sexta-feira, 14 de agosto de 2020
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Bolsonaro destaca ações contra a covid-19 no Pará
Presidente inaugurou o Parque Urbano Belém
Porto Futuro
Andreia Verdélio
O presidente Jair Bolsonaro
destacou hoje (13) as ações que o governo federal realizou no estado do Pará
para o combate à covid-19, como a destinação de medicamentos, equipamentos,
testes e materiais de proteção, além de R$ 2 bilhões em recursos. “É um dos
estados, proporcionalmente, mais bem atendido no combate ao vírus”, disse
durante a inauguração do Parque Urbano Belém Porto Futuro, em Belém.

Bolsonaro lembrou que o
governo adiou o pagamento de dívidas e adiantou recursos para que os estados
mantivessem a saúde fiscal, mesmo com a perda de arrecadação, causada pela
redução das atividades econômicas durante a pandemia. Para o presidente, a
recuperação dos empregos também é importante.
“Desde o início já dizia,
temos dois problemas pela frente, o vírus e o desemprego. E ambos devem ser
tratados com a devida responsabilidade. Obras são importantes, sabemos, a vida
não tem preço, mas o desemprego leva à depressão e leva à doença e morte”, disse.
Belém Porto Futuro
O parque urbano faz parte do
projeto Belém Porto Futuro, de revitalização da área portuária da capital
paraense. O projeto recebeu R$ 34,5 milhões em investimentos do governo
federal.
Dispensa de alvará para microempreendedor entra em vigor em setembro
Será necessário apenas concordar com termo
de responsabilidade
Kelly Oliveira
A abertura e o funcionamento
de pequenos negócios no Brasil serão simplificados a partir de 1º de setembro.
Foi publicada hoje (13) no Diário Oficial da União a
resolução, aprovada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação
do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM), que permite que
microempreendedores individuais (MEIs) sejam dispensados de atos públicos de
liberação de atividades econômicas relativas à categoria.

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| Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil |
Segundo o Ministério da
Economia, a norma é reflexo da Lei de Liberdade Econômica, em vigor desde setembro
do ano passado, que visa tornar o ambiente de negócios no país mais simples e
menos burocrático.
Após inscrição no Portal do Empreendedor, o candidato a MEI manifestará sua concordância com o
conteúdo do Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de
Alvará de Licença de Funcionamento. O documento será emitido eletronicamente e
permite o exercício imediato de suas atividades.
As fiscalizações para
verificação dos requisitos de dispensa continuarão a ser realizadas, mas o
empreendedor não necessitará aguardar a visita dos agentes públicos para abrir
a empresa.
Registro e Legalização de PJ
O comitê também aprovou medida relativa à dispensa da pesquisa prévia de viabilidade locacional quando a atividade realizada pelo
empreendedor for exclusivamente digital. Além disso, a dispensa também valerá
para os casos em que o município não responder à consulta de viabilidade de
forma automática e quando não for realizada no sistema das juntas comerciais.
Cristo Redentor passa por desinfecção antes da reabertura no sábado
Monumento está fechado há cinco meses por
causa da pandemia
Akemi Nitahara
O Cristo Redentor vai reabrir para o público
neste sábado (15), depois de passar cinco meses fechado por
causa da pandemia de covid-19. Hoje (13), o local passa por uma
desinfecção para receber os visitantes.

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| Foto: Ricardo Moraes/Reuters |
O trabalho começou às 7h, em
uma parceria da Arquidiocese do Rio de Janeiro, do Parque Nacional da
Tijuca e do Comando Conjunto Leste. Também serão desinfectados o Trem do
Corcovado e o Centro de Visitação das Paineiras.
O reitor do Santuário Cristo
Redentor, Padre Omar, destaca que o monumento é um dos locais mais procurados e
visitados na cidade e símbolo do Brasil. “O Cristo Redentor, que sempre acolhe
todos de maneira especial, merece o nosso melhor, o melhor de nossas
instituições para o bem dos nossos visitantes”, diz ele.
A ação integra o trabalho que
os militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira vêm fazendo de
forma conjunta no combate, controle e prevenção à covid-19 desde o início da
pandemia, em março. Já foram feitas mais de 400 desinfecções em locais públicos
como: rodoviárias, aeroportos, estações de trens, metrôs e barcas, hospitais e
unidades de saúde e asilos.
