sexta-feira, 5 de agosto de 2022

LIVE com o presidente Bolsonaro, 4 de agosto

[Aparecido rasga o verbo] Se eu contar, será que alguém acredita?

Aparecido Raimundo de Souza

FUI BUSCAR MEUS AVÓS na rodoviária e, quando chegamos na portaria do prédio onde eu morava com minha família, ao procurar pelas chaves (havia esquecido principalmente a da entrada do edifício), toquei o interfone. Na primeira e segunda vez, ninguém deu sinal de vida. Insisti e, finalmente, na sexta buzinada, a Francisca, nossa empregada, atendeu, afobada:
— Quem é?
— Abre, Francisca.
— Quem é?
— Eu...
— Eu quem?
— Troncoso

— Ok, meu filho. Abriu?
— Não...
— Abriu?
— Não...
— E agora?
— Continua travada.
— Raios! Abriu?
— Não.
— Diabo, sô. E agora?
— Não, simpática. Melhor você descer com a chave.
— Abriu?
—Agora sim, deu certo. Obrigado.

No interregno intermediado entre o chato indigesto e causticante do “abre e o não abre” do mecanismo ao ser acionado, meu avô Serafim (lá do “interiorzão” de Andirá, no Paraná), exumou da sua cabeça branca um velho ensebado e surrado chapéu de palha. Em seguida, se virando para minha avó Lucinda observou, muito sério e visivelmente enfezado:
— Ta vendo, amor? Vê se pode!
— O que está acontecendo? Não é aqui que a “Tiana” mora?
— Não, querida. O problema é o nosso neto...
— O que tem ele, amor?
— Espia a cara do engraçadinho! O tonto pensa que “somos besta”. Depois que cresceu deu pra falar com a parede.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, São Paulo. 5-8-2022

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O senhor da OMS ainda NÃO tomou a vacina

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Cunha fala tudo! Paulo Figueiredo entrevista o ex-deputado Eduardo Cunha

Lucros extraordinários das empresas de energia

Telmo Azevedo Fernandes

Alguém se lembrou de criar um imposto extraordinário para taxar os lucros ditos “caídos do céu” que as empresas de testes covid ganharam desde que a palermia se iniciou em março de 2020?

O primeiro-ministro não acha ser sua obrigação pedir desculpa pela arrecadação extraordinária de impostos que a inflação providencia ao Estado?

Não será o valor acumulado de impostos pornográficos já cobrados sobre os combustíveis ao longo dos últimos anos de uma magnitude superior aos lucros que as empresas de energia estão a ter agora com a subida dos preços?

Ancorados na manhosa lengalenga de ódio do bloco de esquerda e demais tontos esquerdistas à criação de riqueza, os nossos governantes veem agora mais uma oportunidade de cavalgar os sentimentos populistas mais básicos da vingançazinha invejosa sobre quem faz dinheiro no mercado. A conversa fiada dos “lucros extraordinários” é uma forma engenhosa de alimentar a narrativa mentirosa de que os lucros de uns resultam necessariamente em perdas para outros. No fundo, para estes pascácios neomarxistas qualquer lucro é mau. Mas grandes lucros, esses, são intoleráveis. Por isso é preciso caçar implacavelmente essa riqueza produzida através da criação de novos impostos em cima dos já existentes, e que representam só por si mais um contributo para o esbulho fiscal.

Se, passe a redundância, os socialistas não fossem ignorantes dos princípios básicos de economia, não se esqueceriam tão facilmente de que os preços são formados no jogo da oferta e da procura e de que a subida e descida de preços é fundamental para assegurar a continuidade do fornecimento ao mercado. Os atuais lucros das empresas de energia não se devem à ganância ou à manipulação do mercado. Resultam sim da oferta – agora reduzida pelo boicote ao gás da Rússia e pela aposta suicida num mix energético que trata os combustíveis fósseis como pecado – e resulta da procura dos consumidores que se mantém inalterada. Uma vez que os lucros decorrem das condições do mercado é inútil e estúpido atribuir-lhes qualificativos morais como “injustos”, “excessivos” ou “escandalosos”.

