quinta-feira, 3 de março de 2022

Avião da FAB vai decolar na segunda-feira para resgatar brasileiros

Previsão é que a aeronave volte ao Brasil na quinta-feira

Afonso Marangoni

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou nesta quinta-feira, 3, que o governo brasileiro vai enviar um avião para resgatar  brasileiros que estão fugindo da Ucrânia em decorrência da invasão russa ao país.

A previsão é que a aeronave KC-390 Millennium decole na segunda-feira, 7, de Brasília. Do Brasil, o veículo irá carregado com mais de 11 toneladas de material de ajuda humanitária.

A FAB explicou que a ação foi tomada “por determinação da Presidência da República e sob coordenação dos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores”.

O espaço aéreo ucraniano segue fechado e, por isso, não é possível que a aeronave brasileira possa ir diretamente ao país para resgatar os cidadãos brasileiros.

O destino será Varsóvia, na Polônia, onde os cidadãos devem embarcar conforme definições do Itamaraty. Serão realizadas paradas técnicas em Recife, Cabo Verde e Lisboa. A chegada ao Brasil está prevista para quinta-feira, 10.

Segundo o último balanço do Itamaraty, divulgado na terça-feira 1º, ao menos 100 brasileiros já deixaram a Ucrânia desde o início da guerra e havia pelo menos 80 brasileiros registrados aguardando para serem retirados do país.

Antes do conflito, a comunidade brasileira em cidades ucranianas era estimada em aproximadamente 500 pessoas.

Alguns brasileiros querem ficar na Ucrânia

O coordenador da força-tarefa de resgate e repatriação do Itamaraty na guerra da Ucrânia, ministro Unaldo Eugênio Vieira de Sousa, afirmou hoje em entrevista à rádio CBN que 13 brasileiros disseram que não querem ser repatriados.

Ucraniana fala sobre Zelensky na TV e choca os apresentadores

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Título, Texto e Vídeo: Gustavo Gayer, 2-3-2022


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J. R. Guzzo

A invasão da Ucrânia por tropas da Rússia, com todos os seus desdobramentos em matéria de destruição, violência extrema e martírio da população civil, permite uma comparação muito interessante com o Brasil neste ano eleitoral de 2022. É simples: separe, um por um, todos os candidatos à Presidência da República, e veja se algum deles, qualquer deles, seria capaz de se comportar como o presidente Volodymyr Zelensky está se comportando na guerra contra o seu país. Zelensky não fugiu. Não se rendeu. Não renunciou. Não está de quatro em busca de um acordo com os russos. Ficou no seu cargo, assumiu as suas responsabilidades e colocou um colete à prova de balas para enfrentar o inimigo. Corre risco de vida, mas até agora teve a coragem de cumprir suas obrigações.

Qual dos candidatos presidenciais brasileiros, honestamente, você vê fazendo a mesma coisa? Num país onde as classes intelectuais, os artistas e os partidos de esquerda querem entregar a Amazônia para a administração da ONU, de militantes ambientais ou do rei da Noruega, as nossas possibilidades, nessa comparação com o presidente da Ucrânia, parecem bem escassas. Pense em cada candidato; veja, com serenidade, quem é capaz de fazer o que o presidente Zelensky está fazendo. O Brasil, por sorte, não foi invadido pela Rússia, nem por ninguém, e não vai ser. É realmente um alívio.

Aqui, um grupo de candidatos soltou uma valente exigência, a 15 mil quilômetros de distância dos combates, para que o Brasil assuma uma posição “mais rigorosa” contra a Rússia, além da declaração em favor da paz que já fez na ONU; vamos ver o que faria cada um deles quando a primeira bomba explodisse a um km do Palácio do Planalto. O PT, por sua vez, conseguiu o feito de lançar duas notas oficiais sobre o mesmo assunto, uma depois da outra e com a segunda desmentindo a primeira. A nota inicial condenava o “imperialismo americano”. A que veio em seguida assumiu uma neutralidade vazia, tola e pusilânime. O companheiro Maduro, na Venezuela, hoje a estrela-guia de Lula, foi mais honesto — disse logo que é a favor da invasão e pronto.

Rússia acusa Ucrânia de usar comunidade pacífica como escudo vivo

Exército ucraniano é neonazista, diz Maria Zakharova

Marieta Cazarré

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova [foto], deu hoje (3) uma longa declaração à imprensa em que acusa a Ucrânia de ser um instrumento da política ocidental e de ameaçar diretamente a Rússia. Ela disse que o exército ucraniano é neonazista e se esconde atrás de um falso nacionalismo.

Foto: Ramil Sitdikov/Sputnik

"A Ucrânia recebia armamentos do ocidente em grandes volumes, se transformando num bloco militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que ameaça diretamente a Rússia. Tudo isso acontecia diante da ausência de garantias de segurança do nosso país", disse Zakharova, que afirmou ter documentos por escrito que comprovam que países do ocidente se negaram a dialogar com a Rússia.

