sábado, 14 de novembro de 2015

Bíblia, Corão e terrorismo religioso

Vitor Grando
Este texto decidi escrever para elencar a verdadeira natureza da religião islâmica. Infelizmente, os analistas ocidentais palpitam sem nem jamais sequer terem aberto o Corão ou terem qualquer compreensão sobre o que é o Islã. Não se pode pontificar que "deturparam o Islã" sem sabermos o que a revelação islâmica, de fato, diz. Por isso, pretendo demonstrar que a natureza do problema que enfrentamos não está numa deturpação do Islã. Tudo que acontece é implicação inegável do Islã. Vivemos em Dar al-Harb até a imposição de Dar al-Islam. A guerra já se iniciou.


É lugar-comum nas análises acerca de fenômenos religiosos afirmarmos que toda religião é igualmente pacífica de modo que todo aquele que atenta contra a paz não pode ser considerado um verdadeiro judeu, cristão ou muçulmano.

No entanto, a presunção de que todas as religiões sejam igualmente pacíficas não tem cabimento. Isso só se pode concluir após a minuciosa análise de elementos fundantes de determinada religião. No caso do cristianismo protestante, a fonte da revelação divina é exclusivamente a Bíblia; no cristianismo católico, a revelação divina se encontra na Bíblia e na tradição apostólica conforme interpretadas pelo Sagrado Magistério Romano. As fontes primárias do direito islâmico (Shari’ah) são, em ordem de importância, o (1) Corão, os (2) Hadith, conjunto de tradições que remontam ao Profeta Maomé, a (3) Ijmāʿ, o consenso dos acadêmicos muçulmanos e (4) a qiyās, o uso de raciocínio analógico para aplicação dos preceitos do Corão e do Hadith a situações não tratadas expressamente por essas fontes.

É preciso entendermos o óbvio ululante aqui. Não dá pra analisar os preceitos de uma religião julgando a conduta de seus adeptos. O que importa é o NEXO DE CAUSALIDADE entre aquilo que é considerado revelação divina pela religião e a conduta do religioso.

ISLÃ E PEDOFILIA

Por exemplo, se um pastor adultera ou se um padre se envolve com uma criança, não há nenhum nexo de causalidade entre os preceitos religiosos e a conduta deles, pois há proibição explícita na literatura sagrada deles para o envolvimento em tais atos. É por isso que não faz sentido responsabilizar o catolicismo por promoção da pedofilia.

Agora, quando um fiel muçulmano se envolve sexualmente com uma criança não se pode isentar o Islã de responsabilidade. Um peso e duas medidas? Não. Porque há nexo de causalidade entre os preceitos do Islã e a pedofilia. Maomé - aquele cuja conduta é impecável e prescritiva para o muçulmano - casou-se com Aisha quando ela tinha seis anos tendo consumado o ato sexual quando ela tinha somente NOVE anos de idade. Ou seja, a revelação islâmica não só permite como aprova as relações sexuais com crianças.

Portanto, apontar para os bons muçulmanos que conhecemos e concluirmos que o Islã não promove a pedofilia é uma lógica tortuosa, porque a conduta deles não encontra nexo de causalidade nos preceitos do direito islâmico. Na verdade, eles estão contrariando a fé que afirmam seguir!

Portanto, o padre que se envolve com uma criança está indo CONTRA os preceitos cristãos; já o muçulmano que tem relações com crianças está tão somente aplicando aquilo que sua religião legitima explicitamente.

Conclui-se: Pedofilia é um elemento indissociável do Islã.

ISLÃ, POLIGAMIA E ESCRAVIDÃO SEXUAL

No Antigo Testamento cristão, embora nunca incentivada, a poligamia era tolerada. Não há mais tal tolerância no Novo Testamento e penso que não há necessidade de fundamentar o que é óbvio.

No caso do Islã, não só a poligamia é aprovada como também o é a escravidão sexual. Na Surah 4.3, Allah revelou:

“...podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver, entre as mulheres. Mas, se termerdes não poder ser equitativos com elas, casai, então, com uma só e conformai-vos com O QUE A SUA MÃO DIREITA POSSUIR.”

Além da óbvia autorização da poligamia (praticada por Maomé também), há uma expressão importante na passagem que precisa ser explicada. “As que a sua mão direita possuir” é uma expressão corânica referente às escravas sexuais dos povos subjugados. Ou seja, o Corão está autorizando o muçulmano a se satisfazer sexualmente com suas escravas sexuais que tiver obtido em guerra.

