sábado, 18 de junho de 2016

[Estórias da Aviação] Comandante solta papel higiênico

Alberto José

A tripulação caminhava no aeroporto de Miami para o portão de embarque. Quando eles estavam passando em frente ao Duty Free, no caminho para o gate designado, uma senhora de uns 50 anos, tipo cubana, chamou o Supervisor de Cabine. Ele atendeu e parou para saber o que ela queria. Ela perguntou para onde estavam indo.


Ele respondeu: "Estamos indo para o Brasil"!
Ela então falou: “Meu filho, eu quero te avisar que vocês vão passar por um grave perigo!... A partir de agora eu vou ficar rezando por vocês. Que Deus abençoe vocês!"

O colega ficou espantado, achou muito estranho, mas logo esqueceu aquele encontro inusitado. Depois da decolagem, após alguns minutos, de repente o avião guinou violentamente para a direita e mergulhou mais de mil pés até voltar à atitude normal de voo.

Todo o mundo ficou em pânico, assustados com a manobra imprevista. Então, o Supervisor de Cabine e outros Comissários foram ao "cockpit" para saber o que tinha acontecido. O comandante, ainda assustado perguntou: "Tá tudo bem lá atrás?... como estão os passageiros?... pessoal, escapamos de sorte, quase colidimos com um avião que apareceu na nossa proa!"
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Logo após o sol nascer, o Comandante Checador estava no seu assento esquerdo e a sua esposa, que era GC, estava sentada logo atrás, no assento do observador olhando a paisagem. Então, o comandante chamou o galley e pediu o seu café da manhã com ovos mexidos e bacon.

Quando o colega trouxe a bandeja, o comandante olhou, pegou o prato com ovos e entregou ao galley dizendo: "Pode jogar no lixo. Pr'a mim esse ovo tá muito mole!"

Nesse momento, a mulher do "master" pegou o prato da mão do colega e o recolocou na bandeja dizendo: "Deixa de frescura ‘fulano’... não enche o saco do rapaz... lá em casa eu faço ovo mais mole do que esse e você come sem reclamar!"
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Aquele F/E era um gozador. Um dia, em 1967, às 11h da manhã ele estava na varanda do Galeão velho, que ficava bem em frente a uma das pistas de decolagem. Junto a ele, duas mulheres que vieram trazer algum passageiro, faziam comentários absurdos sobre aviões e tripulantes. De repente, o Convair 990 Coronado - avião comercial mais veloz depois do Concorde - pilotado pelo Comandante Nagib tomou posição e iniciou a decolagem. Quando passou em frente à varanda, quase na V1, o avião produziu duas longas faixas brancas – condensação do ar devido à grande velocidade – que saíram da ponta de cada asa.



Nesse instante, as mulheres começaram a gritar: "Olha lá, meu Deus!... deve ser fogo!... coitados!"Aí, o nosso F/E falou: "Calma minha senhora! Isso é normal, não tem problema algum!"

E uma delas, perguntou: "E aquelas fitas ou fumaça na asa?!"
O F/E respondeu: "Aquilo é papel higiênico que o Comandante solta para avisar que a decolagem foi normal."
Texto: Alberto José, 17-6-2016

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7 comentários:

  1. A V1 é a velocidade limite ou seja, depois dela o piloto terá problemas se tentar parar o avião devido alguma indicação de mal funcionamento dos sistemas de controle da aeronave. Obrigado, Alberto José

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  2. O F/E foi hilario em sua explicação, mas, convenceu as passageiras.

    Nelson Schuler

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  3. Muitas grandes empresas devem ter suas estórias para contar, mas os "contos" da aviação são mais eletrizantes, em especial as crônicas variguianas. Interessante, o fato de uma "sensitiva" ou "vidente" se aproximar de um tripulante e alertar sobre um perigo iminente . Após a decolagem, já em vôo, o susto acontece e , para sorte de todos , tudo acabou bem , graças a Deus.
    A outra senhora, curiosa pelo rastro branco de fumaça devido a condensação do ar , parece ter realmente acreditado nos quilométricos rolos de papel higiênico soltado pelo comandante , após a abertura da janela da cockpit.... rsrsrsrs
    E todos estes contos engraçados ficam nos anais da história da Grande Varig , a vedete aérea das américas que encantou o século passado.
    E para não fugir à regra , aqui vai uma passagem interessante contada no início dos anos 70 . O fato se deu por volta do final dos anos 60, no aeroporto do Galeão ( o antigo), e foi narrado por um senhor Pierre , que trabalhava lá, naquela época:
    - Noite de overbooking no balcão da Aerolineas Argentinas .
    Um passageiro argentino irritado, manda chamar o gerente de plantão ao check-in:
    " - Yo quiero hablar con el representante de la mierda ! "
    O gerente comparece e então responde:
    "- Un momentico, por favor, señor!"
    Saiu e foi ao banheiro masculino. Pegou pelo braço o funcionário que limpava um vaso sanitário e disse:
    "- Venha comigo lá fora, no balcão de check-in ; tem um passageiro que está muito puto contigo"!
    Sem nada entender, os dois seguiram.
    " _ Acá está el, señor!

    Retrucou o passageiro: " - Pero usted no es el gerente del aeropuerto!"
    Treplicou o gerente:
    "- Mira, Señor, si usted quiere hablar con el gerente de aeropuerto, soy yo , y esto muchacho sí, es lo que trabaja con la mierda!"

    Cá pra nós, o argentino mereceu a resposta...

    Abração em todos.

    Sidnei Oliveira
    Assistido Aerus - RJ

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  4. Um beijão, Jim.
    Janda.

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