha grande amiga Lia Luft, que nos deixou nesta quinta-feira, dia 30 de dezembro de 2021, aos 83 anos. Não pretendo falar nada que lembre a sua morte, tampouco esmiuçar a sua vida. Pretendo me recordar dela como a autora fabulosa de livros magnânimos como ‘Perdas e Ganhos’, ‘O quarto fechado’, ‘As Parceiras’, ‘Pensar é transgredir’, ‘O Lado fatal’, ‘O tempo é um rio que corre’, ‘As coisas humanas’, ‘A asa esquerda do Anjo’, e outros mais. Um texto dela, que gosto muito e tenho certeza, marcará esse momento para sempre, como literalmente, de todas nós, um dia.
Foto: Andréa Graiz/Agência RBS

Lia fala que... ‘estamos todos na fila. A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro ‘fim da fila’. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila. Então, enquanto esperamos a nossa vez: faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas!!
Elogie mais, critique menos.
Faça um ‘ninguém’ se sentir um alguém do seu lado.

Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você̂.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá́ além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.

Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está́ no lugar certo.
As coisas só́ acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.

sábado, 1 de janeiro de 2022

E se o governo mandasse o STF passear?

Pode se dizer com grande margem de segurança que não iria acontecer rigorosamente nada

J. R. Guzzo

Imagine por um instante — só por curiosidade, certo? (Só por curiosidade; é claro que ninguém aqui está sugerindo nada, pelo amor de Deus, e muito menos qualquer tipo de ato antidemocrático.) Então: imagine por um instante o que aconteceria se um dia desses o presidente da República, ou alguém do seu governo, recebesse a milésima ordem do Supremo Tribunal Federal para explicar “em 48 horas”, ou “três dias”, ou coisa que o valha, por que fez isso ou por que deixou de fazer aquilo, e não desse resposta nenhuma. O que aconteceria, em outras palavras, se dissesse ao ministro Barroso, ou ao ministro Alexandre, ou à ministra Rosa, ou qualquer um dos 11: “Olha, ministro tal, vá para o diabo que o carregue”?

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Como nunca aconteceu até hoje, e como nunca o STF mandou o presidente da República explicar seja lá o que fosse em nenhum governo anterior ao atual, não dá para responder com certeza científica; falta, como se diz, a prova da experiência. Mas, pela Lei das Probabilidades, que no fundo vale bem mais que muita lei aprovada por esse Congresso que está aí, pode se dizer com grande margem de segurança que não iria acontecer rigorosamente nada. Claro, claro: a mídia ia ficar enlouquecida, mais do que em qualquer momento do governo de Jair Bolsonaro, e o centro liberal-civilizado-moderno-intelectual-etc. entraria numa crise imediata de histeria. As instituições, iriam gritar todos, as instituições: o que esse homem fez com as nossas sagradas instituições, meu Deus do céu? A Constituição Cidadã está sendo rasgada. A democracia acaba de ser exterminada no Brasil. É golpe. É ditadura militar. Mas seria só uma crise de nervos no mundinho da elite, mais nada. Na prática, e nas coisas que realmente interessam, o governo poderia mandar o STF não encher mais a paciência, pronto — e não mudaria absolutamente coisa nenhuma.

Os colégios chiques continuariam a aumentar as mensalidades, e a chamar seus alunos de alunes

A população, com certeza, estaria pouco se lixando para a indignação do STF, das gangues políticas, da elite meia-boca a bordo dos seus SUVs, das classes pensantes e dos banqueiros de investimento de esquerda; é possível, aliás, que dissesse “bem feito”. Todo mundo iria continuar trabalhando. Os boletos bancários continuariam vencendo. Os ônibus continuariam saindo das rodoviárias. Os serviços de água encanada, energia elétrica e coleta de lixo, nos lugares em que existem, continuariam funcionando. Ninguém iria desmarcar uma consulta médica, nem faltar a um compromisso, nem fazer qualquer coisa diferente. Nenhum país iria romper relações com o Brasil. Os evangélicos iriam ouvir o pastor nas igrejas. Os portos continuariam a embarcar soja. Os colégios chiques continuariam a aumentar as mensalidades, e a chamar seus alunos de alunes. A centésima primeira variante do vírus iria aparecer num canto qualquer. É possível, até, que a Bolsa de Valores subisse. Enfim: a solidariedade, o respeito e o apreço dos brasileiros pelo STF e pelo resto das nossas “instituições democráticas” permaneceriam exatamente onde estão, ou seja, no zero absoluto.

Pecuaristas marcam churrasco em frente ao Bradesco

'Segunda-Feira com Carne' está marcada para 3 de janeiro, em frente a uma agência do banco no centro de Cuiabá

Artur Piva

Na capital de Mato Grosso, a primeira segunda-feira do ano será com carne. E o churrasco deve acontecer na frente da principal agência do Bradesco na cidade, organizado por grupos de pecuaristas.