O mundo não vai acabar

A nova 'emergência' — que exigirá, é claro, medidas 'excepcionais' que, também é claro, devem ficar acima das leis vigentes — é falsa, hipócrita e mal-intencionada

J. R. Guzzo

Órfãos da Covid, que saiu das manchetes e do rol das preocupações públicas de primeiro grau, burocratas e militantes da “reconstrução radical da sociedade” continuam fazendo tudo para conservar as suas posições e os poderes que atribuíram a si próprios durante a pandemia — a começar pelo mais cobiçado de todos eles, que tem sido o poder de dar ordens às pessoas e mandar nos governos sem nunca terem disputado uma eleição popular. A sua arma, agora, é a “mudança do clima”. Estão jogando tudo nela para provocar um novo terror — o de que o mundo vai acabar a curto prazo, destruído pela “deterioração” do meio ambiente.

O último a se lançar nessa onda de histeria foi o secretário-geral da ONU [foto], um cargo que não significa mais grande coisa, e nem impressiona mais ninguém, mas ainda serve para fazer ruídos na segunda linha do noticiário e ajudar nas fantasias de que existe gente virtuosa cuidando dos problemas da humanidade. O secretário pareceu particularmente desesperado em sua conclamação ao pânico. Disse, pura e simplesmente, que o mundo caminha para “o suicídio coletivo” se “nada for feito” para impedir a “mudança do clima”. É mesmo? Ele não explicou quando, mais exatamente, os 8 bilhões de moradores do planeta vão morrer. Já, agora em agosto? Ainda neste ano de 2022? Daqui a 1.000 anos? Daqui a 1 milhão de anos?

Mas não importa, e nem o homem está interessado em fazer qualquer nexo do ponto de vista da ciência séria. Seu objetivo é tornar mais agressiva a lavagem cerebral pós-Covid: o mundo vai acabar, e a sua única chance de salvação é obedecer às ordens que lhe serão dadas pelos especialistas em controlar “o clima”.

[Daqui e Dali] Santiago e Fátima

Humberto Pinho da Silva

Muitas vezes, quando estou na Póvoa do Varzim, vejo passar peregrinos que se dirigem para Santiago de Compostela.

Alguns são idosos, outros, bastante jovens – quase adolescentes – que caminham aos pares ou isoladamente, levando, em regra, a tradicional vieira.

Admiro a coragem dessas gentes – quase todos estrangeiros – que se aventuram a percorrer caminhos quase desertos, expondo-se à intempérie, aos salteadores e às frias Nortadas, por lugares ermos e perigosos.

O governo da Galiza, a bem da sua terra, tem realizado convincente propaganda, difundindo e reavivando os antigos caminhos que levam à catedral do Santo.

Certa ocasião, estando na esplanada de bar, em A – Ver – o – Mar, ouvi conversa do proprietário com um desses peregrinos, que vinha pedir a colocação de carimbo da firma, garantindo, assim, que passou por ali. Admirei-me que os "peregrinos" estejam interessados em tais carimbos!...

Admirei-me, mas rapidamente me informaram estar na moda, e até é chique fazer tais "peregrinações."

Soube, também, por jovens, que alguns fazem o percurso de carro, atravessando apenas as povoações a pé.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

[Língua Portuguesa] 20 palavras que muita gente fala errado

Flávia Neves 

Existem diversas palavras no português que, por diversos motivos, são pronunciadas de forma errada pela maioria dos falantes. Mesmo que você não cometa esses erros, com certeza conhece muitas pessoas os cometem e acaba ouvindo esses erros com muita frequência.

"Asterístico"

A forma correta é asterisco. Indica um sinal gráfico em forma de estrela (*).

O asterisco indica que há uma nota de rodapé.

Utiliza um asterisco para fazer a citação.

"Bicabornato"

A forma correta é bicarbonato. Indica o sal derivado do ácido carbônico.

Tenho que comprar bicarbonato de sódio porque já acabou.

Esse bolo é feito com bicarbonato de sódio?

"Toráxico"

A forma correta é torácico. Refere-se a alguma coisa relacionada com o tórax.

A caixa torácica protege os pulmões e o coração.

O paciente sofreu uma distensão dos nervos torácicos.

"Supérfulo"

A forma correta é supérfluo. Refere-se a alguma coisa que é dispensável e desnecessária.

Sou contra a compra desse material porque parece ser um gasto supérfluo.

Por favor, retire do comunicado toda a informação supérflua.

"Beneficiente"

A forma correta é beneficente. Indica algo ou alguém que faz caridade e ajuda os mais necessitados.

Minha avó está organizando um jantar beneficente.

Os lucros do concerto beneficente reverterão para ajudar os refugiados.

