sexta-feira, 10 de julho de 2020

Youtuber olavista é censurado e deve perder canal

Bernardo Küster perdeu a monetização de seus vídeos no YouTube depois de ter dois vídeos com críticas ao STF tirados do ar pela rede social anteriormente

Roberta Ramos

Trending Topic no Twitter na tarde desta quinta-feira, “o fim do canal” se refere a um vídeo gravado pelo youtuber conservador e olavista Bernardo Küster.


Nele, o jovem explica que, depois de ter dois vídeos em que crítica o Supremo Tribunal Federal retirado do ar sem maiores explicações pelo YouTube, agora teve seu canal desmonetizado pela rede social de vídeos do Google.

Ao questionar o porquê de não ter mais propagandas em seus vídeos e, com isso, receber por eles, Küster ouviu que seu conteúdo era nocivo e perigoso.

Mesma explicação dada pela matriz americana para mantê-lo fora dos canais que podem receber dinheiro.

“Nocivo e perigoso são considerados canais que ensinam a fazer bombas, a assassinar pessoas”, espantou-se o youtuber.

De acordo com Bernardo Küster, a desmonetização é o primeiro passo para que o YouTube cancele de vez o canal.

Apoia.se

Bernardo Küster contou também que teve uma campanha no Apoia.se censurada.

Primeiro, pediram que tirassem um vídeo por alegarem que continha fake news. Ele retirou, pediram que tirasse outro e isso também foi feito. Por fim, o canal de financiamento coletivo queria que ele retirasse um artigo do site Brasil sem Medo do ar, o que ele se negou a fazer.

“Eles alegaram que eu não podia ter certeza do que estava escrito lá”, disse o blogueiro. “Mas não dá para escrever apenas sobre o que se tem certeza”.

Para Küster, além da perseguição do STF — que sob a alegação de investigar participantes de protestos antidemocráticos já prendeu comunicadores como o jornalista Oswaldo Eustáquio —, há outros possíveis censores por trás da tentativa de acabar com o canal, como o Sleeping Giants (que força empresas a tirarem patrocínio de determinados canais e sites) e Felipe Neto.

“Ele prometeu em suas redes sociais que correria atrás de olavistas e conservadores”.

Seja como for, se como rege a Constituição, “é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”, talvez este seja de fato o momento de a Justiça atuar para impedir que apenas um lado da História tenha voz.

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 9-7-2020, 17h45

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