terça-feira, 17 de novembro de 2015

Paris conta os mortos e feridos e pensa em vingança

Francisco Vianna
Como se uma sexta-feira, 13, já não carregasse a má reputação de ser um dia aziago, esta última sexta-feira 13 ficará indelevelmente marcada no espírito dos parisienses como um dia de brutalidade e barbárie cometidas contra pessoas comuns. Apesar de os detalhes da carnificina que tirou a vida de 140 pessoas e feriu mais cerca de 300 ainda estarem vindo à tona, já se sabe precisamente quem foi o responsável pelos ataques de 13 de novembro em Paris. Separar o que realmente representa a verdade dos fatos e o amontoado de desinformação e boataria está sendo um desafio particularmente difícil de enfrentar pelas autoridades francesas, além de muitos observadores externos de todo o mundo.

François Hollande recebe Nicolas Sarkozy no Palácio Elysée e tenta preservar a frágil unidade política francesa. 
Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Apesar da organização terrorista “Estado Islâmico” ter reivindicado para si a autoria do ataque, o fato é que ainda permanece incerto até que ponto essa organização da barbárie maometana tenha sido de fato a responsável pelo planejamento, financiamento e execução da carnificina.

Há organizações que têm incentivado a agressão islâmica dentro da França, como a “Paris Kosher Deli de atiradores Ahmed Coulibaly”, e outras que agem nos arredores da cidade onde proliferam os guetos islâmicos e não se sabe ainda se a participação desses grupos terroristas foi ou não efetiva ou ainda se os ataques foram perpetrados por uma combinação de ambos. Mas, isso não importa. O que importa é que não restam dúvidas de que foi uma agressão islâmica contra a França perpetrada dentro de solo francês.

O presidente francês, François Hollande declarou publicamente que a responsabilidade pela chacina é do ‘Estado islâmico’, considerando-a como um ato de guerra. Tal resposta do governo francês aos ataques de Paris vem de um modo bem diferente da proferida pelo Governo espanhol quando dos atentados ferroviários de Madri em março de 2004. A resposta de Hollande leva o mundo a acreditar que o papel da França na coalizão global contra o jihadismo islâmico irá se intensificar tanto em ação como em capacidade destrutiva nos alvos localizados na Síria e no Iraque até saciar a sede de vingança pela atual agressão. No entanto, há quem pense que a grande vitória que se espera da França seja o estabelecimento de uma França sem islâmicos e que a guerra tem que ser vencida, primeiro, em casa.

Até agora, a participação da França na coalizão que luta contra o “califado” tem estado focada na região do Sahel, na África. Os franceses têm também apoiado os esforços de bombardeio no Iraque e na Síria, com seis jatos Rafale Dassault estacionados nos Emirados Árabes Unidos e seis jatos Mirage na Jordânia.

No início do mês, Paris enviou para a região o porta-aviões nuclear “Charles de Gaulle” para tornar os ataques aéreos contra alvos do Estado islâmico, na Síria e no Iraque, mais precisos e eficientes. Até agora os aviões franceses já participaram de mais de 1.280 missões de bombardeio contra alvos do califado no Iraque, e de apenas duas missões na Síria.

São diversas as maneiras como a França poderá retaliar, mas isso estará condicionado pelo que for descoberto nos próximos dias. Caso se certifique de que a chacina de Paris foi inteiramente planejada, financiada e executada pelo Estado Islâmico, a França deve despejar pesado seu poderio bélico contra os terroristas, não estando descartadas operações de solo em sequência aos bombardeios que serão intensos. No calor dos acontecimentos em Paris, há os que clamam pelo uso até de armas nucleares no norte do Iraque e no leste da Síria, para desespero de libaneses e israelenses.

No entanto, a ação militar francesa na Síria e no Iraque deverá ser modulada pelos parceiros de coalizão, os americanos e os britânicos, além dos russos que agem na região de forma independente por seu próprio risco e em apoio ao ditador sírio, Bashar Al-Assad. A aviação francesa também vai encontrar os céus sobre a Síria congestionados de aeronaves de combate da coalizão e russas.

Em função disso tudo, e após esfriarem a cabeça, é possível que o bom senso leve os franceses a outro tipo de retaliação que pode em pouco tempo ser muito mais eficiente do que simplesmente ir à guerra maciçamente no Oriente Médio. Podem – e devem – se concentrar em tornarem o mais difícil possível a vida dos muçulmanos em solo francês. E aí pagam os justos pelos pecadores, ou seja, todos os anticristãos devem ser fortemente estimulados a sair da França e voltar para os países de onde se originaram. Uma França livre de islamitas seria, de fato, uma vitória arrasadora e uma vingança completa pelas agressões sofridas por essa gente. A começar pela demolição e interdição de todas as mesquitas – e ipso facto as madrassas – existentes no país. Depois a proibição do véu e das vestimentas próprias dos muçulmanos e finalmente a prisão de todos os que se prostrarem nas vias públicas para rezar em direção a Meca. Há uma série de exigências que os islâmicos fazem junto ao governo francês, às quais Paris tem sido condescendente. Se não houver condescendência, certamente os muçulmanos irão embora apoquentar e agredir em outro lugar.

O Reino Unido é outro país do ocidente e da coalizão que pode sofrer novas agressões terroristas da mesma ordem e origem. Não há como não pensar em “cavalo de Troia” a onda migratória em direção à Europa. Isso só tem agravado o conflito social provocado pelos guetos islâmicos, especialmente na França.

Não há emprego para essa gente toda e o dinheiro vindo do “califado” pode significar muito para a sobrevivência da família de islâmicos, mesmo que isso custe o suicídio dos ‘jihadistas’ e a morte de muitos franceses.
Título e Texto: Francisco Vianna, 16-11-2015

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Um comentário:

  1. Penso que a guerra total contra essa "coisa" deveria acontecer, prioritariamente, no território europeu. Afinal, é nele que estão os futuros terroristas. Uma guerra sem contemplações.
    E tenho um desejo: que a Europa não seja mais a mesma vis-à-vis essa "coisa" e não se deixe mais enganar pelo discurso do muçulmano bom e do muçulmano mau. Todos têm que ser severamente vigiados e, ao primeiro sinal de discurseira, rua!!

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