segunda-feira, 19 de junho de 2017

Onde Há Fogo, Há Governos Incompetentes

Cristina Miranda

A história da árvore descoberta em 24h no meio de centenas de hectares de mata no calor da noite, como “única arguida” neste processo hediondo de mortes no incêndio de Pedrógão Grande, não convence ninguém. Como sempre, sempre acontece, nas governações socialistas A CULPA É SEMPRE de alguém ou alguma coisa MENOS de quem governa. Volvidos ano e meio, APENAS de governação, esta aliança de esquerdas consegue o maior feito jamais visto em Portugal num tão curto espaço de tempo: o mérito de ter conseguido as duas maiores tragédias em área ardida e mortes em incêndios.

A verdade é só uma, doa a quem doer: os incêndios em Portugal são da responsabilidade EXCLUSIVA dos governos. Somos o único país no Mundo que “abre” todos os anos a “época de incêndios” amplamente noticiados nos média como se de uma coisa banal e perfeitamente natural se tratasse! Apesar de termos um país pequeno com florestas pouco densas, Proteção Civil, militares, bombeiros, Kamovs, legislação, estudos mais que suficientes sobre reordenamento de território e estarmos integrados na UE, ainda conseguimos o feito de em pleno século XXI termos povoações a morrer SOZINHAS no combate às chamas!! Valha-me Santa Eugénia!!!! Mas que raio de país de bananas é este? É claro que a responsabilidade não começa e acaba neste governo. Já somos fósforos queimados desde que Salazar foi à vida. Pois claro. Alguém se lembra porque não haviam fogos nessa época? Claro que não convém lembrar…

A República das Bananas esteve mais ocupada em fazer crescer as clientelas e lobbies a viver à conta do povo do que zelar por eles. Foram 43 anos a fazer crescer o Estado de forma criminosa para se servirem dele descaradamente e não para servir os cidadãos como é obrigação.  E o resultado está aqui bem à vista. A cada ano que passa as proporções do problema adensam-se. E morre cada vez mais gente. Porque dizem eles que não há dinheiro… Mas houve 18 milhões  para amigos plantarem eucaliptos!!

Mas, quando se está no poder, e não se faz nada para impedir de todo estas tragédias, somos AINDA MAIS responsáveis que todos os anteriores. Por quê? Simplesmente porque se ignorou o passado recente. Simples. E quanto a ignorar e tomar medidas desastrosas, esta Geringonça de irresponsáveis entrou com Pedrógão Grande para o Guinness.


Porque em 14 agosto 2016 António Costa afirmou que as verbas para combate a incêndios seriam desviadas da Segurança Interna.


Porque em Abril 2017 António Costa anunciou que os helicópteros Russos Kamov só voltariam a ser utilizados em 2018, devido aos elevados custos de manutenção.



E depois desculpabiliza-se a ação medíocre e irresponsável de todo um governo por via de uma trovoada seca. A sério? Então se assim foi, que respondam: como pode o raio que supostamente caiu numa árvore às 18h ter provocado um incêndio que começou às 15h com ausência total de trovoada segundo os populares?

Como é possível não haver registo das horas e localizações das descargas eléctricas desse dia no IPMA? Por que razão não se viu um único bombeiro a pé ou de carro, um único meio aéreo?  Onde estavam os 700 bombeiros que a Proteção Civil dizia ter disponibilizado e que ninguém viu? Por que razão as pessoas que tentaram fugir foram encaminhadaspela GNR a seguir para a “estrada da morte”? Por que razão às 5h com fogo por os lados da estrada, ela ainda não estava cortada? Por que razão só depois do fogo ter feito vítimas, foi notícia nos noticiários? Por que razão o Sr. Afetos não deu uma única palavra sobre responsabilidade do governo nesta ação? Com um fogo de 4 frentes cativas por que demorou tanto o pedido de ajuda internacional?

Respondo eu, sem problemas: porque somos governados por bananas. Não há governo, há marionetes. Não há liderança, há ocupação de lugares de chefia para encher bolsos. Porque é nos momentos de crise que se vê a qualidade de quem governa na forma como acodem aos problemas e nas medidas implementadas para os resolver. E estes não resolvem nada, maquilham a realidade.

Podem guardar as romarias ao local da morte, lágrimas de crocodilo e discursos emotivos para os vossos gatos lá de casa. Quem viveu a tragédia, perdeu tudo inclusive familiares sabe bem que foi abandonado por um bando de políticos hipócritas que só aparece no fim das tragédias e antes das eleições. 

Tarde demais. Porque onde há fogo há sempre governos incompetentes culpados pela inação. Quem paga impostos elevados como nós em Portugal devia ter um serviço público de excelência. Se não o tem é porque o desviam para outros fins. Ponto.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 19-6-2017

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4 comentários:

  1. O fogo nas matas pode ter início por fatores naturais, isso ocorre através de descargas elétricas, combustão espontânea, atrito entre rochas e até atrito do pelo de alguns animais com a mata seca.

    Pilhas de feno, carvão, toras de madeira, algodão e até mesmo papel às vezes realmente pegam fogo espontaneamente. Essa combustão não acontece porque os materiais estão muito secos, é a umidade com que eles foram acomodados juntos quando estavam muito molhados.
    Apodrecem e ocorre a combustão em dias muito quentes.
    Outro fator de combustão espontânea são animais mortos em terrenos úmidos.
    Isso ocorre em celeiros, capos de feno e florestas.
    Explicando porque a culpa é da água.
    Na água os processos biológicos são mais rápidos e geram um imenso calor.
    Se houver metais no solo pode haver até explosão espontânea eles são catalizadores, principalmente cobre e sais de ferro inclusive salitre.
    So de brincadeira o fogo se inicia de dentro para fora, se quiserem ler há inclusive afirmações médicas que é possível ocorrer em humanos doentes com formação de metano dentro do corpo.
    Muitas vezes os fogos florestais são por causa da sujeira dos humanos.

    fui...

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  2. Nos negros tempos da "direita", os telejornais já estariam a atar a corda que enforcasse os responsáveis políticos pelo desleixo e pelo desinvestimento e pelos mortos. Agora tudo se atribui a relâmpagos, ventos, árvores, trovoadas secas e natureza em geral, que é encantadora ou destrutiva consoante os objectivos da propaganda. O resto da emissão enche-se com prosa poética e particularmente reles ("A solidão dos que perderam os seus traduz-se no silêncio que as imagens gritam. É uma espécie de mundo-sombra, o negativo da fotografia que há apenas um dia tinha a cor do mundo quando o mundo é cor" - Sic Notícias). Isto não é mau jornalismo, mas outra coisa muito mais velhaca.
    Alberto Gonçalves

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