quinta-feira, 15 de junho de 2017

Aos senhores representantes do trabalhador brasileiro:

Almir Papalardo

Se a carapuça couber, coloquem-na na cabeça!

Será que o nosso Congresso é tão incompetente e inepto ao ponto de não diagnosticar o mal que aflige a nossa Previdência Social, permitindo que ela caia num precipício sem fim? Será que não acham o medicamento correto para salvar a Previdência? Será que não sabem como reorganizá-la tornando-a altamente superavitária, capaz de atender a todos os trabalhadores de modo igualitário? Será que é preciso que cidadãos do povo indique os rumos certos para reabilitá-la? Então sigam rigorosamente as indicações do senhor Alcides dos Santos Ribeiro, que vossas excelências estarão no caminho certo, evitando que tais reformas pretendidas acabem por afundar o Barco Brasil, ora à deriva...
Almir Papalardo, 14-6-2017 


Em Quarta-feira, 14 de junho de 2017 16:43, Alcides Santos Ribeiro <fapems@gmail.com> escreveu:

ENVIADO A TODOS DEPUTADOS E SENADORES.

Campo Grande MS, 14 de junho de 2017.

AO SENADOR/DEPUTADO

Mais uma vez estou dirigindo-me a todos os senadores e deputados, nossos representantes do Congresso Nacional. Senhores, antes de votarem pela aprovação das propostas de reforma trabalhista e da Previdência Social, prestem atenção nas ruas, no povo brasileiro. Já li e ouvi muitas opiniões e todas são divergentes com as propostas. Não só pelo conteúdo, como também na ordem em que foi colocado o argumento de “salvar o Brasil”. A voz da sociedade diz que, se realmente o governo precisa com urgência "tirar o país do fundo do poço", deveria ter começado na seguinte ordem:

1- ANALISAR A FOLHA DE PAGAMENTO de todos os poderes, nos três níveis de governo (Federal – Estadual – Municipal). Localizar e enquadrar todos os salários em desacordo com as normas constitucionais.

2- ANALISAR TODOS OS SISTEMAS DE APOSENTADORIAS DO RPPS (Regime Próprio da Previdência Social), nos três níveis de governo, visando localizar e enquadrar as aposentadorias dentro da realidade do Brasil.

3- AUTORIZAR UMA AUDITORIA DA DÍVIDA, visando localizar a origem e o destinos dessa dívida, os credores, o que estamos pagando, quanto já pagamos e porque continuamos a pagar. Isto porque, senhores senadores, em 2015 pagamos aproximadamente R$900 bilhões de juros da dívida e a mesma subiu R$700 bilhões. Essa conta não fecha! Já estamos pagando o equivalente a 48% do PIB só em juros e não sabemos o porquê desse grande endividamento. É preciso que o Congresso Nacional, representante do povo, seja realmente nossa voz dentro no cenário político e demonstre que nossa dívida se tornou impagável e está nos levando ao caminho da falência (tomamos como exemplo o que aconteceu na Grécia).

O problema do Brasil não está na Seguridade Social, porque essa de 2000 até 2015 apresentou um superávit de R$ 730 bilhões. O problema está no Executivo que desvia, com a concordância da Casa de Leis, para outras finalidades. Por fim, cito o que disse o Ministro do STF, Gilmar Mendes: “No Brasil é preciso ser corajoso para fazer cumprir a Lei”. É desalentador ouvir uma frase desta, justamente de quem ocupa a posição de defensor das LEIS E DA CONSTITUIÇÃO.
SERÁ QUE ESTAMOS MESMO CAMINHANDO PARA O CAOS E, SE FOR VERDADE, O QUE PODEMOS ESPERAR DE TODOS OS POLÍTICOS? VAMOS MUDAR ESSA ORDEM DAS REFORMAS? VAMOS FAZER JUSTIÇA ANTES QUE SEJA TARDE?
Por: Alcides dos Santos - Presidente da Fapems 

2 comentários:

  1. Boa parte desses políticos receberam "financiamentos" para as campanhas eleitorais oriundos de empresas de Previdência Privada, Planos de Saúde, Instituições Financeiras e congêneres. Agora pretendem pagar as dívidas de campanha com votos favoráveis à chamada "reforma da previdência". A verdade é que querem garantir aos "credores dos financiamentos eleitorais", como compensação, os pagamentos dos juros dos empréstimos, subtraindo dinheiro da previdência em caráter permanente.

    ResponderExcluir
  2. Por que o governo central com a concordância dos outros dois poderes, fustiga, humilha e espezinha impiedosamente o aposentado brasileiro? Porque, trata-se, da categoria mais fragilizada e indefesa da sociedade! Além disso, priva-o de boa vontade política por não atender mais aos interesses do governo, que é obrigado a sustentá-lo sem receber mais aquelas cobiçadas contribuições mensais. O aposentado não merece consideração alguma porque não tem representatividade política, não dá Ibope, não tem sobre si o foco dos holofotes, não pode fazer greve e não representa nenhum perigo nas urnas eleitorais! Por tudo isto ele é desprezado, ignorado e esquecido, não merecendo mais aprovação de qualquer projeto e/ou medida provisória que o beneficie...
    Almir Papalardo.

    ResponderExcluir

Por favor, evite o anonimato! Mesmo que opte pelo botãozinho "Anônimo", escreva o seu nome no final do seu comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente.
Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-