segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Clamores


Nelson Teixeira
Por vezes deitamos repletos de esperança e despertamos atordoados pelos desatinos que a vida nos reserva. Clamamos a Deus pelos traumas da vida sem avaliarmos as causas das nossas provas e expiações. O Pai celestial, Senhor das verdades absolutas, não coloca fardos maiores e mais pesados para que possamos carregá-los. Por vezes somos insesíveis aos clamores, esquecidos das leis de causa e efeito. O Senhor da vida não nos oferece coisas individuais, oferece os frutos de acordo com o que semeamos envoltos em suas leis. Quantas vezes blasfemamos que as dores pelas quais passamos são demasiadas.

Quantos momentos deitamos sem agradecer o pão de cada dia, deixamos de abraçar e beijar os que compartilham das nossas agruras e estão junto a nós, no mesmo lar, na mesma mesa de jantar.

Quantos momentos a indiferença nos isola e que a dor maior é somente a nossa, quantas bravatas destilamos quando somos ofendidos, esquecidos de que o perdão é a iluminação de nossas vidas, proporcionando-nos também que em algum momento ou em algum lugar seremos compreendidos pela dádiva de oferecermos uma códea de pão aos que perambulam pelos vales das sombras.

Por tudo isso rogamos a Deus, a compeensão, e pedimos a Ele, que não deixe passarmos pelas mais dolorosas provas da vida, porém,
- se isso for benéfico para as nossas trajetórias;
- que seja feita a Sua vontade e não a nossa.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-12-2013

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