Conclui-se: Poligamia e escravidão sexual são elementos indissociáveis do Islã.

O ISLÃ E TOLERÂNCIA RELIGIOSA

"Não há imposição quanto à religião" Corão 2.256

Essa passagem é destacada pelos muçulmanos defensores da liberdade de expressão e de crença como comprobatória do fato de que o Corão advoga abertamente tais valores. A entrada do Islamic Information Center localizado na Mesquita Azul de Istambul traz esse verso em destaque como forma de recepcionar os curiosos que lá vão conversar com o Imã (que é muito simpático e receptivo, é verdade).

Mesquita Azul, Istambul. Foto: Vitor Grando, 3-12-2014

No entanto, há um incidente na Surata 49:18 que nos ajuda a entender melhor essa passagem. Um grupo de beduínos havia supostamente se convertido à fé islâmica e afirmaram "Nós cremos", mas são prontamente repreendidos "Vocês ainda não creram; digam, porém, 'Nós nos submetemos', pois a fé ainda não entrou em vossos corações" e lhes e dito que ainda assim Alá os recompensará por seus atos.

O ponto é o seguinte: a fé islâmica é uma fé que enfatiza a práxis em vez das doutrinas. O significado de muçulmano é "submisso a Deus". Ou seja, ser muçulmano não necessariamente implica ter fé, mas sim a prática de acordo com Alá. Por isso a exortação aos beduínos, que embora não cressem, não possuíssem a fé (iman), haviam se submetido e, portanto, eram autênticos muçulmanos.

É por isso que o Corão nos diz que não há compulsão quanto à religião, afinal crença não pode ser imposta. Ou alguém é capaz de escolher crer na inexistência da Lei da Gravidade? Crenças são coisas que brotam no nosso interior. Não são fruto de nossas escolhas. No entanto, eu posso escolher agir contra a gravidade jogando-me de um prédio. Nisto eu posso ser coagido, naquilo não.

É assim que deve ser entendido o "versículo da tolerância" do Corão. Crença (religiosa, no caso) não se impõe. A prática? Ah essa sim! A ênfase do Islã sempre foi a prática e não a doutrina.

A Meca na época de Maomé, havia enriquecido devido às suas transações comerciais bem-sucedidas, esquecendo-se assim dos antigos valores tribais igualitários. Prostrar-se ao chão como um escravo era considerado humilhante e, por essa razão Alá instituiu a oração com o rosto prostrado ao chão como contraponto à arrogância dos ricos ricos e avarentos de Meca. O jejum do Ramadã também tem como intuito lembrar o fiel das privações pelas quais passam os pobres, que não têm alimento sempre disponível. Instituiu-se também a prática do zakat, uma quantia equivalente a 2,5% da renda anual do fiel que deveria ser destinada aos necessitados.

Percebe-se, assim, o valor da práxis no Islã. Valores belos, sem dúvida, o problema é serem postos em prática mediante coerção.

É por isso, portanto, que o Corão pode nos dizer que "não há compulsão quanto à religião" (2.256), já que crença não se impõe, mas na Surata 9, versículo 5, nos dá a injunção de "matar os idólatras onde quer que o acheis" a não ser que se submetam.

Mais à frente, na mesma Sura, o Corão é ainda mais claro:

Combatei aqueles que não creem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que submissos paguem o Jizya.

Jizya é um imposto cobrado por um Estado Islâmico de minorias religiosas para que possam continuar com sua fé.

E fica ainda pior:

Corão 5.33. O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.

Resumindo: quanto à fé (iman, no árabe) não há compulsão, já quanto ao Islã (submissão a Deus, no árabe) ou se prostra ou perde a cabeça.

Conclui-se: A intolerância religiosa é indissociável do Islã.

O ISLÃ E A DEMOCRACIA

"Sois a melhor nação que surgiu na humanidade, porque recomendais o bem, proibis o ilícito e credes em Deus" (3.110a)

Nessa passagem, percebe-se que os elementos da religião são indissociáveis da política e do direito. A nação seria a melhor, segundo Allah, por recomendar o bem, proibir o ilícito e acreditar em Deus.

No Islã, a manifestação divina é política. Não à toa, a liderança de Maomé não foi meramente religiosa - como a de Cristo - mas principalmente política e militar. Maomé trouxe a época de ouro do Islã. A construção de uma sociedade "justa" é o desideratum do Islã e isso só pode se dar mediante "submissão a Alá", que e justamente o significado do termo Islã.

