sexta-feira, 18 de agosto de 2017

“Graziella foi crucificada injustamente pelos ativos”

Pintura ‘Fado da crucificada’, José Maria Oliveira

REPASSANDO CONFORME RECEBIDO

Em 5 de agosto de 2017 22:58, Consuelo Maria Troncoso Di Marco escreveu:

Boa noite João Carlos Klein, depois que a Varig faliu fiz Direito, pois tinha a necessidade de saber o que havia acontecido.

Na época a Grazziela foi crucificada injustamente pelos ativos que sem entender de lei principalmente de uma lei nova que começou com à Varig à lei 11101 de 2005, lei de Recuperação e Falências que substitui a antiga lei de Concordatas, a Grazziela votou a favor o que garantiu à Varig a Recuperação Judicial com isso, direitos trabalhistas até 150 salários mínimos e o Aerus que tem garantia real no recebimento.

Os ativos clamam pelos direitos previdenciários, eles precisam ter a ciência que os primeiros a receber são os aposentados e quem pode ajudar a eles é a Grazziela através de negociação (acordo) da ação civil pública. E que a Varig não é dona da Defasagem Tarifária, pois esta está subjudice, ou seja, em poder da justiça, para garantir aos credores receberem na sequência da lei 11101 de 2005.

Esperando que os ativos compreendam e não caiam em erro.
Comissária aposentada Aerus, atual advogada Consuelo Maria Troncoso de Albuquerque Sá OAB-RJ 213506.

~~~~~~~

De: João Carlos Klein [mailto:jokaklein@gmail.com]
Enviada em: domingo, 6 de agosto de 2017 12:54
Assunto: Re: Por favor encaminhe esse e-mail a Grazziela

Prezada Consuelo.
Concordo com tudo que escreveste e te parabenizo pelo curso de direito... e desde já peço que aceites o repasse de tua mensagem. És mais um apoio que o nosso grupo do Aerus tem, na busca daquilo que é o certo e de direito de todos nós. Já estamos vendo e lendo inúmeras aberrações publicadas, típicas de quem não conhece de leis ou mesmo buscam desconhecê-las em benefício próprio, muito comum em países como o nosso...

Colunista do El País recomenda temperança aos brasileiros



Só faltou culpar o Trump!

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A campanha já causa vômitos


Open letter to CNN

Regina Cunha


One more attack on European soil, we are transformed into cannon fodder, victims of an ideology of hatred that will only stop when there are no more human beings remaining on the planet. As a European, Portuguese, I blame you journalists of CNN for everything that is happening to my Continent... to my country. You, CNN (BBC and other world-wide media) are spreading the virus of Islam, to defile all countries, with your attitude towards these massacres.

How dare you blame a whole white community and President Trump for the isolated action of a madman whose motive is unknown, not doing it to the Islamic community even after all these tragedies, these carnage? When was the last time a white supremacist killed in the name of the cause? How many Americans came to the street to celebrate the death of innocents? Or how many Europeans?

Why instead of masturbating to denigrate the image of your president, do not denounce this satanic ideology that wants us all dead? To you the neo-Nazis are abominable? And what about the Antifa, the Black lives Metter or the DAESH, and other far-left groups that are as violent as the neo-Nazis? I accuse you CNN of turning the continent where I live in a nest of terrorism, by deliberately trying to curtail the actions of President Donald Trump. You do not deserve the president you have ... the few men who stand for Democracy, free will, and freedom. Many of us, the victims of these insane European politicians, depend on President Trump to reverse these massacres, but you Devil journalists are doing everything to stop him in this quest.

You CNN, and other channels of misinformation, European leaders and apologists of Islam have innocent blood in your hands!
Regina Cunha, Facebook, 17-8-2017

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Barcelona: mais um ataque de um supremacista branco, seguidor de... Donald Trump!


APRUS e AERUS não respondem a e-mails

Na passada segunda-feira, 14 de agosto, encaminhei um e-mail à APRUS, além da mensagem deixada no site dessa Associação. Pedia simplesmente a correção de um algarismo no número de rua do meu endereço.

A mesma coisa fiz no site do AERUS.


Até este momento não recebi sequer um "Não enche o saco!"

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ex-funcionários da Varig devem voltar a receber recursos de bens leiloados

Buanna Rosa

Foto: Octacílio Barbosa
O atual administrador judicial da Varig, Wagner Bragança, anunciou que pretende retomar, até outubro, os pagamentos aos ex-funcionários da Varig, do valor arrecadado com o leilão dos imóveis, lojas e obras de arte da empresa, realizado em 2015. O montante de R$ 70 milhões, dividido entre os credores trabalhistas, estava suspenso por decisão judicial desde junho desse ano. A informação foi divulgada durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desdobramentos da recuperação judicial e da falência da Varig, nesta terça-feira (15/08).

O pagamento foi interrompido após a acusação de que alguns beneficiários estariam recebendo duplicado. “Precisamos avaliar a prestação de contas que foi feita, corrigir os erros e liberar o retorno dos pagamentos. Embora esses valores sejam apenas uma parcela ínfima do total que se deve aos credores, certamente esse dinheiro faz falta. Espero ter condição de, em pouquíssimos dias, analisar o processo para que seja retomado o rateio”, explicou Bragança.

A ex-comissária de bordo, Angela Arend, explicou que o valor foi dividido de acordo com a quantia que cada funcionário teria para receber, sendo o valor máximo de R$ 9.109 por pessoa. “Esse valor estava sendo descontado da dívida da nossa rescisão. Mas muitos ainda nem viram a cor desse dinheiro e outros só receberam uma parte", afirmou.