Título e Texto: Akemi
Nitahara; Edição: Graça Adjuto – Agência Brasil, 13-8-2020, 7h56
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Rescaldo da fase mundo cheio de razão e a combater maravilhosamente o Covid versus os estúpidos Trump, Bolsonaro e os suecos cujos governantes não têm nome
Helena Matos
Bélgica: 852 mortos
por milhão de residentes
Reino Unido: 686 mortos
por milhão de residentes
Perú: 651 mortos por milhão de residentes
Espanha: 611 mortos
por milhão de residentes
Itália: 583 mortos
por milhão de residentes
Suécia: 571 mortos por milhão de residentes
Chile: 532 mortos por milhão de residentes
EUA: 506 mortos por
milhão de residentes
Brasil: 485 mortos
por milhão de residentes
França: 465 mortos
por milhão de residentes
Título e Texto: Helena
Matos, Blasfémias,
12-8-2020
Do pecado original ao pecado permanente
Vitor Cunha
O que mantém o verniz da
civilização com umas rachas, mas ainda suportável é a ideia de que ainda
voltaremos a uma “normalidade”, uma reminiscência de um tempo em que
passeávamos pela praia sem que alguém com máscara P2 se cruzasse conosco. Não
querendo acelerar o processo de degradação de todos os laços sociais, o que
parece certo é não haver qualquer hipótese de regressarmos a Fevereiro de 2020,
quanto mais a uma época em que Guterres não se fotografava de pés na água ou
que Greta ainda brincava com o que quer que crianças criadas por pais imbecis
brincam.
A televisão que nos
estupidificaria era a mesma que nos fazia sentir o calor do Verão com os
biquínis, o Ambre Solaire, o Fá Fresh e a beleza feminina pré-burqa. Era o
tempo em que belas moças brindavam vencedores de corridas com vestidos que refletiam
o poder feminino. Era o tempo em que se reconhecia que a stripper a receber
gorjetas enfiadas na tanga refletia o poder que esta exercia sobre homens
completamente babados e não a opressão do heteropatriarcado. Pelo contrário,
era o tempo em que as mulheres dominavam o mundo, deixando o palermita do homem
para o cargo de fingir liderar fosse o que fosse. Era o tempo em que a dona de
casa geria aquilo tudo enquanto o caçador ia buscar o dinheiro ao emprego para
que ela aprumasse filhos, os alimentasse e os criasse na completa admiração
pelo “mãe é mãe”.
Esse tempo não volta. Este é o
tempo de “sermos felizes”, como se uma condição efémera de felicidade não fosse
apenas possível através da superação de sofrimento. Ninguém é permanentemente
feliz, mas não é nada disso que se vende: vende-se a ideia de que a felicidade
é um estado que se atinge – e divulga – e do qual nunca mais se sai exceto por
culpa do próprio.
Adapte-se às mudanças
Nelson Teixeira
Está disposto a mudar?
Nada permanece estagnado…
As plantas crescem, a maré
muda, o mundo dá voltas.
E nessas voltas a gente também
acaba mudando.
Muda o cabelo, muda de
emprego, de opinião.
Pois então, o que faz você
sofrer?
Mude!
Para males do corpo e da alma
nada melhor do que as mudanças certas.
Não coma o que lhe faz mal,
não maltrate seu corpo.
Espante a culpa e a mágoa, não
maltrate seu coração.
Perdoe, faça as pazes e seja
feliz!
Você é capaz!
Título e Texto: Nelson Teixeira,
Gotas de Paz, 12-8-2020
terça-feira, 11 de agosto de 2020
[Para que servem as borboletas?] Nossos projetos de vida...
Neste tempo de pandemia, quando despertamos para o valor da vida e a
morte se apresenta como uma roleta russa a cada um de nós, nós nos vemos
assustados e projetamos mudanças de estilo de vida: a normalidade vigente exige
uma normalidade nova, um novo projeto ou novo estilo de vida… Aliás, nós nos
propomos muitos projetos ao longo de nossas vida.
Projetar significa lançar ideias que floresçam e se concretizem em algo
prático. Mas, em todos os nossos projetos que intentamos e realizamos entra o
fator moralidade. Dependendo do que projetamos para nossas vidas, podemos
incorrer na boa ou má moral, segundo nosso estilo de vida...
A boa moral se inclinará, sem dúvida, a idealizar projetos de vida que
realizam nossa humanidade, de vocação para a paz universal…
E, assim, ao longo da vida nós nos projetamos, nos lançamos a muitas
atividades. Escolhemos, por exemplo, uma profissão de nosso desejo que nos
garanta uma boa vida, com um bom salário para nosso sustento e constituir ou
não uma família etc.