"O regime de Kiev (capital do país) transformou a Ucrânia, o povo ucraniano, em um instrumento da política do ocidente, da Otan e de todos que governam esse bloco. Não há nenhuma dúvida de que no poder estão os bandidos. Os bandidos que agora recebem armas do ocidente, que usam os civis, que se escondem nas casas ao preço da vida dos seus cidadãos, cidadãos de outros países também e da sociedade civil em geral", afirmou a porta-voz russa.

Ela disse ainda que o exército ucraniano usa vários símbolos nazistas, usando princípios nacionalistas, se escondendo atrás das costas das mulheres e das crianças, manipulando a consciência pública, com ajuda colossal dos serviços especiais dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e dos países da Otan.

Brasil pode rebaixar pandemia de covid-19 para endemia, diz presidente

Ministério da Saúde confirma que medida está em estudo

Karine Melo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (3) que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estuda rebaixar para endemia o status da covid-19 no Brasil.

"Em virtude da melhora do cenário epidemiológico e de acordo com o § 2° do Art. 1° da Lei 13.979/2020, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estuda rebaixar para ENDEMIA a atual situação da COVID-19 no Brasil", disse Bolsonaro por meio de uma postagem no Twitter.

Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que já está adotando as medidas necessárias para reclassificar o status da covid-19 no Brasil que, atualmente, é identificado com pandemia. “O Ministério da Saúde avalia a medida, em conjunto com outros ministérios e órgãos competentes, levando em conta o cenário epidemiológico e o comportamento do vírus no país”, declarou o órgão.

Diferenças

Desde março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o surto sanitário de covid-19 como uma pandemia.

O termo endemia é usado nos casos de doenças recorrentes, típicas, que são frequentes em uma determinada região, mas para as quais já há uma resposta efetiva à população por parte da rede de saúde.

Putin, o czar vermelho do século XXI

De espião da KGB a líder máximo do eurasianismo: a sombria e bem-sucedida trajetória do presidente russo Vladimir Putin. Entenda por que ele NÃO é um conservador

Brás Oscar

Em 1952, quando São Petersburgo se chamava Leningrado, nasceu Vladimir Vladimirovitch Putin. A cidade havia perdido o nome que honrava São Pedro e agora fazia referência ao nome de Lenin, e foi nesse ambiente, num apartamento comunitário do sistema soviético de moradia, que Vladimir Putin cresceu assistindo aos filmes de espião feitos pela mídia estatal da URSS, fato que, mais tarde, o faria querer entrar para a KGB, o serviço secreto da Rússia comunista.

Foto: Mikhail Limentyev/Kremlin Pool/Sputnik

O início da carreira e a ascensão ao poder

Putin cursou Direito na Universidade Estatal de Leningrado, graduando-se em 1975 com uma dissertação na área de Direito Comercial e Relações Internacionais, cujo tema era a cláusula de nação mais favorecida em acordos internacionais bilaterais.

No mesmo ano em que se graduou, Putin entrou para os quadros do Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti (Comitê de Segurança do Estado), a famosa KGB.

A KGB foi uma evolução da Tcheka, a primeira polícia secreta soviética criada pelo próprio Lenin na primeira fase da revolução de 1917.

O objetivo da Tcheka era simples: caçar e catalogar todos os que pudessem ser “inimigos da revolução” e, obviamente, eliminá-los.

Após a Segunda Guerra Mundial, a URSS passa a ser a segunda maior influência global, e é nessa fase que a já renomeada KGB adquire a função de “proteger o cidadão soviético da influência ocidental e sabotar os inimigos políticos da URSS”, isto é: doutrinação política, propaganda ideológica e desinformação, através de sua rede de agentes e agências auxiliares, como a StB ― Státní bezpečnost  agência de inteligência e informação com base na antiga República Socialista da Tchecoslováquia.

Putin recebeu toda a sua formação política neste ambiente de perseguição, espionagem e assassinatos. E foi neste ambiente que ele teve grande sucesso.

Em menos de dois anos foi promovido a membro do departamento investigativo de contrainteligência, sendo rapidamente elevado ao posto de Major de Justiça especialista em inteligências estrangeiras.

Depois foi promovido a Chefe do Departamento de Fronteiras em 1985, atuando em Dresden, na Alemanha Oriental, cargo que ocupou até 1990, com a reunificação das Alemanhas. O Muro caiu e Putin retornou para a Rússia, onde atuou no departamento da KGB de Leningrado, cuja especialidade era a inteligência territorial. Ele havia sido convidado para um cargo importante na agência principal, em Moscou, mas por motivos que apenas futuramente foram compreendidos, ele preferiu algo mais discreto e com menos relevância.

Exemplo da Globolixo

Mas ela não está sozinha, no Brasil e no mundo, sublinhe-se, a bem da Verdade.

[Viagens & Destinos] Caminhos da História - Pedro Hispano, Médico e Papa Português



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[Viagens & Destinos] Caminhos da História: O Românico 
Imperdíveis - Winemakers - Manuel Lobo de Vasconcellos (Quinta do Crasto)

[Produtos e Serviços] Por que os motoristas de aplicativos não ligam o ar-condicionado?

