terça-feira, 14 de junho de 2016

Terapia de bala

Vitor Cunha
Um indivíduo, simpatizante de um grupo de jihadistas conhecido por assassinar pessoas em praça pública, entrara com intenção de matar pessoas num bar frequentado por homossexuais, disparou indiscriminadamente sobre quem está na sua vida e matou 50 pessoas.

O grupo terrorista islâmico, ISIS ou Daesh – como lhe quiserem chamar, que eu chamo-lhe filhos da puta – advoga uma versão extremista do Islão que, através de violência extrema, pretende a aniquilação de todos os que considera infiéis ou apostatas para a criação e manutenção pela força de morteiro de um grande califado. Homossexuais, mulheres suspeitas de cometerem adultério, crianças do lado errado da rua, cristãos, judeus, ateus, desgraçados e pessoas em geral que não caiam no goto dos indivíduos são, taxativamente, executados em público, envergonhando o mais selvagem dos animais da Terra.

Este parolo chama-lhe “homofobia”. Portanto, o labrego-mor desta terrinha onde Judas perdeu as botas acha que um indivíduo mata 50 pessoas por medo (fobia) de pessoas do mesmo sexo. É, é isso: matou-as por medo, coitadinho, que estava assustadinho. Agora já não tem mais medinho, terrores nocturnos e suores frios, está curadinho. É um milagre, para gáudio de meio-milhar de aspirantes a labregos que metem o coraçãozinho no tweetzinho do sociopata que nos governa.

Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 14-6-2016

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