quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Os embustes na carta de Mark Manson

Luciano Henrique

Na era do textão, um deles anda fazendo sucesso pela Internet: “Uma Carta Aberta ao Brasil”, escrito por Mark Manson [foto. Ele é um norte-americano que viveu pelo Brasil por alguns anos, e está retornando ao seu país de origem. Se define como um “autor, pensador, entusiasta da vida”. Escreveu um livro intitulado “Models: Attract Women Through Honesty”, que ele define  como “o mais maduro e honesto guia de como um homem pode atrair uma mulher sem simular comportamento, sem mentir e sem emular os outros”. Em seu site, encontramos três cursos: “Curso de Conexão”, “Superando a Ansiedade” e “Curso de Encontros e Relacionamentos”.

Isso não te cheira a embuste? Quase com certeza é. Parece que seus empreendimentos se baseiam em ensinar os outros a seduzir “sem simular comportamento, sem mentir e sem emular os outros”. Mas seu texto parece ter seduzido muita gente. Teria ele feito isso honestamente ou não? Vamos investigar algumas partes de seu conteúdo, pois ele faz uso de muitas palavras para comunicar muito pouca coisa (e isto também é uma técnica de auto-ajuda, onde vemos livros de 400 páginas que poderiam muito bem ter 20 ou 30).

Ele começa a carta dizendo que tem uma conexão com o Brasil. Motivo? Diz ele: “casei com uma de suas garotas”. Me parece uma forma de tratar as mulheres como se fazia na épocas tribais. Estranho.

Ao falar da crise, ele lembra: “eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc.” Mas diz: “recentemente eu cheguei a uma conclusão”. O engraçado é “ter muitas teorias” e agora “uma conclusão”. Serão teorias científicas ou apenas argumentação do nível da “era da opinião”? A conclusão dele terá sido embasada?

Antes de começar a falar de sua teoria, usa um truque psicológico: “muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva”. Nada que não tenhamos vistos em anúncios da Polyshop. De fato, a coisa está muito focada em marketing para enganar bocós.

Eis a primeira conclusão: “Então aí vai: é você. Você é o problema. Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema.” Boa tentativa, mas uma abertura assim não passa de um engana trouxas. Certamente isto não é uma análise séria.

E aí a coisa começa, para a nossa diversão:

Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias. Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.

Esse trecho acima está bem esquisito. Colocar itens como “Dilma”, “bancos”, “iniciativa privada” como partes de uma equação gerando um suposto “problema” me parece a indicação de um falso problema. Ou de uma tentativa de confusionismo mesmo. Se ele colocasse a direção do vôo das andorinhas na equação, talvez nem fizesse diferença. Isso não cheira bem, definitivamente…

O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.

O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.

Realmente, isto não cheirava bem. Em relação ao “problema”, ele indica os culpados: “todo mundo”. Por que? Por que as pessoas possuem uma determinada cultura. Bem, esse papo de gestão de culturas alheias tem o sabor do projeto iluminista, que visava definir como deveria ser a “cultura ideal”. Obviamente, depois de Samuel Huntington, dificilmente isso faria parte de análises sérias. Esse discurso querendo definir “a cultura certa”, com base unicamente na cultura nativa do discursante, é bullshit total.

Obviamente, podemos criticar culturas alheias, mas isso é diferente de querer definir “como devem” ser as culturas de nações soberanas, com histórias muito diferentes da nação dele.

Mas os desastres de Manson ainda estão por começar…

Quer um exemplo?

Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.

No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?

A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo?
Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?

Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.

Não tem isso de “eu acredito” em análises sérias. Ou ele prova ou não prova. Qual o percentual de encaixe em alternativas?

Pois vamos falar de percentuais e estudos sérios (categoria à qual o texto de Manson não pertence).

Em 1963 Stanley Milgram realizou seu famoso experimento onde vários voluntários davam choques em pessoas em outra sala, caso estas respondessem questões erradamente. O detalhe é que os choques eram falsos, mas os voluntários acreditavam que eles eram verdadeiros. E mesmo assim 65% das pessoas deram choques até o final caso conseguissem transferir a responsabilidade para outra pessoa. Eram choques que os voluntários acreditavam serem mortais. A história gerou um filme, Experimenter, feito em 2015 e estrelado por Peter Sarsgaard (infelizmente o trailer não está legendado):


Isto é um experimento, que traz um resultado estatístico. Norte-americanos participaram do experimento. Qual seria o percentual de pessoas que no Brasil dariam o choque até o fim?