Porque a maioria funciona a gás, e este não tem a potência da gasolina, e aí eles gastam mais gás, então, economizam… e dizem que é orientação da Uber/Prefeitura do Rio.

Gente, lembro de uma ocasião, em Botafogo, esquina da Rua Farani com a Praia de Botafogo, o sufoco que passei para, enfim, seguir para a Barra dentro de um carro… climatizado!

Então, quando eu pedia um uber, logo mandava mensagem para o motorista: “ar-condicionado ligado, por favor.”

Em Lisboa, no distrito, é a mesma coisa, com uma diferença: pediu para ligar, tudo bem.

Aliás, quer saber? a UBER, isto é, o serviço da uber, diferenciado, para cima, para melhor, já era!

quarta-feira, 2 de março de 2022

Ucrânia e dissidência de opinião

Telmo Azevedo Fernandes

A invasão ilegal e criminosa da Ucrânia por parte de Putin revelou não só a coragem do Presidente Zelensky, como agregou grande parte do mundo em torno da única posição que uma pessoa decente pode tomar em relação a este conflito, que é a de condenação absoluta da agressão perpetrada pelo presidente da oligarquia russa e de solidariedade total para com o povo ucraniano.

A partir daqui a gestão política da crise, e em especial as respostas que os países da NATO devem dar à situação, não é evidente, nem trivial, nem isenta de discussão ou crítica.

Todavia, dos decisores políticos e em grande parte da opinião pública nacional, parece haver tendência para cometer de novo um dos principais erros cometidos durante a agora temporariamente defunta pandemia de covid, que é o de considerar imoral qualquer opinião divergente, desonesto propor ações alternativas ou escandalosa qualquer dúvida ou cepticismo que se possa ter em relação às narrativas do governo ou discurso dos inúmeros especialistas que dão opinião nas televisões e redes sociais com o mesmo tipo de certezas e bazófia dos epidemiologistas da DGS.

Um recente sinal da continuação desta mentalidade tacanha e fascistoide foi o anúncio feito pela presidente da comissão europeia de que os governos irão proibir o acesso na Europa aos meios de comunicação social controlados pelo Estado russo e que os governos europeus vão desenvolver ferramentas para banir aquilo que considerem desinformação e propaganda russas.

Ora: não há puros nem santos, nem na Rússia nem na Ucrânia. E, que eu saiba, a comissão europeia não recebeu a graça da unção divina de ser zelador e definidor do que é a Verdade, una e completa.

Vaccin : Raoult lâche une bombe ! - JT du mercredi 2 mars 2022

Dans cette édition, nous reviendrons également sur la dernière vidéo publiée par le professeur Didier Raoult. Une vidéo complexe qui mérite d’être décryptée.

Egalement au programme, le casse-tête des automobilistes avec l’arrivée prochaine des zones anti-pollution.

Mais avant, le point sur la guerre en Ukraine. Alors que le conflit prend racine, le président Zelensky pose ses pions et encourage à la formation de guérillas dans une guerre qui est aussi médiatique.

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Não, na Direita não há muros

Apesar do seu radicalismo, há uma enorme diferença entre o Chega e o PCP e o Bloco. Como mostra a guerra na Ucrânia, o Chega apoia a democracia e está ao lado dos aliados ocidentais de Portugal

João Marques de Almeida

A guerra na Ucrânia é um daqueles momentos que clarificam de um modo cristalino as águas políticas. Regressando à linguagem mural, de que o PM António Costa tanto gosta, não se pode ficar em cima do muro. As forças políticas estão num lado, ou noutro; não há terceiras vias. Na Ucrânia, ou se está ao lado de um país democrático, ou apoia-se a ditadura de Putin. E há quem apoie Putin, países como Cuba, Coreia do Norte, Síria e Venezuela.

O que se passou em Portugal? Na esquerda, os muros continuam onde sempre estiveram: entre o PS e os partidos à sua esquerda, o PCP e o Bloco. O PCP nem sequer disfarça o seu apoio a Putin. É espantoso como os comunistas nunca perdem uma oportunidade para estar no lado errado da história, e sempre ao lado de quem esmaga, brutaliza e explora as populações nacionais e estrangeiras. O PCP continua com muitas saudades da antiga União Soviética. Cada vez que algum comunista ataque o “radicalismo antidemocrático” do Chega, merecem ouvir logo um nome, Putin.

O Bloco como sempre procura ficar em cima do muro. Reconhece que a Rússia de Putin é uma ditadura, mas coloca-a num plano idêntico ao “imperialismo norte-americano.” Para o Bloco a democracia americana e a ditadura de Putin estão no mesmo nível. Ou seja, o Bloco discorda de todos os governos europeus, aliados dos Estados Unidos, e a combater a agressão da Rússia. Quando coloca um aliado da Europa no mesmo plano da Rússia de Putin, o Bloco está a mostrar a sua verdadeira natureza: um partido que continua a ser contra as democracias liberais e anti-europeu.