Assim, o Islã traz consigo inafastáveis implicações políticas que inevitavelmente entram, ou entrarão, em conflito com as democracias liberais do Ocidente cuja autoridade política é fundada numa constituição e não na vontade de Alá conforme revelada no Corão. Diga-se também que o Corão (discurso, no árabe) tem função similar ao Logos divino, a segunda pessoa da Trindade, na fé cristã. Se por um lado, portanto, Cristo (o Logos, também discurso no grego) é a própria manifestação de Deus e consubstancial com o pai (homoousios) no cristianismo, no Islã é o próprio Corão que exerce essa função sendo também considerado coextensivo com Alá "o Deus único".

Assim, não pode haver alternativa a não ser a submissão à forma de governo proposta pelo Corão.

Conclui-se: O Islã e o totalitarismo são indissociáveis.

CONCLUSÃO

Fica claro que o Islã é promotor de valores que contrariam abertamente os preceitos cristãos e os valores das democracias ocidentais: o Islã promove a pedofilia, a escravidão sexual, a intolerância religiosa e o totalitarismo. Tudo isso é promovido em cada uma das fontes de revelação divina do Islã. Esses valores são promovidos no Corão, são promovidos por Maomé e são promovidos pelo consenso dos teólogos árabes.

Al-Ghazali, por exemplo, a segunda maior personalidade árabe depois de Maomé, uma espécie de Tomás de Aquino do Islã, sentencia um fatwa condenando à morte aqueles que se opõem às suas conclusões em sua famosa obra A Incoerência dos Filósofos.

Quem discorda, precisa explicar alternativamente cada um dos pontos expostos acima. Antes de fazer qualquer associação com as Escrituras Cristãs, também precisa demonstrar equivalência nos textos bíblicos que possam ensejar valores dessa natureza.

Sendo assim, ou nós repelimos imediatamente a expansão do Islã no ocidente, ou num futuro breve enfrentaremos problemas ainda maiores do que o havido ontem em Paris. Os terroristas de ontem não distorceram o Islã. Os terroristas são apenas exemplares seguidores de Allah. Os terroristas agem perfeitamente de acordo com a sua religião. O muçulmano que deles discorda precisa levar mais a sério a sua fé para ou abandonar sua perniciosa religião ou mudar de opinião.
Título e Texto: Vitor Grando Pereira, 14-11-2015

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15 comentários:

  1. Compreendi perfeitamente o que disse. Perfeita análise. A conduta do fiel está de acordo com as linhas dos fundamentos do CORÃO , ou seja, não é um desvio de comportamento, ,mas exatamente um seguir incondicional , sem deturpação ou interpretações diferenciadas. E mais, quem não segue o que está escrito seria infiel , então , donde se conclui que quem segue apóia tudo que se faz e se fez contra o ocidente, tudo em nome do profeta.

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  2. Sem comentarios! Apenas meus sinceros agradecimentos pelo exclarecimento analitico e
    excelente esclarecimentos.MEUS PARABENS!

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  3. O autor é respeitado, por possuir formação que permite falar com segurança do assunto.
    Tive há alguns anos a pretensão de debater com o mesmo, jamais cometerei novamente tal erro.
    Faltam-me argumentos, conhecimentos, e principalmente envolvimento no tema para repetir.
    Porém,gostaria de ver uma analise tão critica feita pelo autor -Vitor Grando - sobre a bíblia ,como a feita sobre o Corão.
    Se vista com os mesmos olhos, sem o dogmatismo envolvido, e sem as amarras da crença pessoal, veríamos que este "santo" livro expõe tantos ou mais pecados, como os citados no outro.
    Paizote

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    1. Olá, Paizote

      Agradeço a admiração. Você não me verá fazer tal análise da Bíblia, porque não acredito que a Bíblia tenha a mesma natureza perniciosa que o Corão e a tradição árabe.

      Se você quiser, fique à vontade para expor o que você considera perigoso na Bíblia para que possamos conversar.

      Abc

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  4. Puta merda, em pleno século 21 e alguém ainda acredita nessas baboseiras?