Presidente Jair Bolsonaro concede entrevista exclusiva ao SBT, 2 de agosto de 2022

Em entrevista exclusiva ao SBT, o presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 no próximo ano e disse que a medida não vai impactar o orçamento. O presidente também reforçou a intenção em participar de debates presidenciais, afirmou que não vai entrar em "bola dividida" nos palanques de campanhas políticas nas eleições e voltou a questionar a carta pela democracia.

Confira esses e outros temas.

O SBT Brasil enviou convites para entrevistas ao vivo aos candidatos mais bem posicionados nas últimas pesquisas dos Institutos Datafolha e Poder Data. São eles: Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet  #sbtnews #governo

Todas as notícias em http://www.sbtnews.com.br

Prédio da primeira fábrica de moagem do Brasil será revitalizado

Moinho Fluminense é de 1887 e fica no Porto Maravilha

Marina Burck

O prédio centenário do Moinho Fluminense, no Rio de Janeiro, será reformado para criação de um espaço multiuso. A antiga fábrica, que ocupa quatro quadras, vai abrigar escritórios, restaurantes, comércio e atrativos culturais, como exposições, shows e eventos. 

Foto: CRECI-RJ

Fundado em 1887 na Gamboa, bairro da zona portuária da cidade, o moinho funcionou por 130 anos. Foi a primeira fábrica de moagem industrial do Brasil. Sua operação foi autorizada pela Princesa Isabel.

“Durante muito tempo, o Rio foi capital do país, O Moinho, por exemplo, chegou a receber por um tempo todo o trigo consumido pelos brasileiros. Revitalizar estes imóveis nos ajuda a contar a história da cidade e do país e é parte essencial de processos de revitalização como o Porto Maravilha”, informa a assessoria da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar).

De acordo CCPar, toda a fachada do complexo será preservada e revitalizada. A primeira etapa do projeto, que contempla as obras das fachadas e dos prédios históricos, deve começar até o final do ano.

“Reviver Centro é o Cacete!” – Cueca ‘Calvin Klein’ a 5 reais, compra de ouro roubado e caos na rua Uruguaiana

Frequentadores do Centro apelidaram caos que se tornou a rua Uruguaiana, esquina de rua do Ouvidor de "Mercado Andino". Lá, mercadoria falsificada, contrafeita e roubada ocupa praticamente toda a rua, sem espaço sequer para o trânsito de pedestres. Enquanto isso, o comércio da rua está falindo

Quintino Gomes Freire

Paulo Veiga da Silva trabalha como segurança num prédio na rua Uruguaiana. Entrevistado pelo DIÁRIO, disse que não entra numa loja de roupas há muito tempo; explica que frequenta o “mercado andino” e compra todas as suas “roupas de marca” ali mesmo, no chão da rua que ficou famosa pelas suas lojas de linha branca e grandes magazines, como foi no caso da Sloper, que hoje é uma Leader Magazine. 

Valdemar Barboza é gestor do Shopping Paço do Ouvidor, grande edifício espelhado de propriedade de um fundo, que amarga uma praça de alimentação tinindo de nova, mas apenas uma loja ocupada. Explica que a reforma da grande praça, com acesso por escadas rolantes e 14 lojas, ar refrigerado central, televisão, banheiros luxuosos, custou 6 milhões de reais ao seu proprietário, e que mesmo antes da pandemia, a locação de lojas vem sendo dificultada principalmente pelo caos que se tornou o local, após a prefeitura de Marcelo Crivella.

“Os camelôs que ocupam toda a rua Uruguaiana vendem roupas falsificadas de marcas como Calvin Klein, Nike, Balenciaga, Gucci e Adidas por valores como 5 reais, e ainda anunciam isto em placas de proporções agigantadas. São em sua maioria estrangeiros de países latinos, e além de urinar pelas ruas, jogar restos de quentinhas por toda a parte, vendem criminosamente mercadoria falsificada, sem contar os que compram cordões de ouro roubado“, explica o gestor, preocupado com a situação da rua, que conta com mais de uma dezena de lojas vazias. Ele explica que proprietários de imóveis na região se uniram, criaram uma associação, conseguiram redução de impostos, investem no monitoramento dos problemas da área, mas que nada disso funciona enquanto não houver um mínimo de ordem.

Adolfo Sachsida

O desemprego diminuiu, MAS...