Na chamada, o evento é descrito como “em respeito à pecuária brasileira”. Ele é encabeçado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso, Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso, Sindicato Rural de Cuiabá e Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.

O ato foi marcado em resposta ao vídeo do banco que propõe a “segunda-feira sem carne”, para diminuir o consumo da proteína no país. A gravação causou uma avalanche de repercussões negativas para o Bradesco.

Pecuaristas cancelam contas no Bradesco

Ato ocorre em razão do vídeo do banco que incentiva a redução do consumo de carne

A repercussão negativa do vídeo do Bradesco incentivando a redução do consumo de carne continua trazendo prejuízos para o banco. Além de diversas notas de repúdio, correntistas de peso anunciaram o encerramento das contas na instituição.

O Sindicato Rural de Uberlândia, por exemplo, informou na quinta-feira 30 o “cancelamento imediato da conta que mantinha no Bradesco”. A instituição pede que o banco “promova uma campanha publicitária em nível nacional que incentive o consumo da carne bovina como excelente fonte de proteína, com benefícios nutricionais já comprovados”.

Com cerca de 15 mil clientes, a Estância Bahia Leilões anunciou o fim de sua movimentação bancária com o Bradesco. Com sede em Cuiabá (MT), a empresa é uma das maiores leiloeiras do país. Seu presidente, Maurício Cardoso Tonhá, classificou o vídeo como um “ato de insanidade”. “Em respeito à pecuária brasileira e indignados com o ato de insanidade do Bradesco, que viola os nossos mais de 40 anos de relacionamento bancário, retiramos 100% de nossa movimentação financeira da instituição”, disse Tonhá.

O Grupo Pecuária Brasil, formado por produtores, comerciantes, técnicos e prestadores de serviço, também anunciou o encerramento das atividades financeiras no banco. Uma nota em seu site comunica que houve desinformação na peça publicitária.

Bradesco tenta conter prejuízo

De acordo com o jornal Valor Econômico, “o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, ligou para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para salientar que a publicação foi um erro operacional”. Lazari teria dito a Cristina que a posição do banco continua sendo apoiar a pecuária nacional e que o vídeo foi ao ar em razão de uma falha no processo de aprovação de mídias.

Entra em vigor o novo salário-mínimo de R$ 1.212

Piso nacional teve reajuste de 10,18%

Pedro Rafael Vilela

Começa a valer, a partir deste sábado (1º), primeiro dia do ano de 2022, o novo valor do salário-mínimo no Brasil, que passa a ser de R$ 1.212 por mês. A mudança foi oficializada ontem (31), último dia de 2021, por meio de uma medida provisória (MP) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O novo valor considera a correção monetária pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de janeiro a novembro de 2021 e a projeção de inflação de dezembro de 2021, estimada pela área técnica do Ministério da Economia. No total, o aumento será de 10,18% em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.100.

Os estados também podem ter salários-mínimos locais e pisos salariais por categoria maiores do que o valor fixado pelo governo federal, desde que não sejam inferiores ao valor do piso nacional.

O novo mínimo altera o valor de cálculo de benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas. No caso das aposentadorias e pensões por morte ou auxílio-doença, os valores deverão ser atualizados com base no novo mínimo. O mesmo vale para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que corresponde a um salário-mínimo e é pago a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Cálculos das contribuições dos trabalhadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também serão reajustados. Uma portaria do Ministério da Economia deverá ser publicada, nos próximos dias, com a oficialização dos novos valores.   

Título e Texto: Pedro Rafael Vilela; Edição: Aline Leal, Agência Brasil, 1-1-2022, 10h30

Turista joga notas de R$ 50 e R$ 100 da varanda do Hotel Pestana, Copacabana

Turista misterioso fez uma chuva de dinheiro da varanda do Hotel Pestana, na Avenida Atlântica, em Copacabana

Quintino Gomes Freitas

Alguns transeuntes que passavam pelo Avenida Atlântica neste 31/12 terminaram o ano bem, muito bem! O rapper Mc Cabelinho jogou notas de R$ 50 e R$ 100 da varanda do Hotel Pestana Rio, onde está hospedado.

Entretanto, há quem diga que foram outras pessoas. De acordo com fonte ouvida pelo DIÁRIO DO RIO teriam sido turistas africanos que fizeram a chuva de dinheiro. Quem será?? Vai ser mais um dos mistérios do Rio de Janeiro e será que vai virar tradição? 

Assista o momento que começou a jogar dinheiro:

Título e Texto: Quintino Gomes Freitas, Diário do Rio, 31-12-2021

Pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, 31 de dezezembro de 2021