Podemos não estar satisfeitos com a profissão que escolhemos e resolvemos
partir para outra… e mesmo dentro de nossas profissões podemos ter inúmeros
outros projetos que achamos convenientes e que possam nos dar um colorido a
mais à vida. Sempre que achamos que o que projetamos não nos serve, lançamo-nos
para outras iniciativas.
E resta nos questionar: estamos sempre preocupados com a boa moral
naquilo que projetamos realizar? E estamos conscientes de que há um projeto que
se nos impõe forçosamente do qual não podemos fugir? Que somos lançados a ele,
mesmo que não o queiramos?
Esse é o projeto que pode coroar nossas vidas se todos os nossos projetos
de nossas escolhas tiverem se alinhado moralmente (a boa moral) com este último
projeto do qual não podemos fugir: a morte. O homem é um ser para a morte, é o
seu projeto final mais autêntico de vida…
Passos Coelho é o líder da direita. Mas a direita quer ter um líder?
A direita ficou sem líderes, sem voz nem
programa. Isto parece-me incontestável. O que não sei é se a direita quer ter
um líder
Passos Coelho é o líder da direita, escreveu João Marques de Almeida. De
acordo na parte que respeita ao perfil de liderança de Passos Coelho. Já quanto
à direita portuguesa há muito para discordar. Ou melhor para apurar. A começar
pela pergunta óbvia: a direita quer ter líderes ou prefere obter atestados
diários de bom comportamento passados pela esquerda? Por muito que me custe
escrever isto creio que a segunda hipótese é a preferida.
Aliás na crescente
excepcionalização da figura de Passos Coelho – e não tenho dúvidas que Passos Coelho foi o melhor
primeiro-ministro português do século XXI – o que vejo para lá da
expressão do reconhecimento que lhe é devido, é precisamente o sinal dessa
ausência de projeto político no centro direita: atira-se para a frente com o
nome do último homem que liderou no verdadeiro sentido do termo a direita e
espera-se que a magia aconteça. Mas fulanizar um projeto político num homem por
muito notável que ele tenha sido não é estratégia para vencer, mas sim táctica
para envolver a menoridade do presente no papel dourado das recordações.
Se por extraordinário
acontecesse a esquerda deixar de ser governo (coisa muito diversa de deixar de
ser poder) logo veríamos chegar à cena a peça “Reencontro com a mãe que não podia comprar bolachas ao filho em 2012” que passou a viver maravilhosamente entre 2015 e 2020 e
agora está novamente na miséria” escrita pelo comissário-diretor da Lusa,
Nicolau Santos.
Naturalmente o país público e
publicado, político e apolítico, num frêmito avisará que a democracia corre
risco! E os artistas, senhores, os artistas a fazerem apelos à resistência e a
anunciarem exílios?! Quem sabe o PCP ainda faz uma vigília retrospectiva de
denúncia da destruição do ministério da Agricultura e logo uma
onda de inquietação atravessará o país! E, como não, o Tribunal Constitucional
despertará do seu torpor e passaremos a viver pendentes das suas declarações de
inconstitucionalidade. (Aos fiéis pedem-se orações para que esse regresso à vida do TC ainda vá a tempo deste se pronunciar sobre a regionalização anunciada do mar por parte da região autónoma dos Açores!)
Aqui chegada a tal direita
desdobrar-se-ia em sugestões sobre a necessidade de fazer socialismo, de fazer
como a esquerda… e o líder, fosse ele Passos Coelho ou qualquer outro,
aconselhado a “ouvir as pessoas”.
Dir-me-ão que com mais ou
menos detalhe foi isto que nos aconteceu entre 2011 e 2015. Sim, mais ou menos.
Mas o que nos espera é bem pior: é preciso ter em conta que 2011 não se repete
pois o país passou de crispado a atolambado (escuso de referir o papel preponderante que o atual
Presidente da República teve nessa degenerescência intelectual!) e de
falido a ingovernável, se por governar se entender ir além da repartição, pelos
diversos grupos de pressão, das verbas que se sacam aos contribuintes sejam
eles portugueses ou europeus.
Para onde vai o jornalismo?