Falência fraudulenta
O presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PSol), aproveitou o encontro para questionar Wagner Bragança sobre a possibilidade da falência da Varig, anunciada em 2010, ter sido fraudulenta. “Alimento poucas dúvidas quanto a isso. No decorrer do nosso trabalho vai ficando claro que foram realizadas ações deliberadas para sucatear a Varig e entregar o patrimônio a alguns cúmplices de sempre”, enfatizou o parlamentar.

Isso não é normal!


A partir de hoje, o leitor do EXTRA passará a encontrar, em nossas páginas do jornal impresso e no site, uma expressão que, até então, nossos jornalistas evitavam: guerra do Rio. Não se trata de uma simples mudança na forma de escrever, mas, principalmente, no jeito de olhar, interpretar e contar o que está acontecendo ao nosso redor.

O EXTRA continuará a noticiar os crimes que ocorrem em qualquer metrópole do mundo: homicídios, latrocínios, crimes sexuais... Mas tudo aquilo que foge ao padrão da normalidade civilizatória, e que só vemos no Rio, estará nas páginas da editoria de guerra. Um feto baleado na barriga da mãe não é só um caso de polícia. É sintoma de que algo muito grave ocorre na sociedade. A utilização de fuzis num assalto a uma farmácia não pode ser registrada como uma ocorrência banal. A morte de uma criança dentro da escola ou a execução de um policial são notícias que não cabem mais nas páginas que tratam de crimes do dia a dia.

A criação da editoria de guerra foi a forma que encontramos de berrar: isso não normal! É a opção que temos para não deixar nosso olhar jornalístico acomodado diante da barbárie.

Temos consciência de que o discurso de guerra, quando desvirtuado, serve para encobrir a truculência da polícia que atira primeiro e pergunta depois. Mas defendemos a guerra baseada na inteligência, no combate à corrupção policial, e que tenha como alvo não a população civil, mas o poder econômico das máfias e de todas as suas articulações.

Sabemos que não há solução fácil nem mágica para o problema. Guerra pressupõe vitórias, derrotas, avanços, recuos, acertos e erros. É preciso paciência e consciência de que nada será resolvido a curto prazo. Mas temos a esperança de perder, um dia, o título de ser o único diário do planeta a ter uma editoria de guerra num país que se recusa a reconhecer que está em guerra.
Título e Texto: Jornal EXTRA, 16-8-2017

A manipulação da imprensa esquerdista sobre Charlottesville segue a todo vapor


Leandro Ruschel, 14-8-2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"My name is Boss, Tuga Boss" [03-29-QR]

Palavras, para quê?!

Título, Imagem e Texto: Passeio Livre, 10-8-2017

[Aparecido rasga o verbo] Cognome Brasília, o bordel das putas e veados

Aparecido Raimundo de Souza

"Projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores para vocês usarem como “pinico”. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de Camburão".
(Frase atribuída erroneamente ao arquiteto Oscar Niemeyer). Na verdade, essa “tirada” pertence a um cancioneiro popular anônimo, insatisfeito com a atual política brasileira.

O Brasil, ou melhor, o bispote, ou o imenso urinol de excrementos em que se tornou a nossa nação, virou um calhamaço de piadas mundo afora. Nesse tom, gracejos e sátiras as mais diversificadas, são feitas em torno de outra latrina de merda conhecida, entre nós, como Brasília, a malcheirosa e catingosa Capital Federal. Ou Fedemal, como acharem melhor.

Infelizmente, caros leitores, prova viva de que nosso paizinho de bosta virou, realmente, um prostíbulo da melhor qualidade, um rendez-vous de porte, onde as vadias, os putos, os vagabundos, os veados e as lésbicas fazem de nós, cidadãos honestos e trabalhadores, o que bem entendem e o que querem, sem que nada lhes aconteça. Nessa altura em que anda o voo dos pilantras e ladrões, ai daqueles filhos de Deus que acharem ruim, ou pior, se insuflarem contra o sistema.

Bem oportuno, por essa razão, falarmos do livro “COGNOME BRASÍLIA, O BORDEL DAS PUTAS E VEADOS” do escritor Leoberto Carneiro, 150 páginas, edição 2017, que será lançado mês que vem em São Paulo, pelo Grupo da Editora Scortecci, no espaço da própria empresa, com sede em Pinheiros, centro da Capital Paulista. O livro trás um apanhado de zombarias e pilhérias, escárnios e achincalhamentos os mais picantes e azedos, colimados, por longos seis meses, a maioria, oriundos da Internet e de amigos do escritor, que lhe enviaram via e-mail. O lançamento ocorrerá dia 23 de setembro sábado à tarde, a partir das 16 horas com entrada franqueada ao público. O exemplar será vendido a R$ 50 reais. Parte da renda será doada ao Projeto Vovó Gertrudes, ou Associação de Voluntários da Saúde do Hospital Joana de Gusmão, AVOS, com sede em Florianópolis, Santa Catarina, cidade natal do autor.

Estivemos com Leoberto em seu escritório, na Avenida Paulista (nas horas vagas se dedica a difícil arte de advogar), que nos concedeu breve entrevista e permitiu soltar uma prévia do que será entregue ao público dentro de alguns dias.

Da página 25, destacamos:

“O Congresso Nacional Brasileiro é um local que: se gradear vira zoológico, se murar, vira presídio, se colocar uma lona em cima, vira circo, se colocar lanternas vermelhas, vira prostíbulo e, se der descarga, não sobra ninguém”.

Charada (397)

Há uma invenção
muito antiga
que ainda se usa
atualmente
e que permite,
a quem desejar, ver
através das paredes. 
Que invenção é essa?

QUIZ: Mestre do retrato

Que mestre do retrato pintou ao longo da sua vida uma maravilhosa série de representações de si próprio?


