terça-feira, 20 de novembro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Como ilhas constrangidas nossos jovens entre estelas de granito

Aparecido Raimundo de Souza

SENHORAS E SENHORES, ATENTEM PARA UM FATO IMPORTANTÍSSIMO. Não só aqui no Brasil, no mundo inteiro, os gritos de rebeldias e os berros de clamores em vozes uníssonas, que frequentemente os nossos jovens lançam, aos quatro cantos do planeta, sem mais delongas, necessitam de respostas imediatas. E rápidas senão rasteiras. Aliás, exigem mais. Esperam de todos nós, animosidades de força e poder, “palavras de ordem”, de impavidez, que os coloquem além e acima da réproba dos incautos, que os enxertem nos caminhos da realidade e lhes mostrem que não encontrarão soluções plausíveis para as questões individuais e sociais, enquanto os homens não começarem por conhecerem (e se conhecerem) melhor a si mesmos, bem ainda, se cientificarem das prerrogativas que lhes deparam as ativações conscientes de seus mecanismos psicoespirituais. Em face disto, todos se rebelam frente aos sistemas pedagógicos ensaiados e totalmente sem êxitos.

Reclamam mesmo pé que arma o contragolpe, de pronto, de imediato e de certa forma, numa urgência quase surreal, de uma preparação integral para a vida, e sabemos, esses meninos e meninas têm direitos a ela.  Claro que sim, isto é fato incontestável. Diante deste quadro de linhas babélicas, devemos concluir que os “vazios e as lacunas” das inexperiências, imprescindivelmente carecem ser supridas com o conhecimento de fatores básicos que desenvolvam um critério lógico e axiomático, usque sério, óbvio, coerente e prático, que ao mesmo tempo lhes permitam resolver concisa e condignamente, os entraves e entreveros diários, e ainda, lhes facultem formar, com o mínimo de lucidez e acerto, um destino verdadeiramente promissor e palpavelmente venturoso.

Entendam de uma vez por todas esta questão, caros amigos e leitores. As gerações que aí estão e a cada dia vemos sair à luta, às tapas e pescoções, por suas aspirações e quimeras, esperam encontrar, no agora e no amanhã, a base sólida para as suas reivindicações mais prementes.  Imprescindem, necessitam como do ar que respiram (por conta deste chão cheio de corcovas, de um esteio, de uma mão firme), de um situado confioso de uma bússola norteadora, que as guiem, encarrilhadamente pelas vias de acesso da superação individual. Tais mecanismos as impulsionarão a olharem, via de regra (nada a ver com aqueles dias menstruais da mulher), para o futuro, eis que levam, no sangue, no DNA, nas digitais, o mandado da constante Renovação, incumbência que não só atingirá o progresso material, como também o espiritual, baluarte digno e prúvio dos fortes e sadios, que insatisfeitos por viverem em um mundo convulsionado por interesses mesquinhos e subalternos, pelejam de unhas e dentes, por uma vida melhor, menos mau e degradante.

Os nossos jovens (homens e mulheres de um próximo porvir que às carreiras se avizinha), carecem, portanto, de estímulos nobres e raciocínios fecundos a respeito de suas condutas e perspectivas pósteras. Urge, sem mais delongas, se instruírem a respeito do conteúdo informativo das perícias e práticas da vida cotidiana, base fundamental do comportamento humano e social. Não será evidentemente pelos trilhares dos descontroles e dos desacertos, que acharão as soluções das questões intrínsecas que os oprimem e perturbam. Necessitamos, pois encarregarmos às gerações de hoje e as vindouras (principalmente as vindouras), no tocante a avançarem até as altas regiões dos entendimentos, ou até as explicações dos mais escondidos dos mistérios para as realizações nutridas e satisfatórias de seus espíritos.

Quando tudo isto for inquestionável e imudável, certamente se diminuirão, consideravelmente, as distâncias e os percalços obscuros para alcançarem o equilíbrio pleno entre os grandes avanços científicos e técnicos e, igualmente, aos que concernem à natural essência dos seres pensantes. Por assim, amados, legarmos aos moços, uma capacitação integral é a mesma coisa que assegurar-lhes uma existência digna, merecedora e apropriada. Com estes e outros privilégios, poderão, nossos meninos e meninas, se considerarem donos e senhores dos seus reinados. Ninguém, por mais abestalhado que seja, ousará violentar ou deturpar a felicidade conquistada. Nesta viagem, ao chegarem à idade madura (como nós, os mais velhos, galgamos o até aqui), suas integridades serão invioláveis e, sobretudo, invulneráveis.

