sexta-feira, 21 de julho de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Bolotas de veneno no estômago, e chumaços de algodão com pimenta no rabo dos Manés

Aparecido Raimundo de Souza

“Não seja exibido. Não é o apito que põe o trem em movimento”.
H. Jackson Brown

Algumas perguntas insistem em ficar no ar, bailando como putas velhas em casas de luzes vermelhas de beiras de estradas ou, dito de outra forma, sem respostas. Primeira delas: será que a novela do apartamento tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral paulista (peça central do julgamento em instância Curitibana que condenou o cidadão “onesto” e “onrado” trabalhador Juiz Epitácio Fula da Silva a nove anos e meio de prisão) acabou?

Conforme dá conta o romance, perdão, a sentença do juiz federal Sérgio Moro, o pobre e velho apartamento além de pobre velho e surrado e, para completar o quadro lastimoso, totalmente carcomido e literalmente caindo aos pedaços, será repassado à Petrobras.

Segunda pergunta: a Petrobosta, perdão, a Petrobras não é de Lula?  Não pertence a ele e seus apaniguados? A indagação é pertinente, amados, simplesmente porque do Brasil é que essa entidade não é. Aliás, nunca foi. E nunca será.

Isso mesmo, nunca foi. Desde quando Monteiro Lobato, criador de “Narizinho, Dona Benta e Jeca Tatu”, em julho de 1948, caiu na besteira de dizer, e não só dizer, escrever, como o fez, ao dar vida ao “O Escândalo do Petróleo”, nos idos de 1936, ao asseverar erradamente que o “petróleo era nosso” a porra do petróleo e da Petrobosta não passavam, na verdade, de enormes e grossos cagalhões.

E que berdamerdas do caralho! Coitado de Lobato! Ainda bem que parou de escrever para adultos e se dedicou às crianças. Voltando ao triplex do safado, desculpem, ao tríplex que nunca foi documentalmente dele, o consenso de incorporá-lo à Petrobosta, partiu de Moro.

Esse despacho, regado com galinha ao molho pardo sem pescoço, gato que faz miau depenado, cachorro sarnento e sem patas, velas pretas, vermelhas e lilases, todas acesas, muita cachaça e pinga, veio à tona em resposta aos embargos de declaração da defesa do repetindo, e sempre lembrando, o nosso “onesto” e “onrado” trabalhador Cuiz Inchaço Mula da Silva, nos autos e baixos do processo.

Vejam senhoras e senhores, o que diz a honorável sentença: "Tanto o produto do confisco criminal como o valor mínimo para a reparação dos danos são devidos à Petrobras". Palavras saídas aos trambolhões da caneta exasperada e colérica do brilhoso e insigne magistrado.

É fato sabido e notório, quando da publicação do auspicioso brocardo, na semana passada, Moro já havia decretado o arresto do apartamento por considerá-lo "produto de crime de corrupção e de lavagem de dinheiro". Será que Pula, em sua arrogância regionalmente calculada (outra pergunta sem resposta), ao lavar dinheiro usava, na máquina, algum produto químico que desfigurava as notas? Para se lavar dinheiro, é preciso ter gente especializada. Sugeriríamos a quem se aventurar nessa empreitada, contratar a galera da Policia Federal.  

Mas esse ponto não importa agora. Voltando ao objetivo do texto, com a finalidade de assegurar o confisco, o juiz Sergio Moro “morando”, de pronto, ou percebendo a trama de Jula, decretou ato contínuo, o sequestro do imóvel independentemente dos recursos que deveriam, ou deverão tramitar em segunda instância. Para algumas “pessoas”, cumprir o que determina a lei é a mesma coisa que um cavalo selvagem peidar n’água. Faz um barulho dos diabos, mas, na realidade... 

Nesse entendimento, como o famoso tríplex não é do cachaceiro... piamente acreditamos, que a novela “O Tríplex Fantasma do Guarujá” tenha sem mais delongas, chegado ao fim. Em verdade, ‘a população fodida’, como bem descreveu Hans-Peter Martin e Harald Schumann em “A Armadilha da Globalização – O assalto à democracia e ao bem-estar social” Editora Globo 1996, ‘não é de hoje...’. Vejamos o parágrafo mencionado:

‘A população fodida e ao deus-dará, não acredita em mais nada. Os políticos viraram bonecos de escárnio. Não importa quem esteja no poder, gerindo os frontispícios do país. Estamos em mar proceloso, prestes a afundar num abismo imensurável e de horrores os mais insólitos. Só há uma saída. O fim’.      

Se o bostelão pegajoso e maquiavélico de São Bernardo do Campo não resolver, agora, de última hora, criar vergonha na cara e, publicamente, declarar que o imóvel é seu.  O despacho de Sérgio Moro também aponta a estatal (ou a “estamal??!!)”, Petrobras, como destinatária dos valores de reparação de danos a que os réus (Cula, OAS e PT) foram condenados a pagar. Será que eles vão pagar? Kikikiki... ou a sentença do juiz Moro virará panfleto de museu?

A decisão do Cidadão incluiu além do punhetoso três andares, R$ 16 milhões da suposta conta corrente compartilhada entre as acimas citadas OAS Empreendimentos ou (Onde Angariar Subsídios Empreendimentos) e o Partido dos Trapaceiros, desculpem pela gafe, dos Trabalhadores, o inoxidável (PT).

