Depois de um ano inteiro de autonomia,
governadores e prefeitos não conseguiram sequer instalar leitos suficientes. É
a comprovação objetiva do fracasso
J.R Guzzo
![]() |
| No ano passado, o STF deu autonomia para Estados e municípios delinearam as estratégias de combate ao vírus chinês. Foto: Divulgação/Agência Brasil |
De uma vez só, e entre outras
coisas, os secretários querem a proibição das missas, o fechamento das salas de
aulas recentemente abertas, o fechamento dos bares, o fechamento das praias,
mais barreiras sanitárias e um inédito “toque de recolher nacional”, do
Oiapoque ao Chuí. Também querem, é claro, tornar legal o “estado de emergência”
— que, como se sabe, tem o extraordinário atrativo (para quem manda nos
governos) de permitir compras sem licitação — respiradores artificiais, por
exemplo, e você sabe o que mais.
A maior surpresa do pacote todo é essa nova reivindicação de uma “política nacional unificada” de combate à covid — especificamente, estão querendo o tal toque de recolher “nacional”. Como assim, “nacional”? É o exato contrário dos que eles mesmos exigiam um ano atrás — autonomia completa, sem interferência de cima, para gerir o tratamento da epidemia. Foram atendidos, nisso, pelo Supremo Tribunal Federal, que, na prática, deu aos governadores e aos prefeitos a responsabilidade exclusiva na área — ao proibir expressamente o governo federal de interferir em decisões sanitárias das autoridades locais.

