A  – Albert van Ouwater
– Dieric Bouts
C  – Rembrandt 
D  – Pieter Bruegel, o Jovem

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Desabafo de ex-comissária da Varig: “Está muito difícil viver...”

Eu não sinto mais prazer nenhum em viver dessa maneira. Não consigo emprego. Não consigo vender a minha casa para morar numa cidade onde o custo de vida seja menor.

Não consigo alugar o quarto da minha casa...

Tá muito difícil viver assim. Cobranças e cobranças... e não recebo de quem me deve: MASSA FALIDA DA VARIG + AERUS.

NÃO RECEBO NADA, SÓ COBRANÇAS E COBRANÇAS.

MEU DEUS, TENHA MISERICÓRDIA DE MIM E DE TODOS QUE ESTÃO PASSANDO PELO MESMO PROBLEMA. NÃO É POSSÍVEL VIVER SEM PLANO DE SAÚDE.


SEM ÁGUA TAMBÉM NÃO. AMANHÃ COMPLETA VINTE DIAS SEM ÁGUA NO MEU CONDOMÍNIO.

SÓ SINTO VONTADE DE SUMIR... SUMIR DO BRASIL!
#desabafo #humildade #fé #confiança e #esperança.
Boa tarde!
Rosy 

Rosy D'Acre Cavalcante, Facebook, 9-8-2017

Cuba apoia a Coreia do Norte



Mas o Trump é um maldito por mandar Castro à merda!

A minha resposta aos extremistas

Qualquer pensamento ou proposta que ouse sair do círculo definido pela elite é imediatamente rotulado.

André Ventura

O politicamente correto enraizou-se de tal forma nas elites portuguesas que deixámos de admitir outros cenários, mesmo que se aproximem muito mais daquilo a que vulgarmente designamos como a realidade das coisas. Qualquer pensamento, palavra ou proposta que ousem sair desse círculo definido pela elite bem pensante dos políticos de carreira ou dos comentadores do sistema são imediatamente atacados e rotulados. Extremista. Racista. Populista. Tudo serve para descredibilizar, para denegrir e para humilhar quem pense diferente, quem queira chamar as coisas pelos nomes, quem queira assumidamente fazer diferente daquilo que foi executado nos últimos 40 anos.

Nas últimas semanas, um conjunto de políticos e comentadores profissionais, bem instalados nos tachos que o sistema oferece e autoconvencidos da sua inquestionável supremacia intelectual, coordenaram-se entre si num ataque sem precedentes à minha dignidade e à minha imagem pública. Animal, porco, racista ou populista sem coluna vertebral foram alguns exemplos de expressões utilizadas sem qualquer filtro ou cautela – muitas vezes em horário nobre ou nas páginas de jornais diários - de forma intencional e maldosa.

Não responderei neste registo, embora não deixe de notar que os zelosos polícias das palavras e do pensamento sejam precisamente aqueles que habitualmente gritam aos quatro ventos pela liberdade de expressão e de opinião. Claro que, sendo muitos deles os mesmos que defendem as virtudes da democracia venezuelana ou o caráter impoluto de José Sócrates na gestão dos dinheiros públicos, me afetam muito pouco. Mas isso sou eu!

QUIZ: Las Meninas

Las Meninas é o quadro mais emblemático e admirado de Velásquez. Entre a multitude de problemas técnicos com que o autor se depara e resolve, há um especialmente evidente:


A  – A profundidade
– A simetria
C  – As cores 
D  – O simbolismo

O imprudente e o ditador

Celso Filipe

As comparações entre Donald Trump e Kim Jong-un são manifestamente exageradas e descabidas, embora a megalomania seja um traço de carácter de ambos. Entre um e outro existe uma diferença substantiva: Trump foi eleito democraticamente, Kim Jong-un é um ditador dinástico. Nos Estados Unidos existe liberdade e pluralidade, na Coreia do Norte os cidadãos são controlados ferreamente e não têm opção de escolha.

O que aproxima os dois líderes é o motivo que subjaz à troca de ameaças entre os EUA e a Coreia do Norte. Trump e Kim Jong-un usam uma linguagem bélica porque a identificação de um inimigo é um fator de coesão interna e uma indisfarçável manifestação de poder.

Trump, que tem tido uma presidência errática, marcada por escândalos e excessos verbais, olha para a Coreia do Norte como um pretexto ideal para recuperar popularidade e ganhar o respeito dos norte-americanos.

Kim Jong-un eriça a crista, porque se sente encurralado e intui que a China, até agora um silencioso aliado, se está a afastar do regime de Pyongyang, uma trajetória verificável no facto de Pequim ter votado favoravelmente o endurecimento das sanções à Coreia do Norte propostas pelo conselho de segurança.

A questão é que não se pode esperar uma mudança súbita do regime da Coreia do Norte pressionada por uma ameaça bélica. Antes pelo contrário. Os EUA têm de marcar a diferença pela via militar e não usando uma linguagem apocalíptica, a qual tem um duplo efeito negativo: encurta a possibilidade de Kim Jong-un sair bem deste braço-de-ferro e assusta os aliados dos EUA no continente asiático.

Este facto é salientado pelo Boston Globe em editorial. "O mundo – especialmente o Leste Asiático – entende perfeitamente as capacidades dos militares americanos. Mas esta retórica vaidosa ameaça a confiança, construída ao longo de décadas, de que os Estados Unidos estão empenhados em usar esse poder com sabedoria, responsabilidade e apenas como último recurso".

Oito anos de concórdia universal

Rui A.

Durante os últimos anos, ficou estabelecido que tudo o que de mal sucedeu no mundo teve um só responsável: George W. Bush. A desagregação do Iraque, após a retirada das tropas americanas, foi culpa do Bush.

