quarta-feira, 6 de julho de 2016

[Estórias da Aviação] Vinho da missa

Alberto José

No início dos anos 80, o Arcebispo Emérito de Olinda e Recife, Dom Hélder Pessoa Câmara, estava viajando na classe Executiva com destino a Roma. Nos assentos vizinhos, um grupo de executivos tipo Lava Jato comemoravam ruidosamente a conquista de algum contrato internacional.

No "finzinho" do jantar, o executivo mais exibido arrotou bem alto, surpreendendo os demais passageiros. Um colega dele recriminou: "Fulano, olha a educação, não vê que tem um cardeal ao nosso lado?" Então, o mal-educado virou para Dom Hélder e falou:
 "Desculpe, Cardeal... é que eu comi como um bispo!"

Dom Hélder, educadamente perguntou:
"Meu filho, antes de comer você fez uma oração agradecendo pela comida?"

O cara respondeu: "Não, Cardeal, eu nem lembrei de rezar!"

"Então, meu filho, você comeu como um porco!"
Risada geral.

O executivo afoito nem quis o cafezinho!
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Em 1992, o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio de Araújo Sales, estava voltando de Paris na Primeira Classe do DC-10. Durante o lauto jantar, ao servir os vinhos perguntei ao Cardeal se ele gostaria de uma taça de vinho.

Ele respondeu: "Meu filho, agradeço muito mas eu só bebo o vinho da missa."

Eu respondi: "É uma pena, Eminência, pois todos os religiosos que viajam preferem esse vinho."

Aí, ele perguntou: "Meu filho, qual é o vinho a que você se refere?"

"Chateauneuf du Pape, Eminência."

"Ah, meu filho...  do Pape?...  então deixa a garrafa que eu vou provar!"
Texto: Alberto José, 4-7-2016

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