Esta é a mensagem que dirigimos a todos. Uma mensagem de Fé e Esperança. Prioritariamente, de Esperança. Fazemos isto para que os nossos rebentos de hoje e de amanhã, percebam os efeitos da hora em que vivemos. A estes e aqueles, convidamos unirem no propósito único da reconstrução que nos alimenta. Estamos ainda, no tempo de darmos o grandioso exemplo. Por fim, anunciarmos, aos quatro cantos do planeta, que, nas entranhas da América, se está gestando o futuro precursor de uma nova e intocável HUMANIDADE.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Florianópolis Santa Catarina, 20-11-2018

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10 comentários:

  1. Verdade meu querido escritor Aparecido ! Nossos jovens, nossos rebentos, estão gritando por liberdade para expressar a fé e esperança, em uma nova era. Que nossos jovens possam conquistar seu espaço nessa nova humanidade futura. Que possam vivenciar e chegar aonde chegamos ou até mais adiante. Que nunca percam a fé e a esperança como você bem disse, principalmente a esperança. Parabéns pelo texto lindo e comovente. Abraços de Carla Rejane

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    1. Resposta à Carla Rejane, Anônima das 00:13 de 21.11.2018. Nossos jovens estão (opinião minha pessoal), sem rumo, sem prumo, sem porto seguro. Sem bússola. Sem um norte delineado, definido. Será preciso empreender um leque muito grande de esforços para que eles consigam trilhar por caminhos mais amenos e sem os dissabores e tropeços pelos quais passamos.
      Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital.

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  2. Em 1960 um avião levava na cabine de comando um operador de rádio e 2 pilotos.
    Em 1970 um B-707 levava um navegador, 2 engenheiros de voo, 2 copilotos e dois pilotos.
    Em 1980 não haviam mais navegadores.
    E na década de 90 encerravam-se a profissão de engenheiros de voo.
    Hoje os voos são feitos com 2 pilotos e um copiloto.
    Nos próximos 10 anos veremos o fim de várias profissões.
    Telefonistas, telemarketing, contabilistas, bancários, etc...
    Se hoje temos 13 milhões de desempregados, 16 milhões perderão seus empregos nos próximos 10 anos para as tecnologias.