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Pesquisas e ruas

Alexandre Garcia

Na natureza do jornalista está o ceticismo, a incredulidade, tal como São Tomé. Um grande pecado é a ingenuidade, a credulidade. Não pode aceitar um fato à primeira vista, como se fosse uma questão de fé. Digo isso para me justificar: não é questão de má vontade com as pesquisas; é uma questão de racionalidade, em que a dúvida é o melhor aliado. Tudo isso para dizer que não levo pesquisas a sério. Elas já me enganaram. Se eu permitir que me enganem de novo, a culpa é minha.

João Pessoa, foto: Isac Nóbrega/PR

Estamos em agosto. No agosto de 2018, a pesquisa mais conhecida mostrava que Bolsonaro tinha a maior rejeição entre os candidatos; Witzel, no Rio, e Ibaneis, no Distrito Federal, eram azarões; Dilma estava eleita senadora por Minas, onde Zema ficava para trás. Não sei por que milagre, o mais rejeitado dos candidatos acabou presidente da República. Agora vejo pesquisas que entrevistaram 2 mil, num universo de 156 milhões de eleitores. Quer dizer, a agência de pesquisa tem de descobrir 2 mil entrevistados em que cada um deles represente 78 mil eleitores. É um milagre da ciência estatística.

Acredito mais no que vejo nas ruas que naquilo que leio nas pesquisas

Vejo investidores, banqueiros, empresários, fazendo planejamento para o ano que vem com base nas pesquisas eleitorais. Pergunto se as pesquisas de mercado têm fornecido a eles caminhos seguros para apostarem no futuro. As pesquisas falam em margem de erro. Não consigo entender a matemática que dá um desconto de 5% ou 2% na psiquê do entrevistado. Não imagino que as agências estejam movidas pela intenção de buscar um resultado de sua preferência ou interesse. Apenas imagino como o método é carente de certezas. Prefiro a boca de urna. Mas tampouco consigo me convencer de que alguém que era do PT dois meses antes da eleição tenha votado em Bolsonaro na hora de acionar o teclado da urna.

Incoerências culposas. Breve análise do quadro eclesiástico pré-eleitoral

Ornela Falacci

Coerência, lógica, linearidade são luxos que nos foram sonegados há muito tempo, especialmente na Igreja. Não é preciso ter uma memória de elefante para sabê-lo. Basta lembrar-se, por exemplo, do desespero magisterial de Francisco durante a presidência de Trump, que culminou com a sinistra encíclica Fratelli Tutti, na qual ele se ressentia da ameaça de guerra oriunda do perigo inconfesso da reeleição do presidente americano, e compará-lo com o silêncio cúmplice com o qual brinda o governo Biden, este sim um dos responsáveis por ter causado a guerra na Ucrânia. A esquerda gritava histericamente contra a truculência belicosa de Trump enquanto se preparava para, ela mesma, causar a guerra da qual acusava os seus oponentes.

Brasil, 2022. O cenário está armado. A esquerda reconquistou os países perdidos, desde os EUA e por toda a América Latina. Resta apenas o Brasil.

A posição da CNBB, longe do isentismo que caracteriza instituições que precisam transcender a política para garantir um Status permanente, é política, politizada e politiqueira. As notas, as mensagens, as cartas, enfim, todos os documentos emanados pela Conferência Episcopal têm uma direção clara: reconduzir à presidência da república o ex-presidente Lula. De fato, parte significativa do episcopado brasileiro formou-se nas fileiras da militância petista mais fanática e triunfalista, não poderia ser diferente.

Contudo, foi esta mesma CNBB que se empenhou tanto no projeto de lei “Ficha Limpa”, sancionado por ninguém menos que o então presidente Lula (suma incoerência!). Quem não se lembrará da comemoraçãode toda a esquerda igrejeira, com todo aquele tom moralista auto beatificante, em 2010?… A CNBB, triunfante, celebrava o projeto que iria salvar a “ética na política”, vociferando o mote bradado pelo PT nos anos 90.

Agora, depois da apuração de escândalos de corrupção que chegaram a 900 bilhões de desvios na Petrobrás e 400 bilhões no BNDS durante os governos do PT, onde está a mesma CNBB para desfraldar o seu projeto “Ficha Limpa”? Todos sabemos que Lula foi desencarcerado, que seus processos foram anulados e que ele foi tornado elegível por manobras judiciárias meramente formais, que se eximiram completamente da matéria dos crimes cometidos. O dinheiro foi desviado, a corrupção consumada e a tentativa de equivaler tudo às acusações de corrupção desmesuradamente menores do governo Bolsonaro é apenas cinismo retórico, fingimento de negar o senso das proporções.

