sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Mediocridade Paga-se Caro

Cristina Miranda

Comecemos pelo princípio: ninguém votou nesta aliança governativa. Isto nem vale a pena argumentar. Fomos a votos. Escolhemos PS, PAF, PCP, BE, PAN, VERDES. Ganhou com maioria relativa a PAF. O que se sucedeu a seguir foi um culminar de peripécias para juntar três derrotados na governação. A coligação vencedora faz parte dessa aliança pós-eleitoral? Não. Então podemos dizer claramente que quem está a governar não representa a vontade dos eleitores. É inquestionável. Assim, não é da responsabilidade dos eleitores esta mediocridade que nos governa, mas sim, de quem os traiu nas urnas: António Costa.

Ninguém quis Costa como primeiro-ministro. A derrota com que o brindaram era bem clara. Mas ele seguiu sua ambição à revelia e fez governo dando a mão aos extremistas. Já aqui era clara a sua prioridade: ELE. Por isso, porque se espantam por ele ir de férias enquanto o Estado colapsa nas áreas mais fundamentais se ele ainda só governou nos 2 anos em prol da sua gente de elite? Porque se espantam por ele ir a correr pedir um “Focus Group” à sua popularidade em vez de assumir os erros graves que afetavam a Nação? Sejamos realistas. Esperar liderança num chico esperto, que já tinha traído José Seguro e que só quer safar-se uns aninhos na política para ficar bem na vida, é pura fantasia.

Portugal foi alvo de uma tragédia em Pedrógão. NUNCA ANTES VISTA. Ainda não lhe chamamos calamidade porque o cronómetro PAROU nas 64 vítimas mortais. Verdade! Olha só que sorte! Bastava mais uma e era considerado calamidade pública, mas… estranhamente as mais de 134 hospitalizadas algumas em estado muito grave, sobreviveram todas. Dizem. Mas as funerárias da região enterraram mais corpos do que os anunciados. Dizem. E os cerca de 20 desaparecidos? Onde param? A dúvida ainda existe, mas será por pouco tempo. A sociedade civil já está em campo à procura da verdade (Movimento Cívico Não Nos Calamos!). Que fazem os governantes desta aliança magnífica que nos foi imposta? Ora, PS continua apesar de já desmentido por TODOS que se tratou de causas naturais (é preciso ter lata!); o BE grita pelas responsabilidades, mas não move qualquer ação para EXIGI-LAS e ainda relativiza; o PCP ficou surdo, cego e mudo mas teve tempo, antes do coma, de atribuir culpas ao antigo executivo. Lindo! E Marcelo? Bem esse perdeu o pio.

Quase 20 dias depois vem o assalto a Tancos. O maior de que há memória em armamento de guerra. Que fazem os tipos que nos governam? Relativizam, claro está. Ora, toda a gente sabe que “estas cenas” acontecem também noutros países, certo? Logo, tudo perfeitamente normal na Tugolândia. Pois é. Mas a comunidade internacional tem outra opinião (grande azar) e de repente passamos a ser chacota muito bem merecida. Ora como é possível minimizar um roubo de arsenal militar que sai descontraidamente dum paiol por um buraquito na rede? Só mesmo políticos medíocres.

Com estes dois “eventos mediáticos” houve algum ministro responsável deposto? Não. A mediocridade é para manter. Se nas empresas uma chefia que lidera com prejuízo é substituída, aqui é mantida. Porquê? Ora, todos sabemos que as demissões não resolvem os problemas, certo? (ai! se resolve! acabam os prejuízos! recupera-se a confiança! quando se tem uma liderança séria!) Pelo menos quando é o PS que está no governo. Porque estando na oposição, é isto: 
“PS pediu a demissão de Paulo Portas (19/9/02).

PS pede a demissão do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira (11/1/13).

PS pede demissão de Relvas e diz que Passos deve seguir o mesmo caminho (4/4/13).

PS pede demissão de ministra das Finanças por “razões éticas” (17/9/13).

PS, isolado, pede demissão de Teixeira da Cruz (11/9/14).

PS pede demissão de Crato (7/10/14).

PS pede demissão de Paulo Núncio (25/3/15).


Se não resolvem, porque as pediram no passado? Entretanto noutros países a conduta é muito diferente. Claro.

Mas se acha que a mediocridade só destruiu a segurança nacional, engana-se. O ensino que estava no topo graças a Maria de Lurdes e Crato, foi totalmente revertido para facilitar as passagens de ano com 7 “negas” em prol da felicidade. Investir em futuros ignorantes é uma aposta ganha para que nunca falte eleitorado às geringonças. As finanças do país estão em colapso com uma dívida galopante que não pára de crescer e as agora descobertas cativações que revelam o que estou farta de denunciar: um défice fabricado. As Instituições do Estado em ruptura financeira ameaçando a vida das pessoas. E os fogos? Depois dos raios que não existiram eles continuam de vento em popa às centenas pelo país. Alguém se preocupa com as causas? Claro que não. Mão criminosa é coisa para tribunal NÃO resolver.

A mediocridade de Costa e seus ajudantes está a custar-nos caro nas finanças, na segurança nacional, no ensino, na saúde, na economia, na confiança internacional. É a destruição do Estado em curso. De forma consciente e voluntária. Porque quem conhece todas as falhas, mas insiste nelas sem nunca as corrigir, tem intenção que tudo falhe para justificar atribuindo culpas ao “azar”.

Mas azar fabricado é criminoso e  paga-se caro.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 7-7-2017

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