O Ísis foi culpa do Bush.

O terrorismo islâmico é culpa do Bush.

A Síria foi, é e será culpa do Bush.

A «Primavera Árabe» não resultou por causa do Bush.

A Líbia foi o Bush. (E o Sarkozy)

O Egito foi provocado pelo Bush.

E a Tunísia tem a cara do Bush.

Entretanto, apareceu este maluquinho da Coreia do Norte, com ogivas nucleares prontas a disparar a torto e a direito, e de quem será a culpa? Do Bush, por mais que nos custe, é difícil, porque a Península Coreana não fica exatamente no Médio Oriente, nem os seus nativos são muito propensos ao Islão. Ora, sendo quase impossível atribuir, aqui, culpas diretas ao Bush (remotamente, ele será sempre responsável), como terá o Kim Jong tido oportunidade de montar semelhante arsenal nuclear virado ao Ocidente? E como permitiram os EUA que se desenvolvesse uma tão grande ameaça?

Bom, neste caso só há um culpado, óbvio, por sinal: o Trump!


Título, Imagem e Texto: Rui A., Blasfémias, 9-8-2017

Os carros estão cada vez mais agressivos

Helena Matos


Título: Helena Matos, Blasfémias, 9-8-2017

Homem é preso levando postes roubados amarrados no teto de um pequeno Twingo

Caso foi registrado pela polícia de Lelystad, na Holanda

Lelystad, Holanda - A polícia de Lelystad, na Holanda, prendeu um homem que transportava dois postes de luz amarrados no teto de um pequeno Renault Twingo. Não se sabe exatamente a origem dos postes, mas os policiais supõem que foram roubados em Almere, a 35km de distância.

Foto: Ben Rademaker
Foram várias violações de uma só vez. A vistoria anual do Twingo estava vencida há três meses. A validade da carteira do motorista expirou no fim do ano passado. Além disso, ele abasteceu em um posto e saiu sem pagar a gasolina e, coroando de êxitos, não passou no teste do bafômetro... 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Quantidade e Qualidade

Almir Papalardo

Com os episódios fraudulentos e indecorosos que estão sempre germinando na nossa tosca política, chegamos cada vez mais fortes à convicção que o binômio "Quantidade e Qualidade" são determinantes totalmente opostos. Quantidade (grandeza expressa em números) jamais poderá nivelar-se à Qualidade (característica boa de alguma coisa). Duzentos parlamentares poderão apresentar melhor performance administrativa que seiscentos políticos confusos e improdutivos!

O Brasil é muito bem servido em Quantidade de parlamentares, mas pessimamente servido no quesito Qualidade! Temos quinhentos e noventa e quatro legisladores, entre senadores e deputados, que, a bem da verdade, sem criatividade e inspiração, mais tumultuam que solucionam os problemas discutidos nas sessões plenárias, deixando segmentos da população à mercê de injustiças e sandices descabidas. Os parlamentares alinhados com a Qualidade, são atrapalhados pelos outros parlamentares pertencentes à Quantidade, que nada criam ou ajudam, só confundem, na aprovação de projetos úteis.

Quantas barbaridades encontram-se encruadas nos benefícios sociais, que para exemplificar cito apenas uma, a qual considero a mais grave de todas: a discriminação preconceituosa imposta ao velho aposentado, que é punido com a esdrúxula atualização das suas aposentadorias com dois índices de correção diferenciadas! Uma verdadeira e teimosa aberração, que nem com um enganoso e exagerado número de políticos durante dezoito anos, tiveram a capacidade ou clarividência para resolver. Só embananaram, afundando e embaraçando cada vez mais o problema. E o velhinho aposentado que se exploda!...

É muita falta de criatividade! É só acomodação! É desonestidade pura!
Puna-se os aposentados já que são cidadãos idosos, sem maiores ambições já no fim da vida, sem representatividade alguma e incapazes de se defender!

Terror criado por Maduro pode estar salvando o Brasil do mesmo destino que a Venezuela

mrk

Alexis Fonteyne escreveu: “Eu gostaria de agradecer ao Maduro. Quanto mais merda ele faz na Venezuela mais ele faz a esquerda brasileira ficar sem referência, sem discurso e totalmente constrangida. Com uma inflação de 1.700% ao ano, recuo no PIB de 20,3% nos últimos anos e o assassinato de um cidadão por dia pelo ditador, a Venezuela se tornou o País mais miserável e violento das Américas, mesmo tendo uma das maiores reservas de petróleo do planeta.

Obrigado, Maduro! Você nos salvou, nós não queremos nunca mais ver a esquerda governando o Brasil. Eu só lamento que o custo deste péssimo exemplo seja à base de muito sofrimento da população Venezuelana”.

Sei que é terrível ter que concordar (em parte) com as palavras acima, mas é uma verdade incontestável que o tema “Venezuela” vai para o centro da disputa eleitoral em 2018.

Teremos que trazer à tona este tipo de debate, no qual a questão fundamental é: queremos viver no mesmo inferno que hoje vivem os venezuelanos ou não?

Se não quisermos o mesmo destino, teremos que rejeitar qualquer político de partidos de extrema-esquerda, como PT, PCdoB, PSOL, PDT e Rede.

É uma pena que o povo venezuelano tenha que sofrer tanto a troco de um exemplo vivo daquilo que não queremos para qualquer nação civilizada. 