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  5. Sem dúvida, é uma esclarecedora análise sobre o Corão de um estudioso de religiões. Merece os parabéns. Não sei se Grando tem alguma convicção religiosa, mas convenço-me cada vez mais que todas as religiões são perniciosas, pois julgam-se depositárias de revelações irracionais que não podem ser contestadas; a razão do indivíduo é colocada em segundo plano, tendo que se sujeitar a crenças e dogmas que não lhe fazem o mínimo de sentido. A crença em Deus sempre foi considerada algo necessário ao ser humano para se sentir protegido. Mas, são as religiões depositárias de revelações do Alto? Não é mais certo dizer que são forjadas por mentes humanas, por profetas? A maioria das religiões ditam procedimentos a serem seguidos sem o respaldo da razão, portanto um seguimento cego de supostas doutrinas reveladas como salvadoras do gênero humano (não se sabe que salvação é essa, salvar-se de que?). E os fiéis dessas religiões se autoproclamam detentores da verdade. E muitas são altamente radicais fazendo uma distinção entre fiéis e infiéis, gerando desagregação e consequente violência. É lamentável a violência praticada ainda em pleno sec. XXI em nome de Deus. Este Deus é preciso matar, segundo Nietzsche, por ser uma ilusão que torna o homem um fraco, tirando-lhe a potência de auto realizar-se. É preciso que o homem adquira novos valores que o libertem dessa irracionalidade das religiões.
    Valdemar

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    1. Valdemar,

      Agradeço os elogios. Sim, tenho minhas fortes convicções religiosas. Sou cristão.

      Não concordo que as religiões sejam intrinsecamente perniciosas, muito menos com a suposição de que sejam "depositárias de revelações irracionais que não podem ser contestadas".

      Não se pode dizer que a razão do indivíduo seja de alguma forma desprezada no cristianismo. Basta lembrar-se de Tomé e da benevolência com que Cristo o tratou apresentou a ele as evidências necessárias para o seu convencimento intelectual. Ademais, a Bíblia nos exorta a termos misericórdia daqueles que estão na dúvida (Jd 22).

      Abc,

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    2. Valdemar, parabéns, ditou meus pensamentos. A religião é o terceiro poder, enquanto alguns idiotas dizem ser do povo o primeiro. Não vou nem comentar sobre o poder maçônico nas confrarias políticas do mundo. O homossexualismo masculino desde os primórdios, só entrou no armário no século XIX, e desabrocha novamente no século XXI.
      A religião judaica foi perseguida por seus novos conceitos. trucidada pelos homossexuais de suas épocas, tais como persas, egípcios e romanos. A bíblia foi o primeiro livro e preceito a condenar um home por deitar com outro.
      A gente lê algumas merdas sobre as religiões mais antigas. Vejamos o hinduísmo que data aproximadamente de 3500 AC, ou o zoroastrismo de 1750 AC, mas um simples cálculo genealógico do Gênesis bíblico vermos que Adão e Eva datam de 6500 anos antes de Cristo. Os escritos de bíblicos de Levi condenando certas práticas são de antes do hinduísmo e zoroastrismo.
      O homem era misógino, tratava as mulheres como seres inferiores, escravizá-las era um prazer. E no século XXI o catolicismo e o islamismo as diferencia. Porque uma mulher não pode ser cardeal ou papa?
      Acho relevante pensar que todas essas mortes religiosas que matam em nome de um suposto deus, são alem disso guerras por conceitos errôneo de direitos.
      A bíblia é misógina.
      fui...mas antes I LOVE NIETZSCHE

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    3. "Porque uma mulher não pode ser cardeal ou papa?"

      Eu explico, A igreja católica segue Cristo, ora Cristo, escolheu 12 apóstolos homens, logo, a igreja não ordena mulheres, consequentemente não podem chegar a serem cardeais ou papas.