[Livros & Leituras] Le noeud de vipères, François Mauriac


Cet ennemi des siens, ce cœur dévoré par la haine et par l’avarice,
je veux qu’en dépit de sa bassesse vous le preniez en pitié ; je veux qu’il
intéresse votre cœur. Au long de sa morne vie, de tristes passions lui
cachent la lumière toute proche, dont un rayon, parfois, le touche, va le
brûler ; ses passions... mais d’abord les chrétiens médiocres qui
l’épient et que lui-même tourmente. Combien d’entre nous rebutent
ainsi le pécheur, le détournent d’une vérité qui, à travers eux, ne rayonne plus !

Non, ce n’était pas l’argent que cet avare chérissait, ce n’était pas
de vengeance que ce furieux avait faim. L’objet véritable de son amour,
vous le connaîtrez si vous avez la force et le courage d’entendre cet
homme jusqu’au dernier aveu que la mort interrompt...

Vieil avare qui veut se venger des siens en les déshéritant, Louis se justifie dans une sorte de confession qu’il destine à sa femme : elle le précède dans la mort. Dépossédé de sa haine et détaché de ses biens, cet anticlérical sera touché par la lumière in articulo mortis.

Chronique d’une famille bordelaise entre l’affaire Dreyfus et le krach de Wall Street, Le Nœud de vipères offre les coups de théâtre, les surprises d’un vrai roman. La satire et la poésie y coexistent miraculeusement. C’est le chef-d’œuvre de Mauriac, et l’un des grands romans du xxe siècle.

[Aparecido rasga o verbo] A vizinha de frente

Aparecido Raimundo de Souza


ELA PRECISA
de uma xícara de açúcar para adoçar o café. Espia cuidadosamente escudada por entre a cobertura da cortina da sala para não ser vista inteiramente como está composta. Quase nua. O desconhecido se faz em casa. Já o viu duas vezes passeando de um lado para outro em seu dormitório, sem camisa. Pensa, repensa, por fim decide. Joga por sobre a lingerie azul um robe discreto, caminha até a porta do rapaz e toca a campainha. Ele abre em segundos:
— Bom dia.
— Bom ia. Em que posso ajuda-la?
— Sou a Zuleica, moradora aqui de frente. O meu apê é aquele ali, o 501...
— Prazer. Sou o Camaleão, seu vizinho dos fundos. Não quer entrar?

Zuleica titubeia antes de decidir se cruza ou não o umbral da porta com as boas vindas que lhe é estendida. Numa rápida espiadela, varre o ambiente, medrosa de haver outra pessoa além daquele sujeito alto e magro, de corpo sarado, peito bem torneado, acasalado da cintura para baixo em uma jeans preta elegante, a barriga tanquinho, encimada por uma SHEIN branca-lisa, com gola, toda amassada, colocada evidentemente às pressas. Para a concepção feminina dela, no geral, um gato...
— Não se preocupe. Estou fazendo companhia a mim mesmo.
— Sua esposa?
— Ainda não encontrei a metade faltosa da tão procurada maçã.
Zuleica aceita o convite e espera que Camaleão feche a porta atrás de si:
— Não passei a chave, se isso a deixa mais à vontade. Qualquer coisa é só pular pela janela e correr com seus receios...
Riem da piada como se fossem velhos conhecidos:

— Então, Zuleica, como posso lhe ajudar? Estou vendo que está com uma xícara?
Precisa Camaleão repetir a pergunta:
— Como disse?
— Em que posso ajudar tão simpática senhorita? Vejo que se faz acompanhada de uma xícara!...
— Necessitava, quero dizer —, careço ainda de um pouquinho de açúcar. Eu...
Antes que ela complete o que pretende dizer, ele se adianta, com uma gracinha boba:
— Deu para perceber. A sua vida está amarga? Eu tenho a solução...

Zuleica se desfaz brejeira e convidativa à tal observação carinhosa:
— O meu café esqueceu de roubar o açucareiro da padaria...
— Por falar em café, preparava o meu. Quer me dar a honra? Será bem-vinda.
— Se não for incomodo...
— Que isso! Terei imenso prazer. Venha comigo.

INSS: Atendimento ao público

Balança comercial registra superávit de US$ 5,44 bilhões em julho

Alta nos preços do petróleo e de fertilizantes fez saldo cair 22,7%

Wellton Máximo

O encarecimento do preço de vários itens importados, especialmente fertilizantes e petróleo, fez o superávit da balança comercial encolher em julho. No mês passado, o país exportou US$ 5,444 bilhões a mais do que importou, queda de 22,7% em relação ao registrado no mesmo mês de 2012.

