domingo, 17 de julho de 2016

Mulher é morta a facadas em frente à filha de 7 anos durante assalto no Rio

EXTRA


ATUALIZAÇÃO: O Rio chora desde ontem a morte de uma mãe de família por um assaltante. O socorro de Christiane de Souza Andrade foi feito pela própria filha de apenas 7 anos. As imagens que espalharam nas redes sociais mostravam o desespero e a dor da menina. As cenas foram tratadas pelo EXTRA com todo cuidado possível. O vídeo foi editado para que a criança não fosse identificada: escondemos seu rosto, distorcemos sua voz, e cortamos as partes mais sensíveis. A família, que tem a noção da extensão de sua dor, pediu para que o vídeo não fosse divulgado. Em respeito aos parentes, o vídeo foi retirado da reportagem.


Quinze anos de praça e cinco assaltos sofridos, sendo o último no mês passado. Mesmo acostumado com a violência nas ruas do Rio, o taxista Valdeci Silva, de 43 anos, ainda não conseguiu se recuperar da sua última viagem, da Rua Haddock Lobo, no Estácio, até o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Foi ele quem socorreu a dona de casa Cristiane de Souza Andrade, 46, morta a facadas após dizer que não tinha dinheiro em um assalto, na noite desta quinta-feira. Durante o trajeto, que durou cerca de 15 minutos, a filha de 7 anos fez de tudo para reanimar a mãe.

Cristiane estava cambaleando com a faca presa no pescoço, quando o taxista foi abordado pela menina de 7 anos pedindo socorro. A dona de casa ainda conseguia falar, e chegou suplicar a ajuda do taxista. Enquanto Valdeci dirigia, a filha tentava ajudar a mãe dentro do carro. Ele ficou surpreso com a reação da garota diante da situação.

— A menina foi uma heroína. O tempo todo reanimando e falando para a mãe respirar. Só começou a chorar e entrar em choque quando chegou ao hospital e viu que a mulher não reagia mais. Ela é uma menina excepcional — disse o taxista, que gravou um vídeo mostrando o desespero da menina esperando a mãe ser atendida.
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Jornal EXTRA, 16-7-2016

Um comentário:

  1. E vai continuar esta ESTUPIDEZ enquanto (uma boa parte) habitantes do Rio insistirem no mantra da cidade maravilhosa e 'discriminarem' todos aqueles que se recusam a 'avestruzar' rotulando-os de "falar mal do Rio"...
    Triste, muito triste.
    Enquanto uma facada não lhes acaba com esse "amor" pelo Rio.

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