Esta é a diferença entre Stanley Milgram, um estudioso sério, e Mark Manson, um embusteiro que não trabalha com estatísticas e ainda surge com um “eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria (a) e a maioria dos americanos (b)”. Sem provas e evidências, no entanto, ele “acreditar” nisto vale tanto quanto alguém acreditar no lobisomem. A crença é livre. Já as provas…

Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.

Qual percentual? Qual estudo? Quais provas? Como foram coletadas? O experimento Milgram mostrou que o ser humano parece não mudar tanto, estando ele na Alemanha Nazista, nos Estados Unidos ou no Brasil. Talvez o que mude são os cenários e contextos, mas vamos adiante…

É só prestar atenção: o povo alemão aceitou o nazismo. De fato o discurso do PT é do nível Goebbels, mas de fato barbárie moral como aquela praticada na Alemanha Nazista não tem paralelo em nossa sociedade, bem como o nível de tolerância a tais perversidades. E hoje a Alemanha é uma das grandes nações do globo. Mais problemas, então, para as análises de Manson…

Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas. Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.

Tá bom… mas isso, estatisticamente, significa o quê?

Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.

E no experimento Milgram, 65% dos voluntários norte-americanos sabiam estar matando gente “em nome de uma autoridade”. É engraçado o sujeitinho vir dar “lição de cultura” em todo um povo sem trazer provas.

É curioso ver que quando um brasileiro prejudica outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.

Teste de altruísmo agora? Nada feito. Tudo, por enquanto, fica no terreno da impressão. Eu até gostaria de ver estudos estatísticos de comportamento altruístas feito para comparar pessoas de diferentes regiões. Pena que Manson parece não gostar de pesquisar…

Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra característica particular da sua cultura.

As lendas dizem que os norte-americanos têm mania de contar vantagem de suas aquisições para os demais. Mas exatamente em nome da seriedade devemos ter dados estatísticos comprovando grau de vaidade. E este é um ponto onde novamente Manson não sai do zero. Por isso até pularei algumas partes onde ele faz análises sobre “vaidade”, pois elas não se baseiam em prova alguma.

É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.

Nada de estudos, nada de estatísticas vinda de psicólogos sociais. Nada de Milgram, Zimbardo, Moscovici ou Ariely… Deprimente.

E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.

Mas a mentira de Manson foi fingir que ele tinha uma análise em mãos, quando tudo que ele tem é jogo de palavras com base em pseudociência pura. Pura leitura da borra de café.

Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até porque eu não sei. E deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA). Só que em breve, Brasil, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um. E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.

Lançar uma argumentação assim com tamanha falta de dados já é um crime moral por tratar de um assunto tão sério – análise da moralidade de uma sociedade – sem bases experimentais e citações científicas. Mas o pior é tentar convencer a patuleia com chantagem emocional. Papos como “será meu amigo” ou “será metade do meu filho” são chantagens emocionais de baixo nível, não um texto a ser levado a sério por pessoas maduras.

Claro que nem tudo é embuste. Manson está certo ao dizer que a crise é terrível, mas para saber disso não precisamos de análise moral de uma sociedade, coisa que ele fingiu fazer, e não conseguiu.

A conclusão é este acinte à inteligência:

O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo. Ao contrário de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma. Você precisa escolher ver as coisas de um jeito novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus. Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.

Está claro o motivo pelo qual ele não citou experimentos da psicologia social. É porque ele não conhece o assunto, pois senão não teria escrito tamanha besteira.

Nem no Brasil e nem nos Estados Unidos (na verdade, em lugar algum do mundo) existe isso de “revolução interna”, começando a partir do cidadão comum. Na verdade, tudo que sabemos sobre sociologia mostra que os comandantes de qualquer revolução cultural pertencem a um percentual pequeno da população, algo que fica entre 1% a 5%. São aqueles que Antonio Gramsci definia como intelectuais orgânicos, ou popularmente conhecemos como formadores de opinião. E, novamente, não há indícios de que as coisas funcionem diferentemente em todos os países ocidentais. (É assim porque muitos não tem acesso aos mesmos conteúdos, e muitos só se preocupam com o dia de amanhã, até mesmo por questões de oportunidades e diversos outros fatores. Mas é assim em qualquer lugar do mundo)

Por outro lado, discursos de auto-ajuda dizendo que “você pode ser a mudança” ou “você pode ser o que quiser” são, aí sim, picaretagens da grossa. Se existir alguma mudança no cenário atual, ela não virá “da mudança interior de cada um”, mas de ações direcionadas de formadores de opinião inserindo novos elementos no senso comum de todos. É só aí que surgem as efetivas mudanças. Alguém pode até ler o texto de Manson, compartilhá-lo e achar que recebeu uma informação válida, mas quase sempre este sentimento será uma ilusão. A mudança virá de formadores de opinião. Aliás, o conteúdo deste blog é feito para um tipo específico de formadores de opinião, mas sei que muitos podem ler isso aqui e não se encaixarem neste aspecto. E, neste último caso, a mudança será direcionada pelos formadores de opinião, e a pessoa irá segui-los. Isso não vale apenas para brasileiros, como todas as pessoas de outras nações. Vale para as demais espécies.