Em tempos de pós-verdade, os fatos perdem
espaço para versões e opiniões
Selma Santa Cruz
Até algum tempo atrás, quem
abria um jornal ou se conectava a noticiários na TV ou no rádio partia do
pressuposto de que teria acesso a fatos. E durante a segunda metade do século
passado realmente o jornalismo se guiou, ao menos na teoria, pelo princípio da
objetividade na captura e no relato da realidade. Isso implicava, como ensinado
nas novas faculdades que surgiram no período para profissionalizar o ofício, a
necessidade de contextualizar os acontecimentos, oferecendo ao leitor
diferentes perspectivas antes de alinhavar uma conclusão lógica — a fim de que
ele pudesse formar, com embasamento, a própria opinião. E embora sempre se
tenha reconhecido que a isenção nunca pode ser absoluta — já que todo
observador filtra a realidade a partir de sua ótica e repertório — a primazia
dos acontecimentos sobre pontos de vista subjetivos consolidou-se como valor
consensual. Ou seja, na grande imprensa, opiniões deveriam ficar reservadas às
páginas a elas dedicadas e identificadas como tal. A exceção seriam as
publicações que adotam um posicionamento político ou ideológico declarado, como
é o caso da Revista Oeste e de inúmeras outras publicações
mundo afora, territórios assumidos do jornalismo opinativo.
Tudo indica, porém, que esse
ciclo terminou. Como se pode constatar diariamente, está cada vez mais difícil
encontrar na grande mídia, supostamente imparcial, conteúdos que não sejam
apresentados de forma distorcida e politicamente enviesada. Curiosamente,
porém, a despeito de todo o clamor contra as chamadas fake news nas
redes sociais, a complacência é generalizada quando se trata de inverdades ou
manipulações propagadas pelos meios jornalísticos. Talvez porque jornalistas
tendam a se considerar acima do bem e do mal. Julgam-se defensores autonomeados
da opinião pública — embora a maioria das pesquisas indique que a credibilidade
e o prestígio da imprensa estão em queda livre há algum tempo.
Outra razão provável para que
essa distorção esteja sendo ignorada é que qualquer crítica, hoje em dia, à
forma como alguns jornalistas atuam tende a ser qualificada como um ataque
antidemocrático à imprensa como instituição. Tornou-se corriqueiro, no Brasil,
confundir as instituições com as pessoas que as representam. Por isso, quem
aponta malfeitos dos ministros do Supremo Tribunal Federal ou de membros do
Legislativo é tratado como se estivesse atentando contra as instituições em si
— e corre o risco de linchamento virtual ou de entrar na mira dos inquéritos
sigilosos do STF.
Os progressistas e a marcha da insensatez
O Novo Testamento da Virtude Política é um
assombro. Mas o bom senso recomenda que se considere a realidade antes de
chamar o padre para dar a extrema-unção ao mundo como ele é hoje
J. R. Guzzo
Boa parte daquilo que lhe
dizem hoje em dia nos meios de comunicação, ou nas conversas do seu círculo
social, indica que o mundo está ficando cada vez mais sem noção. A sua lógica
recebe tiros por todos os lados. Pela mais recente tábua de mandamentos do
feminismo realmente avançado, por exemplo, não se pode mais mencionar a
existência de mulheres que menstruam; agora é preciso dizer “pessoas que
menstruam”, sob pena de machismo, fascismo e discriminação “contra os
transgêneros”. Mas biologicamente só mulheres podem menstruar; não há nenhuma
outra possibilidade, desde que o ser humano surgiu, há cerca de 2 milhões de
anos. O que poderia haver de errado em dizer isso? Não interessa. É
preconceito, pois nega a um homem que se sente “no corpo errado”, e gostaria de
ser mulher, o direito de ficar menstruado. Em suma: a menstruação deve ser
tratada como um fenômeno fisiológico que pode ser acessado por todas as
“pessoas”.
Todo indivíduo de pele branca,
seja lá qual for o seu comportamento, é racista; segundo os generais da atual guerra
pela canonização imediata e mundial da etnia negra, o equipamento genético dos
brancos, ou algo assim, os condena à prática do racismo, ou do crime de
“branquitude”. Não se menciona como isso poderia funcionar com as etnias
orientais, por exemplo, ou com os esquimós; também não há lugar, na cabeça dos
defensores mais agressivos da nova consciência racial, para as pessoas que são
fruto de séculos de cruzamento entre brancos e negros.