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    1. Meu caro amigo Vanderlei Rocha. Meu leitor simpático das 07:18 do dia 21.11.2018. Não acredito que levemos tanto tempo. O prezado até que está sendo gentil com o Brazzzzil. Em 1960, a gente lia livros, frequentava bibliotecas, escutava músicas decentes. Ainda se podia andar pelas ruas sem medo dos assaltos. Claro que existiam os ladrões, os facínoras, não nesta proporção que hoje vemos. A coisa se quadruplicou de tal forma, que hoje não sabemos mais quem somos. Os livros acabaram as bibliotecas desapareceram. As músicas boas, os bons compositores, os bons interpretes sumiram. Cadê Carlos José, Milionário e José Rico, Roberto Carlos, Chico Buarque, Adoniran Barbosa? Onde foram parar Odair José, John Lennon, Ray Charles, Leno e Lilian, Teixeirinha, Maysa, Amália Rodrigues e Belchior? Onde encontro Ângela Maria e Cauby Peixoto? Hoje temos uma desgraça chamada Pablo Vittar que um colega meu jornalista teve a cara de pau de escrever o seguinte: “A Pablo lidera com maestria um momento da nossa história musical brasileira que jamais tivemos chance de ter presenciado”. A pessoa que escreve um troço desse, não tem passado, não tem memória, não tem pai nem mãe. Ou pior, essa infâmia não conhece música. Conhece merda. No mesmo chute dos baixos fudetórios dele, acredito que nunca tenha viajado num 747 da Continental Airlines, ou num Boeing 707, da Pan An, ou ainda, num Lockheed da Constellattion. O amigo deve se lembrar dos confortáveis DC-10, da Varig, aquele avião simpático onde subiam quatro pessoas a bordo e depois desciam dez? No meu tempo, se voava pela VASP pela CRUZEIRO DO SUL (extinta SYNDICATO CONDOR) que veio a falir porque seus funcionários reclamavam que o sindicato só cobrava taxas e mais taxas e todos ficavam com dores nas costas, a PANAIR DO BRASIL com seus elegantes Consolidated Commodore e também os Sikorsky S-38. Me esbaldei muito voando numa charteira da Skyjet, muito antes de existir a tal da SKY que hoje não oferece nada em matéria de avião, mas se gaba de ter mais de 500 canais. Por sinal uma droga de Empresa. Em resumo, meu nobre Vanderlei Rocha, não dou 5 anos para estarmos fugindo daqui como os venezuelanos tentam escapar da fome, da miséria, da repressão e da falta de emprego. Ou como os cubanos para os Estados Unidos. Nossos ladrões só mudam de nome. Nicolás Maduro lá, (por que ainda não comeram este câncer, já que está maduro?!), aqui Michel Temer, Lula, Fernando Haddad (agora não dá mais), Giro Somes (sumiu mesmo, foi girar nos quintos), Cabo Daciolo Quebrado Patriota, Carina Silva, perdão, Marina Silva, Guilherme Boulos (dizem que tem uma fabrica de boulos em São Bernardo do Campo), etc... Cinco anos, meu nobre. Espero estar vivo e com saúde. Logo não teremos emprego, seja ele de telefonista, telemarketista, contabilista, bancário, jornalista, cantor, compositor... seremos 30 milhões vivendo num belo e suave campo de concentração. Já perdemos a dignidade, a honra e a moral. O que mais nos resta perder? Campo? Ah, ia esquecendo. Ainda não sei. Apenas me falaram que terá um nome bonito e chamativo. Saúde, Graça e Paz!
      Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital.

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    2. EM TEMPO...
      FUI ENGENHEIRO DE VOO DE :
      ELECTRA
      B-707
      DC-10
      JUMBO 747

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    3. Vanderlei, meu caro, fale mais a respeito desta profissão de "Engenheiro de vôo". Gostaria de saber. Forte Abraço. Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital.

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  3. APARECIDO,
    Fiquei pensando muito mais sobre as ILHAS do que pelos adolescentes.
    Azimov já dizia que o universo era uma ilha.
    A terra é uma ilha, assim como o sol, a via Láctea e perdoa-me dizer que todos nós somos uma ilha.
    Pior dizendo é que somos ilhas solitárias, perdoe-me o pleonasmo, ilhas são solitárias.
    Antigamente nossos mares eram nossos pais, que nos banhavam com afeto, educação e alfabetização.
    Hoje os filhos dessas gerações de busca pelo intangível, são ilhas aprisionadas nas piscinas do silêncio.
    As creches, as tias e maus educadores são os cuidadores dessas piscinas.
    Perdoa-me a Carla mas eles não gritam por liberdade, nem fé e esperança.
    Eles não sabem o que é liberdade.
    Liberdade é algo que não possuímos.
    Liberdade é algo que doamos aos outros.
    Passamos anos tentando conhecer nosso TEMPLO.
    A humanidade adoece a cântaros.
    Os ídolos e as ideologias destroem a humanidade.
    Ninguém trabalha pelo conjunto da obra só porque faz a sua parte.
    Todo mundo quer "EMPODERAMENTO".
    PALAVRA QUE EU DESCONHECIA.
    99% dos trabalhadores em construção somos nós homens.
    95% dos lixeiros e garis somos nós homens.
    Eles não querem "empoderamento", querem reconhecimento.
    Estou cansado de ver falarem que mais mulheres e diversidade diminuirá a corrupção brasileira.
    Ledo engano, essa raiz está em todo ser humano.
    Há homens e mulheres que se sujam por 1 real, há outro tanto que se sujam por mais.
    A busca pelo sentido monetário de ambos, produzem filhos do erário familiares.
    Hoje há mais adultos sustentados por pais e mães do que trabalhando.
    São os PETs modernos.
    Não sabem para que lado aperta-se o parafuso.
    Não se importam com as contas à pagar.
    Ficam atormentados se faltar o ADSL ou a banda larga telefônica.
    O SOCIALISMO RESOLVERÁ TUDO COLOCANDO TODOS NEM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO.
    A culpa de tudo está no capitalismo, sem emprego, sem estudo, sem mérito e sem busca de emprego, perecerão.
    FUI...

