terça-feira, 28 de junho de 2016

As redes sociais e o pós-impeachment de Dilma!

Cesar Maia
1. Há um consenso que a mobilização e a legitimação do processo de impeachment de Dilma se construíram pelas redes sociais e com elas pela opinião pública multiplicada. Essa mobilização - nesta etapa virtual - permanecerá até o impeachment de Dilma.
         
2. E depois? Como se sabe, as redes sociais constroem uma democracia direta do não. As redes sociais são horizontais e desierarquizadas. Empoderam os indivíduos e não as organizações, sejam associações, sindicatos ou partidos.
         
3. Com essa heterogeneidade e pluralidade, sua energia, sua força e seu poder de mobilização se expressam basicamente pela reação contra políticas, contra fatos, contra pessoas, em especial lideranças, que por esta condição estão muito mais expostas e são muito mais visíveis.
          
4. Por estas razões constituintes o que constrói grandes consensos através das redes sociais é o NÃO, ou seja, a oposição a algum fato, medida, governo associação ou personagem.
           
5. A enorme impopularidade de Dilma, acompanhada de uma crise múltipla e inusitada -econômica, política, administrativa, moral e social- desembocou naturalmente num NÃO unânime. Daí as redes sociais mobilizarem este consenso e levarem multidões às ruas foi um clique nas redes e a marcação de local e data.
            
6. No momento da votação do impeachment as redes sociais exultarão com sua inquestionável vitória. Mas a vida continua. Os que imaginam que isso significará apoio ao governo Temer enganam-se redondamente. Não é da natureza das redes sociais apoiarem qualquer governo. Não é da natureza das redes sociais mobilizarem opinião pública em torno de qualquer SIM.

Um país de pides

Rui A.
Nem a PIDE, a verdadeira, chegava tão longe na intromissão na vida privada dos cidadãos. Esta nova PIDE, que recebe o entusiasmo das esquerdas, quer passar a saber tudo, mas absolutamente tudo, a seu respeito, incentiva a denúncia e a delação, não lhe permitirá qualquer reserva de privacidade.

As esquerdas justificam-se com a patriótica necessidade de combater a «fuga ao fisco», mas o fisco certamente teria, ou melhor, tem outros meios para se fazer respeitar. Já hoje a autoridade tributária compõe os sonhos maus dos portugueses, que apenas aspiram a não terem de se incomodar com ela, muito longe, portanto, de a tentarem defraudar.

Este animus intrusivo reflecte bem uma mentalidade política, revolucionária e jacobina, para a qual não existe reserva de privacidade e tudo deve estar ao dispor do estado, do tal «interesse público» de que as esquerdas extremadas costumam arvorar-se em intérpretes e representantes.

Em nome desses «elevados» princípios – que eles enunciam, interpretam e dizem defender – desrespeitam-se os fundamentos mais elementares da liberdade individual. É nestas ocasiões de «exaltação patriótica» que convém recordar o velho princípio segundo o qual quem troca liberdade por segurança acabará por perder as duas. Em Portugal já sobra muito pouco de ambas. 
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 22-6-2016

Espírito Olímpico 2016

Superação de algo

Nelson Teixeira
A vida, às vezes, pode parecer difícil, mas nunca devemos deixar nos abater.
Devemos sempre procurar ser fortes e capazes de lutar, procurando sempre superar todas as dificuldades.
Buscar sempre apoio nos nossos amigos espirituais queridos.

Não vamos querer ser solitários e orgulhosos e iremos buscar ajuda, porque só assim nós conseguiremos a superação de algo.

Tudo que nos aflige que não nos deixa galgar um degrau superior do aprendizado, e por isso devemos nos lembrar sempre que para nos superar precisamos estar em equipe e isso temos que confiar. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 28-6-2016

Charada (256)

Descubra um
fruto que
é um anagrama
de um país situado na 
América do Sul.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Que título você daria?

Foto retirada daqui

A dicotomia bem e mal...

Valdemar Habitzreuter
A filosofia não dá conta do porquê da existência do mal. Referimo-me ao mal moral. Seria tão mais aprazível se existisse somente o bem, neste caso, a humanidade estaria vivenciando o paraíso na terra.

No entanto, há filósofos, talvez a maioria deles, que se ocuparam deste tema. Platão, por exemplo, nos fala de um mundo inteligível que ele chama de mundo das ideias onde não há a possibilidade da existência do mal. Em contrapartida existe também o mundo sensível onde há a possiblidade da ocorrência do mal. Por quê? No mundo sensível as coisas não passam de cópias imperfeitas das ideias do mundo platônico, inclusive o homem de carne e osso, seja o João, o José ou outro nome que se queira dar a este homem concreto.