O povo brasileiro é sofrido e trabalhador. Até que surjam evidências em contrário, a moralidade dessas pessoas, em ambientes similares, parece não ser diferente daquela vista em outros povos. Dizer o contrário é mais ofensivo à inteligência do que às próprias pessoas avaliadas.

Não há problema algum em que uma pessoa de outro país critique o nosso. Aliás, isso é ótimo. A vergonha diante das críticas pode servir para acordar muitos formadores de opinião do torpor, e só depois o resto do povo vai acordar. Logo, o problema não é ouvir críticas. O deplorável é que, enquanto o povo brasileiro sofre, temos que ouvir um malandrão querendo aparecer com soluções falsas, que no fundo são apenas palavras de auto-ajuda que nada resolvem quando lançadas de forma genérica (e não especializada, direcionada e para públicos específicos e focados). Isso é brincar com o sofrimento do povo.

De fato temos sérios problemas, mas sair brincando com as pessoas dizendo “o problema está com você”, a partir de nenhum estudo, é claramente imoral. Manson pode ter tentado fazer uma análise moral, mas apresentou um texto originado de um comportamento que eticamente é repreensível. E estou sendo bonzinho.

Assim como existiram vários fatores que levaram os alemães a tolerar o nazismo, bem como os norte-americanos a tolerar várias leis racistas por muitos anos, aqueles que levam os brasileiros a não se espantar com a corrupção vêm de questões de uma estrutura cultural, por questões de guerra cultural. E mais: a corrupção “não começa” com essa cultura de aceitação, mas com os arquitetos dessa corrupção.

É como ocorre em qualquer empresa: a cultura de uma organização é definida pelos que estão no topo, e não pela decisão individual de cada membro da equipe. Até mesmo nas organizações – onde a sociologia é usada de forma muito básica e tosca – sabemos que são alguns poucos formadores de opinião que ditam o ritmo das coisas. (Claro que eles podem arrumar algum encantador de serpentes para dizer “a solução começa com você”, mas eles próprios sabem que isso é falado para atingir alguns poucos, pois a mudança virá somente a partir dos líderes. Muitas organizações não te dizem isso, mas é assim que as coisas funcionam. Sempre. Em todo o mundo.)

Vamos aos fatos. Temos problemas sérios na economia, assim como uma overdose de doutrinação cultural de esquerda. O mero ressurgimento de uma cultura de direita – coisa recente – já está mudando a percepção das pessoas sobre questões críticas, ou seja, como já aventado anteriormente, são os formadores de opinião dando o tom. Não temos dados estatísticos mostrando que nosso povo “tem problemas” em relação aos demais povos. Na verdade, a percepção é de que nosso povo seja bastante generoso e receptivo. Mas devemos partir para estudos científicos. Nada se pode concluir da “moralidade intrínseca problemática” do povo brasileiro. Esse na verdade é o maior conformismo: dizer que “o povo é assim mesmo, e devia mudar” é como dizer “o cliente é assim mesmo, e devia mudar”. Mas a verdade é que a responsabilidade está nos formadores de opinião, no primeiro caso, e nos gerentes de marketing, no segundo.

Todas as mudanças sociais que aconteceram no mundo vieram de formadores de opinião. Nada se mudou em termos sociais – e até mesmos em pequenos aspectos do mundo corporativo – com a transferência da responsabilidade para cada indivíduo, que se torna “responsável pela mudança interna dentro de cada um”. Ao contrário, a grande maioria sempre será influenciada por uma minoria. É por isso que a busca de líderes é sempre uma atividade árdua nas organizações.

Se tivermos quaisquer mudanças consideráveis – e elas são possíveis – elas não resultarão de discursos picaretas e embusteiros como os de Mark Manson, mas da ação direcionada de um grupo reduzido de pessoas que influenciarão os demais. Se alguém se considera um formador de opinião descompromissado, que pressione os formadores de opinião de maior potencial de antena. Isso irá amplificar a mudança e acelerá-la.

