Peter Wilm Rosenfeld
Parecerá a quem ler o título
do presente artigo que estou exagerando bastante.
Então, vejamos, inicialmente,
o que significa “honestidade” e, consequentemente, seu antônimo,
“desonestidade”.
HONESTIDADE – 1 –
Qualidade ou caráter de honesto, atributo do que apresenta probidade, honradez,
segundo certos preceitos morais socialmente válidos; 2- característica do que é
decente, do que tem pureza e é moralmente irrepreensível; castidade. (vide
dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)
Temos, então, que o antônimo
de honesto é desonesto.
Por semelhança, podemos dizer
sem medo de errar que o cidadão que cumpre a lei, que respeita as leis em vigor
em seu e em qualquer outro País, é honesto; quem não cumpre essas mesmas leis,
então, é desonesto.
Certamente quem me lê estará
se perguntando “por que, diabos, o Peter está abordando esse assunto?”
Explico, sem querer ser
cansativo: comecei a trabalhar, com carteira assinada como se costuma dizer, em
1950, aos 19 anos de idade. Ao completar os 35 anos de trabalho (contando-se a
época do CPOR como trabalho), aposentei-me pelo INSS (naquele tempo se chamava
Instituto Nacional de Previdência Social) com “35 anos 01 meses, 11 dias”,
declarando o Instituto que minha renda mensal era de Cr$ 623.424.00, à qual se
aplicaria o coeficiente de cálculo de 95%.
O documento do Instituto foi
emitido em 09.04.1984, declarando além do que já citei que a aposentadoria me
era concedida por “tempo de serviço”.
Em um dos primeiros pagamentos
mensais, o então Ministério da Previdência Social me comunica que “Seu
benefício está sendo pago já revisado para 10.91 salários mínimos”.
Considerando-se que salário
mínimo atual é de R$ 678,00 (no RS esse valor é de R$ 700,00) e que meu
benefício atual é de R$ 2.999,00, constata-se que os 10,91 salários mínimos a
que já me referi minguaram para 4,42 mínimos!
E a Sra. Rousseff já avisou
que essa relação deve diminuir mais ainda!
E aí vem a pergunta: é isso “honesto”
para com os aposentados!
Isso, por acaso, acontece com
os parlamentares? Com os membros do Poder Judiciário?
Não, certamente que não!
Há situações verdadeiramente
escandalosas para essas castas!