No Brasil, por exemplo,
estamos diante de um problema sem solução. Dezenas de milhões de pessoas, na
verdade a maioria da população brasileira, não são brancas nem pretas — o que
se vai fazer com essa gente toda? Pelo que deu para entender das últimas
liminares baixadas na vanguarda intelectual do antirracismo como ele é praticado
hoje, o tipo chamado “brasileiro”, ou “moreno”, também é racista — talvez até
mais que os brancos. Em suma: ou o cidadão tem o seu tom de pele negra aprovado
pelo “campo progressista”, ou não tem salvação possível. A “branquitude”, em
si, é um delito. O sujeito não precisa ser da Ku Klux Klan, ou a favor do apartheid,
para ser racista; basta ter nascido branco.
É obrigatório, para todo
cidadão que queira ter uma ficha politicamente limpa neste mundo, ir à rua,
protestar ou manifestar-se em público contra “o fascismo”. Não está disponível
a opção de pensar em outra coisa, ou simplesmente de não pensar no assunto;
pelo novo catecismo hoje em vigor, o “silêncio” equivale à prática dos delitos
de racismo, machismo, exclusão social, negação da “diversidade”, injustiça,
promoção da desigualdade e sabe-se lá quantas outras calamidades mais. Também é
compulsória a militância ativa por um “planeta sustentável”. Seria muita sorte,
para todos, se esse dever se limitasse à preservação da natureza, do ar puro e
das geleiras; mas hoje em dia tudo isso está longe de ser suficiente. É
indispensável, também, denunciar o excesso de bois, frangos e porcos na
população animal. Sua alimentação (e a dos animais) tem de ser orgânica.
A corte que se tornou um monstro
O que os novos editores do STF pregam não é
apenas uma Constituição “viva”, mas uma Carta com 11 cabeças, 22 tentáculos e
que se alimenta de lagostas
Ana Paula Henkel
Qual é o papel adequado de um
juiz de uma Suprema Corte? Para o juiz norte-americano Antonin Scalia, um juiz
deve apenas aplicar a lei, jamais legislar ou atuar sem ser provocado.
Nomeado pelo quadragésimo
presidente norte-americano, Ronald Reagan, Scalia serviu à Suprema Corte dos
Estados Unidos de 1986 até pouco antes de sua morte, em 2016, e era considerado
um dos pilares jurídicos e intelectuais do originalismo e textualismo na defesa
da Constituição dos Estados Unidos. Ou seja, da doutrina segundo a qual “vale o
que está escrito”.
O textualismo, na obviedade do
nome, significa que a lei está no texto da própria lei. Junto com o
originalismo, que concede a esse texto o exato significado que ele conduzia no
momento em que foi aprovado, a linha de ação de juízes que prezam por essa
conduta mostra apenas o mínimo do que um país sério merece de suas cortes: leis
não são “organismos vivos” a ser moldados por modismos, pela “voz das ruas” ou
por caprichos de juízes. Scalia era irredutível quanto a isso: “As palavras têm
significado. E seu significado não muda”. O trabalho e a obra de Antonin Scalia
são tão permanentes que até políticos da ala mais progressista do Partido
Democrata rendem homenagens ao juiz conhecido por seu tradicionalismo.
Mudar para vencer
Nelson Teixeira
A vida é como uma câmera.
Foque no que é importante,
capture bons momentos, desenvolva a vida a partir de negativos.
E se as coisas não derem
certo?
Tire outra foto, pois o medo
de Arriscar é o que lhe impede de evoluir, e não espere resultados diferentes
fazendo sempre as mesmas coisas.
Lembre- se, caminhos velhos
não lhe dão “Histórias Novas “.
Siga sempre em frente, pois
não temos tempo a perder.
Necessariamente, precisamos
incrementar novas ações e novos métodos para alcançar novos resultados.
Tudo muda, tudo se transforma
e isto requer novas estratégias.
Título e Texto: Nelson
Teixeira, Gotas de Paz, 11-8-2020
[Aparecido rasga o verbo] Questão de pura lógica
Aparecido Raimundo de Souza
O PROFESSOR EVERALDO, da cadeira de matemática ergue com as duas mãos, uma folha branca, de
papel, dessas A-4, e a exibe a seus alunos. Em seguida, pergunta para o
Carlinhos, o guri sentado numa das carteiras logo à frente:
— Carlinhos, se eu dividir esta folha de papel em dois pedaços, com o que
é que eu fico?
Carlinhos prontamente se levanta e responde:
— Com duas bandas ou duas metades, professor.