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    1. Meu caro Vanderlei Rocha. Passo a responder agora ao seu comentário do dia 21.11.2018 agora do horário das 11:18.

      Tenho um universo de mais de 6 mil títulos em minha casa. Não conheço outra pessoa que reúna tantos livros quanto eu. Todos catalogados no computador, pela Carina, minha secretária. E como o prezado citou Asimov, eu devo dizer que tenho a coleção completa desse autor. No pórtico de seu livro “O Despertar dos Deuses”. No frontispício deste livro, ele colocou a seguinte dedicatória: “À HUMANIDADE. E À ESPERANÇA DE QUE A LUTA CONTRA A ESTUPIDEZ SEJA FINALMENTE VITORIOSA”. Termina com uma interrogação muito séria. “CONTRA A ESTUPIDEZ... OS PRÓPRIOS DEUSES... LUTAM EM VÃO?”.
      Pessoalmente acredito que Azimov falecido em 6 de abril de 1992, morreu com essa frustração. Não chegou a alcançar a humanidade livre da estupidez. A estupidez é um mal que não tem cura. Doença que não sara. Como um câncer terminal. Uma vez contraída, é sete palmos de terra e fim de papo. Azimov disse que “o universo é uma ilha” e disse, se não me engano, em “A choice of catástrofes” ou (Escolha a catástrofe). E repetiu a façanha, asseverando que “os próprios deuses lutam em vão” conforme pode ser visto em “Lucky Starr And The Oceans Of Venus” (Os Oceanos de Vênus). Os Deuses de Azimov são como as ideologias de Cazuza. Só existem, ou melhor, só existiram para ele, na cabeça dele, ou seja, num mundo particular seu, um universo fechado que acredito, nem ele tenha conseguido penetrar inteiramente. Em dias atuais, quem seriam nossos deuses?! Aponte meu caro Vanderlei um ser, um só humano, para que juntos possamos gritar aos quatro cantos, sem medo de errarmos “ESSE É O CARA”. Esse será o NOSSO DEUS. Não existe. Nunca existirá. Vamos morrer com o mesmo engano, com a mesma decepção, com o mesmo fracasso de Isaac. Nossos descendentes, as futuras e futuras e porvindouras gerações vão passar por aqui e ao final, irão para a casa do Carvalho com o mesmo desengano anunciado pelo autor de “As correntes do espaço”, “Enigmas dos viúvos negros” e “Crônicas da fundação”. Resumindo: continuaremos a ser ilhas solitárias. Morreremos sem conhecer nosso tempo e, de roldão, nossos templos. Seguiremos como pobre e triste Prometeu, chegaremos (com as graças do bom Deus) ao amanhã, chegaremos adoecidos, empobrecidos, cansados e sem ânimo para a luta. Nesta altura da caminhada, que venham muitos parafusos e porcas para serem apertados. Porém, que sejamos nós, pelo menos as chaves de fendas. E não eles. De repente, se começarmos a apertar... Forte abraço. Seu amigo,
      Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital.

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  4. CUMA????
    "O amigo deve se lembrar dos confortáveis DC-10, da Varig, aquele avião simpático onde subiam quatro pessoas a bordo e depois desciam dez?"

    Não entendi!

    E lembrei que 0 comissário Jaime ,contava que embarcaram no japão soldados americanos,nukm vôo para LA , e que ele recepcionou na entrada da aeronave, e que no desembarque não estavam a bordo.
    Acreditava este colega que - como espiríta que era- que a única explicação eram almas de soldados americanos voltando à patria.
    Agora "reprodução à bordo" primeira vez que ouço falar,ou leio, foi no texto acima do Aparecido.
    Paizote

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    1. Caro Paizote, estava sentindo a sua falta. Texto meu sem seu comentário fica sem graça. Confesso, continuo voando na "reprodução à bordo". Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital.

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