sábado, 28 de março de 2020

[Para que servem as borboletas?] Religião estática ou religião dinâmica?

Valdemar Habitzreuter

Como pratica a religião cristã, você que se diz cristão? Ou apenas se julga inserido na cultura cristã que domina o ocidente?

Àqueles que se envolvem numa prática religiosa, quer seja a religião cristã ou outra qualquer, podemos elencar duas formas que caracterizam tal prática: a forma estática e a forma dinâmica.

Mormente a maioria dos crentes pratica uma religião estática que consiste na observância externa dos rituais que exaltam a veneração a Deus. Neste caso, as pessoas são espectadoras passivas na espera das benesses divinas, e, apenas, obedecem às normas dogmáticas da Instituição religiosa a que pertencem, e esperam o conforto psicológico ou o sossego da alma pelo dever cumprido.

Esta forma infantil de prática religiosa pode ser útil na medida em que conduz à outra forma: à religião dinâmica que conscientiza a pessoa da moral íntima que a envolve em seu viver prático de boas ações e que pode ser considerado agradável a Deus.

Na forma estática não há, propriamente, progresso pessoal de auto aperfeiçoamento na senda espiritual, há apenas anuência a regras comportamentais externas ditadas por outrem.

A religião dinâmica, por seu turno, não se atém a formalidades externas, mas, antes de tudo, realiza, dinamicamente, em seu íntimo a experiência daquela força que o chama a desenvolver a chispa  divina dormente em cada um e fazê-la brilhar ao nosso redor pelo exemplo das boas ações e vida pautada na justiça e dever pelo dever.

Santo Agostinho é um exemplo dessa forma dinâmica de se religar (religião) com Deus quando diz: “procurei-te, ó Deus, fora de mim e, no entanto, estavas o tempo todo no meu íntimo, mais perto de mim do que eu mesmo de mim”...

É esta religião ativa, ou dinâmica, que as grandes almas do cristianismo praticam e que elevam o cristianismo a uma moral formidável que pode transformar a humanidade numa sociedade de paz e dar o verdadeiro conforto espiritual.
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 28-3-2020

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