— Perfeito. Sandrinho, sua vez. Se eu dividir esta folha em quatro
pedaços, com o que é que eu fico?
— O senhor ficará com quatro pedaços, ou quatro metades, professor.
— Ok. Toninho, a mesma indagação vai pra você. Se eu dividir esta folha
que está aqui em seis pedaços, quantas partes terei?
— Seis partes, professor, ou seis metades.
— Muito bom, Toninho, muito bom .
O professor Everaldo pega uma segunda folha de papel igual a primeira e
insiste na pergunta, agora ao menino Marcelinho:
— Marcelinho, e se eu dividir esta outra folha, ou melhor, se eu recortá-la
com a tesoura. — Faz uma pausa, passa a mão na tesoura sobre a mesa —
Repetindo, Marcelinho: se eu pegar esta folha e a dividir em oito pedaços
iguais, quantos partes terei?
Marcelinho se levanta, pensa um pouco antes de responder:
— E então, Marcelinho, estou esperando. Qual é a sua resposta?
— Oito partes, professor, ou oito metades.
— Bravo, Marcelinho. Pode sentar. Estou vendo que meus alunos, a cada dia
se esmeram em aprender a minha matéria. Estão mais confiantes, mais atenciosos.
Para falar a verdade, estou gostando de ver.
Após a rasgação destas palavras elogiosas, o professor volta a recortar a
folha em doze pedacinhos exatamente do
mesmo tamanho:
— Bebel, minha linda, sua vez. Como pode ver, cortei a folha de papel em
dez pedaços iguais. Vou repetir a pergunta que fiz anteriormente a seus
coleguinhas. Pronto. Aqui está. Dez pedaços. Diga, minha princesa, com quantas
partes fiquei?
Bebel se levanta de um salto e manda a primeira coisa que lhe vem à
cabeça:
— Professor Everaldo, os cortes que o senhor fez aí são iguais?
O texto do editor do Brasil merece um zero com louvor
Sejamos todos ignorantes sem remorso. Como
Lula. Como Dilma. Ou como Toffoli
Augusto Nunes
Nos jornais e revistas que
respeitavam a inteligência dos leitores, o cargo de editor não era para qualquer
um. Incumbido de liderar um grupo de profissionais da palavra, o editor devia
escrever com mais requinte que o restante da equipe. Devia também avaliar com
precisão a relevância de cada texto, para atribuir-lhe o espaço adequado na
página. Mais: cumpria ao editor dispensar à forma os mesmos cuidados requeridos
pelo conteúdo. Era essencial que a fotografia rimasse com a reportagem, a
ilustração precisava entender-se harmoniosamente com a selva de vogais e
consoantes. Nas redações que se orientavam pelo critério da meritocracia, os
editores aprendiam que a montagem de cada página exigia o perfeccionismo de
artista plástico nunca satisfeito e a determinação dos obcecados pela
perfeição. Só havia lugar para os melhores e mais talentosos. E todos seriam dirigidos
pelo mais brilhante.
Conjugo os verbos no passado
porque trato de refinamentos que não existem mais. Os exímios domadores de
palavras são uma espécie em acelerado processo de extinção. O vocabulário das
novas gerações de jornalistas não chega a 500 expressões, aí incluídas
gargalhadas (KKKKK) ou sorrisos (rsrsrs), produzidas com um punhado de
consoantes minúsculas ou maiúsculas. Pior: somados todos os brasileiros que
tratam o idioma com gentileza, seja qual for a profissão que exerçam, o grupo não
chegará a lotar as arquibancadas de qualquer dos estádios paridos pela Copa da
Ladroagem. Se o raciocínio lógico deixou de ser obrigatório para que um imbecil
juramentado se transforme em jornalista, se no intervalo entre a greve
encerrada hoje e a que começará depois de amanhã professores colocam vírgulas
entre sujeito e verbo e ensinam aos alunos indefesos que está certo dizer “Nós
pega os peixe”, se falar corretamente virou coisa de pedante, se escrever com
elegância e brilho é exotismo de elitista, deixemos de rodeios: sejamos todos
ignorantes sem remorsos. Como Lula. Como Dilma Rousseff. Como Dias Toffoli.