Título e Texto: mrk, Ceticismo Político, 9-8-2017

[Aparecido rasga o verbo] A barca de Caronte

Aparecido Raimundo de Souza

NÃO SEI EXPLICAR OS MOTIVOS E AS CIRCUNSTÂNCIAS.   De uns dias para cá, venho sentindo, na pele, estar quase a transpor os umbrais do desfecho dos meus dias e passar desta à categoria de cadáver. Também percebo, amiúde, que a vida me foge por entre os dedos, como o calor do sol nos cabelos, tudo num processo lento, e pejorativo. Entrevejo, igualmente, os olhos ofuscados por manchas brancas e opacas. Quase não distingo as pessoas dos objetos. Pior, os objetos das pessoas. Ao meu redor, um vento frio canta coisas do além. Ouço o sussurro da morte em repetitivo cantochão. Sua aproximação, ainda que de forma amena e afável, me causa uma espécie de calafrio mórbido progredindo corpo inteiro. Todavia, essa sensação, não chega a ser totalmente de sobressalto ou de angustia. Diria, para ser mais preciso de satisfação perene.

Fico imaginado, em ótica inversa, como a vida é engraçada e nos prega peças a todo instante. Ontem mesmo, ontem mesmo me olhei no espelho. Quero dizer, espiei para o que restou de tudo o que um dia pensei ter sido. Que decepção!... daquele homem cheio de vida e esperança, empertigado, vaidoso, emproado e cheio de viço, fiquei reduzido a um punhado de rugas. Refolhos feios, inexpressivos, empanturrado de contrariedades e dissabores. Retrato à flor da pele, sem retoques, sem maquiagens, sem as interferências de um fotochopp. Estampas estorvadas em preto e branco da caminhada derradeira, que me resta para viver. Um carro velho, caindo aos pedaços, em comparação comigo, parecerá tremendamente mais significativo e valioso que aquela imagem desfigurada, fastiosa, sisuda e feia diante do espelho mudo e abetumado. Mas o que fazer? O que fazer?  C’est la vie. É a vida!

Pois é! Tenho que partir, bem sei. Desabrochar para campos verdejantes e dar lugar a outros jovens que estão imediatamente atrás. Por sua vez, os médicos precisam de meu corpo para aprender a curar uma pá de gente que abunda, a toda hora, de lugares os mais apartados, trazendo mazelas e enfermidades diferentes e complicadas.  É a eterna lei da natureza se renovando. E lei, é lei. “Dura lex sed lex”. E fim de papo... sem contar que o tempo é implacável e austero...


Por assim, não serei eu, simples mortal, que pretenderá transformar o que o Grande Homem do universo deixou escrito no livro do destino. Só me resta, pois, aceitar a realidade, nua e crua e esperar. Esperar, esperar, pacientemente vencido, conformado e deformado pelo calejar dos anos.  Esperar, bem sei, é preciso, pela hora limite, pelo instante concluso de atravessar o grande braço deste imenso aguaçal brumoso, que me levará ao outro lado.

Welcome, amigo bandido

José Diogo Quintela

Com as propostas do BE e do PCP, a nova lei de estrangeiros estabelece que não se pode expulsar imigrantes que tenham cometido homicídios ou outros crimes violentos.


Com as propostas do BE e do PCP (e contra o parecer do SEF), a nova lei de estrangeiros estabelece que não se pode expulsar imigrantes que tenham cometido homicídios ou outros crimes violentos. Ou seja, se um turista se quer hospedar em Alfama, não deve procurar alojamento local no Airbnb. O que tem a fazer é descobrir uma casa de que goste e assassinar o proprietário.

Estrangeiros que matam pessoas, acolhemos de braços abertos; não podemos tolerar é estrangeiros que matam o bairro. É uma lei feita por aquele gênero de ativistas que preferem que um forasteiro lhes roube a carteira do que lhes roube o lugar no bistrô predileto ao brunch de Sábado.
Título e Texto: José Diogo Quintela, Correio da Manhã, 8-8-2017

NdE:
BE = Bloco de Esquerda
PCP = Partido Comunista Português
SEF = Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

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A brigada antirracismo das esquerdas radicais

Cristina Miranda

Sempre que alguém tem uma ideia divergente no que concerne a minorias sejam elas quais forem, vem logo uma “Brigada Antirracismo” para atacar ferozmente as vozes dissonantes. O ataque que mais parece de cães raivosos enlouquecidos é sempre carregado de mimos insultuosos onde se repete até à exaustão palavras como racistaxenófobohomofóbico e outras tretas. O objetivo é transmitir ao interlocutor sentimentos de culpa por ousar questionar as pobres minorias que simplesmente por serem minorias são uns pobres coitados postos à margem por uma sociedade capitalista. 

Chegamos ao ponto de não poder comentar factos. Falar mal de criminosos é socialmente aceite se o criminoso for branco, heterossexual, cristão, ateu ou judeu. Mas se tiver outra cor de pele, tendência sexual ou religião, a “Brigada Antirracismo” vai conotar-nos de racistas, xenófobos e homofóbicos. Quem ousar dizer que o Islão é uma religião dominadora/invasora como o comprova a destruição de igrejas católicas na Europa para construir mesquitas ou a imposição da lei da Sharia em vários países, vai ser silenciado com ataques acusatórios de racismo mesmo sabendo-se que há uma perseguição aberta aos católicos, judeus e homossexuais por essa religião. Afinal em que ficamos? Quem são os racistas, xenófobos e homofóbicos?

Para sermos poupados a este enxovalho temos de aceitar tudo. Mesmo tudo. Assim, se umas senhoras resolvem querer utilizar uma piscina privada tapadas só com rosto visível, os proprietários terão de aceitar a indumentária sem restrições. Só porque são muçulmanas.  Mesmo que essa vestimenta seja um símbolo religioso que representa a opressão sobre as mulheres no oriente. Nós, cultura ocidental, temos de ser abertos a isso e apoiar. Temos de respeitar, dizem eles. Regredir se falta fizer, à idade média.

