segunda-feira, 13 de junho de 2016

Tragédias americanas...

Valdemar Habitzreuter
O país mais poderoso do mundo não consegue ou não quer evitar tantas tragédias que ceifam tantas vidas inocentes. Os Estados Unidos querem ser os guardiões do mundo, mas, ao mesmo tempo, faltam-lhes ações preventivas para evitar as chacinas que ocorrem em seu próprio território, praticadas por cidadãos seus.

Por que esta liberação generalizada de armas para qualquer cidadão? Se querem combater o terrorismo têm de começar pela restrição de armas aos seus cidadãos, pois os maiores terroristas passeiam livremente pelo país – os psicopatas que se armam para praticar atos horríveis como esta chacina que aconteceu em Orlando.

É difícil entender tanta obsessão por armas neste país e o real motivo de possuir uma. É para auto-defesa?

Mas então esta sociedade é uma sociedade podre e primitiva onde o homem é lobo do homem e a vida alheia é insignificante de valor – descartável como do mais vil e perigoso animal. Domesticar os lobos humanos se faz através de leis e está na hora de os Estados Unidos reconhecerem que há muitos lobos americanos insanos que querem se divertir com chacinas de inocentes e querer passar para a História como monstros impiedosos.

Está na hora de acordar e rever sua Constituição diminuta que dá direito a todo cidadão americano possuir arma.

Obama tem razão, é preciso desarmar os cidadãos, mas parece que o lobby a favor do direito a armas fala mais alto...

E há um perigo à vista: Donald Trump pode se beneficiar com esta chacina em Orlando ao martelar em sua tese de que se faz necessário não dar guarida à imigração de estrangeiros, como também exercer vigilância aos cidadãos de origem muçulmana e até expulsá-los.

Com Trump não haverá desarmamento, ele próprio é um lobo xenófobo que quer devorar gente inocente que não tem nada a ver com terrorismo. Parece que o povo americano perdeu-se em seu american way of life de glamour e vida fácil e adentra numa vida de tragédias... It’s a pity!
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 13-6-2016

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4 comentários:

  1. Nos EUA, na hora da verdade, mandarão os seus eleitores que são os que lá habitam e avaliam diariamente os seu líderes e sistema político.

    Sorte a deles não ser a esquerda caviar e direita eunuca europeias a decidir os seus destinos políticos.

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  2. A grande discussão é desarmar ou não os cidadãos civis. A impossibilidade de se antecipar às tragédias mostra fragilidades de qualquer país, inclusive os de primeiro mundo.

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    1. Onde os bandidos cariocas pegam as armas com que matam trabalhadores cariocas e estrangeiros?

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  3. Não creio que “os Estados Unidos querem [queiram] ser os guardiões do mundo”, não este atual presidente. Este quer ser o mais querido, o mais fofo, o ‘marlindo’.

    Tampouco creio que o problema norte-americano seja a liberdade de portar uma arma. Quem enxerga essa liberdade/prerrogativa como problema é Barack Obama, os Clinton, Sanders e, é claro, Michael Moore, não esquecendo os arautos do ‘politicamente correto’ espalhados por este mundo afora.

    Pelo pouquinho que conheço dos EUA – e aprendi a admirar, sem inveja – o norte-americano não tem a vida facilitada, tem que correr atrás. Não me consta que nos EUA haja uma cultura subsídio-dependente, como na Europa…

    Quanto ao “lobo xenófobo”, penso que uma grande e respeitada parte do povo norte-americano não pensa assim. Pelo contrário.

    Concluo: veja, generoso leitor, o prestigiado autor do artigo lamentou a ‘obsessão por armas’ por parte dos EUA. Eu tive a veleidade de contrariar. Nem ele, nem eu, mencionamos a religião/ideologia do assassino de Orlando. Como se isso não tivesse a menor importância… it’s a pitty!

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