Sendo o homem uma cópia imperfeita da ideia perfeita de homem, ele está sujeito a imperfeições e consequentemente, cometer ações más. Comete-as porque se esqueceu de sua origem, de seu estado de outrora no mundo ideal, trancafiado que agora está numa caverna onde o mundo sensível, corruptível e ilusório o prende.

O que fazer para que reconquiste seu status no mundo das ideias? Em primeiro lugar, perceber que está acorrentado em falsas opiniões. Em segundo lugar, transpor essas opiniões e deixar-se banhar pela luz do intelecto e contemplar a realidade incorruptível do mundo das ideias, ipso facto recordar-se-á de onde veio.

O caminho de volta se dá, pois, via conhecimento onde a ilusão, as sombras – o mal – vai dando lugar à luz – o bem  – do mundo das ideias. Portanto, existe o mal por causa da ignorância do homem que o prende ao mundo sensível com suas garras potentes de apegar-se à felicidade passageira e ilusória.

[Estórias da Aviação] Abusado!

Alberto José

Eu estava de reserva no D.O./GIG quando o Chefe de Equipe veio falar comigo: “Alberto José, estou precisando de um galley para dar o OK!
"O galley já foi para o avião, e eu não sou galley", respondi.
"Mas eu prefiro você! Quebra esse galho."
Então, fui assumir o voo.

Durante a viagem até Salvador notei um burburinho na cabine e uma das Comissárias voltou chorando. Eu perguntei o que havia acontecido. Ela pediu para trocar de lugar pois um passageiro havia passado a mão nas suas coxas.

Eu perguntei se ela havia falado com o Chefe de Equipe. Ela disse que o Chefe sugeriu trocar de lugar com a outra Comissária pois o passageiro era um deputado da comitiva do governador Nilo Coelho, que estava a bordo. Então, eu respondi: "Me mostra quem fez isso que eu vou falar com ele".

Entrei na cabine e fui direto ao deputado.
"Cavalheiro, por favor, o senhor está interferindo no serviço, volte para o assento e feche o cinto de segurança."
Os colegas da comitiva começaram a rir.

Quando o avião parou na escala, eu fechei as cortinas da galley para a entrada da comissaria. De repente, abriram a cortina e o deputado veio me interpelar: "Comissário, eu sou um deputado, você quer me fazer de palhaço?"

[Estórias da Aviação] O valentão e o honesto

Alberto José

Era noite de sexta-feira. A bordo do DC-10 a música ambiente e a discreta iluminação da cabine. Um colega nosso, gente boa, muito delicado, estava de plantão na Executiva que só tinha dois passageiros. A Comissária avisou para ele que um passageiro veio da Econômica e estava dormindo no último assento da Executiva. Ele foi até lá, acordou o passageiro e pediu que ele voltasse para o seu assento na Econômica. O passageiro alegou uma série de razões, que estava muito cansado, que lá atrás estavam fazendo muito barulho, etc.

O colega foi irredutível: "Não é possível, o senhor não pode ficar aqui"!
Então, o passageiro virou para o colega e decidiu: "Para me tirar daqui tem que ser muito homem!"
Aí, o colega, sem alternativa, respondeu: "Bem, então dessa vez o senhor fica!"
........................................

Eu era Supervisor da Executiva do DC-10 que iria seguir para Paris. Havia um problema na Econômica e o avião não fechava as portas. Então, dois colegas me avisaram que o Comandante queria falar comigo. Eu fui ao "cockpit" e o Comandante falou o seguinte: "Está havendo uma confusão com um passageiro que colocou bagagem na porta e não quer tirar! Ele xingou e tentou empurrar o Chefe de Equipe. Me disseram que você consegue resolver esses problemas. Vai lá e convence o passageiro, sem violência"
"Tá ok, chefe, vou ver isso."
Três Comissários me acompanharam para ver o que eu iria fazer.

Os alertas da OMS para estrangeiros na Olimpíada

O Antagonista
Não viajar à noite, não pegar táxis não registrados, andar sempre acompanhado, evitar áreas suspeitas, evitar comida não cozida, só tomar água engarrafada ou fervida, lavar as mãos com frequência...

Não são poucos os alertas de segurança que a Organização Mundial da Saúde divulgou hoje para os estrangeiros que visitarão o Brasil durante a Olimpíada, revelou o Estadão.

Deve ser mais seguro ir a um safári africano.