Em mais de 70 anos, Lula
torturou o idioma em apenas cinco bilhetes. Em contrapartida, guilhotinou
milhões de plurais em discursos de improviso. Confessou em entrevistas gravadas
que “escrever é pior que exercício em esteira” e resumiu em três palavras a
invencível aversão ao estudo: “Sempre fui preguiçoso”. Incapaz de desenhar um O
com o traseiro, já assinou cinco ou seis prefácios, empilhou diplomas de
doutor honoris causa e anda jurando que devorou romances
russos durante a temporada na cadeia. Em cinco anos e meio na Presidência, a
sucessora do analfabeto funcional inventou o dilmês, um subdialeto feito de
platitudes bisonhas, cretinices sem pé nem cabeça e frases sem começo, meio ou
fim. Dias Toffoli foi reprovado nas duas tentativas de ingressar na
magistratura paulista. Impedido de virar piada em alguma comarca do interior,
foi subir na vida como advogado do PT, advogado de campanhas eleitorais do PT,
assessor de José Dirceu na Casa Civil e depois chefe da Advocacia da União. Ali
descobriu um caminho que permite entrar no Supremo Tribunal Federal pela porta
dos fundos. Hoje é presidente da única Corte controlada por bobos. E acaba de
candidatar-se a Editor do Brasil.
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Tem que guardar!
O STF se acumpliciou com governadores e prefeitos, amarrando as mãos de Messias Bolsonaro. Supremo e governadores são os culpados do genocídio no Brasil. Atrasaram o tratamento correto, hidroxicloroquina, é pior, quebraram a economia. pic.twitter.com/Jt35zbfk1c— Roberto Jefferson (@BobjeffHD) August 10, 2020
Só para complementar o seu post Presidente @jairbolsonaro Colocar a culpa das 100 mil mortes nas costas exclusivamente do Presidente é fácil, mas vamos recordar... pic.twitter.com/8NIyzr1qPE— Juh ❤️🇧🇷 (@JuhZanca) August 9, 2020
Valeu a pena!
Nelson Teixeira
Eu só vim desejar um lindo dia
para você!!
Que seu coração renove todas as
forças que julgava ter perdido.
Que ele se encha de esperanças
de que a cada amanhecer tudo se renova…
Tudo se torna possível
partindo do momento em que VOCÊ lute pelo que realmente deseja.
Desejo também que os
obstáculos do caminho não sejam motivos de desânimo, mas sim de superação…
Para que lá na frente quando
você tiver passado por tudo e vencido, você possa olhar para trás e dizer:
“VALEU A PENA!”.
Título e Texto: Nelson
Teixeira, Gotas de Paz, 10-08-2020
domingo, 9 de agosto de 2020
[As danações de Carina] Os pensamentos não passam... Se eternizam
Carina Bratt
A vida passa, as horas
passam, tudo passa. Tudo passa, tudo vira poeira, pó fuligem, partícula,
cisco. Tudo passa, queridas amigas, tudo, menos nossos pensamentos. Eles não se
entregam, não abrem a guarda, não vão embora, tampouco arredam pé.
Ficam perturbando, atazanando,
torrando a paciência, enchendo o saco, atulhando, aglomerando, até que o
coloquemos diante do público leitor. Quando isto ocorre, quando o trazemos
diante de todos, eles se tornam livres e soltos, declarados e ilimitados,
autônomos e desassombrados.
Melhor de tudo: viram
histórias, crônicas, contos, ou até romances...
Simplesmente se adulteram em linhas da mais pura literatura. Eu, por
exemplo, gosto de escrever. Amo, de paixão, colocar no papel, despejar na folha
branca do Word da tela do meu laptop, aquilo que estou sentindo.
O incômodo que está me tirando
do foco, do sério e me desfigurando, ou me deteriorando do direito de ser feliz
comigo mesma. Seja um pensamento, seja uma ficção, uma mentira... O importante,
caras amigas, é colocar, para fora da alma, do corpo e da mente o que nos tenta
dificultar a vida.
Tudo o que nos embaralha o
belo, ou o formoso do cotidiano, se torna chato e fora de propósito. Devemos
fazer com aquilo que imaginamos ser mal e pernicioso se transformar numa
espécie de realidade nua e crua. Feito isto, dar um belo e possante chute no
traseiro e mandar o que nos encoleriza para os quintos do espaço.
Sonhe
Nelson Teixeira
Sonhe alto, mas sonhe com os
pés no chão.
Quem não sonha vive em pleno
anonimato. É um espectro.
Não crie expectativas, mas
crie coragem.
Não se ache o melhor, mas se
ache capaz.
E se alguém tentar te parar no
meio do caminho, mude a direção, mas não perca a razão.
