segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Em comício com estrelas do PSDB, Serra nega privatização da Petrobras

Foto: Hélio Motta/UOL



O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) disse em comício neste domingo no Rio de Janeiro que não privatizará a Petrobras. “Defendo a Petrobras como empresa estatal, e não como cabide de emprego, como elemento de coesão de aliança espúria”, afirmou.

O evento, realizado na praia de Copacabana, reuniu militantes e várias estrelas do PSDB, como o senador eleito Aécio Neves (MG) e os governadores eleitos Geraldo Alckmin (SP) e Antônio Anastasia (MG).

“Vou estatizar as empresas estatais para que elas não sirvam a interesses privados”, afirmou Serra.

O candidato tucano declarou que sua vida política começou na capital fluminense e contou que foi na cidade que ele participou dos maiores comícios de sua carreira. “Quis o destino que o maior comício, o mais importante da minha vida, fosse aqui em Copacabana (...) O Rio é a nossa identidade nacional”, discursou o tucano.

José Serra procura reverter o resultado obtido no primeiro turno no Estado fluminense. Ele ficou em terceiro lugar no Rio de Janeiro, com 23% dos votos. Dilma Rousseff (PT) obteve a maior porcentagem dos votos fluminenses, 44%, seguida de Marina Silva, com 32%.

“Lula não inventou o Brasil”

O deputado federal Indio da Costa (DEM) fez as vezes de mestre de cerimônia durante a carreata. Serra soprava algumas palavras em seu ouvido enquanto ele introduzia o próximo a falar.

Em sua fala, Itamar Franco, eleito senador por Minas, aproveitou para fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O senhor presidente costuma dizer ‘nunca antes nesse país’... Será que Juscelino Kubitschek nunca fez nada por Minas Gerais e pelo Brasil?”, indagou o mineiro. “Lula esquece a Constituição, nega o Tribunal Superior Eleitoral, esquece que não inventou o Brasil”, criticou Itamar.

Serra criticou indiretamente o engajamento do presidente Lula na campanha. “Fernando Henrique dirigiu [o país] com dignidade e não foi além do que divulgar seu voto”, disse o tucano, alfinetando a participação de Lula na campanha de Dilma Rousseff.

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que o PT "aparelha" o Estado. “Eu vejo que são dois caminhos. Um representado pela candidatura do Serra, de fortalecimento das instituições. E outro caminho, representado pela candidata do PT, que é o do personalismo, do aparelhamento do Estado”, afirmou Alckmin.

Os governadores eleitos Beto Richa (PSDB-PR), Antônio Anastasia (PSDB-MG) e Rosalba Ciarini (RN-DEM) também discursaram. Um dos mais enfáticos foi o ex-governador de Minas e senador eleito Aécio Neves. “Quando o Rio fala, o Brasil inteiro escuta”, afirmou. “É pra ganhar”, bradou do alto do caminhão de onde os discursos foram feitos.

Os militantes gritaram o nome do candidato derrotado ao governo do RJ, Fernando Gabeira (PV), de forte presença na zona sul carioca. No entanto, o verde não estava no alto do caminhão junto aos demais aliados. “Ele desceu para abraçar as pessoas. Deve estar aí no meio de vocês”, afirmou Índio.
Daniel Milazzo, para o UOL Eleições, 24-10-2010

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