Porém, estas Brigadas são as mesmas que berram a toda a hora que o nosso país é laico, que não pode haver uma imposição de uma religião sobre os cidadãos, que todos somos livres de ter ou não religião logo os símbolos como os crucifixos nas escolas são proibidos ao abrigo da nossa Constituição. Ah! mas se for o islão a impor que não se sirva carne de porco nas escolas, que se use véu dos pés à cabeça ou seja lá o que for? Temos de respeitar em prol da minoria, pois claro! Aí já não somos laicos e até usamos dinheiros públicos para financiar mesquitas expropriando particulares. Pois, coitados. Tudo pelo bem das minorias.  E se forem ocidentais a serem bloqueados numa discoteca pela indumentária, ou quererem praticar nudismo fora de uma praia autorizada, ou quererem entrar em piscina de hotel com fato de surf ou de mergulho? Há problema? Sim?! Não?! Decidam-se. Antes que eu vos chame de “racistas”.

Algumas questões que ajudam a entender o voto dos deputados no caso Temer

Cesar Maia

1. As análises simples que procuram explicar as razões do voto parlamentar em situações complexas, como esta no caso da denúncia da PGR em relação ao Presidente Temer, aliviam a consciência dos analistas – politólogos ou jornalistas ou...–, mas às vezes estão equivocadas.

2. Tratar o envolvimento de deputados pelo executivo com promessas, cargos e antecipação de emendas ao orçamento como decisivas para explicar aqueles votos é, pelo menos, ingenuidade. Esses recursos também foram usados nos casos Collor e Dilma e não resultaram. E são usados todos os dias; e o mensalão é apenas um caso emblemático. No caso Dilma, num processo que durou nove meses, ainda mais.

3. Há deduções diretas que ajudam a entender a clara expectativa de vitória de Temer. O ponto seria a diferença que, conforme os números, poderia ser uma vitória de Pirro ou não. Por exemplo, se os votos contra Temer superassem os 60% e os a favor ficassem próximos da fronteira dos 33%. Mas não foi assim: a favor de Temer cerca de 55% e contra 45%.

4. Como parte dos 45% trataram dos desdobramentos políticos dos votos como desgaste um ano antes do início da campanha eleitoral de 2018, mas não romperam com as prioridades do governo, pode-se afirmar que, para efeito do voto nas leis complementares ou emendas constitucionais que virão pela frente, a vantagem do governo ficou pelo menos na fronteira da maioria constitucional.

5. O que surpreendeu a muitos analistas foi que com todo o ambiente favorável ao afastamento de Temer por parte dos meios de comunicação – TV, Rádio, Jornais e Revistas –, por parte dos artistas e intelectuais, por parte da opinião política mais à esquerda, e corporativa, e uso das redes sociais hipoteticamente impactados pelas votações da reforma trabalhista e futura da reforma previdenciária, em nenhum desses casos a maioria foi sensibilizada.

6. Nos casos de Collor e Dilma, ao contrário, o clima de opinião pública foi estimulado e claramente envolvido pelos mesmos atores (mídia, etc.). Nos dois casos a crise econômica foi um impulsionador. Mas a questão ética que envolveu Collor não envolveu Dilma diretamente.

A impunidade no Brasil

Almir Papalardo

Nosso Brasil considerado um país continental e admirado por todas as outras nações, para a nossa frustração não está situado entre as maiores potências mundiais. Está inerte e estagnado no tempo e como popularmente se diz: “dormindo em berço esplêndido”.

Entre muitos entraves que realmente travam o Brasil, como a falta de legítimos estadistas, a falta de justiça social para a população, a incompetência patente e sobretudo a corrupção, o maior problema, a mãe chave de todos estes tentáculos obstrutores, é identificada facilmente como a “IMPUNIDADE”!

A Impunidade no Brasil é uma lástima, é um cancro infectado que reina absoluto, uma erva daninha que obstrui o crescimento e a soberania do país que se encontra bloqueado, tendo como horizonte a um passo somente, um amedrontador precipício, quando todo brasileiro patriota queria que o slogan ‘ORDEM E PROGRESSO’ da nossa bandeira, resplandecesse, alcançando um pico do tamanho do próprio Brasil!

Nenhum governante do país foi ou será perfeito, imaculado, como gostaríamos. Seria querer demais, porque, todos tiveram ou terão suas falhas, suas deficiências, já que são humanos e assim passíveis de erros e não podem agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo. Agora não se pode é passar panos quentes nos seus erros, livrando-os dos rigores das leis. Assim, para o país alavancar, conquistando o respeito e admiração de todas as nações do mundo, que os culpados, sejam lá quem for, não escapem de uma punição severa compatível com a gravidade delituosa previamente planejada. Isto só será possível quando essa praga viciosa, a Impunidade, for totalmente alijada nos nossos poderes constituídos. O Brasil é eterno, sagrado e está acima de qualquer cidadão, das leis burras, das facções e/ou organizações.

A economia de Donald Trump

Com pouco mais de meio ano no cargo, Donald Trump parece não se cansar de contrariar as previsões de seus críticos

Paulo Figueiredo Filho

O leitor médio que se informasse no ano passado pela maioria dos jornais – que não fossem a Gazeta do Povo – sobre a situação nos Estados Unidos teria três certezas. A primeira: Donald Trump não seria candidato à presidência. A segunda: Hillary Clinton ganharia as eleições com ampla margem. E a terceira: se, por algum capricho do destino, as duas primeiras previsões estivessem incorretas, a eleição de Trump significaria uma catástrofe sem precedentes para a economia americana.