A Ucrânia e as diferenças com o "whataboutismo"

João Pedro Pimenta

Perguntava-me há dias se a situação na Ucrânia provocaria tanta comoção como quando houve a questão do Iraque. Nessa altura, houve uma jornada mundial de manifestações (talvez dos primeiros grandes efeitos da Internet), a 15 de fevereiro de 2003, de protesto contra a iminente invasão do Iraque, com manifestações por toda a parte (se me perguntarem, sim, eu estive numa nessa data, no Porto, e no dia em que começou a guerra estive ao lado dos iraquianos em Atenas).

Neste momento, felizmente, começa a haver um grande movimento contra esta invasão e a favor da Ucrânia. A diferença, pelo que me pareceu, é que é sobretudo no mundo ocidental, com o resto um pouco mais indiferente, mas espero estar enganado.

A propósito do Iraque, tenho visto as estafadas perguntas "então e o Afeganistão, o Iraque, a ex-Jugoslávia"...normalmente é um estratagema de whataboutismo para se poupar a Rússia por birra com o ocidente (a que pertencemos), porque uns não implicam outros. E quem as faz assobia para o ar perante a flagrante violação do direito internacional, que antes tanto dizia defender. Mas há apesar de tudo, diferenças, pelo menos nestes três.

O Afeganistão invadiu-se porque albergava uma colónia de terroristas que tinha provocado o 11 de Setembro. Os Estados Unidos sofreram um ataque armado e pelo Direito internacional tinham todo o direito de se defender, como a ONU concordou. Outra questão será saber se administraram bem a situação após a fase militar.

Na ex-Jugoslávia, ou antes no Kosovo, estava a haver uma limpeza étnica das populações albanesas locais, de tal forma que tanques sérvios chegaram a atravessar a fronteira com a Albânia atrás de kosovares. Deu-se então uma intervenção da NATO, bombardeando não só forças militares, mas também pontos estratégicos em Belgrado, o que levou à morte de alguns civis (e até ao bombardeamento por engano da embaixada chinesa). Sendo certo que uma intervenção para evitar situações como a que tinham ocorrido na Bósnia anos antes era mais que aconselhável, a verdade é que a NATO não tinha mandato da ONU e levou a ação longe demais para além dos objetivos.

O Iraque é o que se sabe. Os EUA e alguns aliados, como a campanha contra o "Axis of Evil" dos neoconservadores, conseguiram implicar Saddam Hussein com a Al-Qaeda, com a qual não tinha rigorosamente nada a ver, e inventar umas fantasiosas armas de destruição maciça, que Colin Powell "revelou" numa sessão das Nações Unidas em que o seu prestígio de décadas se estampou. O resto é história.

Língua Portuguesa] Como escrever ‘horas’?


Flávia Neves

Na língua portuguesa, a escrita das horas está padronizada: 9h, 15h30, 22h30min

Abreviatura de horas

A abreviatura correta da palavra horas é um h minúsculo, que deverá ser escrito ao lado do número, sem espaço ou ponto abreviativo:

· 7h
· 11h
· 13h
· 17h
· 21h

Escrita errada: 7H, 11Hs, 13h., 17hs, 21hrs.

Indicação de horas exatas

Na indicação de horas exatas não é necessária a escrita de 00 depois da abreviatura das horas, não devendo ser acrescentadas informações que sejam desnecessárias:

· 6h
· 14h
· 20h

Indicação de horas, minutos e segundos

A abreviatura da palavra minutos é min e a da palavra segundos é s, ambas escritas com letra minúscula, sem ponto abreviativo:

· 25min
· 45min
· 40s
· 55s

A indicação das horas, minutos e segundos deverá ser feita de forma seguida, sem espaços que marquem a subdivisão do tempo:

· 18h15
· 18h15min
· 18h15min30s
· 18h15min30
· 21h30
· 21h30min
· 21h30min45s
· 21h30min45

[Atualidade em xeque] Chaplin e Zelenski, dois fantásticos discursos contra a psicopatia mundial que ronda a humanidade

José Manuel

Em 15 de outubro de 1940, ainda no alvorecer da Grande guerra, o eterno Charles Chaplin presenteou o mundo com um alerta em forma de filme com o título de O GRANDE DITADOR.

Neste filme, uma sátira dramatizada, com ele travestido de Nazista, brincando com um globo terrestre como se tivesse o planeta em suas mãos, mostrava à humanidade toda a crueldade de uma guerra, que mal sabia, ainda se prolongaria por mais cinco anos.

Ao final do filme, ele faz um discurso antológico, que todos deveriam conhecer tal a sua importância como pensamento e alerta ao ser humano.

Oitenta anos são passados e ainda continuamos nas mãos de psicopatas globais, que nos ameaçam com a extinção a qualquer hora.

A humanidade, desde 1945 não aprendeu absolutamente nada.

Somos seres idiotizados perambulando por este pobre planeta.

Abaixo um pequeno trecho, porque é muito extenso, mas encontrado para pesquisa na Wikipedia, com facilidade.

“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”

Agora, em pleno século 21 surge mais um psicopata nos ameaçando de extinção como se isso fosse uma brincadeirinha de jardim de infância.