Lula estava certo sobre o Brasil: "A medalha mais importante que podemos ganhar é mostrar ao mundo que somos cidadãos de primeira classe, que gostamos de respeito e que não devemos nada a ninguém." Leia aqui.
Título e Texto: O Antagonista, 21-6-2016

Lisboa/Rio de Janeiro pela TAP

Voo TP 075, LIS/GIG, 19 de junho de 2016. O embarque começou na hora aprazada: 22h10. Depois dos ‘prioritários’ de praxe estranhei não terem organizado o embarque por fileiras…

O avião estava na remota. Na remota, não, em outro aeroporto, podes crer! Uns quinze minutos de trajeto!

Aí, chegamos em frente à escada, porta 2 L, esperamos dentro do ônibus.
Portas do ônibus abertas ficamos esperando, amontoados, as duas filas avançarem.
A escada da porta 1L estava vazia, naturalmente destinada aos passageiros da Executiva. Aliás, uma senhora saíu da “nossa” fila e avançou em direção a esta escada. Foi demovida por um funcionário.

No entanto, preste atenção!, estamos esperando ainda as filas avançarem, eis que chega um outro ônibus. Os passageiros desse ônibus subiram pela escada 1E! Então, já viu?, você chega ao cimo da escada, dá um passo dentro da porta e… tem que esperar os passageiros – que vieram em um ônibus a seguir ao seu – que surgem à sua esquerda, passar! “Chose de louque!”.

E eis que vejo chegar o deputado petista da família Molon, viajará na fileira 35, três fileiras à minha frente.
Estou na 39 B. À janela, um gordinho senhor.

[Estórias da Aviação] ‘Amor’ na Varig

Alberto José



Era noite de sexta-feira. A bordo do DC-10 a música ambiente e a discreta iluminação da cabine compunham o cenário para o embarque dos passageiros com destino a Nova Iorque. Junto às portas, moças e rapazes simpáticos, imponentes nos seus uniformes azul-marinhos indicavam os lugares ou ajudavam na acomodação da bagagem de mão nos conteineres superiores. Enquanto isso, na classe executiva os passageiros eram recebidos com taças de champanhe "Veuve Cliqcot", que excitavam o paladar para o excelente jantar que seria servido após a decolagem.

Durante o embarque na classe econômica, as últimas fileiras de assentos centrais ainda estavam desocupadas quando uma mulher muito bonita e elegante, aparentando 35 anos, ocupou o assento 36 G e se posicionou com as pernas para dentro, sugerindo que, se os demais assentos estivessem vagos ela iria deitar após o jantar.

Quase no final do embarque, um senhor muito bem vestido, aparentemente um executivo nos seus 45 anos veio até às últimas poltronas e, em busca de maior espaço para as pernas, se acomodou no assento 36 D, que seria o "domínio" da sua companheira de viagem! Ela não ficou muito satisfeita com a impossibilidade de estender as pernas e, ostensivamente, deixou claro que ele iria atrapalhar o seu conforto.

Após a decolagem, ele tirou da pasta duas revistas e ofereceu a Veja à sua vizinha de assento, que aceitou a revista. Durante o serviço de drinques ela pediu que ele sugerisse a bebida. Ele ofereceu a ela uma dose de uísque e pediu um bourbon com gelo.

Dia dos Refugiados

Valdemar Habitzreuter
Todos nós lutamos por um lugar no mundo. Quando nos sentimos ameaçados, por exemplo, por perigos de catástrofes naturais procuramos algum refúgio seguro. Da mesma maneira, ações agressivas e destrutivas do próprio homem contra seus irmãos mais fracos fazem com que estes procurem proteção. Nos últimos tempos vimos uma enxurrada dessa gente procurar proteção e refúgio em outros países pelas atrocidades em seus países: guerras violentas; massacres em massa; fome; terrorismo; intolerância de todo tipo, racial, religiosa, etc.


O que há de errado com a espécie humana que é capaz de deixar ao abandono membros de sua própria espécie? Tudo indica que só há união e compaixão quando há convergência de interesses entre os membros da comunidade; caso contrário, entra-se em conflito. O homem rege-se pela egocentricidade e quando é confrontado pelo outro com interesse antagônico, começa o desentendimento. Só há altruísmo quando há um retorno. O altruísmo puro fica para os santos, o mortal comum é altruísta na medida em que tem garantia de que seu altruísmo seja compensado por outro altruísta e assim viver pacificamente – altruísmo egoísta, diria. Quando um dos lados falha há a rejeição àquele que quebrou a corrente, ou por falta de condições ou por pura incompatibilidade altruística.

A rejeição coletiva se dá quando um governo que se diz altruísta, isto é, governar para o povo, comete ações que quebram a corrente da vida pacífica de seus cidadãos por interesses antagônicos. Uma parcela desses cidadãos já não tem mais garantias de viver em seu próprio país e procura refúgio… É o que presenciamos com milhares de retirantes fugindo para outros países.