Foto: Bruno Domingos/Reuters

Nos sete primeiros meses do ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 39,751 bilhões. Isso representa 10,4% a menos que o registrado de janeiro a julho do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os sete primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 44,38 bilhões.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 29,955 bilhões para o exterior e comprou US$ 24,511 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em julho, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 20% em relação a julho do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior: 31,6% na mesma comparação.

O recorde das importações e das exportações, no entanto, deve-se ao aumento dos preços internacionais das mercadorias. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média apenas 4,7% na comparação com julho do ano passado, enquanto os preços aumentaram 12,2%, favorecidos pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional).

Nas importações, a quantidade comprada subiu 8,7%, mas os preços médios subiram 41,6%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Setores

No setor agropecuário, o aumento nos preços internacionais pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas caiu 2,6% em julho na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço médio subiu 38%. Na indústria de transformação, a quantidade subiu 8,3%, com o preço médio aumentando 18,2%.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Não é assunto? Marcelo comenta!

Alberto Gonçalves comenta o comentário do prof. Marcelo a uma discussão no restaurante

Vasco inaugura nova loja no Centro do Rio com presenças de Andrey Santos e Yuri

Andrey Santos e Yuri Lara estarão em inauguração de loja oficial do Vasco da Gama no Centro do Rio de Janeiro

Altair Alves

O Vasco da Gama vai inaugurar mais uma loja Gigante da Colina às 17h desta desta quarta-feira (3) no Centro do Rio. O novo empreendimento ficará localizado no número 123 da Rua do Ouvidor, um dos trechos mais movimentados da região central da capital fluminense.

A abertura da loja vai contar com a presença dos meias Andrey Santos e Yuri Lara, dois dos atletas do elenco Cruzmaltino mais queridos pela torcida. O anúncio da inauguração da loja foi divulgado pelo jornalista Gabriel Rodrigues, do portal Esportes News Mundo.

Ataques à democracia

Nunca um governo levou tanta pancada dos meios de comunicação como agora, nos editoriais e no noticiário, e nunca houve tanta liberdade de imprensa

J. R. Guzzo

Nada é mais fácil de se encontrar por aí, hoje em dia, do que abaixo-assinados, manifestos e proclamações em favor da democracia; são tantos, na verdade, que acaba ficando confuso para o público acompanhar com clareza o que, exatamente, está em discussão. Os mais recentes, ao que parece, vêm de banqueiros, empresários comuns e empresários socialistas empenhados em apresentar, também eles, as suas aflições com os perigos que o estado de direito estaria correndo hoje no Brasil. Pelo que deu para entender, acham que o responsável por tais ameaças é o governo federal e, de um modo geral, quem pensa que as urnas eletrônicas podem ter falhas; isso seria golpe etc. etc.

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

A multiplicação dos manifestos pode levantar várias questões diferentes. Uma delas é a seguinte: não parece claro para o cidadão comum quais são os casos concretos de ataque ao regime democrático que aconteceram nos últimos três anos — ou quem, mais exatamente, está de fato sentindo falta de democracia no Brasil neste momento. A mídia certamente não é. Nunca um governo levou tanta pancada dos meios de comunicação como agora, nos editoriais e no noticiário, e nunca houve tanta liberdade de imprensa; nenhuma autoridade pública praticou qualquer ato de ofício contra jornalistas ou veículos. (Não vale dizer que o governo reduziu as verbas de publicidade que pagava para a mídia. Isso não faz falta nenhuma para o cidadão; ao contrário, só ajuda o Tesouro Nacional.)

Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 7,30% para 7,15%

É a 5ª redução consecutiva da projeção

Andreia Verdélio

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 7,30% para 7,15% neste ano. É a 5ª redução consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de hoje (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos.


Para 2023, a estimativa de inflação ficou em 5,33%. Para 2024 e 2025, as previsões são de 3,3% e 3%, respectivamente.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Em junho, a inflação subiu 0,67%, após a variação de 0,47% registrada em maio. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,49%, no ano, e 11,89%, em 12 meses.

Os dados de julho devem ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no próximo dia 9, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, registrou inflação de 0,13% no mês passado, menor que a de junho (0,69%).

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, que acontece amanhã (2) e quarta-feira (3), o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual.