sexta-feira, 21 de julho de 2017

Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural

Cristina Miranda

A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37º” refere:

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opiniãoMas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?

Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes sociais, o Marxismo. Que a sociedade naturalmente iria colidir entre proletariado e o capital. Só que deu um tiro gigantesco no pé. 

A dita teoria, com o passar do tempo não se confirmava e vai daí, ajusta-a dizendo que afinal, não despoletaria de forma natural, mas sim provocada, ou seja, era preciso instigar à rebelião. E é aqui que está o cerne desta questão. É que nem provocada deu os resultados pretendidos.

Com chacinas em massa, depois de experimentada a dita teoria ideológica no Mundo, TODOS os países que se viram prisioneiros do marxismo imposto, expulsaram o comunismo. Com tamanho fracasso mundial, as mentes perversas dessa ideologia logo encontraram outra forma de penetrar na sociedade revirando-a do avesso, provocando lutas de ódio entre grupos para voltar ao controlo ideológico –  O Marxismo Cultural –   que teve seu maior aliado no politicamente correto de asnos que governam o Mundo. O que comprova que a ignorância é de facto a arma mais poderosa do marxismo.

Em resultado, a normalidade passou a ser considerada anormal. Pior, quem se opõe achando que a anormalidade não é normal, passa a ser rotulado, perseguido, ameaçado e amordaçado.

Exemplos? Ora vamos começar por Gentil Martins, um conceituado médico que é linchado simplesmente porque disse a mais pura das verdades, sem ofensas, apenas com base em factos: “a homossexualidade é uma anomalia de desvio de personalidade”. Onde está a ofensa ou homofobia disto? Em lado nenhum.

A natureza é perfeita. Concebeu dois gêneros completamente distintos que se complementam com o objetivo da reprodução da espécie. No entanto, os desvios acontecemNão há qualquer drama nisto desde que a maioria não fuja à norma para preservação da espécie. Porque se a norma passa a ser a homossexualidade, a raça humana extingue-se. Onde está a homofobia disto?

O problema de Gentil é que se esqueceu que a plateia é ignorante, outra propositadamente tendenciosa, que não sabe, ou não quer saber, que a palavra anomalia quer dizer ” aquele que se desvia da norma, da generalidade” logo, não é um termo ofensivo. Só o é se eu lhe der essa conotação INTENCIONALMENTE. Não foi de todo o caso. Por outro lado, veja-se a beleza das anomalias existentes quando negros nascem loiros ou quando crianças nascem sobredotadas. A anormalidade não é sinónimo de aberração. É sinónimo de diferença.

Outro exemplo, é o caso Ventura.  

Este senhor a quem tiro o chapéu por ter dito o que TODOS pensam mas não têm a coragem de o dizer, referiu e bem, nesta entrevista:“ (…) Isto não é racismo nem xenofobia, é resolver um problema que existe porque há minorias no nosso país que acham que estão acima da lei (…) Há imensos bairros problemáticos, notícias de tiroteios… é impensável que não haja um sistema de videovigilância no concelho (…) Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada (…) Tratando de igual forma estas etnias e os restantes cidadãos (…) achar que há determinados grupos que, por pertencerem a determinadas minorias, têm de ter um tratamento diferenciado.”

Onde está o racismo aqui? Se eu disser que os meus vizinhos são uns malandros, que vivem de subsídios e venda de droga, sou racista? Claro que não. Até me vão dar razão. Mas se acrescentar que esses vizinhos meus são ciganos… alto lá e para o baile! Estou a discriminar. Fiz-me entender?

Mas pior do que tudo isto é a hipocrisia dos que mandam silenciar as opiniões alheias acusando-os de xenofobismo, homofobismo e toda porcaria e mais alguma acabada em “ismo” que pela frente se desunham na defesa destas pobres minorias, mas usam o termo cigana de forma pejorativa no Parlamento, atacam o líder da oposição com termos injuriosos claramente racistas, se recusam enterrar alguém de etnia diferente, se referem à cor da pele para ridicularizar, a organização do Avante agredir e expulsar gays do evento ou quando um autarca socialista se queixava dos ciganos. Marxismo é isto: mostrar que se está pela defesa dos oprimidos e pelas traseiras, fazer exatamente o oposto para impor uma ideologia: a deles. Só a deles.

Para mim é um prazer ver que há por aí a despontar muita gente politicamente incorreta, sem medo, capaz de fazer frente a este fundamentalismo ideológico que completamente derrotado, tenta impor-se culturalmente. Se forem cada mais, limparão a lixeira política que transpira há décadas na nossa democracia. Venham muitos “Venturas “e “Gentils”, porque a sociedade civil está farta da política e sociedades de faz de conta que destroem em vez de construir.

Porque quem opta por dizer a verdade independentemente das consequências, não morre politicamente nem socialmente aos olhos do povo. Ganha confiança. Algo extinto há 43 anos.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 21-7-2017

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Um comentário:

  1. Li que o papel higiênico que comenta em uma estação de televisão teria dito "Se eu mandasse, André Ventura nunca seria candidato". Por essas e por outras, André Ventura, ao contrário do perdedor anão, será vencedor.

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