Se errar, pare por um
instante, respire fundo e recomece.
Faça dos seus erros um motivo
favorável para o seu aprendizado, e não ligue se alguém não acreditar em você.
Título e Texto: Nelson
Teixeira, Gotas de Paz, 9-8-2020
sábado, 8 de agosto de 2020
[Aparecido rasga o verbo] Galhos desfolhados
Aparecido Raimundo de Souza
O MARCELO LOROTEIRO FICOU sabendo, no Bar do Zé do Caneco
da Saideira, que o seu vizinho de frente a sua casa, o Belmiro Funga-Funga
estava fazendo um curso presencial para Pai de Santo. Belmiro Funga- Funga
tinha uma mulher maravilhosa que fechava o comércio, a Aretuza. A Aretuza era
linda por demais, e, quando passava na frente do bar do Zé do Caneco da
Saideira, toda a galera babava. Alguns, mais afoitos, gritavam vivas, outros
apenas levantavam os canecos em respeito ao amigo.
Aretuza fora feita por um escultor caprichoso, que não esquecera de
colocar todas as belezas do mundo (na dosagem e na medida certa) ao
confeccionar tal fêmea. Aretuza era tão linda e majestosa que às vezes as pessoas, ao cruzarem com ela, na rua, no
supermercado, na padaria, paravam só para se deleitarem com a sua majestade
impecável e porque não dizer, inimitável. A filhota dela, a Luanna, na faixa
dos dezessete, não lhe ficava a dever favores.
Quando as duas saíam juntas, dificil dizer, com precisão, qual das criaturas
se constituía na mais formosa. Apesar de todas essas felicidades ao alcance das
mãos e dos olhos, os amigos, ao serem
sabedores do tal curso de pai de santo, ficaram encucados. A curiosidade
aflorou com força total. Literalmente, os amigos que se reuniam no bar, todos
os finais de tarde (após a chegada do trabalho), para uma descontração básica
antes de chegarem em suas casas, estavam, sem tirar nem pôr, com a bisbilhotice
coçando, igual sarna braba.
Entretanto, nenhum dos amigos, tinha coragem suficiente para chegar nas
barbas do Belmiro Funga-Funga e inquirir sobre o tal curso. Marcelo
Loroteiro, contudo, um dos mais chegados
amigos de Belmiro Funga-Funga e, talvez,
o mais impaciente de toda a galera, tinha fama de pegar todas, resolveu que
daria um jeito de tirar esse troço em pratos limpos e matar o indiscreto que o
incomodava desde que tomara conhecimento do fato.
Uma breve explicação ao nosso generoso leitor
Oi!
Estou no Rio de Janeiro.
A viagem, adiada desde junho, começou com grande confusão junto à TAP: adiamentos da data do regresso a Lisboa… causaram o cancelamento de toda a viagem. Mesmo depois do check-in já efetuado e cartão de embarque emitido…
Embarquei para o Rio, desembarcando no dia 4, sem passagem de volta (!).
Pequenas surpresas burocráticas esperavam este cliente de um banco estatal, Caixa Econômica Federal, cuja fila de atendimento ao cliente é MESMA para os clientes (da agência) e aqueles que vão pegar/sacar os auxílios de emergência e do FGTS…
Ao adquirir a passagem de volta, problema com o cartão de crédito… ainda bem!
Porque, entretanto, o governo português, em Decreto datado de 31 de julho, informado pela TAP no dia 4 de agosto:
“Passageiros com destino a Portugal ou em transferência num aeroporto Português.
Alertamos que, de acordo com disposto pelo Governo Português (cf. Despacho n.º 7595-A/2020, de 31 de julho), todos os passageiros (incluindo cidadãos portugueses, residentes em Portugal e seus familiares) de voos de países que não integram a União Europeia ou que não sejam países associados ao Espaço Schengen terão de apresentar antes do embarque, comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infeção por SARS-CoV -2, com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque, ou ser-lhes-á negado o embarque.”
Aí começou uma correria telefônica para agendar o teste – com os laboratórios exigindo a “receita” médica – que, felizmente terminou a contento (a corrida). Isto é, teste marcado para segunda-feira, 72 horas antes do voo de regresso. Com o resultado saindo no mesmo dia da viagem de regresso…
Por mais que a evitemos, a ansiedade esvazia o nosso habitual frenesi “editorial”…
Obrigado!
Abraços e beijos de carinho./
JP
JP
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