segunda-feira, 31 de março de 2014

Blackjack

José Manuel

Que a nossa vida é um eterno jogo, eu sempre soube, porque, afinal, joga-se para perder ou para ganhar em todas as facetas da vida.

O que vinte idosos do Aerus estão fazendo em Brasília, neste momento, depende exatamente deste conceito, em outras palavras, de como vamos nos portar em relação a isto.
A nossa adesão voluntária e a nossa persistência em participar deste jogo, em gerar protesto pacífico mas contundente para o início do pagamento da nossa folha do Aerus, será determinante neste jogo de cartas que está sendo jogado.

O que eu não poderia esperar, era que apesar de sempre saber que o número "21" era um número forte, seria também um número determinante em nossas vidas.
Vejamos; "21" é cabalisticamente um número forte porque é três vezes sete, que para a Bíblia é um número perfeito. Sete são os dias da semana, Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, sete foram os anos indignos por que passamos, talvez até para que jamais nos esquecermos de Deus.
Quem sabe?

Quem nunca jogou "21"? Ou, quem pôde, blackjack, em um cassino da vida?

Tenho a certeza de que muitos de nós o fizeram e também tenho a certeza de que todos gostam ou gostaram de o fazer, porque é um divertimento bastante aprazível.
Pois é, e eis que depois de tantas agruras por que passamos, o número "21" aparece às nossas vidas na forma de uma parábola, em que quase ninguém se apercebeu disto.
E está aí para nos trazer sorte e é incrível como isso aconteceu. Não acredito em coincidências, caso contrário eu estaria milionário pela loteria.
Acredito sim em algo escrito, em algo pré determinado, acredito na justiça de Deus. Infelizmente, alguns de nós não tiveram a mesma sorte de viver para ver as vitórias acontecerem desta forma.

A VARIG em seus estertores e com a anuência e a não fiscalização da Secretaria de Previdência Complementar, fez um total de "21" repactuações com o Aerus, ocasionando tudo isto que aí está.

Acabamos de ter uma vitória, num julgamento de uma ação movida em 1993 pela Varig, há "21" anos. Uma vitória sofrida, com sabor de maioridade jurídica irresponsável. Mas a primeira vitória em sete anos.

Num segundo julgamento, também numa ação em que outro irresponsável desligou os aparelhos que sustentavam o AERUS, "21" anos anos antes do término de seu contrato formal com a União, não tivemos a mesma sorte. Por enquanto, mas lá chegaremos, com toda a certeza.
Mas é extremamente interessante que as duas ações tenham como tempo determinante, o número "21"

No dia 12 de março, depois de uma vitória inconteste e um acampamento no salão verde da câmara, conseguimos mais uma declaração presidencial com promessas de ratificação para o dia 1º de abril pela AGU, ou seja "21" dias após a memorável vitória.
Agora, também podemos verificar que um dia amargo para todos, se aproxima: 12 de abril, ou o dia da injúria em que perdemos quase tudo na vida. Porém, por uma ironia do destino, o número 12, lido de forma invertida, é exatamente aquilo que nos persegue, ou "21".
Então, daqui para a frente e de acordo com a nossa persistência, de acordo como jogamos, ou é "21" ou é blackjack.
Nada mais diferente do que isso.

E por falar em blackjack, ou "21", gostaria ainda de lembrar que quando tudo tiver acabado, e estivermos ressarcidos, existem mais de 40 cassinos na Costa Rica, sendo "21" só em San José, sua capital, onde se encontra a Corte Internacional de Direitos Humanos.
Sugestivo, não?
Que tal uma partida de blackjack? Ou "21", como queiram.
Título e Texto: José Manuel, ex-tripulante Varig, finalmente dando as cartas, 30-03-2014

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