A guerra e a moral

O mundo está neste momento a condenar a Rússia pela injustificada invasão de um país soberano e independente. Mas o mesmo mundo apoia o uso da força militar por parte dos invadidos, legitimando-o com a necessidade de defender o seu território, a sua liberdade, o seu povo. A mesma guerra tem dois protagonistas, nesta história que globalmente se conta. O vilão sem moral e o herói improvável cujo bom caráter se engrossa à medida que vai dando o corpo às balas. Nesta narrativa, a mesma guerra tem e não tem moral.

Sofia Aureliano

Sete dias volvidos do início da invasão da Rússia à Ucrânia, muito já se disse e escreveu sobre a guerra. A estratégia de ataque de Putin. A escassez de meios da Ucrânia. Os objetivos do invasor. O destino a curto prazo do invadido. A moral da guerra. Ou a ausência dela.

Do ponto de vista geopolítico, nada direi que acrescente valor ao tanto que tem sido dito e escrito. De nada servirá alimentar o tema com mais afirmações num cenário em que o que mais sobressai são as incertezas.

1. Falemos então da moral. Há moral nesta guerra?

A questão é mais abrangente do que isto. A guerra, que aqui vamos circunscrever à delimitação clássica de conflito entre estados, existe desde tempos sem memória e é paralela à existência humana. Tem, invariavelmente, um custo muitíssimo elevado em vidas humanas. Mortas, feridas, desalojadas. Pessoas a quem foi roubado o futuro. Este desfecho, sendo incontornável, pelo menos, para uma das partes (mas quase sempre para as duas) não parece coadunar-se com dialéticas da moralidade.

Mas são estas consequências de atos que se acredita que possam ter justificação? Pensemos assim: o mundo está neste momento a condenar a Rússia pela injustificada invasão de um país soberano e independente. Mas o mesmo mundo apoia o uso da força militar por parte dos invadidos, legitimando-o com a necessidade de defender o seu território, a sua liberdade, o seu povo. A mesma guerra tem dois protagonistas, nesta história que globalmente se conta. O vilão sem moral e o herói improvável cujo bom caráter se engrossa à medida que vai dando o corpo às balas. Nesta narrativa, a mesma guerra tem e não tem moral.

2. Realismo vs. Pacifismo. Duas visões da guerra.

Putin é um seguidor da “realpolitiks”, escondida por trás da máscara de imperativo ideológico. Só um defensor do realismo como única forma de fazer política encara como exclusivo e preponderante o preceito de que o que conta na relação entre estados é o direito à liberdade do mais forte. De pensamento e de ação. Logo, qualquer norma de natureza moral que limite a prossecução do que é considerado o melhor interesse do país é maléfica e não pode ser tida em conta.

[Atualidade em xeque] O boquirroto atômico

José Manuel

Hoje, domingo, 27 de fevereiro, a Ucrânia está no quarto dia de ataques covardes à sua soberania.

O boquirroto ainda não percebeu que já perdeu e não tem mais volta, mas continua a sua sanha criminosa de quanto mais matar, mais o seu ego se infla.

E perdeu feio de várias maneiras. Primeiro achava e jurava aos seus asseclas que iria ser moleza e uma questão de horas, em que o Presidente Zelensky iria se render e fugir ou algum tipo de veneno manjado iria fazer efeito.

Quebrou a cara fortemente pois o Presidente Zelensky não se rendeu, e muito diferente do que pensava, vestiu um uniforme militar e está reagindo fortemente às suas pretensões milico-sádicas com a galhardia de um herói.

O boquirroto das estepes conseguiu em apenas quatro dias fabricar um herói nacional, admirado em todo o mundo decente.

Também conseguiu não só unir os povos do planeta em torno de uma nação, como conseguiu isolar o seu próprio país do resto do mundo, ficando em 72 horas banido dos céus europeus, do sistema bancário internacional, ter todos os ativos internacionais congelados, de todas as áreas esportivas e toda a área main stream europeia fora do seu alcance.

Um feito e tanto para quem se achava o “dono" do mundo e os seus conterrâneos devem estar adorando ter ficado órfãos do planeta.

Aí, sem outra saída honrosa para tanta bobagem e no seu melhor desempenho como boquirroto, resolveu ameaçar a humanidade com seu arsenal nuclear.

terça-feira, 1 de março de 2022

Um recado de soberania e liberdade

A guerra na Ucrânia também nos faz refletir sobre o tipo de líder que queremos eleger em 2022

Rose Rocha

Geografia é destino? No caso da Ucrânia, sim. Mas o presidente do país, Volodymyr Zelensky, decidiu que não. Depois de uma série de tentativas frustradas de negociações de paz com a Rússia e pedidos de apoio à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Zelensky decidiu ficar e lutar ao lado dos soldados ucranianos para defender o território.

A Ucrânia é um país do Leste Europeu, com 44 milhões de habitantes. A retomada de negociações para fazer parte da aliança militar, Otan, provocou forte reação da Rússia, que se posicionou com ameaças, seguidas do ataque militar. Não adiantaram nem mesmo as sanções por parte da União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido.