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  6. O mundo inteiro, nos dias de hoje, vem experimentando constantes conflitos: Ódio racial, disputa por territórios, lutas separatistas, guerras civis (muitas ainda que veladas), violência urbana, sem falar dos desastres ambientais e outras catástrofes nos quatro quadrantes.
    O terrorismo é uma questão à parte, a ser aprofundada. A crônica de destaque religioso bem apresentada no cabeçalho da página deste blog descreve, do ponto-de-vista ético, didático e teológico, um conceito irrefutável sobre os fundamentos islâmicos. Não há o que discutir e/ou contestar.
    Mas este é, de fato, um assunto polêmico e de uma complexidade sem precedentes. Diz o ditado que três coisas não devem ser discutidas: futebol, religião e política. Geralmente desencadeia confusão, briga e, em alguns casos, morte. Neste caso específico, trata-se da exposição de pensamentos, ideias e conceitos a respeito de determinado assunto. Aqui, a questão religiosa envolvendo o universo muçulmano. Por isso, trocam-se as ideias entre sí.
    Se observarmos cuidadosamente, veremos que todas essas ocorrências desde o fatídico 11 de setembro de 2001, remetem a anos anteriores, mais precisamente nos Estados Unidos. A maioria desses atuais terroristas e seus pares foi acolhida pelas autoridades daquele país, com oportunidades, inclusive, de estudo superior em território americano. Os diversos governos norte-americanos sempre procuraram de maneira invasiva, o envolvimento em outras nações, as quais passavam por conturbações políticas locais. Aí entra um elemento importante, que associado ao dogma de um determinado povo, gera um ódio generalizado: o fanatismo ( o pior de todos , gerando desgraça e infortúnio)
    É o “pai” de todo o extremismo; e em razão da fome, falta de emprego, fuga em massa e violência generalizada, esses psicopatas fundamentalistas arregimentam jovens de 18, 20 anos, sem esperança de um futuro melhor e promissor nos diversos países de origem, incluso o Brasil, a se engajarem na luta utópica pela igualdade e bem estar entre todos. Pelo menos é o que os líderes do Estado Islâmico garantem.
    Quanto à grande imprensa, esta divulgou recentemente, com enorme ênfase, a chacina em Paris – a cidade luz- na última sexta-feira 13 de novembro. Um novo marco na história ocidental neste século. O foco é a dor de pessoas que vivem no “primeiro mundo” (não que elas sejam menos ou mais importantes; afinal, todos são seres humanos). Não é possível, porém, deixar esquecido, posto de lado, a tragédia em Mariana e Governador Valadares (MG), onde uma barragem ser rompeu há 15 dias espalhando lama e destruição em povoados e rios, desabrigando e matando pessoas habitantes daqueles municípios atingidos. Da mesma forma, os meios de comunicação não enfatizam ao globo terrestre os massacres no interior da África, a violência diária sofrida por crianças, vítimas dos próprios pais, a violência diária sofrida pela mulher, dentro do próprio lar.
    Voltando ao cerne do islamismo, onde a pedofilia e a submissão da mulher, acrescido de agressões físicas e estupros são práticas comuns no dia-a-dia, pode afirmar que tudo isto é uma questão cultural. Para os ocidentais “esclarecidos” e “mais evoluídos”, é uma aberração e aviltamento aos direitos humanos de um povo. Mas quem pensa na indústria armamentista das grandes potências, que precisa vender todo o estoque de armas e munição, auferindo lucros exorbitantes fomentando os conflitos? O que dizer de governos medíocres, governantes imbecis e megalomaníacos que literalmente “tapam o sol com uma peneira” e procuram manter um povo na constante obscuridade e ignorância? Pode-se considerar, quem sabe, que isto também seja outra forma de praticar o terror. Por tudo isto, percebe-se que o planeta Terra está passando por uma grande metamorfose sócio-cultural-política, e o que irá acontecer nos próximos dias, meses ou anos não se sabe. Pode ser sorte ou pode ser azar. Depende do que vier depois. Afinal, Allah é Grande !
    Um ótimo domingo para todos.

    Sidnei Oliveira
    Assistido Aerus - RJ

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  7. ADENDO:
    Ainda com relação ao tema islâmico, foi publicado no jornal O GLOBO, domingo passado, esta declaração de um representante do Ministério da Justiça:

    "Os jihadistas, assim como qualquer outro povo de qualquer outra origem, vêm ao Brasil para trazer mais progresso ao nosso país e merecem respeito."
    ------------------------------------------------xxx---------------------------------------------------------------

    O Ministério da Justiça pediu desculpas em sua página oficial no Facebook na manhã desta sexta-feira (6) por dizer que jihadistas – "guerreiros santos" que creem na luta violenta para restaurar a "lei de Deus", geralmente ligados a atentados terroristas – "vêm ao Brasil para trazer mais progresso ao nosso país."

    "O Ministério da Justiça lamenta o erro cometido na resposta na qual confunde jihadistas com um povo. O erro crasso foi corrigido", escreveu o órgão após reações negativas de cidadãos."
    Poderíamos passar sem essa declaração vergonhosa e imbecil. Os jihadistas são uma facção de facínoras, não um povo.

    Certamente nossa magnânima e pré-clara Chefe de Estado diria ser necessário manter um "diálogo" com os tais extremistas terroristas , a fim de se chegar a um acordo plausível !

    Sidneo Oliveira
    Assistido Aerus- RJ

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  8. Excelentes os textos. Parabéns a todos. Concordo plenamente com o Waldemar. Este desejo, que se tornou atávico, de crer em deuses, demônios e profetas atrasou (e continua atrasando) a humanidade em encontrar soluções para um vida digna para todos, neste nosso mundinho de m...perdido nos confins do universo.
    Altair Paz - RJ

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