quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A impunidade no Brasil

Almir Papalardo

Nosso Brasil considerado um país continental e admirado por todas as outras nações, para a nossa frustração não está situado entre as maiores potências mundiais. Está inerte e estagnado no tempo e como popularmente se diz: “dormindo em berço esplêndido”.

Entre muitos entraves que realmente travam o Brasil, como a falta de legítimos estadistas, a falta de justiça social para a população, a incompetência patente e sobretudo a corrupção, o maior problema, a mãe chave de todos estes tentáculos obstrutores, é identificada facilmente como a “IMPUNIDADE”!

A Impunidade no Brasil é uma lástima, é um cancro infectado que reina absoluto, uma erva daninha que obstrui o crescimento e a soberania do país que se encontra bloqueado, tendo como horizonte a um passo somente, um amedrontador precipício, quando todo brasileiro patriota queria que o slogan ‘ORDEM E PROGRESSO’ da nossa bandeira, resplandecesse, alcançando um pico do tamanho do próprio Brasil!

Nenhum governante do país foi ou será perfeito, imaculado, como gostaríamos. Seria querer demais, porque, todos tiveram ou terão suas falhas, suas deficiências, já que são humanos e assim passíveis de erros e não podem agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo. Agora não se pode é passar panos quentes nos seus erros, livrando-os dos rigores das leis. Assim, para o país alavancar, conquistando o respeito e admiração de todas as nações do mundo, que os culpados, sejam lá quem for, não escapem de uma punição severa compatível com a gravidade delituosa previamente planejada. Isto só será possível quando essa praga viciosa, a Impunidade, for totalmente alijada nos nossos poderes constituídos. O Brasil é eterno, sagrado e está acima de qualquer cidadão, das leis burras, das facções e/ou organizações.

Não se compreende como a Constituição comete a grande falha de blindar os seus políticos responsáveis pela nossa administração, concedendo-lhes a “IMPUNIDADE PARLAMENTAR” e o “FORO PRIVILEGIADO”, autênticos passaportes para o delito. Parlamentares, diante desses benefícios, como uma larga porta aberta para o crime, sentem-se impelidos a levar vantagem em tudo, confiantes que são poderosos e intocáveis, capazes de tirar proveito desonesto do cargo que ocupam, sem ter que pagar o ônus pela desonestidade.

Acabem-se, pois, com a desastrosa IMPUNIDADE, A IMUNIDADE PARLAMENTAR E O FORO PRIVILEGIADO, que o Brasil terá solucionado quase todos os seus problemas de gestão, voltando a ser novamente o país do futuro, alavancando-se majestosamente, como todo brasileiro deseja...

Policie-se meu querido Brasil. 
Título e Texto: Almir Papalardo, 6-8-2017  

7 comentários:

  1. Nada mais lógico: a impunidade parlamentar e foro privilegiado facultam a criminalidade de nossos representantes...
    Valdemar

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  2. Bravo, alguém que compartilha meus propósitos, mas antes de uma nova constituição precisamos de um novo código penal.

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  3. Certo. Tem lógica! Mas por que este código penal não supri as nossas necessidades jurídicas? É justamente porque ele não é cumprido na sua essência! Para a nossa desgraça, sobressai-se com sobras, a IMPUNIDADE referida, que não o deixa funcionar como deveria!
    Almir Papalardo.

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  4. Nosso código penal foi feito em uma época que se pagava contas com um fio de bigode.
    As penas para crimes de estelionato, corrupção e colarinho branco iniciam com 6 meses para até 4 anos.
    São classificados como de menor potencial ofensivo, e quase nunca levam o delinquente para a cadeia.
    Assim existem penas irrisórias para furto, lesão corporal e roubo sem arma letal.
    Durante anos o crime de infidelidade foi agraciado com liberdade para assassinos.
    Aliás meu caro Almir, por ser cumprido em suas essência de penas, recursos e julgamento morosos, que o processo da VARIG levou 24 anos.
    Uma constituição deve conter apenas direitos e deveres fundamentais, deveria ser pequena e duradoura.
    Um código penal poderia ser curto e grosso.
    Eu acho que matar com arma de fogo, arma branca, atitudes ilícitas com as mãos ou um carro é crime. Pensando bem qualquer coisa pode ser usada como arma de crime, inclusive uma frigideira ou fio de telefone.
    Um crime não pode ser definido pelo estado mental, tanto faz se drogado, bêbado ou esquizofrenia.
    Nossa lei diz que latrocínio é roubo seguido de morte, eu já acho que é assassinato seguido de roubo.
    A mídia faz uma tragédia de matricídios, parricídios e fratricídios, são todos homicídios que deveriam ter as mesmas penas.
    Precisamos de leis mais duras, prisão perpétuas, aditar com parole e sem parole, ao nosso código, ou seja prisões que possam discutir-se liberdades condicionadas(com parole) e outra cumpridas totalmente.(sem parole)
    Do jeito que está discute-se se o goleiro Bruno pode ou não pode sair para trabalhar, e vai-se liminares e habeas corpus aos montes.
    Há crimes de assassinato no Brasil com penas de 6 anos e como no caso do jornalista Pimenta que nem vai para a cadeia.
    fui...

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  5. O crime praticado contra a VARIG e o AERUS, não teve ninguém condenado,aliás nós fomos.

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  6. Muito bem Rochinha, excelente comentário, comungo destas mesmas opiniões, desta vez, na íntegra, inclusive que nós variguianos, não sendo parte da Causa na Justiça, pelo menos diretamente, fomos punidos e quem os crimes cometeu, nada sofreu, e a quem deve ou melhor tem o dever de reparar, se omite e Protela até ....sei lá quando.
    Estão esperando mais óbitos!!! Abs,
    Heitor Volkart

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  7. Nunca se poderá negar que a ação mais importante num processo penal, é o cumprimento total da sentença promulgada. Logo, a punição, parte conclusiva da sentença, tem que ser dura, enérgica e devendo ser cumprida na sua totalidade. De nada adiantará criar-se novos códigos
    penais, mais rígidos e atualizados, se a punição não estiver devidamente ativada. Voltarão os mesmos erros e vícios, excludentes de punibilidade. Hoje, as leis apertam mas as excelências de toga preta afrouxa; presos cumprem penas em liberdade; a polícia prende mas a própria justiça solta; o político é condenado mas o STF, absolve... Portanto, a IMPUNIDADE é o principal obstáculo para se ter uma justiça completa, perfeita e, de fato, punitiva.
    Almir Papalardo.

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