A ação foi considerada por muitos líderes mundiais uma afronta à soberania da Ucrânia. E Zelensky se tornou conhecido internacionalmente por resistir à potência bélica russa.

Volodymyr Olexandrovytch Zelensky tem 44 anos e foi eleito presidente da Ucrânia em 2019, com 79% dos votos no segundo turno. Ao tomar posse, dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições. Filho de pais judeus, é formado em Direito, mas optou por seguir carreira de ator. Em 2003, fundou a Kvartal 95 Studio, produtora de séries audiovisuais para a TV. Ficou conhecido por criar e estrelar a comédia Servo do Povo, em que representa um professor que se torna presidente por acaso, ao criticar a corrupção no país. Tal como na ficção, Zelensky se tornou chefe de Estado e hoje governa a Ucrânia.

Agora, enquanto líderes internacionais decidem o que fazer, Zelensky veste o colete à prova de balas e vai para as ruas de Kiev, ao lado de soldados ucranianos. O ex-presidente Petro Poroshenko também ficou na capital para lutar com a resistência. Com baixo número de soldados, o Ministério da Defesa chegou a pedir na TV que os cidadãos usassem armas e preparassem coquetéis molotov para se defender.

Imagens de crianças se despedindo dos pais chegam em tempo real para todos os cidadãos do mundo. Homens entre 18 e 60 anos não podem deixar o país — e já são milhares de refugiados que, provavelmente, não conseguirão voltar para casa. A impotência da Ucrânia e a incapacidade da Otan em ajudar diretamente deixam indignados aqueles que assistem de casa ao confronto entre Davi e Golias. Difícil entender por que um presidente não se rende e decide ir para a guerra colocando em risco a vida de seus cidadãos? Não.

Vacina brasileira contra a covid-19 deve estar pronta em nove meses

A informação foi dada hoje pelo ministro Marcos Pontes

Luciano Nascimento

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse hoje (1°) que a vacina brasileira contra o novo coronavírus deve estar disponível para uso na população em nove meses. Chamado de RNA MCTI CIMATEC HDT, o imunizante contra a covid-19, começou a fase 1 de teste em pacientes em janeiro.

O imunizante, desenvolvido por pesquisadores brasileiros da Rede Vírus MCTI em parceria com a americana HDT Bio Corp, é financiado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), e é produzido no SENAI CIMATEC de Salvador (BA).

Os testes de fase 1, autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) também estão sendo em Salvador.

“Nós investimos em 16 tecnologias de vacinas no Brasil. Dessas 16, cinco entraram na Anvisa para iniciar os teste sclínicos. Uma delas passou, foi aprovada pela Anvisa e já começou os testes clínicos que deve durar nove meses”, disse o ministro que participou da Mobile World Congress 2022, principal feira do mundo do setor de telecomunicações, realizada em Barcelona.

A vacina utiliza a tecnologia de RNA mensageiro. Nesse tipo de vacina, o código genético do vírus vai para dentro do corpo, e, lá dentro, fornecem instruções para que as células e sistema imunológico construam uma resposta e gerem anticorpos.

A tecnologia RepRNA permite que o RNA seja capaz de se autorreplicar dentro das células, o que garante uma resposta imune robusta e duradoura com uma dose menor da vacina. De acordo com Pontes, o investimento aplicado pelo governo para a elaboração do imunizante será de R$ 350 milhões.

[Estórias da Aviação] As ervas da ira (parte III) – Gozador extrapolando limites

José Manuel

O ano era 1978, e ao receber a minha escala do mês de setembro estava com uma programação de Santiago do Chile bate e volta, e o equipamento era o notável "Flecha ligeira“, o famoso Boeing 707.

Esse voo era muito especial, pois antes da chegada a SCL, tínhamos uma das vistas mais lindas que jamais saem da nossa memória: a cordilheira dos Andes. O sobrevoo da cordilheira com suas neves eternas, é simplesmente soberbo!

O voo corria supernormal, bastante trabalhoso, mas um pouco antes do início da descida alguém me entregou uma revista, salvo engano uma Der Spiegel, alemã, com uma reportagem sobre uma determinada boate gay em Roma, e com uma foto em que aparecia uma imagem de alguém de perfil, pretensamente parecido comigo.

A foto estava com um círculo de caneta em volta da imagem de um gay, com uma seta indicando o meu nome.

Como nunca gostei nem pratiquei esse tipo de brincadeira, achei por bem terminar ali a fanfarronice do autor, um conhecido "brincalhão” e guardei-a na minha mala pequena, que todos levavam a bordo, para algum tipo de emergência, como um pernoite não programado por exemplo.

Chegamos a Santiago e depois de algum tempo no solo retornamos ao Rio, como habitual.

Cheguei em casa, e desmontando a mala, observei que a dita revista não estava dentro e tive o desprazer de entender que haviam aberto ilegalmente a minha mala para retirar a tal revista. Não gostei e claro temi por algo no futuro. Estava certo e então só me restava aguardar.