[Estórias da Aviação] Mala 'baron'

Alberto José

A Comissária era uma garota coreana, recém-importada pela Varig, ainda com a inocência das moças orientais.

No segundo voo internacional para Miami, após sair da escolinha, ela foi cooptada por um dos Comissários que sempre trazia "coisinhas em excesso" na mala. Antes de chegar ao Rio, o parceiro chegou para ela e disse: "Vou te dar dez dólares para você passar essa mala pequena na Alfândega. Não pode abrir! É uma mala ‘balão!’ Nem bota na bancada. O fiscal que vai olhar é o Bunda. Entendeu?”
"Sim sinhô, entendi, é mala ‘baron’ não pode abri!”
"Baron não... é mala balãooo!"

Quando ela botou as duas malas sobre a bancada, o fiscal perguntou:
“E essa malinha aí no chão, bota aqui na bancada."

Aí, ela respondeu:
 "Olha, seu Bunda, essa mala não pode abri, é mala balão"…

Perdeu!
Texto: Alberto José, 19-6-2016

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domingo, 19 de junho de 2016

Decolando


Charada (255)

Será que consegue
escrever qualquer coisa 
neste cartaz?

[Meninos, eu vi] A tripulação na Fórmula 1

Alberto José
Em 1978, se não me engano, fizemos um voo para Frankfurt. Durante a viagem, a tripulação fazia planos para assistir à corrida da Fórmula 1, em Zandvoort, na Holanda. Um colega nosso, entusiasta de carros de corrida, era o mais animado.
Ele soube que o comandante já estava com convite (do Emerson Fittipaldi) e, como ele conhecia um mecânico da "escuderie" estaria tudo ajeitado quando a tripulação chegasse lá.

Emerson Fiitipaldi, Autódromo de Jacarepaguá, 1978. Imagem daqui

No hotel, no dia da partida ficamos aguardando o comandante para "descolar" alguma informação ou até mesmo um convite, mas ele já havia sumido em direção à Zandvoort!

Nós alugamos dois carros e, depois de mapear a viagem e colocar mantas e travesseiros, partimos em busca da aventura.

Faziam parte do grupo duas Comissárias gaúchas, muito queridas (elas vão lembrar da estória!).

Quando chegamos na cidade, o céu estava "overcast" e fazia um frio dos "pampas"! Ficamos mais de uma hora no ponto de encontro esperando o mecânico do Fittipaldi, amigo do colega!

Então, como ele não apareceu decidimos procurar um abrigo pois a temperatura estava cada vez mais baixa! Hotéis e albergues estavam lotados; nas portas das casas, só se via o aviso "voll" que traduzimos por, "não tem lugar!"

Começamos a fazer planos para dormir dentro dos carros! Imaginem! Uma tripulação completa dentro de dois carros com aquela temperatura!

[Estórias da Aviação] O truque do iogurte

Alberto José

A Comissária entrou esbaforida na sala da chefia. A secretária, assustada com a entrada repentina exclamou: "Calma, minha filha!... Você vai tirar alguém da forca?”

                        
Na sala da ‘tia’:
"Minha filha, o que te aconteceu? Como tu está assustada!”
"Sabe, tia Alice, fui abusada por um Chefe de Equipe!"
"Isso é muito grave, conta como isso aconteceu?"

"Eu tava no corredor do Hotel Boa Viagem e, de repente, ficou tudo escuro. Faltou energia. Tava um breu danado... de repente, um cara me agarrou e me puxou p'ra escada... aí, abusou de mim!"

"Mas… minha filha, tem uma coisa que eu não estou entendendo... se estava tudo um breu, como tu sabias que era um Chefe de Equipe?!”
“Ah, tia Alice... porque eu tive que fazer tudo sozinha!"
.........................................

O Comandante chegou de Miami e, na hora de botar a mala grande sobre a bancada, devido ao peso a alça arrebentou! A Fiscal da Alfândega olhou para a mala danificada e falou:
"Comandante, por favor abra essa mala grande."

Quando ele levantou a tampa foi uma surpresa... estava tudo melado devido a uma garrafa de iogurte que quebrou durante a viagem.

A fiscal olhou, fez cara de nojo, e falou:
"Pode fechar a mala Comandante... eu nem vou pôr a mão aí dentro... tá tudo muito sujo!"

Nisso, o Comissário que estava ao lado, exclamou em voz alta:
"Genial!”
Surpresos, todos olharam para ele.

Já enfezado o Comandante perguntou: "Genial o quê?”
O Comissário respondeu: "É que esse golpe eu não conhecia!”
Texto: Alberto José, 19-6-2016

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