segunda-feira, 20 de abril de 2020

Dia da libertação

Vitor Cunha

Não percebo a indignação dos meus amigos com as cerimónias parlamentares do 25 de Abril.

Em primeiro lugar, é uma data que só é festejada no parlamento, servindo para piqueniques e idas à praia para os restantes portugueses (não me levem a mal: é precisamente para isso que deve servir um “dia da liberdade”).

Em segundo lugar, porque a existência de cerimónia parlamentar indica que já nem o parlamento acredita no estado de emergência. Como tal, falta pouco mais de quatro dias para que todos possamos seguir o exemplo dos nossos parlamentares.

A minha única preocupação com o 25 de Abril de 2020 é se vai estar tempo que convide a uma ida à praia para que os portugueses também possam festejar. Isso, e que a telescola não mande muitos trabalhos de casa para que o senhor provedor do telespectador, doutor (deve ser doutor) Jorge Wemans, não passe o dia a corrigi-los.

25 de Abril de 2018 no Algarve, segundo a revista Sábado.
Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 20-4-2020

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