Se você leu o texto de Manson e não é um formador de opinião, não se sinta culpado. Ele mentiu para você. Não apresentou nenhuma citação de autor que o endossasse. Ele foi arrogante e brincou com os sentimentos das pessoas com golpes fajutos de auto-ajuda. Nosso povo não é o culpado da atual situação, como praticamente nenhum povo do mundo seria se vivesse na mesma situação. Em todas as nações do mundo, os formadores de opinião decidem a questão. É uma realidade dura, mas é assim que as coisas são.

Alias, pensando bem, muitos formadores de opinião de direita dos Estados Unidos estão comendo bola, pois estão deixando Bernie Sanders passar ileso e conquistar aumentos de popularidade. Se ele ganhar, quem sabe no futuro os norte-americanos estejam passando vergonha perante o mundo. Mas se isso ocorrer, a culpa será dos formadores de opinião oposicionistas de lá, e não do povo.

Encarar as coisas como elas são – em que o povo tende a ser inocente, mas o mesmo não vale para os formadores de opinião – é encarar como as coisas funcionam (e não funcionam) por todo o Ocidente. E isso vale para o Brasil. Ao transferir a responsabilidade para todos seus leitores, a partir de chantagens emocionais, Manson inverteu papéis e responsabilidades. Pode até ter gerado algumas sensações positivas e vontade de compartilhar conteúdo, mas não endereçou nenhum problema real e não os relacionou de maneira séria a qualquer causa. Em qualquer processo de mudança, começar por esse ponto de partida é vender uma ilusão.

Com isso, Manson se torna parte do problema. Formadores de opinião vendedores de embustes e falsas soluções -que geram sensações positivas momentâneas, mas tratam de problemas vagos e propagam receitas charlatanescas – são uma doença para as civilizações. Pessoas que agem como Manson são parte do problema, pois são formadores de opinião, nem um pouco comprometidos com o povo. O povo, em geral, é inocente.
Que feio, Manson! 
Titulo, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 17-2-2016

2 comentários:

  1. Prezados, como mero Brasileiro, tenho discórdias, tanto de Manson, como de Luciano Henrique, na Democracia, o Povo tem o direito de escolha, portanto penso que o Povo tem o que merece, ou seja, o que escolher.
    Gostaria muito, e solicito aqui, um parecer da Socióloga Maria Lúcia V Barbosa, para aí sim ter uma opinião, com respaldo em conhecimentos efetivos e não em achismos, sobre o Povo Brasileiro.
    Abs.
    H Volkart

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  2. Volkart, você tem razão.
    É telúrico no Brasil gastar mais do que se ganha, 99,9% do povo e governos assim o fazem.
    Brasileiro põe a culpa cultural do povo, nos portugueses, nos americanos, no FMI, na TV Globo, na mídia, nos formadores de opinião.
    Quem é Luciano Henrique, senão um formador de opinião?
    Na época da dita mole militar havia um slogan:
    Brasil, ame-o ou deixe-o.
    Isso é válido até hoje.
    Alguns ratos fogem, outros ratos mandam dólares off shore.
    Qual a razão de termos juros tão altos?
    Porque o governo argentino isentou de imposto de renda quem ganha até 8050,00 reais, enquanto aqui 3000,00 reais paga?
    Se eu comprar algo acima de 200 reais tenho que dar meu CPF.
    Os corruptos compram sítios, flat, triplex e a receita não fica sabendo.
    Eles não pagam IPVA, multas e dirigem com carteiras de motorista vencidas.
    CETICISMO POLÍTICO nada mais é que sinônimo de anarquismo.
    Apesar de saber que haverão réplicas, deixo saber que POLÍTICA, se faz todo o dia , toda a hora, com filhos,, esposa, parentes, vizinhos, bancos, credores, clientes, patrões e subalternos.
    Fazemos políticas econômicas, religião e futebol são políticas.
    Ver televisão, ler são políticas pessoais.
    Só não se faz política enterrado no cemitério, essa deixamos para os outros fazerem.
    Chegamos numa fase que até para fazer piada e shows de humor, tem que ter política.
    Isso me lembra a piada dos dois espermatozoides que se encontram em fase terminal dentro de um vaso sanitário.
    O primeiro diz:
    - Dei azar, o cara estava se masturbando, e você?
    - Eu! Estava tudo escuro, ouvi um apito, passou um trem me atolou no barro até o pescoço, e me jogou aqui dentro.
    Fui...

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