Algum tempo depois, por duas ou três vezes, alguém que encontrava dizia que eu tinha ficado muito bem “naquela foto". Não liguei o fato a nada pois tirávamos dezenas de fotos nos pernoites e certamente deveria ser alguma delas.

Certo dia, no D.O do Galeão, depois de assinar a folha para um voo de Miami, um outro colega veio a mim com três fotos em formato postal, e me entregou dizendo que o autor as havia enviado a mim.

Perguntei quantas fotos ele sabia que existiam e a resposta foi, "várias"!

Liguei os fatos e deduzi que o processo de distribuição dessas fotos já estava sendo executado há tempos. Furioso, segui para o avião e foi um voo péssimo para mim.

[Aparecido rasga o verbo] Atividade paralela

Aparecido Raimundo de Souza

GYULA TEM NOME de origem húngara mas nunca esteve nesse país, nem é filho ou consanguíneo de alguém oriundo dessas paragens. Seus pais são brasileiros da cidade de Leme, interior de São Paulo e o nome do primeiro filho da família Oliveira se deu ao fato do pai Gilberto, professor de literatura da rede pública estadual gostar dos livros de Krúdy. E também dos textos de Sándor Márai, outro renomado húngaro que morreu em 1989.

Gyula, hoje, com vinte e dois anos, trabalha com o pai na escola da localidade onde moram, a pacata Rosa das Montanhas, não na mesma função dele, mas na secretaria, estando a seus cuidados praticamente todos os serviços burocráticos de uma tumultuada escola de 1° e 2° graus. O rapaz é um respeitado cidadão. Todos o adoram e estimam. Desde a diretora ao porteiro. Os alunos, nem tem comparação, são um caso à parte. Por ser querido e honesto, foi nomeado recentemente pelo secretário de educação e pelo prefeito, em solenidade que contou com várias autoridades locais ao cargo de presidente do COAJA.

COAJA nada mais é que CONSELHO DE APOIO AOS JOVENS E ADOLESCENTES, uma pasta que visa entre outras coisas, dar assistência irrestrita (não só às crianças da escola) como, igualmente, aos meninos e meninas de rua na idade de oito a dezessete anos, período considerado crítico pelos especialistas em estudos voltados para menores carentes abandonados à sorte. Gyula está nessa atribuição ha três anos e vem mostrando que não ficou restrito somente aos deveres desse ofício, ao contrário, implantou idéias novas.

Desenvolveu perspectivas que deixaram pasmos e de queixos caídos não só o criador original do projeto de lei como todos os vereadores da Câmara Municipal, notadamente aqueles que na época de sua indicação votaram contra a designação de seu nome. Todavia, Gyula foi preso e autuado em flagrante pelo delegado José Galo Silveira, da polícia civil, que abriu inquérito e, neste momento o rapaz está respondendo um processo no fórum local. Descobriu-se, após sérias investigações, que não se tratava de nenhuma jovem.

Uma jovem? Que jovem?! Vamos tentar explicar o fato pormenorizadamente. Abrindo aspas. “Enquanto os dias passavam, os pneus dos carros, ônibus e tudo que usasse rodas, na linda e acolhedora Rosa das Montanhas, iam sendo furados e os números, a cada noite, praticamente triplicavam. Em vista disso, o delegado José Galo Silveira, botou no chilindró o Peçanha, proprietário da maior borracharia da cidade mas, concluiu, a posteriori, não ser ele o vilão das estranhas investidas dos esvaziamentos de pneus. Furioso por ter ido parar na cadeia e dormido algumas noites no cimento frio, Peçanha acionou um advogado vindo da capital e entrou com uma ação de indenização e perdas e danos...

A síndrome do bicho-da-seda

Durante décadas construímos uma civilização-casulo. Ou seja, um mundo suficientemente rico para pagar para que não o ataquem. Mas agora o nosso casulo foi brutalmente rasgado pela brutalidade de Putin

Helena Matos

De repente a pandemia acabou. Os rostos que vemos na televisão têm lágrimas e não máscaras. Percebemos que nos abrigos de Kiev a distância social não existe. E que os passaportes voltaram a certificar nacionalidades e não vacinas contra a COVID. Mais desconcertantemente ainda vemos as mulheres fugindo com os filhos e os homens, entre os 18 e os 60 anos, ficando para trás pois a mobilização proíbe-os de partir (o que será que a legislação sobre a identidade de género dirá sobre esta óbvia discriminação?)… O mundo teima em existir para lá do nosso casulo, não é? Em estraçalhar as verdades convenientes em que nos vamos embrulhando.

Durante décadas construímos uma civilização-casulo. Ou seja, um mundo suficientemente rico para pagar a outros para que não o ataquem.

Suficientemente acomodado para ignorar o reverso das causas com que entretém o ócio e ilude o vazio deixado pelo medo de enfrentar a realidade.

Suficientemente entorpecido para ter feito do recuo a táctica que lhe permite lavar as mãos em todas as situações.

Mas agora o nosso casulo foi brutalmente rasgado pela brutalidade de Putin. E descobrimos perplexos que não só não podemos escapar ao mundo que rodeia o nosso casulo, mas também que ele é constituído por uma teia de meias verdades.

