sábado, 31 de julho de 2010

Crack, a droga mortal

Archimedes Marques

Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso País.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: amônia, ácido sulfúrico, querosene ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branca caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos químicos citados.
A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante rápida e expressiva, sendo que, logo no primeiro ou segundo experimento a pessoa logo vicia.
Não demora muito e os efeitos nefastos biológicos aparecem para os seus usuários, tais como: aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), além da perda da dentição oriunda da corrosão efetuada pela presença do ácido sulfúrico na sua fórmula.
Assim, os dependentes químicos do crack que passam a ser verdadeiros mortos-vivos, dificilmente conseguem livrar-se do mal e, pelo mal praticam todo tipo de crime imaginável, encurtando também a sua trajetória terrena, vindo a óbito prematuramente.

O problema deve ser entendido como sendo de saúde pública e nele investido reais Projetos de recuperação dos drogados, sem esquecer-se da parte educativa para melhor evitar do ingresso de novos adeptos, pois só assim estaremos também diminuindo os índices de criminalidade que aumentou estupidamente com o advento do crack em todo o país.

Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS)archimedesmarques@infonet.com.br

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