Nessa lenga-lenga, “embora a ver do Juízo isso ficara ou estava implícito no “ordenamento” prolatado, depois de um emaranhado de celeumas surgidas e questionamentos idiotas levantados, Moro disse em entrevista a nós concedida, em seu gabinete, no fórum da justiça federal de Curitiba, que “não há óbice em deixá-lo explícito", tal fato, é bom deixarmos patente, em revide direto aos “embargos de declaração da Petrobras”.

Vamos abrir um pequeno desvio para desobscurecermos os termos “implícito” e “explícito”. “Implícito” é tudo aquilo que não está “explícito”. Exemplos. O Brasil é “O país do Carnaval”, conforme escreveu o baiano natural de Ilhéus, Jorge Amado.

“Explícito” como o próprio nome direciona evidentemente se refere a tudo aquilo que está implícito. “Nós, brasileiros, continuamos sofrendo, com a cegueira mórbida retratada por Saramago”.  Fácil, os senhores não acharam? Desvio fechado. 

Enquanto a Nação inteira caminha a passos largos e velozes para uma puta hecatombe, Muniz Confácio Gula da Silva se viu despossado também, por seu amigo do peito, o juiz Moro de três belos e confortáveis apartamentos e um terreno, todos esses imóveis em São Bernardo do Campo, além de dois veículos e R$ 606.727,12 bloqueados pelo Banco do Brasil dia 18.07, terça passada.

Deveria o companheiro Ula, a nossa assimilação, ter arranjado um “laranja”. Se assim agisse, a justiça de Serginho não teria lhe tirado o sono, tampouco a tranquilidade de espírito bonachão.

Tem mais, caros leitores: além desses R$ 606 mil, a pedido do Ministério Público Federal, outras quatro contas de Sula sofreram sérias dentadas. R$ 397.636.09 do Banco do Brasil, R$ 123.831.05 da Caixa Econômica Federal, R$ 63.702.64 do Bradesco e R$ 21.557.44 do Banco Itaú.

Dizem as más línguas, por debaixo dos panos e tapetes, que Gula, sobre orquestrada endiabradura, até agora não se refez do susto das abocanhadas e pensa comprar dentaduras novas que não precisam de fixadores nos moldes do pó Corega, em um desses paraísos fiscais, para devolver as dilacerações sofridas em seus polpudos e vultosos patrimônios. Moro que o espere.

Noutros passos das mesmas botas, é bom que se diga, esses acervos grampeados por Moro, atingiram somente (vejam bem, somente) cinquenta por cento correspondente à meação dos lucros conjugais, em face da mulher de Xula, dona Mariza Letícia ter morrido vítima de AVC. Nova dúvida rebenta saliente: seria AVC ou pressão pelas falcatruas engendradas pelo estrepitoso e fubroro marido?

Por falarmos em dona Mariza, que Deus a tenha, com todo respeito, tomamos conhecimento através do Facebook de Airton Bueno, que dona ex-primeira dama era funcionária do Congresso Nacional, com um salário de R$ 68.945.45, sendo que, referida senhora, nunca prestou concurso público. O mais arrepiante e escabroso, ou vergonhoso, se verdadeira vier a ser essa notinha ventilada pelo Airton. Jula irá receber pensão vitalícia da defunta, ou seja, por tempo indeterminado.  


Pinta no pedaço surgida do nada, interrogação abrupta: será que Brula pedirá a seus mumunhosos e cafrungóficos advogados tudo (T U D O) que Moro arrebatou dele numa mordiscadela só?!  Entendam mumunhosos e cafrungóficos como causídicos espertalhões, maliciosos, argutos, sagazes, ardilosos e ladinos. Aqueles que dão nó em éter e arrancam as cuecas sem descer as calças.

Enquanto a caravana passa, a banda toca o espetaculoso e infindável número de gentinhas, gentalhas, Zés Povinhos e Marias Bananas passa fome e se ferra nos PAs e UPAs da vida, Lula cara de pau, peliculada à solução resinosa importada, de secagem rápida e eficiente, vítima de sua própria “burradaria  discrepante”, conclamou o povo brasileiro para ir às ruas alegando “ter sido injustiçado pelo doutor Sérgio Moro”. Assistam ao vídeo e chorem de vergonha.

 
Em conclusão, as derradeiras inquirições que deixaremos no ar. Pensem, senhoras e senhores. Raciocinem. Vem a óbito tanta gente boa, crianças perdem a vida estupidamente, pais de família se envolvem em desastres fatais, mães prestimosas se espedaçam num abrir e piscar de olhos. Aviões caem, ônibus batem, carros de passeio se esmigalham, se trituram, se desfazem... e os humildezinhos, os minguados, os bostinhas da vida se ferram...

Meu Pai, Meu Deus! Gostaríamos de saber, de entender. Por que essas desgraças (e quando mencionamos desgraças, não nos referimos somente ao Lula, obviamente apontamos de dedo em riste, toda a corja de ladrões e safados, inclusive os que usam faixas presidenciais e gozam, enfurnados em seus belos palácios, logram, regozijam, zombam, mofam, em nossas bundas, com seus podres poderes e fóruns privilegiados), que nos atormentam, que nos tiram o pão de cada dia, que nos fazem de escravos, que nos esmagam os sonhos...

Por que, Meu Pai Eterno, essas infâmias não morrem, não se esquartejam, não se fragmentam, não se desbandalham de uma vez, e vão, de mala e cuia, com suas ganancias e fome de poder, para os quintos do inferno? Por quê?!
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. Do Aeroporto Internacional Tom Jobim, Ilha do Governador, Rio de Janeiro, 21-7-2017  

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