Washington Post alardeou, em junho de 2016, que, “segundo analistas”, Donald Trump seria “a maior de todas as ameaças à economia americana”. Outro “analista” dizia, em edição do Wall Street Journal naquele mesmo mês, que a “economia americana seria reduzida” pelo plano econômico de Donald Trump. Em outubro, a revista Fortune faria a previsão de que “Trump poderia custar aos EUA 11 milhões de empregos”. Isso sem contar, é claro, New York Times e CNN, que tratavam diariamente as propostas do candidato republicano como mais um sinal de sua evidente e incontestável demência clínica e que, portanto, nem sequer deveriam ser objeto de uma discussão séria.

Para dar ares científicos à aspiração ideológica, entrou em cena a “respeitável agência Moodys” (sic), emitindo um “relatório” (sic), em meados de 2016, com alertas de que “a presidência de Donald Trump prejudicaria significativamente a economia americana”. Sim, essa é a mesma empresa que endossou a política fiscal do PT, tendo sido a última das grandes agências de rating a retirar o selo de bom pagador do Brasil (já às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff) e que concedia grau de investimento ao falido governo do Rio de Janeiro até 2015.

Onde estão aqueles profetas do apocalipse de Wall Street?

Mas, com pouco mais de meio ano no cargo, Donald Trump parece não se cansar de contrariar as previsões de seus críticos. Não só o cataclisma econômico não veio, como seus números até o momento são impressionantes. O índice de desemprego caiu ao menor número dos últimos 10 anos, a patamares anteriores aos da crise de 2007: impressionantes 4,4%. Estima-se que apenas neste ano já foram criadas mais de 1 milhão de novas vagas de trabalho, acompanhadas de um crescimento de 2,5% nos salários médios dos trabalhadores.

[Língua Portuguesa] A pronúncia de longevo e longeva


Qual a pronúncia correta de longevo? “Longêvo” ou “longévo“? Com “e” aberto ou fechado? E de longeva: longêva ou longéva?

A pronúncia tradicional em português é longévo e longéva, com “é” aberto. É a única pronúncia indicada pelo dicionário Aurélio (foto acima), pelo dicionário da Academia Brasileira de Letras, pelo dicionário Caldas Aulete (ver aqui) e, em Portugal, pelo Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves.

A palavra longevo vem do latim longaevus. Em regra, a sequência –ae– do latim resultou em “é”, aberto, em português.

A pronúncia “longêvo”, que se ouve com frequência tanto em Portugal quanto no Brasil, explica-se por se tratar de palavra muito mais usual na escrita do que na oralidade – o que significa que a maioria das pessoas a aprendem ao lê-la, e não ao ouvi-la de outros falantes -, e a forma escrita, que não leva acento, não permite ao leitor saber se esse “e” se deve pronunciar “é” ou “ê”. 
Título, Imagem e Texto: dicionarioegramatica.com

Colunas anteriores:

Heródoto Barbeiro, você ainda se imagina jornalista...

... virou uma criancinha panfletadora... para 'sustentar' as suas parvoíces e instigações anti-políticas você chama para "comentar", Ricardo Kotscho...

Diga NÃO!


Por que as ruas ficaram silenciosas?

Cesar Maia

1. As semanas que envolveram as delações da JBS até o arquivamento pela Câmara de Deputados da denúncia contra o Presidente Temer mostraram uma quase completa ausência de protestos nas ruas, apesar da intensa cobertura dos meios de comunicação com os vídeos gravados com o delator, mala de dinheiro circulando, declarações dos chamados formadores de opinião e do multiplicador das redes sociais.

2. Por quê? Se a mídia tentava explicar a votação na Câmara de Deputados em função das abordagens pelo Executivo aos deputados, isto nada tem a ver com as ruas vazias e silenciosas durante este processo.

3. As mobilizações populares têm características que se repetem. A dialética das mobilizações observa um polo sobre o qual são direcionados os protestos. E outro polo são as alternativas. Se há que eliminar um polo, simultaneamente, a mobilização deve se dirigir a impulsionar o outro. O polo alternativo é automático. Essa é sempre a marca das revoluções.

4. O Fora Collor tinha os dois polos. O Fora Dilma tinha os dois polos. O Fora Temer tinha apenas um polo, até porque a alternativa de Diretas Já, proposta, por ser inexequível, era apenas um slogan de autoagitação.

5. A crise econômica em curva de aprofundamento acompanhou o Fora Collor e O Fora Dilma. Mas a crise econômica com Temer, em processo de superação, e não de aprofundamento, não excitava a mobilização.

6. A intensa cobertura dos meios de comunicação - em especial da TV - só apontava para um polo. Até porque defendia as ações que o outro polo implementava.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Síndrome Aerotóxica – Pilotos e Comissários perdem licenças de voo após inalação de ar contaminado

Essa informação é muito séria. Durante vinte e nove anos de voo sempre tive a certeza de que o ar da cabine era contaminado por gases do motor. Isso me causou enormes problemas quando chegava em casa e, tive uma séria doença neurológica da qual consegui me recuperar!

"O que pode dar errado, vai dar errado (Lei de Murphy)”.

Portanto, as associações e os sindicatos têm a obrigação de questionar o governo para investigar esses gases que invadem a cabine, seja em voo ou no pátio do aeroporto, e que atingem diretamente os tripulantes!

Na realidade, existem filtros no sistema, mas que não se destinam a neutralizar um vazamento de óleo do motor para o sistema de ar para as cabines de comando e passageiros.
Alberto José, 6-8-2017 

Entrando em campo

Furando o bloqueio contra o politicamente correto


Ana Paula Henkel

Mesmo há alguns anos nos EUA, meu Brasil não para de me dar alegrias.

