terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ibope-Datafolha: as duas primeiras pesquisas para prefeito do Rio

Cesar Maia
1. Com um intervalo de quatro dias desde o último fim de semana da Olimpíada, o IBOPE primeiro e o Datafolha em seguida entraram em campo para avaliar as intenções de voto para prefeito do Rio. Nos dois casos a proximidade da Olimpíada incorporou este fator.
                
2. Há muito tempo que não se via duas pesquisas de início da campanha eleitoral darem resultados tão parecidos. E não apenas nos números totais mas também nos cruzamentos. Esse pode ser um sinal de uma proporção alta de voto cristalizado.
                
3. As ruas estão limpas de cartazes no solo e de cartazes nos imóveis, criando uma sensação europeia de eleição. Ou seja: quem não sabe que se está em campanha eleitoral não saberá, pelo menos por enquanto.
                
4. Em ambas as pesquisas Crivella dispara entre os de menor nível de instrução e menor renda. Da mesma forma, Freixo mais que dobra suas intenções de voto entre os de maior renda e nível de instrução, acompanhado num patamar um pouco menor de Bolsonaro.
                
5. Entre os homens, Bolsonaro ocupa o segundo lugar, mas desaba entre as mulheres. Entre os jovens e de forma paralela, Freixo e Bolsonaro crescem. Esse crescimento ocorre mais entre os mais jovens mas se estende uma proporção um pouco menor até os 34 anos.
                  
6. Crivella dispara (47%) entre os Evangélicos, mas não cai tanto entre os católicos 24%. Freixo cresce dobrando suas intenções de voto entre os "sem religião". Entenda-se: não se trata de ateus, mas dos que não seguem nenhuma igreja mas acreditam em Deus. Aqui Freixo tem 22%.

7. Crivella mostrou habilidade ao estrear na cobertura do RJTV-2 visitando Dom Orani, cardeal católico, com direito à imagem e exposição e escolhendo a questão social como tema.
                   
8. Os demais candidatos pouco oscilam entre os cruzamentos, sem pontos de alavancagem, por enquanto. Ainda é cedo para se prever o impacto do pré-desmaio de Bolsonaro nas suas intenções de voto pela contradição que pode provocar.
                  
9. A TV entrou sexta-feira com tempo global menor e sem uma excessiva agregação a favor de um candidato. Tende a ser uma renhida eleição para o segundo lugar. Os cruzamentos mostram que, hoje, o potencial de crescimento de Freixo é maior em função de seu espalhamento e força indutora de seus focos.
                 
10. Por exemplo. Caetano Veloso cantará o hino nacional na posse da ministra Carmem Lúcia, nova presidente do STF. E, ao mesmo tempo, no programa e nos comerciais do Freixo na TV, Caetano Veloso canta o jingle de Freixo. Isso no início da reta final da campanha.
Título e Texto: Cesar Maia, 30-8-2016

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