Por exemplo, como foi possível termos levados os últimos anos a fechar centrais nucleares e a carvão na Europa sabendo que isso aumentaria a dependência do gás russo? Ah claro íamos salvar o planeta! Não interessa que não tenhamos instalada capacidade para produzir energia de forma alternativa nem sequer que estas energias não sejam, pelo menos por enquanto, uma alternativa: íamos ser os campeões do mundo da transição energética fosse isso o que fosse! Ou mais precisamente transitámos para uma dependência crescente do gás proveniente da Rússia!

Essa dependência estava aí à nossa frente, mas para que os riscos que ela representa se tornassem assunto de discussão foi necessário que Putin mandasse as suas tropas para Kiev. Na verdade, a intervenção russa na Geórgia em 2008 não impediu que dois anos depois começasse a ser construído o Nord Stream 1 para levar gás da Rússia para a Alemanha. E em maio de 2018 quando começou a ser construído o gasoduto Nord Stream 2 Putin já tinha anexado a Crimeia (2014) e nas zonas de Donetsk e Lugansk transformava em letra mais ou menos morta os Acordos de Minsk. Mesmo agora em 2022, se Putin se tivesse “limitado” a apoiar militarmente a criação das repúblicas de Donetsk e Lugansk, seria muito provavelmente o convidado de honra da cerimónia de inauguração do Nord Stream 2.

[L’édito de Valérie Toranian] Les premières victoires de Volodymyr Zelensky, héros européen

Valérie Toranian

Aux États-Unis qui lui proposaient de l’exfiltrer pour le mettre en sureté, Volodymyr Zelensky [foto] a répondu qu’il avait besoin de munitions, pas de taxi. Tel l’enfant grec du poème de VictorHugo contemplant les ruines noircies de son île de Chio, Zelensky veut « de la poudre et des balles ». Quelques heures ont suffi, après le début de l’agression russe, pour transformer l’ancien comique élu à la présidence en 2019, en chef de guerre, forçant le respect et l’admiration.

À l’opposé du président afghan Ashraf Ghani, s’enfuyant en hélicoptère en Ouzbékistan dès l’apparition des premiers groupes de talibans dans Kaboul, le 15 août dernier, Zelensky est au cœur de la bataille, dans Kiev encerclée par les troupes de Poutine. « Je reste dans la capitale. Ma famille est également en Ukraine. Mes enfants sont en Ukraine. Les membres de ma famille ne sont pas des traîtres, ils sont des citoyens ukrainiens ». Le président envoie régulièrement des messages à ses compatriotes, les exhortant à résister, à prendre les armes. « Pas de panique nous vaincrons », a-t-il déclaré sur les réseaux sociaux, le premier jour de la guerre. Aux soldats russes, qui hésitent à frapper ce « peuple frère » avec lequel ils ont tant de liens, Zelensky demande de déposer les armes et de rentrer chez eux.

« Poutine a été trop loin pour reculer : l’existence même d’un Zelensky est une menace pour son pouvoir personnel et sa légitimité, il n’aura de cesse de le faire disparaître. »

Le héros est celui qui relève le gant quand toutes les chances sont contre lui, écrivait Eschyle. Zelensky est un héros de tragédie. Dans quelques heures ou quelques semaines, le président ukrainien sera peut-être mort. Capturé et liquidé par les forces spéciales russes ou par les mercenaires du groupe Wagner qui ont pénétré sur le territoire ukrainien comme le révèle aujourd’hui le quotidien anglais The Times : leur cible numéro un est Zelensky, leur cible numéro 2, sa famille. Poutine a été trop loin pour reculer : l’existence même d’un Zelensky est une menace pour son pouvoir personnel et sa légitimité, il n’aura de cesse de le faire disparaître.

On ne peut qu’applaudir la résistance ukrainienne, largement sous-estimée par Poutine. Mais ne sous-estimons pas, en retour, la puissance militaire du dirigeant russe. La guerre ne fait que commencer. Moscou se prépare à l’étape suivante. Sans même parler de la menace nucléaire que Poutine n’hésite pas à brandir mais qu’il aura du mal à activer (à moins d’être encore plus fou qu’on ne le dit), le chef du Kremlin a encore les moyens de faire souffrir mille morts à l’Ukraine. Il peut soumettre Kiev à un déluge de fer et de feu à l’image de ce qu’il avait fait à Grozny en Tchétchénie. Certes, il proclame que Kiev est le centre historique de la Rus ancestrale et il pourrait hésiter à la balayer de la carte, mais les événements ont prouvé que Poutine est rarement étouffé par les scrupules.

Le coût à payer pour la soumission de l’Ukraine sera lourd du côté russe. Entre les sanctions économiques, particulièrement élevées, qui vont affaiblir un pays déjà pauvre, et les pertes sèches que subira l’armée russe si elle s’embourbe en Ukraine, Poutine joue gros. Pourquoi prendre autant de risques et ne pas se contenter d’annexer les républiques du Donbass ?