Ter um espaço como este no Estadão é muito mais do que mereço ou sonhei e, de coração, quero agradecer ao jornal pela confiança. Aos queridos leitores e amigos, conto com a compreensão e a paciência de vocês neste novo desafio.

Nada como estrear junto com mais um título do Grand Prix da seleção feminina de vôlei e gostaria de parabenizar meu querido Zé Roberto e suas meninas de ouro. Nossas campeãs venceram a Itália por 3×2 ontem na China trazendo o título pela 12ª vez! Participei das três primeiras conquistas na quadra e ver que o vôlei brasileiro continua no topo é uma felicidade para mim!

Foi um longo caminho de Lavras, no sul de Minas, até Los Angeles, cidade que cruzou meu caminho e que me acolhe há sete anos, testemunhando incontáveis idas e vindas ao Brasil nesse período. Hoje a Cidade dos Anjos aguenta pacientemente minhas crises de abstinência das quadras e ouve minhas histórias de amor pelo Brasil. Aqui sou a estudante de ciência política e arquiteta da UCLA, quase uma USP da Califórnia, e também a mãe orgulhosa do Gabriel e uma brasileira que tenta explicar para a minha família, vizinhos, clientes e amigos, um pouco do que acontece do lado de baixo do Equador.

Além de universidades como a UCLA, a que mais emprega vencedores de Prêmio Nobel no mundo, grande parte da indústria do cinema e do audiovisual do planeta está aqui. É no Golden State também que se encontra o Vale do Silício, sede de empresas como Facebook, Apple, Google, Microsoft, Netflix, Twitter, Oracle, eBay, Intel, HP, Adobe, Dell, Sony, Electronic Arts, LinkedIn e Yahoo. Até aí, nenhuma novidade. O susto é quando se entende o que a atual geração de líderes empresariais está fazendo com todo o poder conquistado no país da liberdade e do empreendedorismo. O tal “progressismo” pode ser vil até na “land of the free and the home of the brave”.

Docentes da UERJ desabafam diante da crise, mas colheram o que plantaram

Rodrigo Constantino

Desde o início de 2016, a Universidade do Estado do Rio (Uerj) se tornou o reflexo da derrocada do serviço público no estado. Não pelos servidores, mas pelas condições de trabalho imposta a eles. O EXTRA conversou com quatro docentes da universidade, que somam prêmios e titulações internacionais, para saber de cada um o sentimento frente ao atraso dos salários — maio e junho não foram pagos, além do 13º de 2016 —, os problemas estruturais da universidade e o futuro nada promissor. Nesta semana, por sinal, a reitoria da universidade suspendeu o ano letivo até o fim de 2017.

Diretor do Instituto de Geografia, Hindenburgo Francisco Pires, de 60 anos, 27 deles dedicados à Uerj, teme pela representatividade alcançada pela instituição ao longo dos últimos anos em função da dedicação dos servidores.

— A gente vê tudo o que construímos desmoronar. Os investimentos ao longo dos anos em pesquisa estão sucumbindo. A universidade conseguiu ser referência no país, e fora dele, pelo corpo acadêmico — lamentou o diretor.

Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação, Stela Guedes Caputo, de 50 anos, traduz o sentimento de muitos outros servidores.

— Sinto revolta. Trabalhamos muito para nos constituirmos professoras, uma formação que não é fácil, é longa e dispendiosa. Não podemos chegar agora, já nessa altura da vida e pensar como recomeçar — desabafou.

A primeira reação ao ler essa reportagem é sentir um misto de pena e revolta. Mas logo depois a razão vai dominando as emoções, quando lembramos que a Uerj tem sido um antro de doutrinação ideológica, ao lado de quase todas as federais e estaduais do Brasil. Tomadas por militantes esquerdistas disfarçados de professores, essas universidades se transformaram em palco para todo tipo de proselitismo ideológico e partidário, inclusive cometendo crimes para tanto.

[Para que servem as borboletas?] Velhinhos e velhinhas do Aerus... E ativos!... Sacanagem não!

Valdemar Habitzreuter

Mal tivemos a notícia do ganho definitivo da Defasagem Tarifária pronunciada pelo STF pela segunda vez – já, anteriormente, a causa tinha sido ganha no TRF e STJ -, e eis que pipocam notícias pela mídia de que não é bem assim... Causa ganha, mas levar é outra coisa... Se isto se concretizar só há uma palavra para resumir o intento do governo: SACANAGEM. Aliás, o termo ainda é leve; aplique o leitor o termo que quiser... FDP não serve, o governo, através da AGU, já se coloca nesta categoria e sabe disso, e parece gostar.

A AGU quer agora invalidar o minucioso e detalhado trabalho feito pela Exma. Min. Cármen Lúcia, como relatora do processo, alegando a não inclusão de eventuais dívidas da Varig com a União; quer dizer, o final da novela de final feliz, que comemoramos na quinta feira, parece transformar-se em pesadelo novamente; mais uma vez o governo tenta administrar o tempo e postergar o pagamento; quer mais um episódio para a novela VARIG.

O que nos aflige, velhinhos e velhinhas do Aerus e ativos, é a humilhação a que o governo nos submete há tantos e tantos anos. Não bastasse a falência da Varig, que ele mesmo quis e trabalhou para isso, estamos sendo lesados em nossos direitos de reaver o que nos é devido e anos a fio negado; haja vista os trabalhadores que estavam na ativa quando foi decretada a falência sem receber nada, e já há muitos meses antes não recebendo seus salários.

Toda essa novela VARIG não era nem para ter começado. Com Sarney e sua política econômica desastrada é que a novela teve seu desígnio projetado; FHC fechou os olhos e deixou a novela prosseguir; e o governo petista deliciou-se com o enredo e serviu de protagonista no drama que culminou com a falência da mais importante aérea do país.